SUSANA VIEIRA: DEU TUDO AO HOMEM MAIS JOVEM — E ELE ESVAZIOU TUDO QUE ELA TINHA CONSTRUÍDO 

SUSANA VIEIRA: DEU TUDO AO HOMEM MAIS JOVEM — E ELE ESVAZIOU TUDO QUE ELA TINHA CONSTRUÍDO 

Existe uma forma específica de força que o Brasil aprendeu a reconhecer em algumas mulheres. Não há força que seja descrita de forma abstrata. Não há força que existe nos discursos e nas frases de efeito que circulam nas redes sociais, com a superficialidade de tudo o que é produzido para ser partilhado sem ser completamente sentido.

 Mas a força real, a força que vem de dentro de uma vida vivida de forma completa, que foi testada de formas que o conforto nunca testa e que quando emerge de dentro deste processo de teste tem uma qualidade que é imediatamente reconhecível e que não necessita de explicação porque se impõe pela própria presença. é a força de quem chegou de algum lugar que não era simples e que construiu com o que havia disponível, com as ferramentas que existiam, sem o benefício de uma rede que tornasse o caminho mais fácil [música] do que era,

algo que era genuíno e que era grande e que era completamente dela. é a força de quem atravessou coisas que deveriam ter partido e que não partiram porque havia algo por dentro que era mais sólido do que qualquer coisa que chegou de fora tentando quebrar. É a força que o Brasil associa a um pequeno número de mulheres que existiram dentro da cultura popular de formas que tornaram impossível [música] pensar nesta cultura sem pensar nelas.

 E Susana Vieira é uma dessas mulheres. Susana Garcia Vieira Bonfim. O nome completo de uma mulher que o Brasil conhece de uma forma que não precisa de apelido, que não precisa de apresentação, que existe dentro da memória cultural do país, de formas que são tão profundas e tão sedimentadas que qualquer pessoa que cresceu a ver televisão brasileira nos últimos 50 anos reconhece de dentro, não como um conceito abstrato, mas como uma presença, como alguém que esteve lá durante fases da vida, de uma forma que tornava a televisão algo que era

familiar, porque ela estava nela de formas que eram constantes e que eram reconhecíveis e que faziam parte [música] do que o Brasil entendia que era a televisão. nascida a 23 de agosto de 1941 em Ibiuna, no interior de São Paulo. uma pequena cidade, do tipo que o mapa do interior de São Paulo tem aos montes e que existe dentro da vida de quem lá nasceu de formas que são moldadoras de formas que a grande cidade raramente produz da mesma forma que tem dentro de si uma especificidade de experiência que advém do

que é viver num lugar onde todos se conhecem e onde o que cada pessoa é tem consequências que se estendem para além do indivíduo e que tocam na forma como o família é vista e como a comunidade existe dentro de uma teia de relações que é mais densa do que qualquer equivalente urbano. Susana não ficou em Ibiuna.

Não porque não houvesse amor pelo lugar de origem, há sempre amor da forma que existe dentro de qualquer relação com o local onde se cresceu e que é mais complexo do que qualquer nostalgia simples, porque inclui tanto o que havia de bom como o que havia de limitador e que tornou necessário [música] ir embora.

Mas porque havia algo que precisava de um espaço maior do que o espaço disponível, que exigia um contexto que a pequena cidade não poderia oferecer, da mesma forma que a grande cidade poderia oferecer a alguém que tinha o que Susana tinha desde antes de saber completamente o que tinha. O que ela tinha era uma presença, uma forma de existir no espaço que tornava qualquer ambiente que ela habitava, diferente de um ambiente onde ela não estava, que tinha dentro de si aquela qualidade específica que os encenadores de teatro e

de televisão chamam de presença cénica, mas que, no caso de Susana existia muito [música] antes de qualquer palco e que o palco apenas revelou e amplificou de formas que tornaram visível O que lá estivera desde muito antes. Era a voz que tinha uma qualidade que não era só o resultado da técnica que viria depois com os anos de formação e de prática, mas que tinha dentro de si algo que era originário, que vinha de dentro de uma forma que nenhum método de ensino da representação completamente ensina, porque não é ensinável da mesma forma

que outras competências técnicas [música] são ensinadas. Era o olhar que as câmaras descobriram de uma forma que revela que havia ali uma capacidade específica de comunicar através dos olhos, que é rara, de formas que tornam quem a tem algo que o cinema e a televisão procuram sempre, porque é o tipo de coisa que atravessa a distância entre o ecrã e o espectador, de uma forma que cria uma intimidade que é ao mesmo tempo técnica e que vai para além de qualquer técnica.

 E era o que existia por baixo de tudo aquilo, um temperamento, uma forma de estar que era intensa de formas que a câmara captava e que o público sentia e que tornava Susana Vieira algo que era maior do que qualquer papel específico que ela interpretasse, que existia para além de qualquer personagem específica, de uma forma que tornava cada personagem que ela habitava, algo que era inevitavelmente também ela própria.

 de formas que não diluíam a personagem, mas que o tornavam mais real, porque havia ali uma presença humana que era genuína por baixo de qualquer ficção. São Paulo abriu-lhe os seus espaços, não de forma imediata, não de forma que não houvesse resistência e dificuldade, e o processo específico de quem chega do interior para a grande cidade, com talento, mas sem ligações, e que precisa encontrar dentro de um ambiente competitivo e, por vezes hostil, uma entrada que não [música] estava previamente preparada. Havia os castings

que não resultavam no que tinha sido esperado. Havia as portas que abriam parcialmente e que se fechavam antes que houvesse tempo para entrar de forma completa. Havia o processo de ser vista por pessoas que tinham o poder de incluir ou de excluir e que nem sempre incluíam de uma forma que fosse consistente com o que havia de realado.

Mas havia também o teatro, que foi o primeiro espaço onde o que havia em A Susana encontrou uma forma de ser recebido de formas que correspondessem à a sua dimensão, que havia dentro da cena teatral paulista daquele período, um ambiente de descoberta e de experimentação que tornava possível que coisas que eram novas e que eram originais encontrassem espaço de formas que a televisão, [a música] que era mais conservadora dentro das as suas lógicas de produção, ainda não havia completamente proporcionado.

o teatro foi a escola real, não no sentido de que existia um currículo formal que foi seguido de uma forma que no final produziu um diploma, mas no sentido de que havia dentro da prática diária de subir a um palco e de existir diante de um público ao vivo uma aprendizagem que era mais profunda do que qualquer teoria e que moldou o que Susana se tornou de formas que a televisão depois aproveitou, mas que não tinha criado.

Você que está aqui agora, eu sei que Susana Vieira significa algo para si, que há uma novela, uma personagem, um momento específico dentro de décadas de televisão brasileira em que ela estava presente de formas que ficaram guardadas dentro de si, de formas que vão além de simplesmente ter assistido a algo.

 E é é exatamente por isso que este vídeo existe, porque a história de Susana Vieira não é apenas a história de uma carreira extraordinária, é a história de uma mulher que viveu de forma intensa em todas as dimensões da vida, que amou de formas que custaram algo que raramente é completamente contado, que atravessou uma doença que poderia ter partido qualquer pessoa [música] menos sólida e que chegou onde chegou através de um caminho que tinha dentro de si.

 muito mais do que qualquer resumo biográfico consegue [música] captar. Antes de continuar, subscreve já esse canal e ativa o sininho. Aqui vamos onde as entrevistas não vão e conta o que as narrativas convencionais deixam de fora. Ativa o sininho e fica aqui comigo, porque o que começa agora é a história de Susana Vieira, da forma que nunca foi completamente contada.

A televisão chegou da forma que a televisão chegou para os atores e as atrizes da geração de Susana, não de uma vez, não como uma escolha deliberada de deixar o teatro para trás e de migrar de forma definitiva para um novo meio, mas de forma gradual, de formas que foram revelando progressivamente que havia ali uma possibilidade de alcance, que o teatro, com o seu público que era presente no espaço físico da sala de espetáculos, não conseguia proporcionar da mesma maneira.

 A televisão brasileira dos anos 60 e 70 estava numa fase de formação. Estava a descobrir o que era capaz de fazer. estava a testar formatos e linguagens e formas de contar histórias que o meio [música] ainda estava desenvolvendo de formas que tornavam aquele período um de experimentação que criava tanto [música] espaço para o fracasso como espaço para a criação de algo que fosse novo e que fosse genuinamente do meio, e não simplesmente uma adaptação de formas que tinham existido antes noutros contextos.

A telenovela que viria a ser o formato central da televisão brasileira, de uma forma que não tem equivalente na história da televisão de nenhum outro país do mundo de forma completamente equivalente, estava a ser inventada nesse período de formas que criavam um território de possibilidade que tornava necessário um tipo de atuação que era diferente do que o teatro tinha exigido e que o cinema tinha desenvolvido de formas distintas.

 Susana Vieira encontrou a novela e a novela encontrou Susana Vieira de uma forma que foi ao mesmo tempo técnica e que tinha dentro de si algo que ia para além do técnico. Havia uma correspondência entre o que o formato da novela exigia das atrizes e o que Susana tinha para oferecer, que tornava a relação entre as duas coisas algo que era mais do que simplesmente uma atriz que tinha aprendido a trabalhar dentro de um novo meio.

 Havia na novela uma necessidade de intensidade emocional que o meio tinha descoberto ser o [música] que o público respondia de forma mais forte. havia dentro da relação entre o espectador de telenovelas e as personagens da novela, [música] uma intimidade que era diferente da intimidade do cinema e que era também diferente da intimidade do teatro, que vinha do facto de o espectador acompanhava a personagem de segunda a sábado, durante meses, de uma forma que criava uma familiaridade que tornava a distância entre a ficção e a realidade

progressivamente mais permeável, que tornava possível que as pessoas sentissem o que as personagens sentiam de uma forma que ia muito para além do que qualquer análise intelectual do que era ficção e do que era real poderia completamente explicar. A Susana tinha essa intensidade, tinha a capacidade de habitar uma personagem de uma forma que era completa, que não reservava nada, que entrava no que estava a ser interpretado de formas que tornavam a experiência de assistir a ela, atuar algo que era, ao mesmo tempo,

prazer estético e reconhecimento emocional, que tocava em locais dentro do espectador, que eram reais de formas que transcendiam a ficção, porque Havia ali uma humanidade que era genuína e que chegava de dentro [música] de algo que era inventado, mas que tinha em si, que era a verdade da atuação quando funciona da forma mais completa.

Os anos que se seguiram foram os anos de construção de uma carreira que foi sendo edificada papel a papel, novela a telenovela, personagem a personagem, de uma forma que transformou Susana Vieira naquilo em que ela se tornou dentro da televisão brasileira e dentro da cultura popular do país.

 Mas havia [música] também uma vida fora da carreira, uma vida que foi intensa de formas que a carreira não conta completamente, que teve dentro de si amores e perdas e decisões que custaram algo que raramente aparece nas entrevistas sobre as personagens e sobre os prémios e sobre os recordes de audiência. E é essa a vida que este vídeo vai examinar, de uma forma que nenhuma entrevista sobre a carreira nunca examinou com a honestidade que ela merece.

 A carreira de Susana Vieira dentro da televisão brasileira foi construída ao longo de décadas, de formas que tornaram a sua presença dentro da cultura popular do país, algo que ia para além de qualquer papel específico e que existia como uma presença em si mesma, como algo que o público tinha incorporado de uma forma tão profunda que quando Susana Vieira aparecia na ecrã, havia um reconhecimento que era imediato e que transportava dentro de si toda a história de tudo o que tinha sido visto antes, de todas as personagens que tinha habitado, de formas que tinham

deixou [música] marcas dentro da memória coletiva, de gerações de espectadores que tinham crescido com a a sua presença na televisão como uma das constantes de um mundo que tinha mudado de muitas outras formas ao longo daquele mesmo período. As personagens que Suzana habitou ao longo das décadas formam uma galeria que é ao mesmo tempo variada de formas que revelam uma versatilidade que não é comum, da mesma forma em todos os atores e atrizes, mas que tem dentro de si uma consistência que é a consistência de [música] uma personalidade específica

que se manifesta de formas diferentes dentro de contextos diferentes, sem que esta manifestação seja nunca completamente neutra, nunca completamente subserviente ao que o texto pede, de uma forma que apague [música] o que a atriz traz. Havia as personagens que eram poderosas, as vilãs, as matriarcas, as mulheres que tinham dentro de si uma força que podia ser tanto destruidora como protetora, dependendo do contexto e do que a narrativa exigia, que Susana habitava de uma forma que possibilitava que o público detestasse e amasse ao mesmo tempo,

porque havia ali algo que era reconhecível, mesmo quando era excessivo, que tinha dentro de si uma humanidade que a vilania não apagava completamente, porque não era possível apagar quando vinha de dentro de algo que era genuíno. via as personagens que eram [música] vulneráveis, as mulheres que amavam de formas que as colocavam em posições de exposição que eram dolorosas, que Susana habitava de formas que tornavam a vulnerabilidade algo que era empoderador na sua honestidade, em vez de diminuidor, que havia dentro da forma como ela

interpretava a dor e o amor e o luto, uma qualidade que era de reconhecimento e não de vitimização, que tocava no que é real dentro de qualquer experiência humana de amor, de uma forma que o público reconhecia de dentro. E havia os personagens que eram irónicas, que tinham dentro de si uma consciência sobre o que eram, de formas que criavam uma camada [música] de humor, que não era leveza, mas que era a inteligência específica de quem entende o mundo de uma determinada forma e que quando interpreta este entendimento, produz algo que é ao

mesmo tempo engraçado e perturbador, que faz rir de formas que também fazem pensar. as novelas que marcaram. Seria impossível enumerar todas as novelas de Susana Vieira dentro de um único vídeo, de forma a que cada uma recebesse o peso que merece. Havia muitas, havia décadas de televisão brasileira, em que a sua presença era uma das mais constantes e das mais relevantes.

 Havia uma quantidade de trabalho que, quando vista de forma acumulada, revela algo sobre a consistência e sobre a entrega que era real e que não era o resultado apenas do talento, mas também do empenho com um nível de qualidade que se manteve ao longo de um período que seria suficiente para que muitas pessoas tivessem diminuído de formas que são compreensíveis, mas que Susana não diminuiu.

Senhora do destino. A novela das seis, exibida pela Globo entre 2004 e 2005, escrito por Agnaldo Silva, foi um dos momentos em que a convergência entre o que a Susana tinha para oferecer e o que o papel exigia produziu algo que foi para além do que qualquer análise anterior das duas partes separadas poderiam ter antecipado.

personagem de Maria do Carmo, a mulher simples, trabalhadora, que perdera uma filha no tempo da ditadura e que décadas depois a encontrava de formas que a narrativa construía com uma elaboração que tornava o encontro algo que o público tinha acompanhado de dentro de uma forma que tornava a cena final uma das mais assistidas da história da televisão brasileira.

 Era um personagem que Susana habitou de formas que revelavam o que estava por baixo de todo o glamur e de toda a força que eram a face mais conhecida da sua persona pública. havia dentro de Maria do Carmo algo que era de dentro de Susana, uma capacidade de sentir de forma completa, de não proteger o que estava a ser sentido de formas que a técnica por vezes utiliza como escudo, de entrar de forma tão completa dentro do que a personagem estava atravessando, que a distinção entre atriz e personagem tornava-se invisível

de formas que eram, ao mesmo tempo, o resultado de décadas de prática e que revelavam que havia algo que a prática tinha aperfeiçoado, mas que não havia criado de [música] zero, porque já estava lá antes. Antes de continuar, eu preciso que perceba algo sobre o que significa construir uma carreira, como a que Susana Vieira construiu dentro da televisão brasileira.

 Não é só talento, não é só estar disponível quando o telefone toca, é estar disponível de uma forma que é total, que inclui o que está a ser vivido por dentro da vida pessoal e que inclui a que o corpo está a passar e que inclui as alegrias e as dores e as incertezas que qualquer vida tem e que no caso de uma atriz de televisão existem ao lado de um trabalho que lhe pede que apareça e que entregue de forma a que corresponda ao que foi prometido, independentemente do que está a acontecer por dentro.

 A Susana fez isso durante décadas e o que estava a acontecer por dentro, os amores, as perdas, as doenças, as batalhas [música] que raramente chegam ao espaço público de forma completa, é a parte da história que este vídeo está a contar. Deixa aqui nos comentários qual [música] foi o personagem de Susana Vieira que mais ficou dentro de si.

Havia também o que existia fora das telenovelas, a Persona pública, que era ao mesmo tempo uma extensão e uma construção que era genuína de formas que as personas [música] públicas raramente são de forma completamente equivalente, mas que era também moldada pelas forças que moldam qualquer figura pública de elevada visibilidade dentro de uma indústria que tenha as suas próprias lógicas sobre o que deve ser mostrado e o que deve ser guardado.

 Susana Vieira era conhecida pela sua franqueza, não a franqueza calculada que algumas figuras públicas desenvolvem como estratégia de imagem. A franqueza que parece honesta, mas que tem sido cuidadosamente editada de formas que tornam o que está a ser dito algo que serve objetivos específicos, sem ser completamente honesto, no sentido em que a honestidade real exige.

 uma franqueza que tinha dentro de si, algo que era mais arriscado do que qualquer cálculo de imagem aprovaria, uma disposição de dizer o que estava a pensar, de formas que por vezes criavam problemas que uma A comunicação mais estratégica teria evitado, mas que eram, ao mesmo tempo o que tornava o público capaz de sentir que havia ali algo de genuíno que não estava a ser completamente gerido, de forma que tornasse impossível qualquer acesso.

 ao que estava por dentro. Essa franqueza chegava às entrevistas de formas que os entrevistadores aprendiam a não completamente antecipar. Havia declarações que eram surpreendentes, não porque fossem calculadas para surpreender, mas porque eram o resultado de alguém que não havia [música] completamente filtrado o que estava pensar antes de dizer e que havia descoberto ao longo dos anos que este tipo de autenticidade, mesmo quando criava momentos de desconforto, criava também uma relação com o público, que era mais real do que qualquer versão

polida e segura da mesma pessoa, poderia criar Da mesma forma, existiam declarações sobre os relacionamentos, sobre os homens que tinham estado na vida dela de formas que eram por vezes celebradas [música] e por vezes difíceis, sobre o que havia esperado e o que tinha recebido, sobre o preço específico que as mulheres de sucesso pagam dentro de relações amorosas, de formas que a conversa pública raramente aborda com a honestidade que Susana por vezes abordava quando a pergunta chegava.

 De uma forma que tocava em algo que estava presente de formas que tornavam o silêncio menos natural do que a resposta direta. Havia declarações sobre a indústria, sobre a Globo, sobre os produtores, sobre as dinâmicas de poder dentro de uma emissora que era enorme e que tinha dentro de si hierarquias que determinavam o que era possível de formas que nem sempre eram completamente transparentes para quem estava lá dentro, mas que Susana aprendera a navegar de formas que eram ora subtis e ora vezes menos subtis, dependendo do que a

situação exigia. A vida amorosa de Susana Vieira, que foi um tema que tem aparecido ao longo dos anos de formas que eram variadas, que tinha momentos de grande visibilidade pública e momentos de maior descrição, que alternavam de formas que não eram sempre completamente consistentes, mas que revelavam uma mulher que amara de formas que eram intensas, porque era assim que ela vivia tudo.

 é a dimensão da trajetória dela que este vídeo vai examinar de forma mais completa do que qualquer entrevista tinha examinado antes, porque havia dentro desta dimensão, dentro da vida amorosa dos Susana Vieira, dentro dos relacionamentos que ela tinha escolhido e dos que tinha perdido, e dos que tinha sobrevivido de formas que tinham custado algo que nem sempre era completamente nomeado, uma história que era ao mesmo tempo muito dela.

e que tocava em algo que era universal, de formas que qualquer mulher que já amou de forma intensa, dentro de uma vida que tinha também uma identidade própria e uma carreira própria e uma série de compromissos que existiam para para além do amor, reconhece por dentro. E o capítulo desta história que o Brasil acompanhou mais de perto e que nunca acompanhou completamente da forma que merecia ser acompanhado é o capítulo da Sandro Perz.

 O homem que entrou na vida dela de uma forma que ela nunca tinha esperado que alguém entrasse, que prometeu coisas que nenhum homem tinha prometido e que quando se foi embora revelou que havia algo que tinha sido perdido de formas que o amor por si só não consegue completamente explicar. Há uma forma específica de entrada na vida dos uma pessoa que é mais devastadora do qualquer outra.

 Não a entrada óbvia, não a entrada que a pessoa que está a ser entrada vê chegar de formas que permitem que haja preparação, que haja avaliação, que haja a possibilidade de decidir com a clareza que as grandes decisões pedem, se aquilo é o que parece ser ou se há algo que precisa de ser mais cuidadosamente examinado antes de ser completamente acolhido.

A entrada mais devastadora é a que parece responder a algo que estava a ser procurado, que chega no momento certo, com as palavras certas, com a presença certa, de uma forma que faz com que a pessoa que recebe essa entrada sinta que havia ali algo que estava à espera, exatamente aquilo, e que o encontro era não um acidente, mas uma correspondência entre uma necessidade que existia e uma oferta que chegou de uma forma que parecia ter sido feita especificamente para aquela necessidade específica.

Sandro Perez chegou à vida de Susana Vieira desta forma, não de uma forma que pode ser completamente reconstruída nos os seus pormenores concretos, as datas, os lugares, as circunstâncias exatas do primeiro encontro e do que aquele primeiro encontro produziu de imediato. Porque são estas as coisas que as pessoas que viveram guardam-nas de formas que raramente chegam ao espaço público de forma completamente detalhada.

 Mas de uma forma que as pessoas que rodeiam os Susana perceberam e que as declarações que ela própria foi fazendo ao longo do tempo foram construindo uma imagem que tornava possível compreender o que havia aconteciam de formas que eram suficientemente honestas para que a história fosse contável. Era mais novo.

 Esta é uma informação que existe como dado dentro de qualquer narrativa sobre Susana Vieira e Sandro Perez, e que é, ao mesmo tempo um facto e algo que vai para além do facto, que tinha dentro de si um peso de expectativas e de julgamentos que chegavam do mundo ao redor, de formas que eram por vezes explícitas e, por vezes, implícitas, mas que estavam sempre presentes, que criavam uma dimensão adicional dentro da relação.

 que existe dentro de qualquer relação entre uma mulher de uma certa idade e um homem consideravelmente mais novo, e que o Brasil, com a sua relação específica com as diferenças de idade dentro dos relacionamentos, não processava de forma completamente neutra. O mundo aceitava sem questionamento quando um homem de 60 anos amava uma mulher de 30.

 O mundo questionava de forma muito mais ativa quando uma mulher de 60 anos amava um homem de 30. Este duplo padrão que Susana reconhecia e que por vezes comentava de formas que revelavam que não havia qualquer ilusão sobre o que estava sendo vivido dentro do contexto em que estava a ser vivido, fazia parte do que tornava a relação algo que existia dentro de um espaço de julgamento público que acrescentava peso ao que já tinha os seus próprios pesos dentro de uma relação entre dois adultos, com histórias e com necessidades que eram

diferentes. [música] Susana amou, não de forma a que houvesse ambiguidade sobre a qualidade do que estava a ser sentido. via nas declarações que ela foi dando ao longo dos anos sobre esse período uma honestidade sobre a intensidade do que tinha sido vivido, que não era construída para consumo público, mas que era o resultado de alguém que tinha habitado algo de forma tão completa que a distância entre o que tinha sido sentido e o que se podia dizer era menor do que seria para alguém que tinha geriu a experiência de uma forma

mais controlada. Havia nesse amor algo que era diferente do que tinha existido antes na vida dela. Uma qualidade de presença, uma forma de ser amada de formas que respondiam a coisas que haviam estado presentes como necessidades e que não tinham sempre encontrou resposta de formas que correspondessem ao que era pedido.

 que havia em Susana nesse período, uma abertura que era diferente do que havia sido antes, uma disposição para deixar entrar de uma forma que havia sempre sido mais controlada, uma disponibilidade para ser vista de formas que a força que tinha sido a marca pública [música] da sua persona raramente tinha permitido que fossem de formas tão completas.

 é o paradoxo específico de quem é forte de formas que são visíveis para todos, que a força que é real e que é o alicerce de tudo também pode criar à sua volta uma estrutura que torna difícil receber de formas que exigem vulnerabilidade, que pode criar uma armadura que é ao mesmo tempo, a proteção e a prisão, dependendo do que é necessário em cada momento específico.

Sandro tinha chegado de uma forma que parecia capaz de atravessar esta armadura, de criar dentro de Suzana uma disponibilidade para ser cuidada e para ser amada de formas que a força raramente tinha conseguido produzir mais cedo. Porque a força, quando é suficientemente grande, por vezes comunica aos outros que não há necessidade de cuidados quando na realidade há.

 O relacionamento foi público. Não porque a Suzana houvesse escolhido que fosse público de uma forma deliberada que servisse objetivos específicos de imagem, mas porque havia algo dentro do que estava a ser vivido que tornava difícil guardar de formas que o guardassem completamente, que havia uma alegria que transbordava de uma forma que as entrevistas [música] e as aparições públicas revelavam mesmo quando não era o assunto central do que estava a ser falado.

 O Brasil viu e o O Brasil reagiu da forma que o Brasil reage quando uma mulher de uma determinada idade é vista com um homem mais novo, com a mistura de aprovação que vinha de quem torcia genuinamente para que desse certo. que vinha de quem tinha visto histórias similares terminarem de formas que revelavam que existiam dinâmicas que eram mais complicadas do que a alegria do começo sugeria e de curiosidade que era ao mesmo tempo legítima e invasiva, da forma que a curiosidade sobre a vida privada de figuras públicas é sempre ao

mesmo tempo as duas coisas. Havia as perguntas que chegavam às entrevistas de formas que eram por vezes gentis e, por vezes, menos gentis, que queriam saber o que estava a ser vivido de uma forma que estava para além do que qualquer entrevistado tem a obrigação de revelar, mas que Susana por vezes respondia de formas que eram mais diretas do que seria estrategicamente necessário, porque havia em quem perguntava uma atenção que ela reconhecia como genuína e que por vezes vezes, citava uma honestidade que ia para além do que havia sido planeado

revelar. Antes de continuar, preciso que pense em algo que raramente é dito de forma direta sobre a situação de Susana Vieira e Sandro Peres. Algo que existe dentro de qualquer relação, onde existe uma diferença significativa de recursos e de posição social entre as duas partes, e que quando não é nomeado, cria [música] um espaço de confusão, que é mais pesado do que qualquer nomeação honesta seria.

 Susana era uma das atrizes mais famosas do Brasil, com uma carreira de décadas que tinha produzido um património que era real. O Sandro era mais jovem, com um percurso profissional que era diferente do percurso dela, de formas que eram objetivamente verificáveis. Esta assimetria não define necessariamente o que é sentido por cada um dentro de uma relação.

 O amor não respeita a lógica das folhas de ativos e passivos, mas a assimetria existe como contexto dentro do qual a relação acontece. E este contexto tem consequências que as pessoas que rodeiam a situação percebem de formas que são mais claras do que as pessoas dentro da situação por vezes conseguem perceber por estarem dentro.

 Deixa aqui nos comentários o que pensa sobre o assunto. As pessoas que rodeiam Susana, amigos que tinham estado presentes ao longo da carreira, pessoas da indústria que tinham uma perspetiva sobre o que estava a ser vivido, que vinha de uma distância que permitia ver coisas que de interior eram mais difíceis de ver.

 Foram ao longo dos anos revelando de formas que eram ora diretas ora mais indiretas. que havia algo dentro do que estava a acontecer, que gerava preocupação de formas que eram concretas e não simplesmente abstratas. Havia preocupação com o dinheiro, não de uma forma que fosse completamente pública.

 Não havia declarações que fossem suficientemente claras para que pudessem ser verificadas de forma independente e que estabelecessem de forma inequívoca o que tinha acontecido e em que escala. Mas havia fragmentos. Fragmentos que chegavam em entrevistas, em declarações de pessoas próximas, em momentos em que algo que tinha estado guardado escapava de formas que revelavam que havia algo que estava sendo guardado, de formas que não eram completamente suaves.

 Havia perguntas sobre o que tinha sido gasto e para quê. Havia referências a um nível de gastos que não havia correspondência evidente dentro do que estava a ser produzido. Havia uma consciencialização entre as pessoas que estavam perto de Susana de que havia algo a acontecer com os recursos que ela tinha construído ao longo de décadas de trabalho, que não estava a ser completamente explicado de formas que tornassem a situação transparente para [música] quem estava ao lado.

 E havia a dificuldade específica de nomear este de formas diretas dentro de uma relação onde a outra parte era alguém que Susana amava de uma forma que tornava qualquer questionamento sobre o que estava a acontecer, algo que era, ao mesmo tempo, uma proteção necessária e uma intromissão [música] dentro de algo que tinha sido escolhido de forma adulta por alguém que tinha direito a fazer as as suas próprias escolhas.

 é a atenção que existe dentro de qualquer relação onde se ama alguém que pode estar a fazer algo que é prejudicial. A tensão entre o respeito pela autonomia de quem está ser amado e a responsabilidade [música] de nomear o que está a ser visto de formas que possam proteger, mesmo quando a protecção não é pedida, e quando a sua oferta pode ser recebida como um ataque ao que é amado.

A relação terminou, não de uma forma que fosse súbita. Não houve um momento único que fosse o fim de uma forma que tornasse o antes e o depois completamente distinguíveis. foi uma dissolução que foi gradual de formas que são específicas das relações que terminam, quando as duas partes já não são completamente as mesmas pessoas que tinham entrado na relação, quando o que tinha sido oferecido no início já não estava mais completamente disponível de formas que tornavam a continuação algo que exigia um esforço que não tinha sido

necessário antes. E quando o fim se tornou completo, o que tinha ficado, o que tinha sobrado da relação dentro de uma vida que tinha existido antes e que precisava de continuar depois, revelou que havia algo que se tinha perdido de formas que este vídeo vai nomear no próximo bloco com a honestidade que a história merece.

 O Brasil acompanhou o fim do relacionamento de Susana Vieira e Sandro Perez, de formas que foram fragmentadas, que chegavam em declarações que vinham de diferentes lados, em diferentes momentos, e que, quando reunidas, construíam uma imagem que era mais completa do que qualquer declaração individual, mas que ainda tinha espaços que não tinham sido completamente preenchidos pela versão pública do que tinha acontecido.

havia a versão de Susana, que foi sendo revelada de formas que eram progressivamente mais diretas ao longo do tempo, [música] que tinham no início aquela contenção específica de quem está ainda dentro do processo de compreender o que tinha acontecido e que não consegue completamente separar o que tinha sido real do que não tinha sido real, de formas que tornassem possível um julgamento que fosse ao mesmo tempo honesto e justo.

Há uma fase específica depois do fim de qualquer relacionamento, especialmente de qualquer relação que houvesse sido intenso de formas que tinham criado uma dependência emocional que é real mesmo quando é involuntária, em que o que tinha sido não está ainda completamente visível da forma que será depois, em que há uma mistura de versões do que tinha existido, que coexistem dentro da pessoa que está processando o fim de formas que tornam impossível qualquer [música] narrativa completamente linear sobre o que havia

sido e por tinha terminado. Susana estava dentro deste processo, dentro da tentativa de perceber o que havia acontecido de formas que fossem honestas com o que tinha sido real e com o que tinha sido diferente do que tinha semelhante, de separar o que tinha sido genuíno daquilo que tinha sido parte de uma dinâmica [música] que era menos simples do que tinha aparecido quando estava a ser vivida de dentro.

 O que foi sendo revelado ao longo do tempo, ao longo das declarações que foram chegando em entrevistas e em momentos públicos que foram acontecendo nos anos posteriores ao fim da relação, construía uma imagem de uma relação que tinha custado mais do que o que tinha sido visível quando estava a acontecer. Havia o custo emocional, que é o custo de qualquer relacionamento que termine de formas que não tinham sido completamente antecipadas.

 que é real e que é pesado de uma forma que não necessita de dimensão adicional para ser significativo. Mas havia também o custo que era diferente do emocional, que tinha a ver com o que tinha sido dado de formas que não eram claramente nomeadas enquanto eram dadas, porque o contexto do amor raramente permite que o dar seja completamente nomeado nos seus termos práticos enquanto está a acontecer.

o que tinha sido dado em termos materiais, o que tinha sido gasto, o que tinha saído de uma estrutura que tinha sido construída ao longo de décadas de trabalho, de uma forma que, quando olhada de fora da relação, de dentro da perspectiva que o fim da relação proporciona, revelava uma escala que era diferente do que tinha parecido quando estava a acontecer dentro do contexto do amor, que tornava o dar algo que parecia natural e que parecia correspondido de formas que depois revelaram que a correspondência tinha sido de uma

natureza diferente do que tinha sido sentido. Susana falou em entrevistas que foram acontecendo ao longo dos anos após o fim da relação, de formas que foram progressivamente mais diretas sobre o que tinha acontecido de formas que revelavam que existia um processo de entendimento que estava a acontecer, que tornava possível a cada momento um grau diferente de honestidade sobre o que tinha sido vivido.

 Havia declarações que descreviam [música] o amor, que eram honestas sobre o facto de que havia algo que tinha sido [música] genuína e que tinha sido real, de formas que não podiam ser completamente negadas ou descartadas como se não houvessem existido, porque a negação seria desonesta de uma forma que Susana não estava disposta a ser mesmo, quando a honestidade sobre o que [a música] tinha sido real incluía a honestidade sobre o que tinha custado.

Havia declarações que descreviam a dor, que eram mais contidas do que a dor tinha sido, de formas que revelavam que havia uma contenção que estava a ser exercida, que havia algo por baixo do que estava a ser dito, que era mais pesado do que o que estava a ser completamente revelado, mas que mesmo assim era suficientemente honesto para que o Brasil que estava a ouvir pudesse compreender que havia ali algo que havia sido difícil de uma forma.

 que ia para além do sofrimento emocional normal de qualquer fim de relacionamento. E havia declarações que chegavam mais perto do que tinha sido concreto, que revelavam de formas que eram por vezes diretas e, por vezes, mais indiretamente sugestivas, que havia algo que havia sido perdido dentro desse período, que ia do próprio relacionamento e que tinha a ver com o que tinha existido de forma material antes do relacionamento e que depois do relacionamento houve uma quantidade diferente.

 Preciso de parar aqui e nomear algo que é difícil de nomear, mas que é importante para este vídeo ser honesto. A questão do que foi [música] perdido materialmente dentro do relacionamento de Susana Vieira e Sandro Perrez não está completamente documentada de formas que tornem possível apresentar números específicos e verificáveis ​​que digam exatamente quanto saiu e para onde foi.

 Isso precisa de ser reconhecido como limitação antes de qualquer análise que tente ser justa com todas as partes envolvidas. O que existe são as declarações que foram dadas pela Susana, [música] pelas pessoas próximas e que foram cobrindo ao longo do tempo aspectos do que havia acontecido, de formas que constróem uma imagem que é suficientemente coerente para ser contada, mas que não é suficientemente completa para ser definitiva em todos os seus aspetos.

 O que este vídeo está a fazer é contar o que existe dentro do que foi dito publicamente. Não mais do que isso, mas também não menos. Deixa aqui nos comentários o que pensa sobre o assunto. Sandro Perez foi-se embora da forma que as as pessoas vão embora quando uma relação termina, mas com a diferença específica de que havia algo que tinha ficado diferente depois da sua saída do que tinha estado antes da sua entrada na vida de Susana.

 Há uma forma de saída que deixa o que estava antes no lugar que estava antes, que é o resultado de uma relação que tinha sido vivida, de forma que o que havia de cada um permanecia de cada um, que tinha sido uma experiência partilhada, mas que não tinha reorganizado a estrutura do que tinha pertencido a cada parte de formas permanentes.

E há uma forma de saída que deixa algo diferente, que é o resultado de uma relação que tinha criado uma reorganização de formas que não são completamente reversíveis quando a relação termina, que tinha produzido uma situação em que o que havia de um estava diferente do que havia antes, de uma forma a que a saída da outra parte não desfazia.

O que Susana tinha quando Sandro entrou na vida dela e o que havia quando ele saiu em termos do património que havia sido construído ao longo de décadas de trabalho, dentro de uma das carreiras mais longas e mais bem-sucedidas da televisão brasileira. Era uma questão que existia dentro das conversas que Susana ia tendo ao longo dos anos, de forma suficientemente presente para que fosse reconhecível por quem estava prestando atenção, mas suficientemente velada para que nunca fosse completamente inequívoca.

a fortuna que tinha sido construída, o nível de despesas que tinha existido durante o período da relação, o que tinha ficado do lado de cá quando o relacionamento tinha terminado. Essas eram as questões que existiam, que existiam de formas concretas dentro da realidade de Susana Vieira, de formas que as declarações foram revelando progressivamente, mas que o Brasil nunca tinha ouvido de forma completamente reunida e completamente honesta dentro de um único relato.

 A dificuldade de nomear isso, de dizer diretamente o que tinha acontecido de formas que fossem concretas e verificáveis, vinha de múltiplas direções ao mesmo tempo. via a dificuldade que advém de nomear algo que tinha acontecido dentro de uma relação que tinha sido amada, que exige uma separação entre o que foi sentido e o que foi feito, que nem sempre é possível de uma forma completamente limpa, porque os dois existem dentro da mesma experiência, de formas que tornam impossível falar de um sem tocar no outro. havia a dificuldade que advém de

nomear algo que revela vulnerabilidade, de dizer que tinha sido afetada de formas que eram concretas dentro de uma vida, onde a força tinha sido a marca mais reconhecível e onde a admissão de que havia algo que tinha custado mais do que tinha parecido, era ao mesmo tempo honesta e exposta de formas que não eram sempre confortáveis.

E havia a dificuldade que advém de nomear algo de uma forma que seja justa, que reconhecer o que tinha sido real dentro do que tinha sido vivido, sem transformar a narrativa em algo que era mais simples do que o que tinha sido, que havia dois lados dentro de qualquer relação e que a história de qualquer relação é sempre mais complexa do que qualquer versão de um lado, só consegue captar de forma completamente honesta.

E dentro de tudo aquilo havia a doença, que chegou de uma forma que acrescentou ao que estava a ser navegado, uma dimensão que era completamente diferente e que exigia coisas que não eram as mesmas coisas que qualquer outra dimensão da vida estava a exigir. a leucemia de Susana Vieira, que chegou e que ela escolheu enfrentar de formas que revelavam que havia ali algo que era de dentro da mesma força que tinha sido a marca de toda a trajetória.

 É o próximo bloco desta história. O diagnóstico de leucemia chegou em 2012. Susana Vieira tinha 71 anos, uma idade que está dentro do período da vida, onde os diagnósticos graves chegam de formas que são ao mesmo tempo mais compreensíveis estatisticamente do que seriam em idades anteriores e que são, ao mesmo tempo, completamente surpreendentes para quem está dentro do corpo, que recebe o diagnóstico.

 que a surpresa que um diagnóstico de doença grave produzada de forma significativa pela compreensão intelectual de que as probabilidades aumentam com a idade, que há uma diferença entre saber que determinadas coisas são mais prováveis ​​em determinadas fases da vida e sentir estas coisas a acontecer dentro do próprio corpo de formas que tem uma concretude que nenhuma estatística preparou completamente.

a leucemia linfocítica crónica, que foi o diagnóstico específico, que é um tipo de leucemia que existe dentro de um espectro, que tem características específicas [música] que a diferenciam de outras formas da doença e que determinam tanto o tratamento como as perspectivas de progressão de formas que são relevantes para compreender o que A Susana estava a enfrentar de formas que são mais concretas do que uma descrição genérica.

 de leucemia consegue transmitir. A leucemia linfocítica crónica é uma doença de progressão mais lenta do que algumas outras formas de leucemia, que não tem a urgência imediata que formas mais agressivas da doença tem, mas que existe dentro do corpo de uma forma que é permanente, que exige um acompanhamento médico contínuo, que tem fases de maior atividade e fases de menor atividade, que alternam de formas que não são sempre completamente previsíveis e que criam uma relação com a doença que é de convivência a longo prazo e não de

batalha de curto prazo, da forma que as narrativas populares sobre o cancro frequentemente descrevem. Susana escolheu ser pública sobre o diagnóstico. Não de forma imediata. Houve um período inicial de processamento dentro do qual o que tinha sido revelado pelos médicos foi sendo integrado dentro de uma compreensão de si própria e da própria vida, que inevitavelmente se altera quando um diagnóstico como aquele chega, que exige um tempo que é específico de cada pessoa e que não respeita as expectativas externas sobre quando a revelação

deveria acontecer, de formas que servissem a curiosidade do público. Mas quando a revelação veio, veio de uma forma que fosse consistente com quem Susana tinha sido ao longo de toda a trajetória direta, sem o tipo de enquadramento que tenta transformar uma doença numa [música] narrativa de superação que serve objetivos de imagem mais do que a honestidade sobre o que está a ser vivido.

via nos termos que ela utilizou para descrever o que estava a enfrentar, a mesma qualidade que havia nos termos que ela utilizava para descrever qualquer outra coisa que fosse importante dentro da vida. uma franqueza que vinha de dentro de um lugar que não tinha aprendido a ser indireta de formas calculadas sobre as coisas que realmente importavam, que tinha descoberto ao longo das [música] décadas que a honestidade, mesmo quando era desconfortável, era mais útil do que qualquer alternativa dentro de qualquer

situação que exigisse que algo real fosse navegado de formas reais. O Brasil respondeu de formas que revelavam o quanto havia de investimento afetivo dentro do que tinha sido construído ao longo de décadas de televisão, de quanto o público tinha incorporado Susana Vieira, de formas que tornavam aquilo que estava a acontecer com ela, algo que era sentido a partir de dentro de uma forma pessoal, por pessoas que nunca tinham estado fisicamente perto dela, mas que tinham passado décadas na presença dos personagens que ela tinha tinha habitado

de formas que criavam uma intimidade que é específica do meio televisivo e que quando existe de forma autêntica cria vínculos que são reais mesmo sendo mediados pelo ecrã. Havia apoio. um apoio que chegava de formas que eram variadas, que vinha das redes sociais que se haviam tornado o espaço onde a relação entre as figuras públicas e o seu público acontecia de uma forma diferente do que tinha acontecido antes do aparecimento destas plataformas, que vinha de colegas da indústria que tinham com Susana relações que eram de diferentes

naturezas, mas que convergiam na demonstração de solidariedade perante algo que era grande e que exigia resposta, que vinha de pessoas que simplesmente escreviam ou falavam sobre aquilo que sentiam, de formas que eram ao mesmo tempo individuais e que, quando reunidas [música] revelavam a escala do que tinha sido construído ao longo de décadas.

 Quero que pense em algo sobre a forma como Susana Vieira optou por enfrentar a leucemia. Há uma escolha que existe dentro de qualquer diagnóstico de doença grave para quem está figura pública. A escolha entre tornar o que está a ser vivido público de formas que criam uma conversa com o mundo à redor e guardar dentro de uma privacidade que protege, mas que também isola.

 A Susana escolheu ser pública, não de forma que transformasse a doença em um espetáculo ou numa narrativa de superação embalada para consumo, mas de uma forma que era honesta sobre o que estava a ser vivido de formas que tornavam possível que outras pessoas que estavam a passar por algo similar sentissem que não estavam completamente sós dentro do que estavam a navegar.

 A escolha de ser pública sobre a doença de uma forma que servisse algo para além da própria imagem, é parte de quem Susana Vieira é, de formas que vão para além qualquer papel que ela tenha interpretado. Deixa aqui nos comentários o que pensa sobre isso. O tratamento da leucemia linfocítica crónica existe dentro de um espectro que vai da observação ativa, em que a doença é monitorizada de formas regulares, mas não tratada com medicamentos de forma agressiva, enquanto a progressão é lenta. Até intervenções mais ativas que

são necessárias quando a doença se torna mais ativa de formas que exigem uma resposta que corresponda à mudança que está a acontecer dentro do corpo. Susana passou por este espectro, por períodos em que havia mais controlo e períodos em que havia menos controlo, por momentos em que o que os exames revelavam era mais encorajador e momentos em que o que os exames revelavam exigia uma atenção e uma resposta [música] que eram mais intensas do que o que tinha sido necessário antes.

 E ao longo de todo o este processo, ao longo de anos de uma relação com uma doença que não se curava de formas definitivas, mas que se geria de formas que eram mais ou menos eficazes, dependendo de múltiplos fatores que não eram todos completamente controláveis. Susana continuou, continuou a trabalhar quando era possível trabalhar, porque havia algo no trabalho que existia para além do que qualquer análise de custo benefício sobre o que era razoável pedir a um corpo que estava ao mesmo tempo a ser tratado de uma doença, conseguia

captar completamente que havia dentro do trabalho uma dimensão que era de identidade e de propósito e de relação com o mundo, que tornava a sua ausência algo que pesava de uma forma que não era simplesmente [música] o peso de não estar a ganhar dinheiro, mas o peso de não estar a ser completamente quem sempre fora.

continuou a ser pública quando era possível ser pública, aparecendo, dando entrevistas, estando presente dentro do espaço onde sempre tinha estado presente, de formas que revelavam que havia ali uma resistência que não era teimosa de formas que ignoravam o que o corpo pedia, mas que era determinada de formas que correspondiam a quem Susana tinha sido ao longo de toda a trajetória.

e continuou a falar sobre a doença, sobre a vida, sobre o que tinha sido vivido e sobre o que estava a ser enfrentado, de formas que eram, ao mesmo [música] tempo, mais honestas sobre as limitações do que a anterior franqueza tinha sido sobre outras coisas e que revelavam que havia algo que o tempo e a experiência da doença tinham acrescentado à capacidade de ser direta sobre o que era real, de uma forma que ia Para além do que tinha existido antes, a Globo e a doença coexistiram dentro da trajetória de Susana de formas que eram por vezes

tensas. havia a questão de quando era possível trabalhar dentro das exigências de uma produção que tinha as suas próprias exigências sobre o que era necessário e quando, que não pausava de forma completa para qualquer condição [música] de saúde, mesmo quando o condição de saúde da atriz era de uma magnitude que justificaria uma maior flexibilidade.

 E havia a questão de quando a Globo optava por não chamar, quando a emissora, que tinha sido o centro da carreira durante décadas, tomava decisões sobre o que estava a ser produzido, que não incluíam Susana de formas que por vezes eram explicáveis ​​por razões de produção e que por vezes pareciam ter a ver com outras coisas, com a forma como a estação tinha desenvolvido ao longo das décadas uma relação com as suas atrizes mais velhas, que era mais complicada do que seria ideal dentro de qualquer padrão de valorização do trabalho que houvesse

sido construído ao longo de décadas. A Susana atravessou tudo isso, o relacionamento e o seu custo, a doença e os seus tratamentos, a carreira e as suas fases de maior e menor presença. E chegou onde chegou, com mais de 80 anos, ainda presente, ainda falando, ainda ser quem tinha sido de formas que revelam que havia ali algo que era mais sólido do que qualquer coisa que houvesse chegado tentando quebrar.

 O que ficou e o que este revela sobre quem Susana Vieira realmente é, é o último bloco desta história. Quando chega aos 80 anos dentro de uma vida que tinha sido viveu com a intensidade com que Susana Vieira viveu a sua, com décadas de trabalho que tinha sido tanto arte quanto negócio, com relações que tinham sido amados de formas que eram completas e que tinham custado coisas que eram reais.

 com uma doença que havia chegado e que tinha mudado a forma como o tempo era [música] habitado, de formas que o tempo antes da doença não se alterava da mesma forma. O que existe não é o que existia quando a vida tinha apenas começado de formas que tornavam tudo aberto e possível de uma forma que a abundância de possibilidade que está disponível para quem ainda não sabe completamente o que quer cria.

É algo diferente. É a solidez específica de quem atravessou, não de quem evitou. Porque evitar não produz solidez, produz uma proteção que é, ao mesmo bem-sucedida, [música] no que protege e limitante nas formas que impede que o que foi protegido possa crescer de formas que só o contacto com o que é difícil pode produzir, mas de quem foi dentro de coisas que eram grandes e que por vezes eram dolorosas, e que saiu do outro lado com algo que tinha sido construído dentro do processo de atravessar e que não existia da mesma

forma antes de o processo ter existido. solidez que é visível em Susana Vieira de formas que a câmara ainda capta quando ela aparece, que está na voz e no olhar e na forma como ocupa o espaço de uma presença que não se desculpa por existir de formas que tornavam impossível não a reconhecer. Mesmo num ambiente de figuras públicas, onde a presença é o produto e onde todas as pessoas estão a tentar ser notadas, é o legado mais fundamental de uma trajetória que produziu muito mais para além do que qualquer obra específica consegue

capturar. A carreira foi extraordinária. Isto precisa de ser dito de forma direta e sem qualificações que a diminuam, porque havia dentro do que foi construído ao longo de décadas algo que era genuíno e que era grande e que merece ser reconhecido de formas que não são apagadas por nenhum dos outros elementos da história que este vídeo contou.

 os personagens que foram habitadas, as novelas que foram feitas, os momentos que ficaram dentro da memória cultural de gerações de brasileiros, de formas que revelam que havia ali uma qualidade de trabalho, que não era a qualidade de uma profissional competente, fazendo o que é pedido, mas a qualidade de um artista que estava a fazer algo que ia [música] para além do que era pedido, de formas que tornavam o resultado diferente do que qualquer encomenda isoladamente poderia ter produzido Maria do Carmo, para usar um exemplo de uma personagem

que ficou dentro da memória coletiva de uma forma que é específica e que é verificável dentro de qualquer conversa com qualquer pessoa que tivesse acompanhado aquela novela. Era uma criação que tinha dentro de si décadas de prática [música] e, ao mesmo tempo, algo que vai para além de qualquer prática e que não é o resultado da prática, mas da convergência específica entre a atriz e a personagem que tinha produzido algo que era irrepetível, de formas que tornam os [música] grandes momentos de qualquer arte irrepetíveis, que poderiam

não ter existido, que dependeram de uma série de condições que se reuniram de formas que poderiam não terse reunido e que quando existiram produziram algo que a memória guarda de formas que revelam que havia ali uma qualidade que estava fora do ordinário. A vida fora da carreira foi também extraordinária, mas de formas que não são sempre celebradas da mesma forma que a carreira é celebrada, porque a vida fora da carreira inclui as dimensões que são mais difíceis de encaixar [música] dentro de narrativas que preferem a

linearidade e o sucesso, sem as complicações que tornam as histórias reais, diferentes das histórias que contamos quando queremos inspiração, sem a dificuldade que a inspiração real sempre inclui havia o filho que Susana tinha criado dentro de uma estrutura que era específica da vida de uma figura pública, [música] que tinha um trabalho que exigia muito e que, ao mesmo tempo, tinha um compromisso com a maternidade que era real, que tinha produzido dentro desta tensão específica, uma forma de ser mãe que era diferente de algumas

formas, mas que era genuíno, de formas que o filho transportava de formas que revelavam que havia ali [música] algo que tinha sido passado de formas que iam para além do que qualquer avaliação de presença física poderia completamente capturar. Havia os relacionamentos que tinham sido múltiplos, que tinham sido intensos, que tinham sido amados de formas que eram completas, mesmo quando não tinham durado de formas que correspondessem [música] ao que se tinha esperado que durassem, que tinham custado por vezes mais do que

tinha parecido que custariam [música] quando estavam a ser vividos, mas que tinham também produzido algo dentro da vida de Susana que não tinha existido antes dele. es e que continuava existindo depois deles de formas que faziam parte de quem ela se tinha tornado. E havia a doença que tinha chegado de formas que eram assustadoras e que tinham exigido uma relação com o corpo e com o tempo, e com a possibilidade de que havia coisas que não eram completamente controláveis, que era diferente de qualquer relação anterior

com estas dimensões da existência e que tinha produzido dentro de Susana uma forma de compreender o que é importante, que era diferente da forma que havia existido antes da doença ter chegado. Eu quero que pense em algo que é o coração do que este vídeo tentou fazer. Susana Vieira é uma das figuras mais conhecidas e mais amadas da televisão brasileira.

 O Brasil conhece os personagens, conhece as telenovelas, conhece a imagem [música] pública que foi construída ao longo de décadas no âmbito de um trabalho que foi extraordinário. Mas o Brasil não sempre conheceu de forma completamente honesta e completamente completa, a mulher que estava por dentro de tudo aquilo. A mulher que tinha amado de formas que custaram algo de concreto, que raramente é nomeado de forma direta.

 A mulher que tinha recebido um diagnóstico de leucemia e que tinha decidido que continuaria de formas que eram consistentes com quem sempre fora. E a mulher que chega agora aos 80 e poucos anos, com uma solidez que é o produto de tudo o que foi atravessado, que é mais completa e mais honesta do que qualquer solidez que fosse apenas o produto de coisas que tinham sido fáceis, poderia [música] ser.

Partilha este vídeo com alguém que cresceu a ver Susana Vieira, porque quem adorou as personagens merece conhecer a mulher por inteiro com tudo o que ela tem de extraordinário e de humano ao mesmo tempo. Susana Vieira tem mais de 80 anos e continua a ser reconhecível de formas que revelam que havia dentro de tudo o que foi construído ao longo de toda aquela trajetória, algo que era mais sólido do que qualquer coisa que tivesse chegado tentando transformar ou diminuir.

voz ainda tem a qualidade que havia sempre tido, aquela qualidade específica que a câmara capta de formas que revelam que há algo dentro [música] dela, que não é apenas o resultado de décadas de utilização profissional, mas que é constitutivo de quem ela é, de formas que a idade muda, mas não elimina.

 O olhar ainda tem aquela capacidade de comunicar que havia sido a marca do trabalho de atuação ao longo de toda a carreira. que existe em filmes e em entrevistas e em aparições públicas de [música] formas que revelam que havia algo que tinha sido desenvolvido ao longo de décadas, mas que tinha uma raiz que era mais profunda do que qualquer desenvolvimento poderia ter criado de raiz, porque já lá estava antes de qualquer desenvolvimento.

E havia a presença, que é o mais difícil de descrever de todas e que é, ao mesmo tempo, a mais fundamental, que é o que existe quando Susana Vieira entra em qualquer ambiente e que faz com que aquele ambiente seja diferente de um ambiente onde ela não estava, que cria uma atenção que não é forçada por ninguém, mas que acontece porque há algo que é reconhecido de forma imediata e que não necessita de introdução, porque se apresenta pela própria existência de quem o transporta. Esta é a Susana Vieira.

Não a versão simplificada, não a versão que é apenas a grande atriz ou apenas a mulher que foi amada e que teve o amor [música] custando mais do que devia, ou só a guerreiro que enfrentou a leucemia de formas que o Brasil aplaudiu. mas a versão completa com tudo o que há de grande e de difícil e de humano dentro de uma trajetória que foi longa e que foi intensa e que produziu algo que é mais [música] do que a soma de qualquer parte individual e que é o resultado de uma mulher que escolheu viver de formas que eram completas independentemente do

custo, que amou de formas que eram inteiras [música] independentemente do risco, e que quando a doença chegou decidiu que o que tinha sido construído ao longo de décadas era mais sólido do que qualquer coisa que chegasse tentando partir. Essa foi a história de Susana Vieira por inteiro, da forma que ela merecia ser contada.

Na próxima semana, vou contar-te a história de um homem que passou 93 anos sendo amado pelo Brasil inteiro, que construiu uma carreira de mais de 70 anos dentro do teatro e da televisão brasileira e que nos últimos anos dessa vida foi deixado sozinho de formas que o Brasil ficou chocado quando os áudios da briga com as filhas vazaram no Fofocalizando.

Garcia, as filhas que criou com [música] amor e o apartamento de R 2 milhões de reais no centro da disputa que dividiu uma família que o Brasil pensava que era unida. Ativa o sininho. Não deixes passar esta história. Até lá. M.

 

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