Renata, Renata, corre. O Soul tá caído no chão, [música] está está a dormir no chão. Eu disse assim: “Uai, como assim a dormir no chão? Ele nunca se deitou no chão, nunca o vi deitar-se no chão?” Aí eu disse assim: “Não, eu vou lá ver isso, está estranho.” [música] Depois fui até o quarto.
Quando cheguei ao quarto, vi que ele não estava deitado no chão, estava caído no chão e que as as coisas no quarto estavam fora do lugar. Quais cois? O banquinho que estava ao lado da cama dele e [música] com o telefone estava fora do lugar, estava caído como se ele tivesse tentado alcançar. Embaixo de um móvel que tinha um um móvelzinho na bezinha de cabeceira, tinha uma mancha de sangue no tapete, que o tapete era claro e tinha um hematoma muito grande na testa.
Muito grande. O qu? Uma mancha pequena? Não, um um galo mesmo. Ele tinha um galo na testa do lado direito. Acha que a polícia não investigou o caso? Não investigou. Penso, não tenho a certeza. Não investigou nada. Quer dizer, foi dado em face do do relatório da necrópsia. Aliás, não foi feita a necrópsia. Não foi feito, não.
Certeza? Absoluta. Não foi permitido. Foi permitido. Não foi permitido. Um assessor na altura não permitiu fazer autópse. Necrópsia. Quer dizer, foi dado o atestado de ópto. Sim. Foi dado como AVC. Como AVC [música] hemorrágico. Pronto. Só mais nada. A quem poderia interessar a morte de Clodovil na altura? A quem geria os valores que ele tinha, porque era libertado e ele tinha várias pessoas que tinham procurações para lhe movimentar dinheiro, mexer com a vida dele toda, pessoal, procurações, certo? [música] Portanto, ele tinha, portanto eu acredito que
essas pessoas beneficiaram. É essencial realçar, nunca houve comprovação jurídica ou pericial que sustentasse qualquer hipótese criminal. O caso foi oficialmente encerrado como morte natural e assim se mantém nos registos. O corpo do deputado segue amanhã para a Assembleia Legislativa de São Paulo, onde será velado.
O enterro vai ser no cemitério do Morumbi. Contudo, é precisamente na distância entre a conclusão formal e os detalhes observados no local que surge o mistério. Especialistas consultados informalmente por pessoas próximas, bem como o estilista Ronaldo Wesper, questionaram se a queda [música] de uma cama baixa sobre um tapete espesso seria suficiente para provocar um trauma [música] craniano tão expressivo.
Também se foi uma queda da cama, uma cama de 40 cm com um tapete destes tamanho não rebenta o crânio de ninguém. Uma das teorias aponta para uma verdadeira conspiração [música] política. Clodoville, que era conservador, estava sempre em rota de colisão contra adversários poderosos. Apenas quatro dias antes do colapso, [música] ele teria descoberto um esquema de corrupção e desvio de fundos dentro do seu próprio gabinete.
Conhecido por a sua língua afiada e por não se curvar aos protocolos de Brasília, teria confidenciado a assessores o seu desejo de denunciar o alegado esquema no plenário. Estaria ele prestes a implodir carreiras e estruturas de poder? eh que eh como que um deputado eh dos mais votados no Brasil, nem sequer vou dizer um dos maiores estilistas do O Brasil, que também o era, eh morre desta maneira, não se vê autópsia, não se vê nada, tiveram uma enorme pressa de enterrar o homem, o homem foi enterrado.
Quer dizer, seria o caso até de fazer uma esumação agora e ver realmente se aconteceu tudo isso. Ele tinha projetos muito polémicos. Um dos projetos que um ótimo projeto que ele tinha era o projeto da diminuição do número de deputados. Quer dizer, ele estava a tirar a o o feijão da boca dos deputados, que é feijão de ouro, não é? O facto de não ter sido realizada uma autópsia [música] detalhada e o rumor de que o auto de notícia original teria [música] desaparecido dos arquivos policiais alimentam os rumores. Clodovil
teria [música] sido silenciado. O AVC foi a causa da queda ou a queda provocada por um fator externo [música] e hostil causou o AVC. Sem provas materiais, [música] o que fica é o silêncio de Brasília e a sombra de um ícone que talvez tenha levado [música] para o túmulo segredos demasiado perigosos para serem costurados em público.
[música] Seja o que for, depois daquela fatídica noite, um mistério ainda maior teve início. Incontáveis relatos apontam para um espírito em [música] suspensão, entalado entre o mundo dos vivos e dos mortos. Talvez em busca de uma justiça tardia. [música] O desacordo, Maril. O desacordo é que faz morrer jovem.
Eu acho que quando está em desacordo consigo, você procura este final. As manifestações espirituais. Se existe um ponto em que o mistério em torno da morte de Clodovil Hernandes extrapola definitivamente os limites da lógica e da investigação factual, [música] este ponto é o dia seguinte ao seu sepultamento. O corpo de Clodovil Hernandes foi sepultado por volta das 5 horas da tarde desta quarta-feira no cemitério do Morumbi, zona sul da capital do Estado.
[música] Amigos e populares acompanharam a rápida cerimónia que aconteceu em meio a aplausos e discursos de fãs mais exaltados. Dizia que tinha que falar e não tinha medo de ninguém. Só a atitude dele doar os órgãos já é que sirva de exemplo para muito brasileiro. Isso marcou em todos os sentidos a sua vida aqui na terra como talento, como irreverência, como a audácia, como [música] coragem.
O velório foi aberto ao público e os fãs fizeram fila para o último adeus. Ele é muito autêntico e falava a verdade do quem doer. Desde março de 2009 que o Brasil assiste ao nascimento de uma mitologia moderna, onde a figura do estilista e deputado se desloca da política e da moda para um território sombrio e fascinante, o das manifestações espirituais.
Relatos de vozes sussurradas, sensações de vigilância invisível e experiências que desafiam a física multiplicaram-se, criando uma narrativa onde a personagem Clodovil recusa-se a sair de cena. Para os estudiosos do paranormal, o caso da O Clodovil é um exemplo clássico de apego energético. Mortes rodeadas por controvérsias, interrupções súbitas de planos e Os conflitos não resolvidos são ingredientes que, segundo a parapsicologia, geram uma espécie de ancoragem espiritual.
A energia emocional acumulada nos últimos dias de vida de Clodovil era innegável. a indignação, a revolta e o desejo de limpar o sistema. Quando o corpo sucumbe no meio deste turbilhão, a consciência, segundo as Crenças espiritualistas, pode permanecer [música] ligada a eventos traumáticos. No centro de toda a arquitetura espiritual de Clodovil reside uma figura fundamental, a dona Isabel, a sua mãe adotiva.
A relação entre os dois transcende o conceito tradicional de vínculo familiar. E não tenho medo de ninguém, de um homem nenhum, de nada. Nada, nada, nada. Não tenho. Só uma coisa, tenho medo. E eu [música] vou pedir uma energia positiva para muita gente que gosta de mim neste momento, uma energia assim de [música] de emanar uma coisa boa, porque a única coisa que eu quero, que eu espero da vida agora, é que eu me encontre ela no astral, porque pode ser que no astral, o dia em que for, me perca por alguma razão e não a volte a ver. E eu tenho
tanta [música] saudade do cheiro dela, não faz ideia. Esse é o seu medo. É o medo de não a voltar a encontrar, entendeu? Eh, vou mudar a pergunta para o Claud não se emocionar, que eu sei que quando ele fala da mãe, não é a primeira vez que se emociona. Para muitos [música] observadores do sobrenatural, trata-se de um cordão umbilical metafísico que nem [música] a foice da morte conseguiu cortar.

Clodovil não apenas amava Isabel, venerava-a [música] como a sua bússola moral. No entanto, a intensidade deste laço carregava sombras. Antigas alegações sobre [música] episódios de agressividade e o temperamento difícil de Clodovil em relação [música] à mãe, embora nunca comprovadas, alimentaram no imaginário popular a noção de um [música] possível débito emocional.
O ato ou não, pouco tempo após o falecimento da dona Isabel, ele ergueu uma capela inteiramente dedicada à sua memória. Muitos anos depois, [música] um ex-funcionário revelou ter presenciado supostas aparições que lhe são atribuídas precisamente nesse espaço. A antiga capela que ainda resiste entre as ruínas em que transformou-se a mansão de Ubatuba.
Olha a linda capelinha que o Clodovil construiu aqui na sua casa em Ubatuba, em homenagem à sua mãe. A capelinha é uma graça [música] e uma uva. Eu fiz para ela mesmo. Ela, olha que lindo. Olha que lindo que vocês estão a ver. Tem uma imagem dela lá dentro. E outro dia o meu porteiro, o o Paulo diz que viu a mamã à porta.
que eu não vou negar e nem afirmar porque não estava aqui. Mas como é uma pessoa das que gosto mais, é um homem sério, maravilhoso, acredito que ele tenha visto, mas ele ficou assustado, ele correu e por para si ela nunca apareceu? Não, ela não aparece. Eu não vou, não tenho esse dom. Eu nunca terei esse dom, mai. Por quê? Porque se ela me aparecer, [ressonando] quero ir embora imediatamente e não posso.
Eu tenho que [a música] cumprir um período. E há muita coisas, muita coisa para fazer. Com [música] de certeza deve ser isso, não é? Este elo de amor não seria eternizado apenas nos gestos ou nas palavras, mas também [música] no seu local de descanso, o famoso cemitério do Morumbi. Ao ser ali sepultado ao lado da mãe, Clodovil realizou o seu [música] último desejo, o de se juntar a ela pela eternidade.
Visitantes relatam [música] ambiente de melancolia paralisante, uma tristeza que parece emanar as profundezas da Terra. Para muitos, o jazico [música] tornou-se um ponto de profunda ligação espiritual, um lugar onde as memórias se impregnaram [música] o próprio solo. A mansão abandonada. Enquanto o túmulo guarda melancolia, a mansão abandonada em Ubatuba parece guardar [música] a inquietação.
O imóvel de 5000 m², concebido por Clodovil como [música] uma extensão da sua própria existência, tornou-se o epicentro de relatos inquietantes. Passagens [música] secretas, quartos vazios e jardins, agora devorados pela mata, parecem reter o eco da sua personalidade [música] marcante. Investigadores do paranormal que visitaram a propriedade afirmam sentir uma carga emocional típica de vinculação.
Nesta [música] perspectiva, a casa não é apenas um imóvel em ruínas, mas uma verdadeira prisão espiritual. Talvez por isso, entre os muitos relatos que surgiram após a morte de Cludovil Hernandes, um dos mais inquietantes refere-se a uma suposta carta psicografado em [música] que o estilista descreve o momento da sua passagem e o o seu apego ao imóvel.
Embora seja impossível comprovar a sua veracidade, segundo a carta, o estilista [música] teria descrito a sua própria experiência após o desencarne como uma travessia por regiões densas, tradicionalmente associadas [música] ao chamado umbral. Nesse testemunho, apresenta-se não como a figura pública conhecida pela elegância e contundência, mas como alguém confrontado pela própria consciência.
O relato descreve um despertar marcado pela recusa [música] em abandonar a vida material, especialmente o apego à mansão em Ubatuba, transformando o local num ponto de fixação espiritual. Ali, emoções acumuladas, [música] ambição e ressentimento teriam moldado um ambiente pesado, onde as presenças malignas [música] ou igualmente perdidas pareciam se ancorar.
A minha habilidade de manipulação [música] foi posta em prática com mestria e aqueles que se aproximavam da propriedade [música] encontravam obstáculos e insucessos constantes, impossibilitando [música] qualquer venda o leilão do local. Assim, a majestosa mansão que antes radiava a beleza começou a definhar sob a minha influência obscura.
Ainda de acordo com a mensagem [música] deixada, a mansão teria atraído tantas almas perdidas que acabou por se tornar um refúgio [música] para espíritos amargurados. Por fim, a própria casa tornou-se um imenso umbral, [música] mas o mais impressionante é o que vem agora. O desligar do meu corpo foi [música] duro.
O coração físico falhou exausto de tantas batalhas, mas o coração da alma ainda batia em desfasamento. [música] Portanto, houve confusão, houve revolta, houve um apego terrível. [música] Eu Senti o corpo pesado, tenso, como se estivesse acorrentado a ele, mesmo depois [música] de não poder mais usá-lo. Não compreendi de imediato que havia terminado uma etapa.

[música] Assim queria falar, queria ordenar, queria controlar [a música] a morte. Como tentei controlar a vida? A dor não era apenas no corpo que se desfazia, mas das recordações [música] que vinham como lâminas cortantes, rasgando a minha consciência. O desencarne arrancou-me o chão, [música] tirou o tecto de vidro sobre o qual eu vivia e me colocou diante de mim mesmo.
Eu perguntava aos céus por estava [música] ali. Trabalhei honestamente, não matei e não roubei. Mas, por fim, me vi uma última vez [música] e compreendi. Eu era apenas um espírito perdido, chorando como uma criança quando vieram me buscar. [música] Embora muitos duvidem da sua veracidade, estas foram as últimas palavras registadas [música] na suposta psicografia.
Para uns, puro delírio. [música] Para outros, porém, mais uma demonstração da incrível viagem da consciência após a morte. Seja qual for a leitura, o relato permanece como uma metáfora [música] poderosa, a de que nenhuma fortuna, fama ou influência [música] atravessa intacta a fronteira final. Apenas aquilo que cada indivíduo transporta dentro de e eu sempre pensei que tivesses vindo.
Vê-se como é [música] diferente isso. Hoje é pela primeira vez. Eu já vi do Alo helicóptero. Agora quero levá-los comigo. [música] Agradeço-lhe o privilégio de você me deixar mostrar uma das casas mais famosas do Brasil e não só pela sua localização, mas por ser do Clodovil. Cludoville era um homem cercado [música] de mistérios e particularidades.
Não sei o que é decor com barulho deste quando a gente fala. Não sei o que seria de coro com este algar, porque parece o mercado, isto aqui representa o país. Eu não entendo que tanto barulho quantas pessoas estão falando. E tu [música] acredita que a morte é apenas mais um estágio na eterna viagem do [música] espírito? Adoraríamos ouvir a sua opinião.
E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, [música] partilhar e deixar o o seu hype. E para aqueles que ainda não inscreveram-se, [música] este é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá. [música]