VEJA 9 CASAS SIMPLES ONDE VIVEM ATORES MILIONÁRIOS DA GLOBO: ABANDONARAM O LUXO POR UMA VIDA HUMILDE

E tudo isto vivendo numa casa comum, sem equipa, sem produção, sem cenário montado. Ora, se estes dois veteranos impressionaram-te, prepara o coração, porque o próximo nome dessa lista desapareceu da TV em 2017 e quando reapareceu, ninguém esperava o que ele tinha para dizer. José Meer, quem assistiu a uma novela da Globo nos anos 90 e 2000 sabe exatamente quem é este homem.

Galã, protagonista, daqueles que apareciam na capa de revista e faziam a audiência subir só de entrar em cena. Durante décadas, foi um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira. E depois, em 2017 desapareceu, saiu da TV e simplesmente desapareceu sem entrevista de despedida, sem digressão de despedida, sem emocionante post nas redes.

O tipo que estava em tudo, de repente não estava em lugar nenhum. E o público ficou com aquela pergunta: “O que aconteceu ao José Meer? Há quem critique a forma como é que ele saiu? Há quem respeite a decisão de se afastar?” E está tudo bem. O facto é que ele fez uma escolha e essa escolha tem morada. José Meer vive hoje num sítio em Itaipava, região de Petrópolis, no Rio de Janeiro, um lugar rodeado de verde, com um jardim amplo, sem ostentação nenhuma, o completo oposto da vida que levava quando estava no auge da fama. Nada de câmara, nada de

coluna social, nada de compromisso marcado, só o sítio, o silêncio e a rotina do campo. E quando ele finalmente apareceu outra vez, não foi num programa de TV, foi num simples vídeo no meio do mato. Em janeiro de 2026, José Meer gravou um vídeo caseiro no jardim do próprio sítio. Rodeado de flores sem produção nenhuma, olhou para a câmara e disse algo que ficou na cabeça de quem assistiu, que é importante nós estarmos grato.

Só isso, sem drama, sem desculpa, sem explicação. Uma frase de quem encontrou pais verdadeiros. Mas se José Meer escolheu o silêncio, o nome seguinte dessa lista fez exatamente o contrário. transformou o seu sítio num negócio que dá orgulho e tem queijo premiado no meio da história. Se assistiu ao Pantanal em 1990, recorda, aquela novela mudou a televisão brasileira e no meio daquele Todo o Pantanal tinha um ator jovem que parecia ter nascido no Mato de Verdade, Marcos Palmeira.

Depois veio renascer em 93 e aí não teve mais dúvidas. O cara tinha o campo no sangue. Só que o que a maioria das pessoas não sabe é que aquilo não era só representação. Marcos Palmeira é proprietário de uma quinta de 200 haares em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. 200 ha. Para você ter uma ideia, é quase o dobro do parque do Ibirapuera em São Paulo.

Tudo verde, tudo preservado, tudo a produzir. E não é quinta de fachada não. Os queijos dele ganharam prémio. A história começa com o avô. Foi o avô do Marcos que plantou nele esse amor pela terra. E ele levou a sério, transformou a propriedade num empreendimento agroecológico denominado Vale das Palmeiras.

Lá dentro produz-se queijo artesanal premiado, mel, chocolate biológico e café. Tudo sem agrotóxico. A quinta tem até duas reservas ambientais certificadas pelo estado, protegendo a Mata Atlântica que cobre uma boa parte do terreno. E olha que bonito, qualquer pessoa pode visitar. Marcos e abriu a quinta para o turismo rural.

Vai-se lá, conhece-se a produção, prova o queijo, toma o caféu, anda pelas trilhos. O ator do Pantanal a receber-te numa quinta de verdade. Parece um guião de novela, mas é a vida real dele. No dia a dia, ele e a família vivem simples, longe do luxo urbano, longe da agitação. Ele próprio resume numa frase que diz tudo: “Tenho identificação muito grande com a natureza”.

E quando se olha o que ele construiu ali, percebe que não é discurso, é o projeto de uma vida inteira. Mas se Marcos Palmeira vive no meio do verde por opção, espera até ver onde mora o próximo da lista, porque este não mora perto da mata, ele vive dentro da mata e tem cobra no telhado. Se assistiu a viagem em 1994, esse rosto está gravado na sua memória.

Guilherme Fontes, o Alexandre, aquele galã dos olhos claros que fez meio Brasil parar em frente da televisão toda a noite. Novela que até hoje as pessoas lembram nos mínimos detalhes. Pois bem, sabe onde vive este homem desde 1994? Dentro da floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, literalmente dentro da floresta.

A casa fica no bairro da Gávia, um dos metros quadrados mais caros de todo o TI do Brasil. Só que quando se olha para propriedade, esquece que está numa zona nobre, porque o que rodeia aquela casa não é um prédio de luxo, é uma árvore, é um bicho, é natureza bruta e não é força de expressão.

Ele já encontrou cobra no telhado. Guilherme Fontes vive nessa casa há mais de 30 anos e durante esse tempo todo nunca contratou o funcionário fixo, nenhum. O gajo faz a sua própria limpeza, repara a própria pia, troca a própria lâmpada, faz reparação de carpintaria com as próprias mãos. O galã das viagens passando um pano no chão da própria casa.

Tenta imaginar esta cena. No quintal, se é que se pode chamar quintal, tem uma piscina natural que foi construída aproveitando uma nascente de água pura. Muralha de pedra em redor mata a Atlântica em todos os cantos. E os vizinhos dele não são pessoas, são macacos, preguiças, tucanos e lagartos que passeiam pelo terreno como se a casa fosse deles.

Criou os dois filhos ali. A Carol e o Carlos cresceram a ouvir barulho de bicho no telhado em vez de buzina de trânsito. E ele fala disso com o maior bom humor do mundo. diz que vive na floresta há três décadas e que a confusão dele é organizada. O galã de A via Viagem, 30 anos no meio da floresta, sem empregado, com cobra a passar no telhado e preguiça a dormir na varanda, na gávia.

Manda essa para o grupo da família e vê se alguém acredita. Se o Guilherme Fontes construiu a sua vida no meio da floresta, o ator seguinte desta lista foi ainda mais longe. Construiu o sítio inteiro com as próprias mãos. Cada parede, cada cano, cada pedra. Marcelo Novais. Se assistiu Malhação, conhece. Se assistiu Avenida Brasil, também conhece.

O cara atravessou gerações na televisão brasileira. O seu filho cresceu vendo-o na TV e o pai do seu filho também. Mas o que o Marcelo sempre quis mesmo estava longe do estúdio. Quando era jovem, ele passava as férias no sítio do tio em Teresópolis, na Serra do Rio. Aquele tipo de memória que fica colada na pessoas, o cheiro do mato, o barulho da água, o tio a ensinar a mexer com ferramenta na oficina.

E ele guardou aquilo tudo dentro dele durante décadas, até que na pandemia tomou a decisão, comprou o sítio do tio e mudou-se de vez. E quando diz que construiu, não é metáfora. O gajo pegou na enchada, no cimento, na madeira. Marcelo planeou e ergueu praticamente tudo o que existe no sítio, a casa, a piscina natural e até uma cascata que construiu, aproveitando a nascente de água pura do terreno.

Ele próprio fala com orgulho: “Sou o arquiteto, engenheiro e decorador de tudo aqui”. E não é uma frase para impressionar, é o que faz todos os dias. Na horta tudo cresce pesticida. As as galinhas andam à solta pelo terreno e nenhuma é abatida. Ele só recolhe os ovos. A oficina de ferramentas que era do tio, continua lá a funcionar e Marcelo usa-o como se fosse herança de família.

Porque é hoje vive sozinho no local a maior parte do tempo. Os filhos vivem no rio, tocam banda, seguem a vida deles e o Marcelo segue a dele entre a terra, as ferramentas e o silêncio da serra. Quando precisa, desce para o rio para gravar. Em 2024, por exemplo, voltou à série Arcanjo Renegado, mas volta sempre ao sítio. Sempre.

Mas se Marcelo Novais quis ficar longe de tudo, o próximo ator desta lista levou isso ao extremo. O vizinho mais próximo fica a 800 m e a internet só chega por satélite. Lembra-se de Renascer? Novela de 1993, daquelas que parava o Brasil. Pois é, Jackson Antunes esteve lá, ator mineiro, 65 anos, veterano de novela rural. O tipo de ator que quando aparece em cena no meio do mato, acredita que ele nasceu ali.

E na vida real não é muito diferente. Jackson Antunes vive numa quinta em Guapimirim, na região serrana do Rio de Janeiro. Só que quando a gente fala quinta, pode estar imaginando um pequeno lugar perto da cidade com um vizinho do lado, não é isso? O vizinho mais próximo do Jackson fica a mais de 800 m de distância. 800 m.

Para chegar na casa mais perto, caminha-se quase 10 minutos. E quando diz isolado, não é maneira de dizer. Ele precisa de internet por satélite para receber uma mensagem no telemóvel. O terreno é montanhoso, coberto de floresta atlântica e a rotina dele é a mais simples que pode imaginar. Anda descalso na terra. Planta o que come, cuida dos animais, sem agenda, sem compromisso marcado, sem hora para nada.

O tipo de vida que metade do Brasil sonha ter quando se aposenta. E há uma frase dele que diz tudo sobre quem ele é. Quando fala de receber visita no sítio, brinca: “Quem visita um pobre dá-te pão e café”. Essa é a filosofia. Hospitalidade mineira, no meio da serra fluminense. Sem frescuras, sem cerimónias, chegou, tem café passado e boa prosa.

Até aqui você já viu o ator a viver na mata, construindo o sítio com as próprias mãos, vivendo a 800 m de qualquer ser humano. Mas a história seguinte é diferente de todas, porque envolve cavalos, o fogo e uma reconstrução que pouca gente conhece. Lúcia Veríssimo. Se via-se uma novela nos anos 80, este nome leva-te diretamente para outra época, Musa da Globo.

Bonita, talentosa, presença forte no ecrã. O tipo de rosto que ficava na memória da gente muito tempo depois de a novela acabar. Mais apareceu recentemente em Amor à vida em 2013, mostrando que continuava firme no ofício. Só que longe das câmaras, a vida da Lúcia não tem nada de glamur televisivo. É dona da fazenda Independência, no interior de Minas Gerais.

E o que ela lá faz não tem nada a ver com a representação. A Lúcia cria cavalos, manga larga, marchador e quarto de milha, raças nobres de criação e reprodução. A quinta tem curral, pasto verde, até onde a vista alcança, baias de madeira, aquele cheiro a campo que quem conhece o interior de Minas reconhece de longe. musa da Globo de Bota, chapéu e cuidado de cavalo no meio do serrado mineiro, tenta encaixar essa imagem.

E em 2024 tudo o que ela construiu quase virou cinzento. Um incêndio atingiu a propriedade. Fogo no campo, aquele desespero que qualquer pessoa do interior conhece. Os bombeiros conseguiram controlar. A quinta sobreviveu, mas o susto foi real. E mesmo assim ela não desistiu, reconstruiu o que precisava e seguiu firme.

Hoje divide o tempo entre o Brasil e Portugal, entre trabalhos artísticos e esporádicos e a rotina com os cavalos. E para fechar esta lista, guardámos uma história que resume tudo o que se viu até aqui. Um casal que literalmente disse: “Chega para a televisão e o motivo vai fazer-te pensar. Agora imagina a seguinte cena. É jovem, bonito, famoso, está no auge da sua carreira na maior emissora do país, tem trabalho garantido, salário elevado, nome reconhecido na rua.

E depois olha-se para tudo isto e diz: “Basta, não quero mais”. Foi isso mesmo que Sérgio Guisé e Bianca Bin fizeram em 2018. Os dois conheceram-se nos bastidores da Globo, apaixonaram-se e tomaram juntos uma decisão que pouca gente no meio artístico tem a coragem de tomar. Largaram a agitação de São Paulo e mudaram-se para uma quinta em Indaiatuba, no interior de São Paulo, longe de tudo, longe de todos.

E vejam o pormenor, a quinta deles fica do lado do sítio do Lima Duarte, o mesmo Lima que abriu este vídeo. A propriedade está cheia de verde. Tem piscina, tem cascata natural, tem jardim com trilho, tem uma horta, onde eles mesmos plantam o que comem. A casa tem estilo de quinta. Fachada rústica, varanda enorme, janelas coloridas, aquela luz natural que entra por todo o canto. Coisa simples, coisa bonita.

E há os animais, três cães, um gato e uma cabra chamada Lula, que passeia solta pelo terreno como se fosse dona do lugar. O Sérgio faz questão de dizer: “Não gosto de viver rodeado de empregados. O casal trata de tudo”. limpa, cozinha, planta, colhe, os dois juntos. Mas o que mais chama a atenção nesta história é o motivo da mudança.

A A Bianca disse uma frase que qualquer brasileiro que já se sentiu esgotado pelo trabalho entende na hora: “Esta rotina já me adoeceu. Pronto.” Esta frase por si só explica tudo. Ela não saiu da TV por capricho, saiu porque precisava e hoje só volta aos projetos pontuais. no tempo dela, à maneira dela, investiu no teatro, abrandou e encontrou na quinta o que a televisão nunca lhe deu, paz.

E é exatamente sobre isso que precisamos de falar antes de terminar este vídeo. Você acabou de conhecer nove casas, nove histórias de pessoas que tinham dinheiro para viver onde quisesse. Cobertura na Barra, apartamento em Miami, mansão em Alfaville. podiam ter escolhido qualquer coisa e escolheram um sítio, uma quinta, uma casa no meio do mato.

E aí fica aquela pergunta que não sai da cabeça. A gente passa a vida inteira a correr, a correr para pagar conta, para crescer no trabalho, para comprar a casa maior, o carro melhor, a TV de mais polegadas. E estes nove que já tiveram tudo isto, olharam para todo aquele luxo e disseram: “Não preciso disso”.

Talvez a gente passe a vida inteira a correr atrás do que já descobriram, que simplicidade não é pobreza, é sabedoria. E quem cresceu no Brasil sabe disso melhor do que ninguém, porque nós aprendeu com a avó, com o pai, com o vizinho do interior. O que importa de verdade cabe numa varanda com o café passado e boa prosa.

Agora conta-me nos comentários qual destas casas mais te surpreendeu. A do Lima Duarte com o Museu das novelas? A do Guilherme Fontes no meio da floresta ou a do casal Guisé e a Bianca que largou tudo pela saúde? Quero saber a sua. Deixa o like, se subscreve o canal e ativa o sininho, porque no próximo vídeo vamos mostrar os carros que esses mesmos atores da Globo conduzem no dia a dia.

E acredita, há Carocha na lista.

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