Você Se Lembra de Carlos Alexandre? A Voz Que o Brasil Esqueceu 

Você Se Lembra de Carlos Alexandre? A Voz Que o Brasil Esqueceu 

Você se lembra de Carlos Alexandre? A voz que o Brasil esqueceu, Carlos Alexandre. Este foi um dos nomes mais ouvidos no rádio brasileiro no final dos anos 70 e ao longo dos anos 80. Um cantor que vendeu mais de 2 milhões de discos, que recebeu 15 discos de ouro e um disco de platina, que fez multidões inteiras chorarem cantando as suas músicas em praças [música] e ginásios lotados pelo Nordeste e que hoje, se perguntar a alguém com menos de 40 anos, muito provavelmente vai ouvir de volta um silêncio ou um quem. Este não é apenas mais um vídeo sobre

um artista esquecido, é a reconstrução completa da vida de um homem que saiu da pobreza extrema do interior do Rio Grande do Norte para se tornar um dos maiores fenómenos populares da música brasileira e que teve o fim da própria vida anunciado meses antes, por sonhos que ele próprio contou às pessoas mais próximas.

 Hoje vai descobrir os estranhos pesadelos que teve meses antes de morrer. Pesadelos que pareciam um aviso que ninguém queria ouvir. Vai descobrir a promessa simples que fez à esposa e aos filhos na manhã do dia em que morreu e que não conseguiu cumprir. Você vai descobrir o pormenor do velocímetro contado por quem sobreviveu, que ainda hoje arrepia quem [música] ouve.

 Você vai perceber porque é que um simples cinto de segurança decidiu quem viveria e quem morreria nessa tarde. E, por fim, você vai descobrir porque é que um homem que foi ídolo de um Brasil inteiro no Nordeste simplesmente desapareceu da Memória Nacional, enquanto outros cantores da mesma época, do mesmo género musical, continuam a ser recordados até hoje.

 E se ainda não subscreveu o canal Dociier Vip, faça isso agora. Prima o botão de inscrição e ative o sininho. Aqui os ficheiros são abertos. Cada dossiê que lançarmos, você vai ser o primeiro a saber. O que vem a seguir, provavelmente nunca ouviu contar assim. Antes de ser Carlos Alexandre, ele era apenas o Pedrinho, um menino como tantos outros no interior do Rio Grande do Norte, filho de Genaro Bezerra Martins e Antonieta Feconstini Bezerra, nascido no primeiro dia de junho de 1957.

Diferentes registos divergem sobre a cidade exata onde nasceu. Alguns apontam uma nova cruz, outros apontam uma pequena localidade chamada Jundiá. Mas todos concordam numa coisa: [música] A A sua infância foi marcada desde muito cedo por uma das forças mais cruéis que o sertão nordestino conhece, a seca. No final dos anos 50, uma seca severa castigou a região, destruindo plantações, secando poços, empurrando famílias inteiras para a fome.

 E a A família do Pedrinho, como tantas outras famílias pobres [música] daquele tempo, simplesmente não conseguiu manter-se unida perante aquilo. e parte dos seus irmãos foram distribuídos entre famílias que pudessem alimentá-los, um destino comum para milhares de crianças nordestinas naquela época.

 E o Pedrinho foi viver com um casal, Antônio e Germina, que viviam na zona rural de Nova Cruz. Cresceu ali na roça com pais que não eram os seus de sangue, mas que lhe deram um tecto, alimento e um lar. poderia ter-se tornado um agricultor, como tantos meninos da a sua geração, seguindo o único caminho que parecia possível a quem nascia pobre naquele pedaço do Brasil.

 Se não fosse um dia, ainda criança, ouvira a voz de Evaldo Braga a tocar em algum rádio distante, uma voz potente, cheia de dor e de sentimento, cantando sobre desamores e angústias existenciais de um jeito direto, sem rodeios, e sentir que aquilo mudava tudo dentro dele. A partir a partir desse momento, a música deixou de ser apenas um som de fundo e passou a ser um destino possível.

 Ainda miúdo, por Volta de 1970, começou a trabalhar como padeiro, [música] ajudando a vender pão nas madrugadas. E foi ali, entregas e horas de trabalho pesado, que começou a trautear as primeiras melodias inspiradas no ídolo que o tinha hipnotizado, criando sem conhecer as bases do que viria a tornar-se a sua própria música.

[música] Em 1975, usando ainda o nome artístico de Pedrinho, teve a sua primeira música gravada Caixa vazia, interpretada por outro cantor da região chamado Juan Carlos, um primeiro passo pequeno, mas real dentro do mundo da música. Foi numa destas noites simples em frente à casa de uma vizinha chamada Solange, que Pedrinho passou a apresentar-se de verdade, de guitarra na mão, cantando para quem quisesse parar e ouvir, e juntava gente.

 Moradores saíam de casa só para escutar aquele rapaz a cantar na rua. A Solange na altura tinha outro namorado, mas na passagem do ano de 1976 para 1977, esse namorado simplesmente não apareceu. E foi o Pedrinho quem chegou até ela, dizendo que tinha composto uma música só para ela, chamada Arma de Vingança, inspirada exatamente naquela desfeita que ela acabara de sofrer.

começaram a namorar nesse mesmo dia. E foi ela, mais tarde quem sugeriu o nome artístico que usaria para o resto da vida. Carlos Alexandre, inspirado no nome de um afiliado dela que ela sempre achou bonito. Ele gostou e o nome ficou para sempre. Pouco depois, um radialista chamado Carlos Alberto de Souza ouviu Pedrinho a cantar durante uma campanha política na região.

 [música] Gostou tanto do que ouviu que fez ali um trato mesmo, cantaria em toda a campanha. E se o candidato vencesse, Carlos Alberto se comprometeria a levá-lo junto com outros artistas locais a gravar um disco em São Paulo. A campanha foi ganha e a promessa cumprida. Em janeiro de 1978, [música] Carlos Alexandre embarcou para São Paulo, ao lado de outros artistas nordestinos, entre eles Gilard e Edson Oliveira, para gravar pela editora RGE.

 Aí gravou um compacto simples com as canções Arma de Vingança e Canção do Paralítico. Um compacto que, para a surpresa de muita gente, vendeu 100.000 cópias. Em fevereiro desse mesmo ano, casou com Solange, que se tornaria não só sua esposa, mas também a responsável pela costurar as roupas que usaria em cada concerto para o resto da carreira.

 Se já teve uma música que marcou o início de um amor ou de uma fase inteira da sua vida, deixa nos comentários qual foi esta música, porque eu quero muito saber a vossa história também. [música] 100.000 exemplares vendidos de um compacto simples já seria motivo de comemoração para qualquer artista da época, mas para Carlos Alexandre aquele foi só o início.

 A editora RGE decidiu apostar num álbum completo [música] e ainda em 1978 veio Feiticeira, o disco que o transformaria praticamente da noite para o dia num fenómeno nacional. Foram 250.000 exemplares vendidos. Um sucesso tão grande que o disco chegou a ser lançado também em espanhol [música] para o público latino-americano.

 Algo raro para um artista que poucos anos antes ainda vendia pão numa padaria do interior do Rio Grande do Norte. A partir dali, a A carreira de Carlos Alexandre descolou de um jeito meteórico. [música] Em pouco mais de 10 anos, acumularia 15 discos de ouro e um disco de platina com mais de 2 milhões de discos vendidos em todo o Brasil.

 Lançou 14 longplays [música] e três compactos simples ao longo da carreira, para além de participações em coletâneas, somando mais de 200 composições gravadas, canções como Feiticeira, Postal, Sertaneja, A Ciganinha e Vai para a Cadeia tocando em rádios de norte a sul do país. Sua influência foi tão grande que outros importantes artistas da música popular brasileira gravaram composições suas, entre eles Genival Lacerda, Guilhard e Barros de Alencar.

 E mesmo num período de forte censura imposta pelo regime militar que ainda governava o Brasil nessa altura, algumas das suas músicas chegaram a sofrer restrições. Um detalhe que mostra o tamanho do alcance que as suas letras já tinham, ao ponto de chamar atenção das autoridades. E aqui está uma coisa curiosa sobre Carlos Alexandre.

 Mesmo com todo o sucesso, mesmo podendo mudar para o Sudeste, centro da indústria musical brasileira na altura, nunca trocou o bairro simples onde vivia em Natal, a cidade da esperança, por nenhum outro lugar. Percorria o país inteiro fazendo espectáculos, ganhava cada vez mais dinheiro, mas dizia sempre que o Natal era o lugar dele, o lugar de repouso, o lugar de verdade, o lugar para onde sempre regressava depois de cada digressão.

 Seus ídolos de infância, Elvis Presley, Roberto Carlos e Evaldo Braga, continuavam a ser referência mesmo depois de ele próprio se ter tornado um ídolo para milhares de pessoas. E aqui eu Deixo uma pergunta para si que está assistindo. Acha que a fama muda quem uma pessoa é por dentro ou ela só revela quem é que essa pessoa sempre foi? Comenta lá em baixo o que pensa sobre isso.

 E é aqui que a história de Carlos Alexandre começa a ficar arrepiante de uma maneira que poucas biografias de artistas brasileiros conseguem ser. Evaldo Braga, o cantor que tinha mudado a vida de Carlos Alexandre ainda quando era criança a ouvir rádio, tinha morrido em 1973 num acidente de automóvel, dirigindo um carro de um lado para o outro entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro.

 15 anos depois, em 1988, pouco antes de morrer, Carlos Alexandre teria tido três pesadelos semelhantes, nos quais aparecia precisamente esse ídolo, o homem cuja voz, ouvida ainda na infância tinha mudado toda a sua trajetória. E nestes sonhos, segundo relatos de pessoas próximas, Evdo Braga repetia a mesma frase, dizendo que precisava levá-lo consigo, que Carlos Alexandre teria de ir embora junto.

 [música] Ninguém deu grande importância na altura, eram apenas sonhos, coisas que a mente cria sem motivo aparente, principalmente numa rotina de tanto trabalho e de tantas viagens. Mas poucos meses depois, o destino dos Carlos Alexandre repetir-se-ia de um jeito quase idêntico ao do seu próprio ídolo.

 Ambos perderam a vida a conduzir a alta velocidade, ambos em acidentes de automóvel, ambos no auge da própria carreira. E aqui fica outra questão para si. Acredita que os sonhos podem ser de alguma forma aviso sobre o que está para vir? Deixa a tua opinião nos comentários. Eu quero muito ler o que vocês pensam sobre isso. Se essa história está a arrepiar-te do jeito que arrepiou-me quando descobri, deixa o teu like agora e subscreve o canal, porque a parte mais forte desta história ainda está por vir.

 No início de 1989, Carlos Alexandre estava no auge absoluto da carreira. tinha acabado de lançar um novo disco chamado Sei e seguia numa rotina intensa de concertos por todo o nordeste. No dia 30 de janeiro desse ano, tinha um compromisso simples, o tipo de compromisso que qualquer pai ou marido faz sem pensar duas vezes.

 Ele tinha prometido almoçar com Solange e com os filhos assim que regressasse de mais um espectáculo. Naquele fim de semana tinha-se apresentado na cidade da Pesqueira, no interior de Pernambuco, um espectáculo como tantos outros que já tinha feito ao longo de mais de 10 anos de carreira e seguia agora de volta para Natal, no Rio Grande do Norte, juntamente com o motorista e dois músicos da sua banda, os irmãos Sérgio e Celson de Sousa.

 No caminho, ao chegar ao concelho de São José do Campestre, o motorista alegando cansaço depois de horas ao volante, [música] parou o carro e desceu para comprar cigarros. E foi nesse momento que Carlos O Alexandre, ansioso por chegar logo a casa [música] e cumprir a promessa que tinha feito à família, assumiu ele próprio a direção do veículo, um Opala Comodoro que tinha comprado recentemente e do qual gostava muito, principalmente por gostar de conduzir depressa, uma paixão por velocidade que os próprios membros da sua banda já conheciam bem.

Se está a gostar de conhecer essa história, partilha este vídeo com alguém que também se vai emocionar com ela, porque histórias como a de Carlos Alexandre merecem ser lembradas por muito mais gente. Há menos de 10 km de distância de casa, tudo mudou em causa de segundos. 7 km depois de assumir o volante num trecho reto da estrada estadual [música] RN093, que liga os municípios de Tangará e São José do Campestre.

 Na região da Borborema Potiguar, Carlos Alexandre perdeu o controlo do carro. Segundo relatos de um dos membros da banda, [música] que na altura conferiu o velocímetro pela última vez antes do acidente, o Opala terá chegado a marcar 190 km/h. O automóvel colidiu com a cabeceira de uma ponte de uma forma violenta, um impacto que não deixou hipóteses.

 Carlos Alexandre e os dois músicos que o acompanhavam, Sérgio e Celson, não estavam a utilizar cinto de segurança e foram lançados para fora do veículo, morrendo no local. O condutor, que no momento estava sentado no banco do passageiro e que, ao contrário dos outros, usava o cinto de segurança, foi o único que sobreviveu ao acidente.

 Uma diferença tão pequena, um simples cinto afivelado, decidiu quem viveria e quem morreria nessa tarde de janeiro. Carlos Alexandre tinha apenas 31 anos de idade. E aqui quero-te perguntar uma coisa. Lembra-se onde estava ou [música] o que sentiu? quando soube de alguma perda que marcou a sua infância ou a sua juventude? Deixa a sua história nos comentários.

 Eu leio cada uma delas. A notícia da morte de Carlos Alexandre espalhou-se rápido pelo Rio Grande do Norte, estampada nos jornais da época, entre eles o Tribuna do Norte. E o que aconteceu nos dias seguintes se tornaria até hoje uma das maiores demonstrações de luto popular já vistas na capital potiguar.

 O velório realizou-se no ginásio desportivo da cidade da esperança, o mesmo bairro onde tinha crescido a cantar em frente a casas simples. O mesmo bairro que ele se recusou-se a deixar mesmo depois de rico e famoso. No dia 31 de janeiro, o corpo foi levado para o cemitério do Bom Pastor e milhares de fãs acompanharam o cortejo pelas ruas de Natal, muitos deles cantando todos juntos a canção que tinha consagrado Carlos Alexandre.

Feiticeira. Testemunhas da época contam que foi sepultado exatamente ao som dessa multidão, cantando em uníssono a música que lhe tinha mudado a vida para sempre. Um cortejo tão grande [música] que até hoje é recordado como o maior já realizado na capital do Estado. Anos mais tarde, em 2005, um projeto de tributo chamado Vem Ver como Eu Estou reuniu cantores e bandas de Natal no Teatro Alberto Maranhão [música] para homenagear a sua obra.

 E em 2014, depois de três anos de investigação, o O jornalista Rafael Duarte lançou uma biografia completa sobre a sua vida com quase 400 páginas, reunindo testemunhos de nomes importantes da música brasileira, como Agnaldo Timóteo, Lindomar Castilho, Bartô Galeno e Guiliard, todos falando sobre a importância que Carlos Alexandre teve para a música popular do [música] país.

Que é aqui que fica a questão que ninguém costuma responder corretamente. Por que um homem deste tamanho, com este número de discos vendidos, sendo que este tipo de amor popular, praticamente desapareceu da memória nacional? Parte da resposta está no próprio género musical que ele representava.

 O Brega, como ficou conhecido a partir dos anos 70, sempre foi tratado pela crítica e pela indústria musical como um estilo mais pequeno, demasiado popular, demasiado simples, mesmo quando vendia milhões de exemplares e [música] enchia estádios e ginásios pelo país inteiro. E não foi assim com todos os os cantores da mesma cena.

 Nomes como Wald Soriano e Reginaldo Rossi, contemporâneos de Carlos Alexandre e também rotulados dentro do universo do brega romântico, continuaram a ser recordados nacionalmente décadas depois. Até viraram piada carinhosa da cultura pop. Apareceram em programas de televisão. Foram citados por gerações seguintes que nem sequer viveram a época de ouro destes artistas.

 Carlos Alexandre não teve essa sorte. A fama dele, mesmo gigantesca, ficou concentrada principalmente no Nordeste [música] e depois da morte faltou o mesmo esforço de preservação da memória que outros artistas receberam ao longo dos anos. Faltou documentário de grande alcance nacional, faltou a reedição de discos à escala industrial.

 Faltou espaço na televisão do eixo Rio São Paulo para reforçar esta lembrança geração após geração. Uma investigadora que dedicou anos a estudar a sua obra Lei Câmara costuma descrevê-lo como o grande cantor romântico Potiguar, um artista que observava o quotidiano, a mulher, os costumes sociais e cantava sobretudo o amor.

 Mas mesmo este reconhecimento académico ficou restrito na maior parte ao próprio Rio Grande do Norte. E assim, aos poucos, o nome que fez o Nordeste inteiro parar para ouvir foi-se apagando fora da própria região, enquanto outros nomes do mesmo estilo musical continuaram vivos na memória do país inteiro. Aqui vai a pergunta mais importante deste vídeo.Cartão Postal – Carlos Alexandre | Música Completa

 Você já tinha ouvido falar de Carlos Alexandre antes de assistir a este vídeo? Eu realmente quero saber, comenta lá em baixo, sim ou não, e diga-me se é do Nordeste ou de outra região do Brasil, porque esta resposta vai dizer-me muita coisa sobre até onde a história dele conseguiu chegar.

 Mas, apesar de tudo isto, Carlos Alexandre não desapareceu por completo. Mais de 30 anos depois da sua morte, Solange, a mulher que sugeriu o nome artístico dele, que costurava as suas roupas de palco, que o acompanharam em quase toda a sua carreira, ainda vive em parte dos direitos de autor das músicas que ele deixou.

 As canções continuam sendo tocadas e regravadas um pouco por todo o Brasil, e ela já chegou a comentar que recebe direitos de autor até de rádios de Portugal, prova de que a sua voz de alguma forma ainda ecoa muito para além do que se imagina. Os três filhos do casal seguiram caminhos diferentes. Germínia, que homenageia em seu nome, a mãe adoptiva do próprio Carlos Alexandre, Carlos Adriano e Carlos Alexandre Júnior, o filho do meio, que carrega o próprio nome do pai e que chegou a tentar, ainda jovem, formar uma dupla musical com a irmã, nos moldes do que

seria uma versão nordestina de Sandy Júnior, embora o projeto não tenha ido muito para além das apresentações locais. Depois de passar por outras tentativas, como o futebol e a sériefia, Júnior encontrou de volta o caminho da música e hoje se apresenta pelo interior do Nordeste, identificando-se por vezes como Carlos Alexandre, o feiticeiro do amor, mantendo viva à sua maneira a herança musical do pai, que mal [a música] teve tempo de conhecer verdadeiramente, já que tinha apenas 7 anos quando o acidente aconteceu.

Mas onde antes havia multidões inteiras cantando em praças cheias, hoje existe na maior parte do Brasil apenas silêncio. Um silêncio que só é quebrado quando alguém [música] nalgum canto do Nordeste carrega no play numa música antiga e recorda por um instante o homem que cantava, como se cada palavra fosse a última.

Lembra-se de Carlos Alexandre? Talvez agora, depois de conhecer esta história inteira [música] do menino separado da família pela seca, do padeiro que se tornou o fenómeno nacional, dos pesadelos que pareciam anunciar o fim e do silêncio que tomou conta do resto do país depois da sua morte, a resposta seja diferente da que lhe daria antes de clicar nesse vídeo.

 E se esta história tocou-te de alguma forma, deixa o teu like, deixa um comentário contando o que mais te marcou e se inscreve no canal, [música] porque ainda existem tantas outras histórias como essa, esquecidas pelo tempo, à espera para serem contadas de novo. F.

 

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