Um centro de cultura e de civilização que será amanhã a nova capital do Brasil, Brasília. A construção de Brasília começou em ritmo frenético, com milhares [música] de operários, os famosos candangos trabalhando de sol a sol. À meia-noite do dia 21 de Abril de 1960, JK inaugurava a nova capital, evocando o orgulho de uma nação. Na Praça dos Três Poderes, tomada por uma multidão, o hino nacional euava e as bandeiras [música] tremulavam.
Naquele mesmo cenário histórico, o palácio da alvorada, nas margens do lago Paranoá, já servia de residência oficial, tornando-se a casa de Jocelino e Sara Kubicheque entre 1958 e 1961. O Palácio da Alvorada, residência do presidente dos Estados Unidos do Brasil, já se encontra pronto. [música] Ainda assim, segundo lendas que atravessam gerações, o casal nunca teria [a música] deixado completamente o lugar, como se de alguma forma [música] permanecessem ligados à morada que simbolizou o auge dos seus sonhos.
[música] Relatos apontam para duas almas profundamente ligadas ao palácio. [música] O espírito elegante da primeira dama, Sara Kubichek, escrito como presença serena e [música] silenciosa que percorre os salões com a mesma postura discreta que marcou a sua vida pública. Ao seu lado o espírito de Jelino Cupichek, sempre com o mesmo fato [música] castanho, caminhando imponente pelos corredores e a biblioteca do Alvorada em Noite sem Lua.
Contudo, o que torna esta presença ainda mais [música] inquietante é a forma como a história de Joselino Cubek foi interrompida. A 22 de [música] de agosto de 1976, na autoestrada Presidente Dutra, [música] o carro em que seguia colidiu com um camião em circunstâncias que até hoje alimentam dúvidas. Oficialmente foi apenas um acidente automobilístico, mas ao longo dos anos surgiram teorias que sugerem algo mais perturbador, a possibilidade [música] de um atentado supostamente ligado à chamada operação com dor. Investigações foram reabertas,
versões foram confrontadas, mas nenhuma conclusão definitiva conseguiu silenciar [música] completamente as suspeitas. E talvez seja precisamente esse mistério que alimente as lendas. Talvez por isso, ex-presidentes há décadas queixam-se abertamente de energias [música] maus. O mais famoso de todos os foi Michel Temer, que assumiu a presidência [música] em 2016 após o impeachment de Dilma Roussev.
Em fevereiro de 2017, Temer e a família se mudaram-se para o Alvorada com [música] grande expectativa, mas apenas uma semana depois, eles fugiram de Maleicuia de volta para o Palácio do Jaburu, a residência dos vice-presidentes. O presidente Temer, a primeira dama, Marcela e o filho chegaram ontem de Aratu, na Baía, onde passaram o feriado de carnaval, e foram diretamente para o Jaburu, porque consideraram que a residência oficial dos vice-presidentes é mais parecida com uma casa.
O que eu fiquei a saber é que o presidente viu fantasmas no palácio da Alvorada e pediu para sair dali. E aparentemente Temer não estava brincando. Trocou o Alvorada por um palácio menor, alegando uma insónia inexplicável e um clima pesado que ninguém conseguia explicar. JK, o homem que construiu o sonho moderno do Brasil, talvez volte [música] lembrar aos sucessores que o poder sempre cobrará o seu preço.
[música] Mas o Palácio do Jaburu, para onde Temer refugiou-se em 2017, também guarda [música] os seus próprios mistérios. Vice-presidentes elatam portas que se abrem sozinhas durante a madrugada [música] e vozes que murmuram nos jardins. E esse padrão parece repetir-se [música] pelo país. Por todo o Brasil, palácios presidenciais [música] carregam maldições semelhantes, como o Palácio da Liberdade, amaldiçoado por Maria [música] Papuda no século XIX, onde vários governadores faleceram em funções.
E o mais intrigante é que quando o capital mudou-se para Brasília em 1960, as assombrações [música] parecem ter viajado juntamente com o poder. O Palácio do Planalto, sede do executivo, também no escapa. Aí circula a [música] lenda da arquiteta de branco, uma engenheira anónima que trabalhou na equipa de Oscar Niemer durante a construção da cidade.
Ela teria contraído tuberculose durante as obras extenuantes e falecido dias antes da inauguração. Agora, funcionários do Planalto juram vê-la à noite, [música] vestida de branco impecável, inclinada sobre escritórios desertos, traçando plantas que ninguém encomendou. Minha gente, não é que encontraram uma ossada enterrada ali perto do [música] Palácio do Planalto? Uma ossada possivelmente humana a menos de 1 km do Palácio do Planalto? Outro espírito aterrador é o do dragão [música] da independência sem cabeça, um soldado do
destacamento de guarda presencial que nos primeiros anos de Brasília [música] desmaiou durante a troca da guarda na rampa do Planalto, caiu de cabeça no concreto e perdeu a vida instantaneamente. Desde então, aparece fardado, sem a cabeça, [música] deambulando pela rampa principal, especialmente quando uma autoridade máxima [música] sobe o caminho.
Houve relatos até durante a visita do presidente americano [música] Barack Obama em 2011. Reza a lenda que seguranças terão presenciado uma cena surreal, [música] a figura do soldado sem cabeça a fazer continência para o nada. E a mística sobrenatural de Brasília não para por aí. Se existem vultos deambulando pelo Congresso Nacional, um deles é quase unânime.
Entre as famosas assombrações da capital, uma das mais ilustres é, sem dúvida, o fantasma de Ulisses Guimarães, o senhor Diretas, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988. faleceu tragicamente em 12 de outubro de 1992 num polémico acidente de helicóptero em Angra dos Reis, os relatos de aparições envolvendo Lices Guimarães começaram logo após o funeral e nunca mais cessaram.
Durante décadas, os funcionários e parlamentares juram que o espírito de Ulisses continua a assombrar o plenário que leva o seu nome. Conta-se que na calada da noite é possível ouvir tosse secas, passos arrastados e uma voz grave murmurando palavras de ordem. Um assessor parlamentar em 2022 jurou ter visto Ulisses sentado na cadeira da presidência da mesa com o fato cinzento de sempre.
batendo martelo como se presidisse a uma sessão diretamente do além. Quando as luzes foram acesas, o cadeira estava vazia, mas o martelo estava fora do suporte. O Congresso Nacional guarda também [música] histórias tão curiosas como inquietantes, narrativas que atravessam décadas e continuam a ser repetidas nos bastidores do poder. Entre os relatos mais [música] conhecidos é o do ex-senador Áurio Melo, que terá colecionado episódios narrados por antigos funcionários [música] da casa.
Segundo estes relatos, não era incomum que servidores [música] que trabalhavam até tarde jurassem ouvir vozes vindas do plenário, como se uma sessão estivesse em curso, [música] mesmo tendo a certeza de que o edifício estava vazio. [música] Um desses episódios teria ocorrido de forma inesperada durante a rotina de um servidor responsável pela [música] vistorear os recintos do Senado e apagar as luzes no final do expediente.
Numa dessas [música] noites silenciosas, foi surpreendido por ruídos provenientes do plenário. Inicialmente, [música] acreditou que pudesse tratar-se de uma sessão extraordinária que não lhe tinha sido comunicada. Movido pela curiosidade, aproximou-se da porta e entreabriu-a com cuidado. Foi então [música] que, segundo o relato, deparou-se com uma cena impossível.

O plenário estava [música] ocupado, mas não pelos parlamentares de sua época. Os homens que ali se encontravam usavam fatos antigos [música] com cortes que já não se viam. A impressão era de que assistia a uma sessão de [música] outro tempo, como se o passado tivesse de algum modo voltado a ocupar aquele espaço. O próprio Áurio Melo também teria vivenciado algo semelhante.
[música] Contou que em diversas ocasiões, ao deixar o seu gabinete tarde da noite, Apercebia-se da presença de uma figura caminhando [música] lentamente pelos corredores. Era um homem encruvado, vestido [música] com algo que fazia lembrar um fraque antigo, deslocando-se com calma, como se estivesse [música] imerso em pensamentos.
O senador afirmou que nunca teve coragem de acelerar o passo para o alcançar [música] ou confirmar a sua identidade. Ainda assim, formou na sua mente uma convicção inquietante. [música] Para ele, aquela figura poderia ser nada mais nada menos que Rui Barbosa, como se o antigo senador regressasse de alguma forma para reviver os seus dias de parlamento nos corredores do Congresso.
Outro relato intrigante que circula nos bastidores do Congresso envolve a servidor Divino Cardoso, que trabalhou há cerca de 14 anos no setor da engenharia do Senado e acabou por pedir transferência após uma experiência que, segundo ele, nunca conseguiu esquecer. O episódio terá ocorrido durante a madrugada, quando o edifício já deveria estar completamente vazio.
Naquela noite, Divino afirma ter visto algo que contrariava toda a lógica. O plenário e a galeria estavam iluminados e aparentemente cheios, ocupados por figuras que pareciam senadores e até mesmo por uma plateia nas bancadas, como se uma sessão oficial estivesse a acontecer fora [pigarreando] de hora. O mais inquietante, segundo ele, é que naquele momento nem lhe passou pela cabeça tratar-se de uma assombração.
A cena parecia demasiado real, concreta demais para ser descartada como imaginação. No entanto, a sensação mudou completamente quando decidiu regressar ao local, acompanhado por um segurança de serviço. Ao chegarem ao plenário, encontraram tudo às escuras em completo silêncio. Não havia ninguém, nenhum sinal de movimento, e os sons de [pigarreia] vozes acaloradas haviam simplesmente cessado, como se nunca tivessem sido proferidos.
[música] A experiência, segundo o servidor, era digno de um filme de terror, o que ele descreveu como algo capaz de arrepiar até ao último fio de cabelo. O episódio podia ter terminado ali, mas ganhou contornos ainda mais perturbadores. Dias depois, o próprio agente de segurança que o acompanhara voltou a procurá-lo, visivelmente abalado.
Segundo o divino, o homem estava pálido, trémulo e tão assustado que mal conseguia falar. [música] Foi então que revelou ter visto a mesma coisa, um movimento no plenário, presença de pessoas e até sons de passos e conversas ecoando pelos corredores vazios. Mesmo em tom de brincadeira entre os funcionários mais antigos da casa, histórias como esta não são consideradas incomuns.
Há quem diga que o poder é tão inebriante que nem a morte é capaz de afastar aquele que o experimentou em vida. Seja como for, as lendas de assombrações em Brasília continuam infiltradas nos bastidores do poder como um eco persistente de tudo o que ficou soterrado, não apenas no betão, mas na [música] própria história da construção da capital.
Entre 1956 [música] e 1960, sob o ritmo acelerado imposto pela Jocelino Cupcheque, [música] a cidade surgiu quase do nada, impulsionada por jornadas exaustivas [música] que chegavam às 36 horas seguidas em meio a acidentes constantes, [música] condições precárias e uma urgência que não permitia pausas. Não existe um número oficial exato de fatalidades, mas relatos da época, investigações [música] históricas e registos posteriores indicam que foram centenas, talvez milhares de trabalhadores que perderam a vida neste

processo. Muitos destes homens, os chamados candangos, nem sequer tiveram os seus nomes registados. foram enterrados [música] sem identificação, longe de qualquer estatística, como se nunca tivessem existido. [música] Entre os episódios mais sombrios está o chamado massacre da GB em 1959, quando a [música] Guarda Especial de Brasília reprimiu violentamente operários que protestavam contra a falta de alimentos e água nos acampamentos.
Há relatos de baixas ocultadas e de camiões que teriam transportado corpos durante a madrugada, desaparecendo sem deixar vestígios. No caso concreto do [música] Congresso Nacional, reportagens da época já mencionavam o falecimento de pelo menos 37 operários durante a sua construção. Um número que para muitos representa apenas uma fração do que realmente aconteceu.
Documentários [música] e investigação posteriores, como os que investigam os bastidores da obra, falam numa sujidade escondida nos pilares de betão, [música] como se o próprio edifício guardasse em silêncio as marcas humanas do seu nascimento. [música] É neste contexto que as lendas ganham força.
Hoje, os guardas nocturnos do Senado e da Câmara [música] relatam experiências que parecem dialogar diretamente com esse passado. Depois da meia-noite, quando o silêncio domina os corredores, [a música] a quem ouça o som longínquo de martelos pneumáticos, marteladas metálicas ritmadas [música] e até gritos abafados vindos de dentro das paredes, como se a construção nunca tivesse realmente terminado ou como se algo ali ainda teimava em ser ouvido.
E em alguns casos, os relatos vão para além de experiências [música] sensoriais. Conta-se que em 2012 um vigia foi surpreendido ao presenciar um vulto uniformizado atravessando o plenário. A figura caminhava com firmeza até parar abruptamente, voltando-se para o encarar com uma expressão carregada de hostilidade antes de desaparecer na escuridão.
Para muitos, estas histórias carregam um significado ainda mais profundo. A ideia de que os espíritos dos candangos, que sacrificaram as suas vidas [música] para erguer o sonho modernista de Brasília, sejam de facto as verdadeiras almas injustiçadas, aquelas que observam em silêncio as atrocidades [música] perpetradas na calada da noite ou em plena luz do dia, não por espíritos trevosos, mas por aqueles que ainda respiram impunmente pelos bastidores do poder.
E acredita que os lugares marcados [música] pelas garras do poder possam ser tão assombrados? Adoraríamos ouvir a sua opinião. E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, partilhar e deixar o seu hype. E para aqueles que ainda não se inscreveram, este [música] é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá.
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