Why is the Amazon so Haunted?

Mesmo após a abolição, as correntes que oprimiam escravizados ainda te lintavam nas sombras e te lintam até hoje. Houve estes relatos de pessoas que que ouvem barulhos de corrente vindos dos caves e tal, né? Pá, eu tenho uma história que tem mais de 10 anos já que que eu recebi essa história do tipo que lá trabalhava, que disse que ele já ia a sair e depois alguém chamou-o precisamente para o porão, onde funcionavam várias salas, não é? Várias salas funcionavam ali.

 Alguém chamou ele, ele pensando que era um colega, ele foi, a sala estava toda escura, não é? E aí quando olhou para um canto, tinha um homem, um um escravo, um homem negro todo ferido, preso a uma corrente, pedindo pelo amor, pelo amor de Deus para ele o tirar dali. Pá, que tenso. Que louco. E o gajo se mandou logo, não é? Era um fantasma, gente. Ele é imenso por dentro.

Aqui vemos o teto como está destruído. É pena porque embora tenha estas lendas de assombração, independentemente dessa crença popular, ele é uma jóia da arquitetura. Os colaboradores que se aventuram sozinhos pelos corredores vazios conhecem o som. Passos que o seguem, mas param quando pára. Portas que se abrem sozinhas, revelando apenas a escuridão.

O edifício foi expropriado, virou Secretaria de Estado do Planeamento, mas não durou muito tempo. Um elevador da época que se movia sozinho e os terríveis relatos dos apelos e gritos que provém sobretudo do purão e do sótam assustam quem chega por aqui. Acredite se quiser. Um secretário que testemunhou Esta impossibilidade, as portas a abrirem-se no ar pesado da noite, faleceu dias depois.

Coincidência? Talvez. Mas quando as janelas do palácio abandonado brilham sem qualquer lâmpada acesa, tais coincidências começam a suar com as desculpas que damos para dormir à noite. Área U, Amazon Towers, o hotel fantasma. Nas margens do rio Areaú, a cerca de 60 km de Manaus, ergue-se que um dia foi o maior hotel de selva do Brasil.

 O Ariaú Amazon Towers, inaugurado em 1986 com 288 quartos distribuídos por torres interligadas por passadiços de madeira. O hotel prometia uma experiência única na floresta amazónica. Cientistas, aventureiros e celebridades como Jimmy Carter, Bill Gates, Jennifer Lopes e Kevin Costner cruzaram as suas portas, encantados pela combinação de luxo e selva.

 Durante décadas, o Ariaú foi sinónimo de exclusividade e esplendor, mas em 2015, dívidas milionárias e as disputas judiciais apagaram as luzes para sempre. Bom, conseguimos autorização para visitar o Hotel Ariaú. A gente vai subir agora e conhecer o hotel por dentro. Vamos ver o que que sobrou do hotel de selva. O Ariaú viveu dias de glória.

 Um sucesso do cinema Anaconda com Jennifer Lopez foi aqui filmado em 1997. O ariaú fechou portas há alguns meses. Apesar do abandono, as instalações ainda impressionam, com uma arquitetura totalmente adaptada às floresta e ao rio. Aqui em cima é como se estivéssemos no tecto da floresta, porque nós estamos, vejam só, na altura da copa das árvores.

Hoje, o que resta do Jungle Towers não é apenas um edifício abandonado, mas um palco de mistérios e assombrações. As suas estruturas desmoronadas e torres suspensas deixaram de ser um refúgio natural e agora albergam com força o sobrenatural. Desde o encerramento, os pescadores e ex-funcionários relatam fenómenos inexplicáveis, clarões que iluminam a noite, risos estranhas e a coar entre as árvores e até mesmo a visão de um pequeno submarino brilhante, como os utilizados por Jaque Custô, surgindo nas águas antes de

desaparecer misteriosamente. Alfredo Santos, conhecido por Alfredinho, descreve uma noite de lua nova em que o hotel parecia vivo. Enquanto pescava, viu luzes e ouviu vozes do passado. Eu costumava pescar em frente ao ancoradouro à noite. Era algo que eu fazia com frequência. Uma noite estava a pescar em silêncio quando vi umas luzes a dançar nas sombras da floresta e de repente comecei a ouvir nitidamente vozes de pessoas a falar atrás de mim.

 Eu já imaginava, então só olhei por cima do ombro e vi dois vultos a chegarem perto de mim. Quando me virei, eles não estavam mais lá. Não tive medo. Sempre soube que a floresta está cheia de espíritos. Leonilton Oliveira, escultor que trabalhou no local, confirma experiências similares, bem como moradores da aldeia do Ariaú.

 Dizem que mesmo os animais evitam as proximidades e os turistas que tentam explorar as ruínas raramente permanecem durante muito tempo. As passarelas abandonadas eam passos que não deveriam existir. O aroma de Charuto, marca registada de Francisco Rita Bernardino, falecido fundador do hotel, ainda flutua pelos corredores.

Visitantes relatam ouvir vozes sussurrando em inglês, francês e alemão, como se espíritos dos hóspedes falecidos que já passaram pelo hotel tivessem decidido regressar ao local. O Ariaú Jungle Towers é mais do que um hotel assombrado. É um monumento ao mistério, ao passado que não quer ser esquecido e aos espíritos que talvez nunca tenham partido.

A aldeia de Marudá e as palmas fantasmagóricas. E se as visagens no Castelinho e no Teatro Amazonas são banais, este local paradisíaco no concelho de Marapanim também tem os seus mistérios. Situada a 160 km de Belém, a praia de Marudá, com a sua extensa faixa de areia branca e águas tranquilas, deveria ser apenas mais um ponto turístico no litoral paraense.

Mas há mais de uma década, inúmeras assombrações tem vindo a tirar o sono de seus moradores. Um lugar assombrado pelo desconhecido. Bairro tem nome santo, Bom Jesus. Mas o que aqui acontece é tão assustador que já há gente a pensar em procurar outro lugar para viver. É muito feio. É grito muito feio. Isso grita, isto bate palmas, isto chama, joga pedra em cima da telha.

 Na aldeia turística de Marudá, no nordeste do estado, o caso é o principal comentário. O fenómeno aconteceria durante a madrugada nesta casa. A dona, uma administradora de empresas, diz que tudo mais parece um filme de terror na vida real. A aparência cansada surgiu depois de quase um mês sem dormir. A mulher explica por o lugar provocar tanto medo.

Começam os gritos, o sapateado da casa, como se tivessem a pisar uma laajota assim, pisando mesmo de incomodar. E os murros na janela. O fenómeno ocorre sempre da mesma forma. Sussurros, gritos e palmas tímidas. Depois crescem ecoando com uma reverberação fantasmagórica e arrepiante. Quem alerta primeiro os moradores são os cães.

 Os seus latidos desesperados rasgam a madrugada, minutos antes de cada manifestação, como se vissem algo que os nossos olhos recusam-se a processar. Nem os animais suportam o ruído aterrador quando os cães ficam agitados. A Denise já sabe, o horror vai começar. Começam a ladrar, latindo como se tivesse visto alguém a aproximar-se da casa ou aproximando-se deles em algum momento, como se estivessem a ladrar para querer defender-se de algo.

Um problema de saúde no pai trouxe a administradora e a família Marudá. A área de floresta foi transformada em sítio e tudo parecia muito bem, mas o sonho da vida tranquila no interior não durou muito tempo. Há um ano e meio, a Denise e os pais tiveram a primeira experiência com o sobrenatural, um pesadelo que parece ainda bastante longe do fim.

 Um pastor evangélico testemunhou o que lhe diz ser obra do maligno e os pormenores são perturbadores. Primeira vez que vi assim, fiquei paralisado. Quando ele dei a primeira vez, acho que bateu palmas, uma palma eh diferente de um de qualquer que se chega a uma casa, ele é diferente. Ele é diferente, ele chega contigo assim, faz assim, ele começa devagar, depois vai aquele eco de palma, depois acorda todos, tá? Depois disto aqui, só em riso que dão.

 Uma gargalhada cheia de eco, uma gargalhada é tenebrosa. A história espalhou-se pela vila de Marudá até fazer manchetes na comunicação social. A Dona Rosalina, que vive no bairro há 10 anos, arrependeu-se de tentar observar o fenómeno. A minha casa é de taipa, certo? Aí fui olhar. Que que a senhora sentiu? Senti uma muita grande dor na minha garganta e aquela gosma na minha garganta.

 Assim, ainda estou com a dor na garganta. Especula-se que no terreno junto ao sítio, pessoas teriam sido assassinadas. Há quem acredite que espíritos estariam por detrás dos misteriosos acontecimentos. Esta moradora afirmou ter passado 30 noites em branco. 30 noites a ouvir passos sobre o seu telhado e batidas ritmadas que pareciam tocar uma música macabra.

os moradores daqui mesmo dizem que a a chacina, duas chascina foi aqui, não é? Bem aqui ao lado. Então a gente ouve este grito horrível que há muita gente que não acredita. O local parece guardar os seus próprios segredos, mas para tentar explicar o inexplicável, inúmeras teorias foram ventiladas. a quem atribua o fenómeno a crimes antigos, pactos com forças maléficas, luta por terras, mas também a quem acredite que tudo não passa de uma brincadeira inocente que passou dos limites.

 Quando vamos para mudar o estudo, vamos percebendo que a este fenómeno tem uma causa e a causa pode estar dentro daquele recinto, daquele meio onde vive aquele pessoal. Realmente não podemos dizer que estão a mentir. Realmente o problema pode estar acontecendo. Agora queria prevenir ao povo de lá que evite o clima de terrorismo, porque isso só faz agravar a situação.

[Música] O teatro Amazonas e a ópera sobrenatural. Manaus surgiu onde o rio negro e os solimões se encontram, mas se negam a se misturar. Um fenómeno natural que parece carregar um pacto ancestral. Fundada em 1669, com a construção do forte de São José da Barra do Rio Negro, a cidade começou como um entrepo isolado no meio da selva, guardando silêncios e segredos nas margens e nas profundezas das águas.

 Por séculos foi apenas um ponto estratégico, até que o ciclo da borracha, no final do século XIX, mudou para sempre o seu destino. A riqueza repentina ergueu praças, palacetes e no coração da floresta o monumental teatro Amazonas, um símbolo de prosperidade cravado no verde infinito. Um lugar mágico e encantador, conhecido pelas suas belezas arquitectónicas e por estar encravado no coração da selva amazónica.

 O Teatro Amazonas, fundado no final do séc. XIX, é um dos principais postais de Manaus, localizado em frente ao Largo São Sebastião, no centro histórico da capital amazonense. E é neste local que, na viragem de cada ano, o impossível acontece. Reza a lenda que no dia 31 de dezembro, o maestro Benário Sivelli, falecido em 1899, regressa para regera, a orquestra fantasma toca para uma plateia formada apenas por sombras, enquanto o eco de aplausos percorre as colunas de mármore, vindas de um tempo que já não existe.

Mas não é só na passagem de ano que o inexplicável se manifesta. A gente tá aqui no Teatro Amazonas e é um local bem assombrado, talvez dos lugares mais assombrados de Manaus, não é? Então o teatro ele tem várias histórias de fantasma, então cada vez que a gente faz visita, perguntam sempre sobre estas questões, mas e principalmente aqui neste corredor onde nós estamos, que é o corredor do terceiro piso e perto do WC masculino, que é o local mais assombrado do teatro.

 Aqui já aconteceram várias histórias e também várias aparições sobrenaturais aqui dentro do teatro. Geralmente acontece aqui dentro desta casa de banho. Olha, gente, não vos vou mentir, não. Quando a gente estava a subir aqui para o terceiro piso, parámos no segundo piso para o nosso repórter cinematográfico, o Alan, pegar em imagens e a gente ouviu de facto passos.

 Eu achei que era uma brincadeira deles, mas não era não é bastante normal. a gente anda por aqui, ouvir a Sobil, ouvir madeira instalando. A gente pensa sempre, não, deve ter alguma explicação razoável, mas eu acho que a maior parte das vezes não é, certo? Então também brincamos sempre porque o patrono da casa, o dono da casa é o Eduardo Ribeiro e um dos fantasmas mais eh famosos aqui da casa é o Homem de Preto.

 E a gente suspeita que talvez seja o próprio Eduardo Ribeiro vindo vigiar-nos aqui para ver se a gente está a guiar direito. Este é o Eduardo, bicho. Estou toda arrepiada aqui, olha. É, e falar em Homem de Negro, conta-me essa história do Homem de Negro. Eh, entraram dentro do salão de espetáculos e o pano de boca estava baixado e o pano de boca fica sempre um pouquinho aparecendo a parte de trás do palco.

 E uma dessas vezes foi quando viram este homem de preto. Eles viam sempre só os pés deles a passar atrás do pano de boca. E depois quando eles vão ver atrás do palco não está ninguém. E nas câmaras de segurança também nunca pega, não é? E a mesma coisa a criança, não é, que aparece sempre aqui, que é a mais famosa do teatro, que ela está sempre andando pelos corredores, bate nas portas do pessoal da administração e quando vai ver na câmara não tem ninguém.

 Há ainda o piano que toca sozinho em dias que o teatro deveria estar deserto, surpreendendo a segurança e a funcionários do administrativo. E como se não bastasse, um rapaz de cartola e bigode assombra as casas de banho, aparecendo exatamente como descrito por mais do que uma testemunha. No Teatro Amazonas, o passado nunca descansa.

 Quem ousa entrar, talvez descobrir que alguns espetáculos nunca terminam e que as cortinas nunca se fecham. Espíritos da floresta, as lendas amazónicas. Antes de qualquer palácio, teatro ou hotel serem erguidos pelo homem, a Amazónia já pulsava com algo que a A civilização e a modernidade nunca conseguiram silenciar. Os espíritos guardiões da floresta.

 Sua origem é tão antiga como os homens que a habitavam e remete para o tempo em que os primeiros povos compreenderam uma verdade terrível. A Amazónia não perdoa quem desrespeita as suas regras. Na madrugada mais escura, a primeira guardiã desperta, conhecida popularmente como Martin Pereira, foi uma velha curandeira que vivia na floresta.

 Reza a lenda que há séculos, quando os colonizadores incendiaram a sua cabana e profanaram o seu saber ancestral, uma verdadeira maldição foi despertada. Pode parecer loucura, mas desde então esta entidade parece assombrar viajantes e ribeirinhos. Com estranhas semelhanças entre si, os relatos afirmam que em certas noites um assobio agudo e penetrante corta o ar na selva.

 É um som parece vir de lugar nenhum e de todos os lugares ao mesmo tempo. Este é o apelo da Matinta Pereira. É descrita como uma senhora corcunda durante o dia, mas que a noite transforma-se num pássaro agurento, como um rasga mortalha ou uma coruja. Ela sobrevoa as casas, assobiando aos desavisados. Diz a crença que se alguém, irritado com o barulho, respondera ao assobil, dizendo: “Uma tinta pode passar amanhã para apanhar o seu tabaco, a criatura irá de facto aparecer na manhã seguinte.

 Ela chegará à porta da pessoa na sua forma humana, a velha senhora, e pedirá o prometido fumo. Se a promessa for cumprida, a matinta vai-se embora e não incomoda mais. Mas se a pessoa se recusar ou não tiver o tabaco, ela a amaldiçoará, trazendo uma sorte, doenças ou outros infortúnios. Já entre os rios que serpenteiam as florestas, uma outra entidade conhecida como cobra grande exerce um papel semelhante, mas a uma escala colossal.

 Os Os povos ribeirinhos sempre souberam que certas águas eram sagradas e os desaparecimentos de embarcações e Os pescadores registados ao longo de séculos foram interpretados como a justiça da serpente ancestral. Ela é a materialização do respeito pelos rius. Um espírito que decide quem é digno de atravessam as suas águas e quem se torna parte da sua corte submersa, lembrando que o poder da floresta não está nas mãos dos homens.

E ainda existem outros guardiões. O Kurupira, com os pés invertidos para confundir os invasores, a Iara, uma sereia dos rios que castiga a ganância dos pescadores, e o golfinho, que mantém vivo o aviso de que a floresta seduz na mesma medida que pune aqueles que ousam profaná-la. E você, acredita em fantasmas habitando teatros, palácios e as florestas? ou tudo reside no campo das lendas.

Adoraríamos ouvir a sua opinião. E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, partilhar e deixar o seu hype. E para aqueles que ainda não se inscreveram, este é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá. Oh. [Música]

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *