Enquanto o edifício Grande Avenida Ardia em chamas, São Paulo observava atónita, o drama e o horror exibido em direto nos canais de TV. Faltavam 5 minutos para o meio-dia quando o incêndio começou aqui na parte de baixo do edifício Grande Avenida, na Avenida Paulista número 1754, importante centro comercial e bancário de São Paulo.
Neste edifício funcionam duas agências bancárias, escritórios comerciais e a torre transmissora da TV Record. Da parte inferior, o fogo passou rapidamente para os outros pisos. O corpo de bombeiro não tardou a chegar, mas teve de esperar meia hora pelos carros cisterna. Logo, os bombeiros começaram a enfrentar o fogo e o drama das pessoas que não conseguiram sair a tempo, principalmente os empregados de limpeza que faziam a limpeza do edifício.
Esta é a segunda vez que o edifício Grande Avenida Pega Fogo. A primeira foi no dia 13 de Janeiro de 69. Hoje, assim que o incêndio foi-se tornando mais grave, o povo começou a colocar faixas e inscrições no passeio da Avenida Paulista, pedindo às pessoas que estavam no edifício para subirem ao terraço. Subba o mais alto possível.
Suba, o mais alto possível. Não se importem comoria. Com o pedido, algumas pessoas tentaram subir pela parte exterior do edifício. Os bombeiros utilizaram escadas magidos e fizeram ligações com cabos e cordas dos edifícios vizinhos. Com muita dificuldade, principalmente por causa do fumo, as pessoas começaram a ser salvas.
Calma, calma lá. Vai sair para aqui. Calma aí. Ao [música] todo, 17 pessoas morreram nesse dia. 17 histórias [música] interrompidas de forma violenta. 17 vidas que, segundo muitos, nunca deixaram completamente o número [música] 1754 da Avenida Paulista. Primeiros fenómenos. É impossível descrever a tragédia sem sentir os reflexos de algo que não devia [música] estar ali, algo sobrenatural.
Os primeiros relatos ocorreram antes mesmo que a renovação do grande avenida fosse concluída. Segundo os rumores da época. Poucos dias após o incêndio, dois engenheiros faziam uma inspeção no piso inferior, o mesmo onde as chamas tinham começado. O cheiro a fumo ainda impregnava o concreto e o silêncio era quase absoluto.
Foi então que um deles, ao percorrer o corredor carbonizado, congelou no lugar. A poucos metros de distância, completamente alheia à presença deles, uma senhora de longos cabelos brancos caminhava lentamente pelo corredor vazio. A cena não fazia sentido. O edifício estava interdito, [música] selado e nenhuma pessoa deveria estar ali.
A mulher vestia um uniforme bege, semelhante ao utilizado pelas funcionárias da limpeza. Eles presumiram que fosse uma empregada de limpeza que havia burlado a segurança para entrar no edifício, mas havia algo de estranho no modo como se movia, rígida, lenta, quase mecânica. Sem dizer qualquer palavra, a senhora entrou numa pequena sala de serviços junto das escadarias, temerosos pela segurança da alegada intrusa.
E ainda tentando ignorar o facto de que nenhum som tinha saído [música] daquela mulher, os engenheiros correram para a sala e, quando empurraram a porta entreaberta, [música] encontraram um cubículo destruído pelas chamas e tomado por um forte odor agri doce. Mas o verdadeiro terror [música] foi descobrir que a sala estava completamente vazia.
Não havia janelas, nem qualquer outra saída. Apenas paredes [música] chamuscadas, um balde derretido pelo calor do incêndio e o eco confuso da respiração acelerada dos dois homens. Mais tarde divulgou-se que algumas das vítimas do incêndio que consumiu grande avenida [música] eram funcionários do edifício, entre eles duas empregadas de limpeza que nunca bateram o ponto naquela fatídica tarde de fevereiro.
Logo os bombeiros começaram a enfrentar o fogo e o drama das pessoas que não conseguiram sair a tempo, principalmente empregados de limpeza que faziam a limpeza do prédio. O [música] passado que não cala. Segundo especialistas no paranormal, é preciso conhecer o passado de um lugar para compreender [música] o presente ou tentar viver o futuro.
E se isto é um facto, há um capítulo enterrado sobre as fundações deste imóvel que não pode ser ignorado. Muito antes do edifício grande avenida rasgar o céu, nesse mesmo pedaço de chão for erguido o antigo palacete João Dente. Residência de João Gonçalves Dente, um poderoso advogado criminalista. A mansão construída em 1918 reinou absoluta sob o antigo número 55 até ser engolida pela voracidade imobiliária da Nova Avenida Paulista.
Mas a verdadeira raiz deste mistério é ainda mais antiga e remete para um nome que a história apagou-se. Originalmente, o sumptuoso projeto iniciado em 1915 tinha sido idealizado por Luís Vinto, um homem abastado que projetou cada detalhe da construção para refletir a sua própria personalidade. Conta-se que estava obstinado pela obra, afirmando que aquele palacete seria o seu maior legado.
Mas o destino foi cruel. Luís Pinto faleceu em 1917. pouco tempo antes de ver a sua obra concluída, os seus herdeiros, talvez marcados pelo luto, acreditavam que o destino do patriarca fora selado pela sua própria obsessão pelo imóvel, um local onde ele jamais voltaria a pôr os seus pés, ao menos em vida. E aqui o solo começa a mostrar a sua estranha impaciência, um ciclo de destruição e reconstrução que alimenta a teoria da maldição.
O sumptuoso palacete João Bente fora demolido no final da década de 1950 e em seu lugar foi erguida outra mansão. Contudo, como se o próprio solo rejeitasse o contrato, essa nova morada também estava condenada. No início de 1960, ela acabou demolida para finalmente dar lugar ao então majestoso edifício Grande Avenida.
Três construções diferentes e um destino que já parecia selado, deixando no ar uma questão ainda sem resposta e que perdura há décadas. Será que Luiz Pinto continua preso àquele pedaço de chão? [música] Ecos da tragédia. Voltando àela tarde infernal de 1981, sobreviventes [música] descreviam uma temperatura tão insuportável que o ar parecia distorcer a visão.

O fumo [música] negro, espessa como peixe, anulava as escadas de emergência [música] em instantes, transformando o edifício num verdadeiro labirinto. Quanto helicópteros tentavam manobras arriscadas [música] para resgatar quem estava no teto. Nas janelas inferiores, o desespero criava heróis improváveis. [música] Numa das cenas mais marcantes e angustiantes daquele [música] dia, um pai encurralado pelas chamas e sem rota de fuga tomou a decisão mais difícil [música] da sua vida.
lançou os seus dois filhos pela janela, mirando a marquise do andar inferior, antes de ele próprio [música] saltar para a morte quase certa. No meio da confusão, o desespero de um pai com duas crianças. Primeiro, ele atira o menino para uma marquise, [música] depois dispara a menina, em seguida ele mesmo salta. Já na Marquise, os três aguardam o socorro de um bombeiro que vem do edifício vizinho num cabo de aço.
Talvez [música] por acaso ou obra divina, os três sobreviveram à queda, mas a imagem desse ato ficou gravada na memória da cidade, [música] como o retrato do desespero e do horror. Entretanto, na calçada logo abaixo, [música] um padre cumpria o rito mais penoso da sua fé. No passeio da Avenida Paulista, outros [música] damas.
Uma rapariga que saiu do edifício muito ferida recebe a extremção. Espírito Santo. [música] Amém. Não por acaso do momento em que a sirene silenciaram até aos dias de hoje, [música] algo parece ter mudado para sempre naquele endereço. [música] Não apareciam nos jornais, nem eram gritados aos quatro ventos. Eles circulavam em sussurros [música] entre fachineiros, seguranças nocturnos e prestadores de serviços.
[música] O padrão era sempre o mesmo. O edifício parecia emanar [música] a dor da tragédia e, talvez, as presenças dos que deram o último suspiro entre aquelas paredes tomadas pela cortina de fumo [música] emegrecida. Alguns juram sentir um cheiro forte a [música] fuligem e madeira queimada que surge do nada, especialmente na [música] calada da noite, décadas após o fogo ter sido extinto.
Outros relatam quedas bruscas de temperatura [música] ao entrarem em certos andares. E há aqueles que evitam olhar para os vidros escurecidos à noite, [música] receando ver o que muitos já descreveram. Siluetas que [música] não pertencem a ninguém, sombras esquias que se movem erraticamente. Até ao momento não foram identificadas as causas do incêndio do edifício Grande Avenida.
E mais uma vez acontece um grande incêndio na cidade de São Paulo no mês de fevereiro. O primeiro foi o edifício Andraus a 17 de fevereiro de 1972 que vitimou 28 pessoas. O segundo foi o Joelma em 1eo de Fevereiro de 74 com 187 mortes. Obrigado Carvalho, para o Jornal Nacional. O crânio humano. Décadas se passaram desde o último grande incêndio.
A fuligem foi limpa, as janelas trocadas e muitos acreditavam que o grande avenida era apenas mais um edifício comercial na paisagem cinzenta de São Paulo. Mas em março de 2013, o edifício voltou a manchetes, não pelo fogo, mas por uma oferenda macabra. As câmaras de segurança registaram a cena silenciosa. Uma mulher aproxima-se da entrada principal.

Os seus movimentos são lentos, quase solenes. Ela olha em redor, certifica-se de que está sozinha e com um cuidado perturbador deposita um objeto dentro de uma das floreiras do edifício. Quando os os funcionários investigaram o pacote deixado para trás, o choque foi imediato. Era um crânio humano verdadeiro. A polícia resolveu o caso dias depois.
A mulher foi encontrada a vaguear pelo cemitério de Vila Formosa, diagnosticado com graves perturbações mentais. Ela havia profanado túmulos e furtado os ossos. Pouco depois da saída da mulher, o crânio foi encontrado e a Polícia Militar foi chamada. Testemunhas relataram que uma senhora vestida de cigana tinha colocado [música] a peça no local.
Uma funcionária que não quis se identificar, afirmou acreditar que o crânio tenha sido deixado como um ritual para libertar as almas das 17 vítimas no famoso incêndio que destruiu o edifício em 1981. Para a lei, [música] o caso foi encerrado como vilipende de cadáver, mas para a já atribulada história do grande avenida, uma inevitável questão permanece sem resposta.
de todos os milhares de edifícios em São Paulo. Por que razão ela escolheu aquele? O que a guiou a atravessar a cidade, segurando nas mãos um trân depositar este símbolo de morte precisamente à porta de um local tão marcado pela tragédia? Será apenas [música] ironia do destino, uma coincidência macabra [música] ou um novo capítulo na perturbadora história do edifício Grande [música] Avenida? A resposta, meus amigos, não reside nas [música] páginas de jornal ou nos relatórios policiais, mas na sombras de um passado trágico, que de [música]
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[música] Esperamos vê-los em breve. Até lá. [música] เฮ