23 ANOS DEPOIS MAURÍCIO MATTAR REVELA O SEGREDO QUE PODE DERRUBAR TODA A VERSÃO OFICIAL tl
Em 2020, Angélica sentou-se numa entrevista com a Sabrina Sato e disse uma coisa que o O Brasil fingiu não ouvir bem. Ela namorava com Maurício Matar. Havia um homem chamado Luciano Hul e numa viagem a Fernando de Noronha, ela traiu o namorado ao vivo com público sorridente e o Brasil aplaudiu.
Mas a história que conhece é esta: Maurício Matar era o bad boy, o problemático, o galã de fama duvidosa que não merecia a namoradinha do Brasil. A família dela sentiu-se mal quando descobriu que eles tinham reatado. A comunicação social destruiu-o por 5 anos e quando tudo acabou, foi embora carregando uma reputação que não era inteiramente sua.
Em 2025, com 61 anos, enfarte sofrido, diagnóstico de bipolaridade assumido e a própria filha, tendo-o processado duas vezes na justiça, Maurício Matar finalmente falou. E o que disse ele sobre aquela relação? Sobre a fama de vilão, sobre [música] quem realmente destruiu o qu, é tudo o que a versão oficial nunca quis que soubesse. Vidas atrás da fama.
Se ainda não está inscrito, inscreve-se já, ativa o sino e deixa o like. Você vai precisar voltar a este vídeo. Me conta nos comentários de que cidade e país está a assistir. Agora vamos ao que interessa. Maurício Matar Kirk de Souza nasceu no Rio de Janeiro a 3 de abril de 1964. Descendente de libanes e portugueses, filho de uma família de classe média alta.
Desde os 14 anos que já estava no curso O Tablado, um dos mais respeitados do país, aprendendo o ofício com rigor antes de qualquer holofote. Quando estreou-se na televisão em 1985 em Roque Santeiro, todo o Brasil percebeu que aquela presença era diferente, magnética, intensa, capaz de preencher a ecrã sem esforço aparente.
A carreira explodiu rápido e de forma definitiva. Ao longo dos anos 80 e 90, Matar acumulou um currículo de fazer inveja: Hula hoop, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Pedra Sobre Pedra e O Mapa da Mina. Todas [música] pela Globo, todas sucessos de Audiência. Mas foi em 1994, com A Viagem que ele atingiu [música] o Pico.
A personagem Té era vilão, sedutor e moralmente ambíguo. E Matar entregou tudo aquilo com uma naturalidade que deixou o público hipnotizado. Em 2025, quando a Globo repetiu a novela, os clipes voltaram a circular nas redes e o O Brasil redescobriu o que aquele homem era capaz de fazer em cena. Do outro lado da equação estava Angélica, criada em frente às câmaras desde a infância, consagrada como a criança mais bela do Brasil, estreou-se como apresentadora aos 12 anos e [música] construiu uma carreira que a transformou na figura feminina mais querida da televisão
brasileira durante toda uma década. Era a fada, a loira, a namoradinha do Brasil. Um símbolo de pureza e alegria que o público protegia como se fosse da família. Dois nomes mais diferentes em imagem, em trajetória e reputação dificilmente existiriam no mesmo universo. E foi exatamente por isso que quando Maurício Matar e Angélica assumiram o namoro em janeiro de 1998, o Brasil não conseguiu processar.
Ele tinha 34 anos, três filhos de três mulheres diferentes, incluindo Elba Ramalho e Fabiana Sá, e uma reputação de galã mulherengo que antecedia qualquer apresentação. Tinha 25 anos, uma carreira impecável e uma família que a protegia como um tesouro nacional. A diferença de mundos não era apenas perceptível, era o combustível que alimentaria 5 anos de escândalos, [música] pressões e julgamentos públicos que deixariam marcas que ele carregaria durante décadas.
O que ninguém viu na época e que só ficaria claro muito depois é que por detrás da narrativa do galã problemático e da namoradinha inocente havia uma história muito mais complexa, uma história com dois lados, dois erros, duas traições e uma versão oficial que foi construída não sobre os factos, mas sobre quem o público precisava que fosse o vilão.
Desde o primeiro dia, o namoro de Angélica e Maurício Matar teve um terceiro elemento que ninguém votou para estar ali, a família dela. Os pais de Angélica, Angelina e Francisco nunca aceitaram o relacionamento. A mãe foi direta ao ponto. [música] “A minha família não pode aceitá-lo”, declarou publicamente sem cerimónia.
Não era uma reserva discreta que se encontrava entre quatro paredes. Era uma rejeição aberta, declarada, repetida para a imprensa sempre que havia oportunidade. Numa relação que já enfrentava pressões de todos os lados, este peso adicional dentro de casa era corrosivo. Entre 1998 e 1999, o casal terminou e reatou pelo menos duas vezes.
[música] Cada reconciliação tornava manchete, cada término também. O ponto de ebulição atingiu em setembro de 1999, quando os dois decidiram reatar mais uma vez e fizeram uma viagem [música] secreta para o Chile, sem avisar a família de Angélica. O casal assumiu mesmo a reconciliação na capa da revista Contigo.
O problema foi que a loira esqueceu-se de comunicar aos pais antes de embarcar. Quando a notícia chegou em casa, a reação foi imediata e dramática. O pai de Angélica, Francisco, sentiu-se mal ao descobrir que a filha tinha viajado com matar, sem avisar. Taquicardia, tensão arterial elevada, precisou de atendimento. Ao saber do estado de saúde do pai, Angélica interrompeu a viagem a meio e regressou ao Brasil às pressas.
O relacionamento tinha chegado a um ponto em que existir, simplesmente existir, ir para um país vizinho com o namorado, era capaz de provocar uma crise cardíaca dentro [música] de casa. Não é difícil imaginar o peso que isso colocou sobre os ombros de uma mulher de 26 anos que amava o pai e amava o namorado ao mesmo tempo.
O que os media [música] nunca perguntou e que os comentários do público perguntam até hoje é o seguinte: se Angélica continuou a voltar para matar pelo menos duas vezes, passando por pressão familiar, crise de saúde do pai e viagem interrompida, o que exatamente isso diz sobre o que ela sentia por ele? A fama de bad boy de matar pode ter sido o principal motivo da resistência dos pais, alimentada por rumores de toxicodependência, pelo incidente com o estafeta em 1999 e por um ultimato do Record para que ele concluísse tratamento psiquiátrico ou
teria o contrato terminado. Tudo isso chegava ao público amplificado pela media e chegava à família de Angélica mesmo antes de ser verificado. Cuidado que raramente aparece nesta história é que Matar era nesse mesmo período um dos atores mais requisitados do Brasil. Trabalhava grandes emissoras, tinha [música] contratos, fazia digressões musicais.
A narrativa do homem destruído pela fama de mal não correspondia à realidade profissional dele, correspondia à narrativa que convinha a quem precisava de um vilão para a história. E o vilão foi escolhido não pelos factos, mas pelo contraste. A A namoradinha do Brasil precisava de uma fera e Maurício Matar calhou estar disponível para o papel.
Durante anos, Maurício Matar ficou em silêncio enquanto os media o destruíam, enquanto a A família de Angélica declarava publicamente que não o podia aceitar, enquanto os boatos se multiplicavam, ele não respondeu. Na própria biografia lançado em 2010, explicou porquê. Muita gente foi para a imprensa falar horrores de mim e tornou-se uma carneficina.
Disseram o que quiseram e eu permaneci calado. Tenho tendência a ficar em silêncio e observar tudo. A palavra é de prata e o silêncio é de ouro. Fiquei naquele [música] fogo cruzado, sempre quieto. E isso aguou ainda mais a curiosidade das pessoas. A vontade de cair em cima de mim a matar. O silêncio que o protegia espiritualmente foi o mesmo que o destruiu publicamente.
Quando finalmente falou, fê-lo com precisão que ninguém esperava. A pergunta [música] que ele carregou por anos era simples: de onde vinha essa fama de mal? E a resposta que chegou foi igualmente direta. Concluí que em determinado momento da minha vida estava namora com uma menina querida pelo Brasil inteiro, uma bela, e precisavam de uma fera.
Eu, três palavras, um diagnóstico completo de como a narrativa foi construído, não sobre quem ele [música] era, mas sobre o que a história precisava que ele fosse para fazer sentido ao público. Sobre as drogas, o tema que a família de Angélica e os media usaram como munição principal, matar foi honesto sem ser autoflagelático. Tive contacto com drogas como muita gente, mas nunca fui viciado, toxicodependente.
Nunca fui preso, nunca tive reais problemas com drogas. [música] Digamos que fui um turista da droga, nunca um profissional. Uma metáfora que resume com exatidão a distância entre o que aconteceu de facto e o que foi narrado pela imprensa da época. Turista versus profissional, uso ocasional versus dependência crónica.
A comunicação social vendeu [música] o segundo. A realidade era o primeiro. Matar ainda admitiu algo que poucos vilões de História teriam coragem de admitir. Penso até que em alguns momentos da minha juventude alimentei tudo isso. Uma confissão de responsabilidade parcial que a maioria das pessoas na sua posição nunca o faria. Mas o que vem a seguir é mais revelador.
Já não sou de saltos, arrancos, turbulências. Tudo o que passei serviu-me de lição. Se vou errar, quero erros novos. Um homem que aprendeu, assumiu o que era seu e recusou carregar o que [música] não era. O problema é que o público já tinha formado a sua opinião e opinião formada raramente revê. O pormenor que completa o quadro veio de uma entrevista posterior quando Matar descreveu o impacto desse período na a sua carreira dentro da Globo.
Em 2011, foi vetado de trabalhar em Fina Estampa, um posto que tinha sido escrito especificamente para ele porque estava excesso de peso. Não [música] aceitou bem o corte e quando o seu contrato chegou ao fim não foi renovado, entrando para a lista de vetados da estação. A fama de bad boy que nasceu do namoro com Angélica, seguiu-o pelos corredores da Globo há mais de uma década [música] e no final contribuiu para fechar portas que deveriam estar abertas a um dos atores mais talentosos da sua geração.
Durante anos, a narrativa oficial foi simples. Maurício Matar era o problemático, o bad boy, o homem que não merecia a namoradinha do Brasil. A relação acabou porque ele era assim. Essa era a história. E depois, em agosto de 2020, numa entrevista a Sabrina Sato, Angélica abriu a boca e desfez décadas de versão oficial com uma confissão que o Brasil inteiro ouviu e que, curiosamente, não mudou nada na narrativa pública sobre quem tinha sido o vilão da história.
Angélica contou que o seu primeiro beijo com Luciano Huck aconteceu durante uma gravação em Fernando de Noronha. A gente fez a entrevista, esteve lá dois dias e aconteceu uns beijos porque não houve jeito de escapar. Foi um negócio assim, só que eu não podia namorar. Eu namorava, enfim, não dava, deixa [música] para lá. Uma confissão que ela própria interrompeu ao aperceber-se do quanto tinha dito.
Mas já era tarde. O [música] que escapou era exatamente o que 23 anos de versão oficial tinham mantido encoberto. Ela traiu matar com o namorado de hoje em Fernando de Noronha. Enquanto ainda estava num relacionamento oficial, o O próprio Luciano Huck havia confirmado os contornos da história anos antes no livro De porta a porta em 2020.
Não tínhamos passado nem da primeira página do texto [música] e eu já estava completamente apaixonado. O problema é que desta vez havia não um, mas dois [música] pequenos detalhes. Ela estava namoro e eu também. Dois adultos, dois relacionamentos ativos, um jato a Fernando de Noronha e uma viagem que mudou o rumo de três vidas, a de Angélica, a de HK e a de Maurício Matar, que ficou em casa sem saber o que estava a acontecer numa ilha do Nordeste.
O que torna tudo isto ainda mais revelador é o [música] contexto de quando a traição aconteceu. A viagem a Fernando de Noronha com Huck ocorreu por [música] volta de 2000, exactamente no período em que Angélica e Matar viviam um dos ciclos de reconciliação do relacionamento Ioyô. A Angélica também admitiu noutra entrevista que foi traída por um ex-namorado, confirmando que a infidelidade tinha sido dos dois lados: “Já traí e fui traída, mas não eram relações que tinham a importância e a consistência que [música] tem o meu hoje.” Duas frases
que confirmam o que qualquer análise honesta da relação sempre indicou. Não havia vilão único. Havia dois jovens apaixonados que erraram de formas diferentes. A questão que o Brasil deveria tê-lo feito em 2020 e não o fez é a seguinte: se Angélica admitiu publicamente que traiu matar com Huck, por que razão a narrativa do bad boy e do Galã irresponsável nunca foi revista? A resposta é incómoda.
Porque a Angélica é amada e protegida [música] pelo público. Porque Huck é o marido bem-sucedido e admirado. E porque Maurício Matar já carregava o rótulo há tanto tempo que questionar este rótulo parecia desnecessário. [música] A versão oficial sobreviveu à confissão pública porque era mais conveniente do que a verdade. Havia dois lados nesta relação.
O capítulo anterior mostrou o lado da Angélica, agora é o de matar. Porque para perceber porque é que o relacionamento não tinha futuro, independentemente de família, pressão pública ou diferença de mundo, é preciso olhar para o que estava acontecendo dentro da relação quando nenhuma câmara estava ligada. Em entrevista ao canal da revista Caras no YouTube, Angélica revelou que Xuxa ligou pessoalmente para a avisar que estava sendo traída pelo então namorado.
Uma vez ela ligou-me para falar de um namorado que me estava a trair e eu, apaixonada, disse: “Ah!” E continuei ali. Mas fiquei com um pezinho atrás. A jornalista perguntou se era verdade. A Angélica respondeu com quatro palavras e um sorriso. Amor, é sempre verdade. Sem [música] drama, sem nome citado, mas com a clareza de quem já processou aquilo há muito tempo.
O timing da revelação é revelador por si só. Angélica não revelou em que relacionamento recebeu o aviso de Xuxa, mas deixou claro que aconteceu durante os anos 90. O único namoro sério dela nessa década que durou anos suficientes para gerar este nível de envolvimento com alguém do círculo de Xuxa tendo informações privilegiadas sobre as traições, foi o de Maurício Matar.
A matemática não deixa muita dúvida e Matar nunca negou publicamente. Em nenhuma das suas declarações, em nenhuma entrevista, em nenhuma página da sua biografia, ele não desmentiu ter sido infiel durante o namoro. [música] O que ele fez, e isso é importante, foi contextualizar. Na biografia de peito aberto, Matar admitiu que aquele foi o período mais turbulento da sua vida, com acesso a substâncias, com uma bipolaridade ainda não diagnosticada, com a pressão de ser o vilão público de uma relação que toda a comunicação social do Brasil acompanhava. Ele admitiu
ter alimentado a fama de bad boy em determinados momentos da juventude, [a música] mas recusou carregar sozinho o peso de tudo o que foi dito sobre ele. Muita gente foi para a imprensa dizer horrores de mim e tornou-se uma carnificina. Falaram o que quiseram e eu mantive-me calado. O que emerge desta história quando os dois lados são colocados na mesma mesa, é um retrato bem mais humano e bem menos conveniente do que a versão oficial.
Dois jovens adultos numa relação intensa, sobrecarregada de pressão externa, vivendo em fases diferentes de maturidade e errando cada um à sua maneira. Angélica admitiu que já traiu e foi traída, que os dois lados da moeda faziam parte da sua história amorosa. Matar admitiu que errou e aprendeu. Nenhum dos dois era inocente.
Nenhum dos dois era inteiramente culpado. O problema é que apenas um deles saiu da relação com a reputação destruída e o outro saiu com um casamento que dura 21 anos e três [música] filhos. 1999 foi o ano em que tudo explodiu ao mesmo tempo. O namoro com Angélica estava num dos ciclos de ida e volta. A família dela declarava guerra aberta ao relacionamento.
A comunicação social circulava cada pormenor com crueldade. E foi exatamente nesse ano que Maurício Matar cometeu o erro mais grave da sua vida, aquele que nenhuma biografia consegue justificar e que ele próprio nunca tentou minimizar completamente. Em 1999, na Avenida Jcelino Cubicheque, em São Paulo, Matar atropelou um estafeta chamado Rodrigo Matos.
Segundo testemunhas, para além do atropelamento, saiu do carro e agrediu o rapaz que estava ferido no chão com socos e pontapés. A vítima teve de se submeter a tratamento médico e psiquiátrico. O processo durou 20 anos nos tribunais. Matar perdeu em todas as instâncias. Teve bens penhorados e um título protestado, mas nenhum oficial de justiça conseguiu localizá-lo em duas décadas.
Em 2020, Rodrigo Matos desistiu, não por ter recebido justiça, mas por cansaço. 20 anos e não se conseguiu levar essa pessoa para um tribunal. Cansei disse ao jornalista Ricardo Feltrm. Nesse mesmo ano de 1999, a Record TV, estação onde Matar trabalhava, deu um ultimato ao ator. Ou concluía um tratamento psiquiátrico ou teria o contrato terminado.
A informação foi noticiada pela Folha de São Paulo, um ultimato publicado num jornal para um dos atores mais conhecidos do Brasil, dado por uma estação que precisava de se proteger publicamente da associação com o caos que o seu nome representava naquele momento. carreira que tinha como base os [música] estúdios da Globo e depois o Record começava a sentir o peso de tudo aquilo.
O que ninguém falava na época e que só viria a lume décadas [música] depois é que por detrás de muito do comportamento explosivo de matar havia algo que ele próprio não sabia que existia. Em 2025, aos 61 anos, ele revelou publicamente o seu diagnóstico de transtorno bipolar. Sempre fui mais quieto, reservado e isso tirou-me um pouco do centro.
A bipolaridade é uma oscilação de humor provocada pela falta de algo químico. Hoje, como já me conheço, eu vigio. Quando me apercebo que estou um pouco alterado, mantenho-me quieto, seguro [música] o leão. Um homem que passou o ano sendo julgado por comportamentos que tinham uma causa médica não diagnosticada e que só aprendeu a gerir quando finalmente colocou o nome naquilo que sentia.
A pergunta incómoda que esta revelação coloca é direta. Se Matar tivesse sido diagnosticado com bipolaridade nos anos 90 e tivesse recebido tratamento adequado, [música] o episódio do estafeta teria acontecido. A viagem ao Chile interrompida pelo pai de Angélica, teria chegado [música] ao ponto a que chegou? A relação toda teria tido um desfecho diferente? Não há como [música] saber.
Mas saber que havia uma condição não diagnosticada a funcionar por trás de anos de más decisões muda [música] a narrativa do vilão calculista para algo bem mais humano e bem mais trágico. Na madrugada de 16 de dezembro de 2019, Maurício Matar esteve a trabalhar no interior de São Paulo quando o coração começou a falhar. Ele foi levado para o hospital estatal de Bauru, depois transferido para Botucatu e finalmente para São Paulo.
Os exames chegaram com um resultado desconcertante. Não havia gordura no sangue, nenhuma alteração cardíaca clássica, nenhuma causa física evidente. O médico fez uma pergunta simples que resumiu tudo. Já vinha infartando há um mês. Tem alguma coisa te consumindo? A resposta estava numa filha.
Matar revelou em junho de 2025, pela primeira vez publicamente, que o enfarte foi desencadeado por dois processos judiciais movidos por uma das próprias filhas. [música] Foi emocional, foi sistema nervoso e hipertensão. Eu Tenho uma filha que acabou por várias razões processando-me duas vezes. A primeira fui avisado, mas a segunda foi inesperada.
Aquilo foi-me tomando e não vi. Um homem que passou décadas sendo o alvo público das histórias dos outros e que em 2019 quase morreu por causa de uma história que ninguém conhecia que estava a acontecer dentro da sua própria família. Matar deixou claro que a situação criou um mal-estar entre os demais filhos.
Os outros filhos ficaram chateados porque é o mesmo pai, não é? Depois gerou aquele mal-estar. quatro filhos de quatro mulheres diferentes, uma que o processou, três que ficaram do lado e um pai que foi aos 21 de pressão, sem que ninguém à volta se apercebesse que estava a enfartar há semanas. O isolamento emocional de um homem habituado a permanecer calado perante das tempestades.
O mesmo silêncio que descreveu na sua biografia como escudo contra os media, desta vez quase o matou. O pano de fundo de tudo isto é a bipolaridade, um diagnóstico que mata só recebeu e assumiu publicamente em 2025. Sempre fui mais calado, reservado e isso tirou-me um pouco do centro. A a bipolaridade é uma oscilação de humor provocada pela falta de algo químico.
Hoje, como já me conheço, vigio. Quando me apercebo que estou um pouco alterado, fico quieto, seguro o leão. Uma frase com 61 anos que resume décadas de comportamentos que o Brasil interpretou como temperamento, como mau boy, como galã descontrolado, quando na realidade havia uma condição não diagnosticada a funcionar por trás de tudo.
O custo desta vida sem diagnóstico é contável. Uma reputação destruída nos anos 90. Uma carreira que nunca mais voltou ao patamar de Aviagem, um enfarte quase fatal em 2019, [música] uma filha que o processou duas vezes e 23 anos carregando o rótulo de vilão de uma história que tinha dois lados. Hoje ele resume com a sabedoria de quem chegou do outro lado.
Isso tirou-me um pouco do centro, mas hoje já me conheço. Conhecer-se aos 61 anos depois de uma vida inteira sem esse conhecimento. Essa é a versão da história que nenhum jornal da época teve interesse em contar. O O casamento de Angélica e Luciano Hul é apresentado [música] ao Brasil como um conto de fadas moderno. 21 anos juntos, três filhos, uma família que aparece nas capas de revistas com o sorriso no rosto.
Mas em outubro de 2025, no programa Mais Você, Angélica sentou-se ao lado de Ana Maria Braga e disse algo que raramente se ouve de pessoas que vivem essa imagem. A verdade, há momentos que está a amar muito e outros que está amando menos. E não desistimos porque o o nosso amor vale a pena. Quando as coisas estão esquisitas, nós parámos e refletimos sobre tudo.
Respeitamos [música] o amor um do outro, mas é difícil. Palavras de uma mulher de 51 anos com 21 anos de casamento, que ainda [música] admite que amar alguém por tanto tempo tem um custo real e que este custo não aparece nas fotos de aniversário publicadas nas redes sociais. O início da relação já carregava um peso que os dois escolheram [música] assumir.
Angélica revelou abertamente que o relacionamento começou com medo. A gente estava meio a ficar mesmo. A gente não sabia o que ia dar. Muito cedo ainda, já tínhamos um flirt, sempre houve, mas quando a coisa veio e começámos a namorar de verdade, deu medo. Um início marcado por incerteza, dois relacionamentos simultâneos sendo encerrados à pressa e uma gravidez que chegou com apenas dois meses de namoro.
Não era um conto de fadas, era uma aposta feita por dois adultos que escolheram mergulhar sem saber a profundidade da água. A crise mais grave surgiu quando Angélica percebeu que os dois se estavam a amar, mas cada um numa frequência. Foi ela quem puxou o freio. Tive esse movimento. Mudou a a nossa história.
Fiquei mais sensível para o que faltava. Então sinalizava. Fiquei mais atenta ao relacionamento a dois. [música] Uma mulher que foi a força motriz da sobrevivência do próprio casamento. Enquanto o marido estava nas coberturas políticas, nas campanhas presidenciais, nos projetos de TV. Angélica abrandou a carreira, olhou para dentro e guardou algo que estava silenciosamente se desfazendo.
O dado que o Brasil raramente pára para processar é este. O casamento que o público idolatra nasceu de uma traição a Maurício Matar numa ilha do Nordeste. Sobreviveu a frequências desencontradas, a medos não ditos e a momentos em que o amor estava a amar menos. E hoje, aos 21 anos de união, exige ainda o que Angélica chamou-lhe resiliência.
Uma palavra que não aparece nos posts de aniversário, mas que é o único motivo real porque o casamento ainda existe. Entretanto, matar carregou por décadas o rótulo do culpado pela história [música] que nunca foi tão tão simples quanto pareceu. Antes de Maurício Matar, antes de Luciano Huck, antes de mais o que o Brasil acompanhou nas capas das revistas, havia um homem que ninguém esperaria encontrar no início desta história.
Angélica tinha 15 anos e César Filho tinha 28 quando o relação começou, 7 anos juntos. E ela foi direta ao nomear o óbvio. Hoje isso não seria possível. Metrópoles. Uma frase que diz tudo sobre como o contexto da época protegia situações que hoje seriam indefensáveis e que mostra que a A vida amorosa de Angélica foi marcada desde o início por desequilíbrios de poder que ela só conseguiu nomear décadas depois.
Angélica descreveu César como alguém fundamental no seu início de carreira. Ele foi muito importante na a minha vida. Era uma adolescente famosa que não tinha tempo para nada. Era um amigo. Eu não tinha muitos amigos. Foi uma pessoa fundamental. Uma jovem de 15 anos famosa, sem tempo para ter vida normal, sem amigos da sua idade e um homem de 28 anos que se tornava ao mesmo tempo, namorado, companheiro e âncora emocional.
O desequilíbrio estava estruturado desde o início, mas o Brasil da época não fazia as perguntas que deveriam ter sido feitas. O relacionamento durou 7 anos e terminou pelo desgaste natural da distância e da fama. Nos 7 anos juntos, os dois se [música] viam poucas vezes encontros em espectáculos, almoços, jantares esparsos. A fama de Angélica crescia em velocidade que a agenda não acompanhava.
Quando o relacionamento chegou ao fim, ela entrou num breve envolvimento com Márcio Garcia, que durou apenas 3 meses, e depois veio o Maurício matar em 1998. O padrão que se estabelece é revelador. Angélica saiu de uma relação com um homem mais velho e experiente [música] diretamente para o galã mais intenso e turbulento do momento.
A A namoradinha do Brasil sempre escolheu o caminho mais complexo. O pormenor que [música] completa o quadro é a reação de César Filho quando confrontado com o assunto. Quando questionado sobre o namoro com Angélica numa entrevista, após ela ter falado abertamente no podcast Quem Pode Pode, recusou completamente a comentar.
agradeceu pela forma como ela falou dele, mas declarou que não comenta o passado. Um silêncio calculado de um homem que sabe exatamente o que está a proteger. A diferença de 13 anos de idade num relacionamento iniciado quando ela tinha 15 é um assunto que em 2025 tem implicações que o apresentador claramente prefere não enfrentar em público.
O que a trajetória amorosa de Angélica revela de César a matar, de matar a HCK, é a história de uma mulher que cresceu em público, tomou decisões privadas sob holofote constante e aprendeu o que precisava de aprender da forma mais exposta possível. Cada relacionamento deixou uma marca. César a formou numa fase em que ela não tinha idade para tomar decisões completamente livres.
Matara apaixonou-a e a desiludiu com a mesma intensidade. E Hck foi o que ficou, não porque fosse o mais fácil, mas porque foi o mais trabalhado. A história de Angélica não é um conto de fadas, é a história de uma mulher que sobreviveu à sua própria fama e à escolhas que a fama impõe. Existe uma frase que Maurício Matar disse em junho de 2025 ao jornal O Globo, que resume com exatidão onde chegou depois de tudo.
Cada vez mais migro para [música] o Aras, para a quinta, estruturando tudo para no futuro poder viver em paz ao lado dos meus animais e da minha criação de gado nelore com qualidade [música] de vida. Não é a frase de um homem derrotado, é a frase de alguém que passou por décadas de turbulência pública e privada e encontrou do outro lado algo que a televisão nunca conseguiu dar-lhe. Silêncio escolhido.
Longe das novelas há 4 anos, Matar dedica-se integralmente à música. celebrando 30 anos de carreira musical com a digressão Nada Apaga esta paixão, que percorre capitais e cidades do interior com espetáculos que misturam clássicos e releituras. Sinto que o palco é o meu lugar.
A passagem do tempo celebro com muito amor. Viver é um milagre diário. O amor pela vida [a música] tira o peso à qualquer idade cronológica”, declarou um homem de 61 anos que sobreviveu a um enfarte, a um diagnóstico de bipolaridade, a processos judiciais da própria filha e a [música] 23 anos de rótulo de bad boy e que ainda consegue dizer que viver é um milagre diário.
Isto não é leveza superficial, é algo que se constrói. O Aras Kirk, no interior de Minas Gerais, é hoje o centro da sua vida. O amor que tenho pelos cavalos, pela natureza, [música] pelo gado e pela vida no campo é algo que Carrego desde a infância. É como se tudo que fizesse parte de mim. Um galã que encantou o Brasil nos ecrãs da Globo nos anos 90, criando agora gado Nelore e cavalos de raça numa quinta de Minas Gerais.
Casado com Shei Fau, de 27 anos, mais novo, pai pela quarta vez de Ilha, uma menina de 5 anos. A vida que ele construiu é tão distante do estúdio de televisão quanto possível e aparentemente é isso mesmo que ele queria. Em 2025, a repetição de A via Viagem no Vale a Pena Ver de Novo trouxe matar de volta ao centro das conversas do Brasil, sem que este tivesse de fazer nada além de existir.
Ele descreveu a novela com genuíno afeto. É a Temporal, uma marca enorme no coração do povo brasileiro. Foi a primeira novela com um enredo baseado na doutrina espírita, um verdadeiro marco nacional. A prova disso é que está no ar pela sétima vez, sempre com uma audiência muito elevada. O personagem Té, vilão, sedutor, moralmente ambíguo, voltou aos ecrãs e o Brasil, que o assistia nos anos 90 percebeu que sentia Saudade de uma coisa que nunca foi simples.
O que representa Maurício Matar em 2025 é a versão mais honesta de uma história que o Brasil contou erradamente por 23 anos. Não era [a música] o vilão, não era o herói, era um homem com uma condição não diagnosticada numa relação impossível de sustentar, num sistema [música] mediática que necessitava de uma fera para a namoradinha do Brasil.
Hoje ele resume tudo com a serenidade de quem aprendeu a segurar o leão. Sempre fui mais quieto, reservado. A bipolaridade é uma oscilação de humor. Hoje, como já me conheço, vigio. Conhecer-se, eis o que sobrou depois de tudo e, por vezes, [música] é suficiente. Maurício Matar, bad boy, galã problemático, o homem que destruiu o relacionamento mais bonito dos anos 90.
Esta foi a versão oficial durante 23 anos. A versão real é outra. Ele mesmo disse: “Precisavam de uma fera, eu” e o Brasil aceitou este papel sem questionar, porque era mais fácil do que admitir que a história tinha dois lados: duas traições e dois adultos que falharam de formas diferentes. Angica traiu em Fernando de Noronha e o Brasil aplaudiu o casamento que nasceu desta traição.
Matar carregou um diagnóstico de bipolaridade que ninguém sabia que existia e foi julgado durante décadas pelos sintomas de uma doença que ainda não tinha nome. Hoje cria cavalos em Minas Gerais, celebra 30 anos de música e finalmente conhece-se a si próprio. A questão que fica é simples: o Brasil foi justo para com ele? Deixa nos comentários.