E é aí que a história começa a ficar realmente intrigante. O romance entre Maria Gledes e Roberto Carlos não terminou com brigas, nem escândalos, nem traições. Terminou por uma decisão silenciosa e talvez impulsiva. Anos mais tarde, já madura, ela finalmente deixou escapar o que realmente sentia naquela época.
Eu estava a começar uma carreira de teatro, não sei, estava ficando toda intelectualizada, sabe? Eu achei aquilo meio ali que é Roberto cantou dessas música, que é isso? Coisa que eu achava pirosa. Ai, Roberto, livre-me. Roberto horroroso. E o motivo surpreende. Enquanto Roberto ainda procurava espaço na música, tentando encontrar o seu identidade, Gledes começava a mergulhar noutro mundo, o teatro, a intelectualidade, os círculos artísticos mais sofisticados.
E foi nesse momento que algo mudou dentro dela. Ela começou a ver o jovem cantor de outra forma, já não como o miúdo carinhoso que a fazia feliz. mas como alguém que na sua visão naquela altura não combinava com a nova fase que estava a viver. Foi então que veio a frase que atravessou décadas. Ela olhou para aquele jovem cheio de sonhos e pensou: “Achava aquilo um bocado brega.
Eu achava brega. Ai Roberto, liga-me Roberto horroroso e toda metida. O Roberto a cantar aquelas músicas. Ai ai ai ai ai ai. E foi mais longe. Chamou-lhe horroroso. Roberto menino Roberto horroroso. Disse que estava toda metida, envolvida demasiado com o universo intelectual, distante daquela realidade simples que ele representava.
E assim, sem grandes explicações, ela afastou-se sem saber que estava a deixar para trás não só um namorado, mas um homem que pouco tempo depois se tornaria um fenómeno nacional. E o mais impressionante, ele ainda acreditava nela até ao fim. O tempo passou e o que parecia improvável aconteceu. Aquele jovem inseguro, que perguntava se um dia teria sucesso, se transformou-se no maior nome da música brasileira.
Roberto Carlos explodiu na década de 60 com a Jovem Guarda, conquistou multidões, dominou rádios e construiu um império musical que atravessaria gerações. Enquanto isso, do outro lado, Maria Gledes assistia e foi aí que veio um momento quase simbólico. Dentro de casa, a sua própria mãe, ao ver Roberto já famoso, soltou uma reprimenda que ficou marcada.
Só Roberto Carlos Pirei. Ele ia ficar famoso. Era como se o passado tivesse regressado apenas para se lembrar da escolha que tinha sido feita. E talvez, pela primeira vez tenha surgido aquela dúvida silenciosa. E se tivesse ficado? Mas a vida não volta. E cada um seguiu o seu caminho sem retorno. Depois da separação, Maria Gledes mergulhou de vez na carreira artística, teatro, cinema, televisão.
Ela construiu uma trajetória respeitada, intensa, cheia de personalidade. Tornou-se uma figura forte no chamado cinema marginal. Trabalhou com grandes diretores e mais tarde ganhou espaço nas novelas da Globo, sobretudo a partir do final dos anos 70. Era talento puro, autêntica, inesquecível em cena. Mas enquanto a sua carreira crescia de forma sólida, a de Roberto Carlos atingiu um nível completamente diferente.
Ele não apenas fez sucesso, tornou-se um ícone, um símbolo nacional, um artista praticamente intocável, com milhões de discos vendidos, digressões esgotadas e uma imagem construída com extremo cuidado. E talvez seja exatamente aí que nasce um dos maiores mistérios desta história. Porque ele nunca falou sobre ela. São tantas as já vividas, são momentos que eu não me esque Nunca comentou o relacionamento, nunca confirmou pormenores, nunca respondeu.
Silêncio absoluto. o silêncio que dura até hoje e que só aumenta ainda mais a curiosidade, porque enquanto ele se cala, ela fala: “E o que veio depois?” Deixou muita gente surpresa. Com o passar dos anos, Maria Glades e Roberto Carlos tornaram-se quase personagens de mundos diferentes. Ela seguiu marcada pela ousadia, pelo teatro, pelo cinema e por uma vida cheia de altos e baixos.
Ele, por outro lado, tornou-se uma figura quase inalcançável, rodeado por uma imagem cuidadosamente protegida, com raríssimas afirmações sobre a sua intimidade e praticamente nenhum comentário a antigos romances. Mas o passado encontra por vezes uma forma estranha de voltar. Em 2021, durante uma entrevista ao programa A noite é Nossa, Maria Glades recebeu a equipa na sua propriedade, no concelho de Santa Rita de Jacutinga, em Minas Gerais.
Ali, longe do brilho das grandes telenovelas e dos palcos lotados, ela recordou de forma descontraída o namoro da juventude com Roberto. Namorei com o Roberto Cas falou da bronca que levou da mãe quando o cantor ficou famoso, riu-se da própria postura de menina metida e deixou no ar uma curiosa mistura de carinho, ironia e saudade.
Foi então que ela enviou um recado público para o antigo namorado. disse que queria sair com ele, ir à Urca, almoçar, beber o whisky e brincou. Roberto, não me esqueças, não. Ei, Roberto, não esquece, hein? Beijo. Parecia apenas um discurso leve, quase uma provocação bem humorada, mas por trás daquele sorriso havia algo mais forte, a confirmação de que os dois já não tinham contacto.
Maria Gledes deixou claro em outras ocasiões que Roberto não a recebe, não fala com ela e que a aproximação entre os dois simplesmente não aconteceu. E esse pormenor muda completamente o tom da história, porque aquilo que começou por ser um romance adolescente, cheio de beijos, sonhos e inseguranças, terminou décadas depois como uma recordação unilateral.
Ela fala, recorda, provoca, manda recados. Ele permanece em silêncio e talvez seja precisamente esse silêncio que mais incomoda o público. Afinal, será que Roberto evita este assunto apenas por ser reservado? Ou existe alguma ferida antiga que nunca foi revelada? Enquanto Roberto Carlos se consolidava como um dos artistas mais bem- da história do Brasil, vivendo num triplex na Urca, fazendo digressões grandiosas e mantendo uma imagem quase intocável.
Do outro lado, a realidade de Maria Gledes começou a seguir um caminho bem diferente. E não foi de uma hora para outra. Foi um processo lento, silencioso, mas constante. Apesar de ter construiu uma carreira respeitável na televisão, com presença em telenovelas marcantes da Globo e trabalhos no cinema, o seu ritmo começou a diminuir com o passar dos anos.
As oportunidades foram ficando mais escassos, os papéis menores e a exposição cada vez mais rara. Mas o que mais chamou a atenção não foi apenas o afastamento dos media, foi o estilo de vida. A própria atriz, em declarações sinceras, admitiu algo que ajuda a compreender melhor a sua situação. Ela dizia que gastava mais do que tinha, que gostava de conforto, que queria viver bem e que, na sua visão, o dinheiro não era feito para ser guardado.
“Só se vive uma vez”, dizia. O problema é que esta filosofia tem um preço e com o tempo a conta chega. Entre os gastos descontrolados, dificuldades financeiras e relatos de consumo excessivo de álcool. Maria Gledes começou a ver-se em uma realidade muito distante daquele auge que viveu anos antes. E o mais impactante, o seu nome voltou aos media, não por novos trabalhos, mas por polémicas, situações delicadas, episódios confusos e uma exposição que já não tinha nada a ver com arte.
Era como se o brilho tivesse sido substituído por preocupação. E o que viria a seguir? deixaria tudo ainda mais grave. Nos últimos anos, o nome de Maria Gledes voltou à ribalta, mas não foi por um novo papel, nem por um regresso triunfal à televisão. Foi por algo muito mais preocupante. Em 2024, a atriz foi dada como desaparecida pela própria família logo após o reveillon.
Ela tinha passado a passagem do ano na praia de Copacabana e simplesmente desapareceu. Horas depois, foi encontrada num hotel no bairro do Flamengo, confusa, sozinha, numa situação que já levantava um alerta. Mas aquilo era apenas o início. Em 2025, a situação repetiu-se e, desta vez foi ainda mais grave. A sua filha, Maria Teresa, utilizou as redes sociais para fazer um apelo desesperado.
Precisava de encontrar a mãe que tinha sido vista a vaguear pelas ruas, sem dinheiro, sem rumo e completamente desorientada. Os relatos indicavam que ela não tinha sequer como pagar uma pousada e que receava dormir na rua. A própria Maria Gledes chegou a demonstrar desespero, dizendo que não sabia para onde ir, nem que fazer.
Perante isto, a família tomou uma decisão extrema. Organizou uma vaquinha online para a ajudar. Uma situação que chocou o público, porque estamos a falar de uma atriz que já esteve em grandes produções, que dividiu cena com nomes importantes e que construiu uma carreira sólida. e agora estava a depender de ajuda financeira para se manter.
Mas como se isso não fosse suficiente, o que veio depois revelou um conflito ainda mais profundo e que dividiu completamente a opinião do público. Se a situação já parecia preocupante, o que veio depois transformou tudo num verdadeiro conflito familiar exposto ao público. Após os episódios de desaparecimento, Maria Gledes fez uma declaração que chocou ainda mais.
Afirmou que teria sido roubada pela própria filha. Segundo a atriz, o dinheiro da sua reforma teria desaparecido. E ela insinuou que Maria A Teresa sabia de tudo. Disse que a filha tinha acesso às suas contas, aos seus dados e que algo ali não estava bem. Sou filha da Maria Glades e estou a ser acusada.
Uma acusação grave, pesada e que rapidamente se repercutiu. Mas a resposta veio quase na mesma intensidade. Maria Teresa negou tudo. Disse que nunca roubou a mãe. Estava dura, estava completamente dura. E aí ela começou a entrar em pânico. Tô dura. E apresentou uma versão completamente diferente da história. Segundo ela, o problema não era desvio de dinheiro, era o comportamento da própria atriz.
Ela afirmou que Maria Gledes gastava tudo o que tinha nas estadias, em hotéis, viagens e principalmente com bebida, ou seja, duas versões, duas histórias completamente opostas. De um lado, uma mãe alegando ter sido traída por quem mais confiava. Do outro, uma filha dizendo que tentou ajudar, mas não conseguiu conter o descontrolo.
E no meio disto tudo, o público, sem saber em quem acreditar, sem compreender o que realmente aconteceu, mas percebendo uma coisa com clareza, aquela atriz que um dia brilhou nos palcos e nos ecrãs, estava agora no centro de uma crise pessoal profunda, exposta perante todos. E talvez o mais duro de tudo seja que enquanto este drama acontecia, uma figura do passado permanecia exatamente como sempre esteve, em silêncio absoluto.
De um lado, Roberto Carlos, um dos maiores artistas da história do Brasil, carreira irrepreensível, milhões de discos vendidos e uma vida rodeada de silêncio quando o assunto é o passado. do outro. Maria Gledes, uma atriz talentosa, intensa, que viveu o auge, mas também enfrentou quedas, polémicas e hoje carrega uma história marcada por decisões difíceis, dois caminhos que começaram juntos, mas terminaram em destinos completamente opostos.
E talvez a maior questão desta história não seja sobre o passado, mas sobre escolhas. Afinal, quantas decisões que parecem pequenas no momento podem mudar completamente o rumo de uma vida? E você, o que acha? Será que ela realmente arrependeu-se de ter deixado o Roberto? Ou tudo não passou de uma fase que precisava de acontecer? Comenta aqui em baixo, porque esta história ainda dá muito para pensar.
E se gosta de histórias como esta, já se inscreve no canal, porque a próxima pode-te surpreender ainda mais.