Bruna Biancardi RECUSOU a Globo na cara dura e ninguém esperava esse plano

Bruna Biancardi RECUSOU a Globo na cara dura e ninguém esperava esse plano

Bruna Biancard disse que não à Globo. Não foi a Globo que a deixou de fora, foi ela quem recusou. E o motivo só veio à tona depois. No dia 28 de maio, a A Globo divulgou o teaser de convocadas. Aquele vídeo de meio minuto mostra cinco mulheres de jogadores da seleção a rir, abraçando os maridos, pousando e tem uma ausência que grita no meio de tanta gente a sorrir.

 A mulher mais seguida de todas, a namorada do camisola 10, simplesmente não está lá. Porque a influenciadora, com quase 15 milhões de seguidores diria não à maior emissora do país, na véspera do Mundial? Porque ela abdicaria de aparecer na TV aberta para o Brasil inteiro? O que ela viu neste convite que as outras cinco não viram? E porque é que a Globo até agora não explicou bem o que aconteceu? Eu vou mostrar-te o plano que Bruna montou por detrás dessa recusa e porque ele pode valer muito mais do que qualquer programa de televisão. Tem

nome, tem data e tem uma aposta arriscada no meio. E acha que a Bruna fez a jogada certa ficando de fora ou perdeu a hipótese de ouro da Globo? No dia 31 de maio, no Maracanã lotado, enquanto o Brasil goleava o Panamá por 6-2 antes de embarcar para os Estados Unidos. As câmaras da Globo já sabiam exatamente quais as cinco mulheres que iam acompanhar durante os próximos meses.

 Bruna Biancard não era uma delas e isso não foi por acaso. Vamos começar pela recusa, porque é ela que muda tudo. No no dia 19 de maio, o jornalista Flávio Rico no portal Léo Dias contou o que estava por detrás da ausência de Bruna. A informação que chegou à coluna era simples e ao mesmo tempo, reveladora. Bruna não tinha sido cortada, esquecida ou preterida.

 Ela ouviu o convite da Globo para o programa Convocadas e respondeu que não. Preferiu não dividir espaço num formato coletivo com mais quatro ou cinco mulheres, todas disputando o mesmo tempo de ecrã. A leitura da coluna foi direta. A influenciadora viu na Copa uma oportunidade de alargar o alcance dos próprios canais.

 Repara no tamanho desta decisão. A Globo é a maior estação do Brasil. Um convite para aparecer na grelha dela em horário nobre no meio da maior competição de futebol do planeta, é o tipo de coisa que muita gente esperaria a vida inteira. E a Bruna disse não. Por isso, esta história ficou tão grande e tão rápido.

 Não foi a recusa em si que chamou a atenção, foi quem recusou e o que ela tinha em mente no lugar. E a A Globo até hoje não divulgou um comunicado oficial. explicando o motivo da ausência. Este silêncio diz muita coisa. Quando uma emissora desta dimensão não desmente, não confirma e não comenta, normalmente é porque a versão que circula incomoda menos do que a verdade completa.

 Fica no ar a sensação de que há mais coisa por trás e há. Mas a gente chega lá. Agora volta comigo para aquele teaser do dia 28 de maio. 30 segundos de vídeo, cinco mulheres, cinco jogadores. A Globo escreveu na legenda que eram as suas musas para o Mundial e nomeou cada uma. Ana Lídia Guimarães, Carol Cabrino, Duda Fournier, Natália Beloli, Tainá Militão.

 Cinco nomes, cinco rostos, cinco histórias que a emissora escolheu contar. O nome de Bruna não aparece em nenhum frame. Quem são estas cinco? Vou apresentar-te uma por uma daqui a pouco com calma, porque cada uma transporta uma história que vale o vídeo inteiro. Mas deixa-me adiantar o essencial agora para que compreenda o tabuleiro.

 Duda Forniier é a mais seguida das cinco com cerca de 2.1.000 seguidores. É casada com o meia Lucas Paquetá, foi nutricionista das camadas jovens do Flamengo e foi exatamente ali em 2017 que os dois se conheceram. Taina Castro, mulher do O defesa Éder Militão, soma quase 1.900.000 e está grávida do primeiro filho do casal.

 Natália Beloli, companheira do O avançado Rafinha, tem cerca de 1.600.000. Carol Cabrino, casada com o capitão Marquinhos, reúne cerca de 616.000. E Ana Lídia Martins, mulher do volante Bruno Guimarães, é a mais discreta de todas. nutricionista formada com pouco mais de 90.000 seguidores. Some tudo isso. As cinco juntas somadas têm um alcance enorme, mas há uma coisa que precisa de ser dita com todas as letras.

Bruna Biancard sozinha tem quase 15 milhões de seguidores só no Instagram. Quase 15 milhões. Uma pessoa só com mais alcance do que as cinco convocadas da Globo somadas. Agora a recusa começa a fazer outro sentido, não começa? Porque quando se é a maior, partilhar o palco com mais quatro nem sempre é o melhor negócio.

 Por vezes, o melhor negócio é montar o seu próprio palco. E foi mais ou menos isso que a Bruna decidiu fazer. O plano dela tem um pormenor que depende uma coisa só, uma coisa que ainda não estava garantida quando ela disse: “Não, eu digo-te qual é, mas antes preciso de te apresentar estas cinco mulheres direito, porque uma delas chegou a este programa carregando uma luta judicial milionária que ninguém esperava ver a entrar no horário nobre da Globo.

 A mulher da luta judicial é Tainá Castro. E para perceber o tamanho desta história, você precisa de saber que antes de ser mulher de Éder Militão, Tainá foi casada com outro jogador, Léo Pereira, defesa do Flamengo. Os dois tiveram dois filhos, Helena e Mateu, e separaram-se. Até aí nada de fora do comum no mundo do futebol.

O problema começou depois. Desde meados de 2023, Tainá e Léo Pereira travam uma disputa na justiça por causa da pensão dos filhos. Segundo o que foi noticiado pela CNN Brasil, Tainá afirma que existe uma pensão de R$ 23.000 R$ 1.000 por mês, que não estaria a ser paga como deveria.

 E fala também de um acordo de R$ 2 milhões deais que teriam sido cumprido apenas pela metade. São valores que a maioria das famílias brasileiras não vê numa vida inteira, sendo discutidos numa briga de ex-casal que virou novela pública. Carimba isto como versão de uma das partes, porque é um processo e processo tem dois lados, mas os números vieram a público e são estes.

 E teve mais. Entrou nesta história uma terceira mulher, Caroline Lima, que é hoje a companheira de Léo Pereira e que antes disso já tinha sido namorada do próprio Militão. Pára de novo e repara no desenho. A atual de Militão é a ex de Leão Pereira. A atual de Léo Pereira é a ex-dilão. Os dois casais basicamente trocaram de lado e no meio dessa troca sobraram cobranças públicas indiretas nas redes e discussões sobre cartão partilhado e gastos em Madrid.

 E vale abrir este parêntesis, porque ele é mais cabeludo do que parece numa primeira olhada. Caroline Lima não é um nome qualquer nesta equação. Ela já tinha sido namorada do próprio Militão antes da Tainá e os dois têm uma filha em comum. Quer dizer, quando a Caroline engatou com Léo Pereira, ela estava a relacionar-se com o ex da mulher que estava com o ex dela.

 Leia de novo, devagar, porque é de embolar a cabeça. É um quadrado amoroso onde todos já passaram pela cama, pela vida ou pela justiça de cada um. E como acontece nestes casos, as indiretas começaram a surgir nas redes. Discussão sobre cartão de crédito partilhado, sobre quem pagou o quê, sobre as despesas durante o tempo em que viveram em Madrid, uma vez que Militão joga em Espanha.

 São aquelas quezílias que vazam em story, desaparecem em 24 horas, mas deixam o rasto para quem está a acompanhar. Nenhuma das partes pôs tudo em cima da mesa de uma vez. Portanto, grande parte disso fica no campo do indício, do que se comenta, do que se subentende, carimba com cuidado. Mas o suficiente veio a público para nós entendermos que a Tainá que entra no convocadas não provém de um conto de fadas, ela vem de uma guerra e entra na Globo grávida.

 No meio desta guerra, de cabeça erguida. No meio de tudo isto, Tainá deu uma declaração que diz muito sobre como ela vê o relacionamento atual. Quando questionada sobre confiança, ela respondeu com outra pergunta: “Se não confio, por vou estar com ele?” A frase é curta, mas ela carrega o peso de quem já passou por uma separação ruidosa e escolheu apostar de novo.

 Agora Tainá está grávida do primeiro filho com Militão e é assim grávida e com esta bagagem toda nas costas que ela entra no programa da Globo. Só que há um pormenor que transforma a presença dela na maior contradição do convocadas. Éder Militão não vai jogar essa taça. Ele foi cortado por lesão, rompeu o tendão da parte de trás da coxa e ficou de fora da convocação.

 Quer dizer, a Globo montou um programa para acompanhar as mulheres dos jogadores da seleção e uma das escolhidas é casada com um jogador que nem sequer vai estar em campo. O público percebeu logo. Assim que o teaser saiu, começaram os comentários. Mas não é esposa só de convocado. Por que razão a mulher do Militão está aí? Se ele foi cortado, a pergunta é justa.

 E ela expõe que o programa não é propriamente sobre futebol, é sobre audiência. E audiência a Tainá entrega jogando o marido ou não. Agora muda completamente de clima porque a história seguinte é a mais bonita das cinco. Natália Beloli, a companheira do Rafinha. Os dois não se conheceram em festa de um famoso, nem numa balada de jogador.

 Conheceram-se aos 14 anos em Porto Alegre, num campinho de vársia. O pai da Natália era precisamente o treinador que dirigia o Rafinha naquele equipa de bairro. Eles cresceram em comunidades que eram praticamente território rival. E Natália já contou que chegou a fugir de um tiroteio quando criança. Dois adolescentes pobres de quebrada que se perderam de vista e se reencontraram anos mais tarde, quando ele já estava a tornar-se jogador profissional na Europa.

 Vale a pena abrandar nessa história porque ela é diferente de todas as outras e merece ser contada com cuidado. Natália e Rafinha não vêm do mesmo mundo das outras convocadas. Eles vêm da periferia de Porto Alegre, dos campinhos de terra, da vársia de verdade. O pai de Natália treinava a equipa de bairro, onde o Rafinha, ainda menino, batia à bola sonhando ser jogador.

 Foi assim que os dois cruzaram-se aos 14 anos. Não foi num restaurante chique, não foi numa festa de um famoso, foi num campo de terra batida batida com dois adolescentes que não não tinham nada além do sonho. E o detalhe que torna esta história ainda mais forte é o cenário em redor. A Natália já contou que cresceu num ambiente duro, de comunidades que eram praticamente território rival e que chegou a fugir de tiroteio quando criança.

 Não é figura de linguagem, é a realidade de quem cresceu, onde a bala perdida era um perigo concreto do dia-a-dia. Os dois se perderam de vista quando Rafinha começou a subir na carreira, foi para a Europa, tornou-se profissional e se reencontraram anos depois, já adultos, já com a vida alterada por completo.

 Ele, jogador da seleção, ela modelo, mas os dois transportando a mesma origem. Numa entrevista, a Natália resumiu o que aquilo tudo significava para ela numa frase que dói e emociona ao mesmo tempo. Ela disse que queria tirar os pais da comunidade. Não falava de um carro importado, nem de bolsa de marca.

 Falava de uma filha de quebrada que só queria pôr os pais num local onde a bala perdida não chegasse. E ela conseguiu. Hoje, com cerca de 1.600.000 1000 seguidores, casada, mãe do pequeno Gael. Natália é a prova viva de que a história de mulher de jogador, por vezes, é também uma história de sobrevivência e de ascensão.

 Por isso, eu pedi-lhe para guardar esse nome lá atrás, porque de todas as cinco, é a história dela que melhor responde à questão de quem realmente ganhou alguma coisa de verdade nesta Copa. Hoje eles estão juntos desde 2021, casaram-se em dezembro de 2022 e tem um filho, o Gael. Carol Cabrino, mulher do capitão Marquinhos.

 traz outro tipo de trajetória. Antes de ser mulher de jogador, ela já queria ser artista. Cantava covers no YouTube aos 15 anos. Participou num quadro de calouros na televisão. Chegou a abrir concertos de uma famosa banda de pop rock na época. Conheceu Marquinhos através da internet em 2014, meses a falar à distância antes de se encontrarem pessoalmente.

 O pedido de casamento veio debaixo da torre Eifel e o casamento realizou-se em 2016 em Trancoso, na Bahia. Hoje eles têm três filhos, vivem entre o Brasil e Paris e Carol toca a própria marca de produtos infantis. é a história mais estável e mais glamorosa do elenco, a da menina que sonhava com o palco e acabou encontrando outro tipo de vida.

 Mas vale recuar um pouco na história da Carol, porque ela é mais interessante do que o resumo deixa transparecer. Antes de qualquer jogador entrar na vida dela, A Carol já tinha um sonho próprio e o sonho era o palco. Aos 15 anos, ela gravava covers e publicava no YouTube, naquele início de internet em que meter a própria voz no ar era ainda uma aposta corajosa. Não parou.

 Aí participou num quadro de revelação de talentos num programa de auditório daqueles que prometiam transformar gente comum em artista e chegou a abrir concertos de uma banda de pop rock que era uma febre entre os adolescentes da época. Quer dizer, a Carol não era a menina que esperava ser descoberta por um jogador.

 Ela já estava correndo atrás da própria luz antes de o futebol entrar na história dela. O encontro com o Marquinhos teve cara de novela moderna. Os dois conheceram-se através da internet em 2014. Foram meses falando à distância, por mensagem, por videochamada, construindo intimidade no ecrã antes de se verem pessoalmente.

 Quando o relacionamento engrenou, veio o gesto de cinema. O pedido de casamento debaixo da torre Eifel em Paris, cidade onde Marquinhos defende o seu clube até hoje. O casamento aconteceu em 2016, em Trancoso, na Baía, num daqueles cenários de praia e luxo discreto que viram referência. Hoje têm três filhos e dividem a sua vida entre o Brasil e a França.

 E aqui há um pormenor que diferencia a Carol das outras. A menina que queria cantar não largou completamente a ambição de ter algo próprio. Ela toca uma marca de produtos infantis, construiu um negócio com o nome dela e mantém uma rotina de empresária por detrás da rotina de mulher de jogador. É o tipo de trajetória que mostra que o rótulo de mulher de não conta a história toda.

 Por detrás de cada uma destas cinco tem uma vida que existia antes e que continua a existir em paralelo à fama do marido. A Globo vende o pacote da mulher de jogador, mas cada uma delas chegou ali por um caminho próprio e a Carol é a prova mais clara disso. As outras duas fecham a equipa com perfis mais discretos.

 Duda Fornier, a mais seguida de todas, conheceu Paquetá quando trabalhava como nutricionista das camadas jovens do Flamengo em 2017. Ela teve de deixar o cargo por uma regra interna do clube que não permitia a relação e escolheu o amor. Os dois casaram em 2018 e têm dois filhos. Em 2025, quando Paquetá enfrentou acusações ligadas a apostas no futebol inglês, foi Duda quem saiu publicamente em defesa do mesmo.

 E essa defesa não foi pequena, porque o problema também não era. Em 2025, Lucas Paquetá foi acusado pela Federação Inglesa de manipular cartões em jogos, supostamente para favorecer as apostas. Era uma acusação grave, do tipo que pode acabar com a carreira de um jogador e mandá-lo para fora dos relvados por anos.

 Enquanto o nome do marido era arrastado em manchete no Brasil e na Inglaterra, Duda optou por não se esconder. Ela usou as suas redes com mais de 2 milhões de seguidores para fazer de Paquetá publicamente, num momento em que muita gente preferiria desaparecer e esperar que a poeira assente. Isso diz uma coisa sobre ela. Duda não entrou neste programa como enfeite.

 Ela já tinha mostrado antes das câmaras da Globo chegarem que sabe usar a própria voz quando precisa e sabe a hora de aparecer. Repara no contraste que se forma dentro do próprio elenco. Tainá entra carregando uma luta judicial por pensão. Duda entra tendo defendido o marido de uma acusação de manipulação. Natália entra com uma história de superação que parece um guião de novela.

Carol entra com o glamur de Paris e a estabilidade de quem vive a vida de mulher de capitão. E Ana Lídia entra como a âncora silenciosa, a que segura o equipa sem fazer barulho. Cinco mulheres, cinco temperaturas diferentes. A Globo não escolheu cinco perfis iguais. Escolheu cinco que juntas cobrem todo o espectro da emoção que rende a audiência.

 Tem drama, tem superação, tem glamor, tem polémica, tem ternura. É elenco montado com a precisão de quem sabe exatamente o que prende o público no sofá. E Ana Lídia Martins, mulher do Bruno Guimarães, é a mais reservada, nutricionista formada, mãe de dois rapazes, que mantém as redes voltadas para a alimentação e rotina familiar, longe de polémicas.

 Num elenco em que quase todas têm 1 milhão ou mais de seguidores, Ana Lídia é a de menor número, pouco mais de 90.000. Isso diz algo sobre o perfil dela. Ela é a mulher de jogador que menos transformou o casamento em vitrina. Justamente por isso, vai ser interessante ver como ela comporta-se diante de uma câmara que entra em casa dela todos os dias.

 É a que tem menos prática de exposição e a que mais tem a aprender ou a perder com o programa. Cinco mulheres, cinco histórias, cinco razões pelas quais a A Globo achou que valia a pena montar este programa. E em todas elas há um ponto em comum. Elas aceitaram. Abriram a casa, a rotina, a intimidade, os filhos para as câmaras da maior emissora do país.

 Por isso, a recusa de Bruna pesa tanto. Porque enquanto cinco mulheres diziam que sim e entregavam tudo, um cesto olhou para o mesmo convite e viu outra coisa, algo que valia mais. Tem ainda uma camada nesta história que precisa de ser tratada com cuidado, porque envolve o nome, a criança e o processo. Circula nas colunas desde o final de maio, uma versão de que Bruna teria barrado a ida de Amanda Kimberly, mãe de uma das filhas de Neymar, para o Mundial.

 Quem trouxe que foram colunas como a do Estra e a apresentadora Fabíola Heert na Banda. Carimba como rumor de bastidor, porque nenhuma das partes confirmou oficialmente e a própria Bruna foi às redes pedir para não ser envolvida em coisas com as quais, segundo ela, não não tem nada a ver. Se aparecer prova pública, a leitura muda.

 Por enquanto, é versão de coluna e fica registado assim. E este atrito com o Léo Dias merece um pouco mais de atenção, porque ele mostra o tamanho do barulho à volta do nome da Bruna nas semanas certas. Tudo começou quando a coluna passou a tratar da história que envolve Amanda Kimberly e os filhos de Neymar. Bruna, em vez de deixar passar, soltou uma provocação pública em cima do jornalista. Léo Dias não engoliu.

Respondeu que este tipo de ataque descredibiliza o papel do jornalista de celebridades e foi mais longe, prometendo investigar quem estaria por detrás das ofensas que estavam a ser dirigidas às filhas de Neymar e a própria Amanda. Bruna, por sua vez, foi às stories dizendo com todas as letras para não a envolverem em coisas com as quais ela não tem nada a ver, e negou ter qualquer relação com fuga de endereço ou com o ataque às crianças.

 Carimba esse pedaço como aquilo que ele é. As declarações públicas existiram, isto é um facto, qualquer pessoa pode ver. Mas o fundo da briga, quem barrou quem? Quem libertou o que? Quem enviou o quê? Isto é versão de coluna e de bastidor, sem confirmação fechado das partes. O que interessa para a nossa história é a seguinte.

 No exato momento em que Bruna estava a decidir recusar a Globo e montar a própria cobertura, o nome dela já estava no centro de uma fervura, sendo discutido, atacado e defendido em rede nacional. Quem está no olho do furacão tem dois caminhos. ou se entrega à máquina dos outros, ou pega no leme da própria narrativa.

 A Bruna escolheu o leme e agora percebe porque é que ela não ia querer de maneira nenhuma estar dentro de um programa onde a edição é da estação e não dela. E é exatamente para esta decisão que a gente volta agora. Porque enquanto as cinco pousavam para o teaser da Globo, A Bruna já estava a montar outra coisa, algo maior, mais arriscado, e que coloca ela no controlo de uma forma que nenhuma das convocadas vai ter.

 Eu mostro-te qual é o plano e por ele depende de uma única coisa que até hoje ninguém consegue garantir. O plano de Bruna tem um nome e o nome é independência, mas não a independência bonita de frase de autoajuda. É a independência no sentido mais frio e mais empresarial que existe. Controle.

 Bruna decidiu que nesta Taça ia ser dona da sua própria história. Pensa no que significa aceitar o convite da Globo. Entra-se num programa que não é seu. A emissora decide o que filma, o que corta, o que vai para o ar e o que fica na gaveta. Decide o horário, decide a edição, decide qual o ângulo da sua vida o Brasil inteiro verá.

 Você entrega a sua intimidade e em troca recebe visibilidade. É uma troca antiga e para muita gente vale a pena. Para cinco mulheres valeu. Para a Bruna não, porque a Bruna já tem o que a Globo estaria a oferecer. Visibilidade. Quase 15 milhões de pessoas acompanham cada coisa que ela publica.

 Ela não precisa da televisão para chegar ao Brasil. Ela já alcança o Brasil sozinha, do sofá da casa dela, sem pedir licença para ninguém. Assim, a conta que ela fez foi outra. Se já tenho o público, por eu daria este público de presente à emissora dentro de um programa onde eu Sou uma entre várias, sendo que posso fazer a minha própria cobertura do meu jeito no meu canal e ficar com tudo o que isso gerar? E é aí que a coisa fica realmente interessante.

 Segundo a coluna do Flávio Rico, a ideia da Bruna é produzir conteúdo exclusivo dos bastidores do Mundial direto das plataformas dela. Quer dizer, ela vai ser repórter, produtora e protagonista da própria cobertura ao mesmo tempo. Tudo o que ela filmar é dela. Toda a audiência que ela gerar é dela. Toda marca que quiser anunciar vai falar direto com ela, não com a estação.

 No final do torneio, as cinco convocadas vão ter aparecido num programa da Globo. A Bruna vai ter construído um produto que continua a ser dela depois que a Copa acabar. Isto é jogo de gente que percebe de media e explica por o silêncio da A Globo lá do início do vídeo faz tanto sentido agora.

 Como é que uma estação explica publicamente que convidou a mulher mais influente do meio e ela preferiu fazer concorrência em vez de participar? Não explica, fica calada. O silêncio era a única resposta. elegante possível, mas todo o plano arrojado tem um ponto fraco e o da Bruna tem um nome também, Neymar.

 Aqui está a parte mais arriscada de toda esta história e a que ninguém consegue garantir. A cobertura A própria de Bruna depende em boa parte uma coisa só, que o Neymar esteja no Mundial, porque o que lhe dá acesso aos bastidores mais cobiçados do mundo, o balneário, a concentração, os momentos de família com o craque, é precisamente o facto de ser a companheira do camisola 10.

º Sem Neymar em campo, o bastidor mais valioso perde a personagem central. E é exatamente aqui que entra a notícia que pode deitar por terra o plano inteiro. No dia 28 de maio, o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, confirmou que Neymar sofreu uma lesão de grau dois na barriga da perna direita. A contusão aconteceu no dia 17, num jogo contra o Coritiba.

 A comissão técnica manteve-o na lista, mas com uma condição dura. Avaliação diária até o dia 12 de junho. 12 de junho é a véspera da estreia do Brasil frente ao Marrocos no dia 13, ou seja, até praticamente a última hora. Ninguém vai saber com certeza se Neymar entra em campo nesta Taça ou se vira mais um corte de última hora.

 E para dimensionar o que está em causa neste bastidor que A Bruna quer tapar, olha o nível do espetáculo que a seleção entregou na despedida. No dia 31 de maio no Maracanã, o Brasil não só venceu o Panamá, atropelou 6-2. Foi golo de Vini Júnior, de Casemiro, do miúdo Rayan, de Lucas Paquetá, de Igor Thiago e de Danilo.

 O treinador utilizou praticamente duas equipas diferentes ao longo da arranque, testando peças, rodando o plantel, na última oportunidade de jogar em casa antes de embarcar para os Estados Unidos. Foi uma festa, foi um golaço, foi o espécie de noite que se transforma em ouro nas mãos de quem tem acesso aos bastidores. Repara que o Paquetá, o marido da Duda, estava lá marcando.

 Quer dizer, o bastidor que as cinco convocadas vão ter acesso é este. Vestiário de seleção em ano de taça, com goleada, com craque, com emoção. é um material valiosíssimo e é precisamente este material que Bruna apostou em cobrir pelo lado dela, desde que o personagem principal da sua história, o Neymar, consiga entrar em campo. Quando coloca-se o tamanho do espetáculo de um lado e a incerteza da lesão do outro, a aposta de Bruna torna-se nítida.

 Ela apostou no maior prémio possível, sabendo que podia regressar de mãos a abanar. É assim que jogam os que já t muito a ganhar e pouco a perder. Repara na ironia cruel do calendário. Bruna disse não para a Globo no dia 19 de maio, apostando numa cobertura ancorada no Neymar. Dias depois, no dia 28, sai a confirmação de que o Neymar está lesionado e pode nem jogar.

 Quando ela tomou a decisão, a lesão já existia, mas a gravidade ainda não estava pública do forma que ficou depois. Assim, a aposta dela, que já era utilizada, ficou ainda mais arriscada do que parecia no dia em que foi feita. Se Neymar jogar, o plano de A Bruna é genial e vai ter o melhor conteúdo da Taça Brasileira na mão.

 Se Neymar for cortado, ela recusou a Globo para cobrir um bastidor que perdeu o protagonista. É o tudo ou nada e a moeda ainda está a girar no ar. E tem uma simetria nesta história que é quase poética. Lembra-se da Tainá, a mulher do Militão, que entrou no programa da Globo mesmo com o marido cortado? Pois é.

 As duas mulheres apostaram em direções opostas. exatamente sobre o mesmo problema. Tainá disse que sim à televisão e garantiu a visibilidade da mesma independentemente de o marido jogar ou não. Bruna disse que não e amarrou parte do plano dela à presença de um jogador que pode não entrar em campo.

 Uma jogou na segurança, a outra apostou alto. No fim da Taça, vamos saber qual das duas leu melhor o jogo. Agora levanta o olhar dessa história específica e olha para o desenho maior, porque é o que mais importa. O que toda esta briga revela é uma mudança de quem manda na própria imagem. Durante décadas, aparecer na O Globo era o auge, era o local onde se construíam carreiras.

 Hoje, uma influenciadora pode olhar para o convite da maior estação do país e dizer não, porque ela calcula que sozinha no o telemóvel dela alcança mais e ganha mais. Isto teria sido impensável 10 anos atrás. E é por isso que esta história é maior do que a coscuvilhice de uma mulher de jogador.

 Ela é um retrato do momento em que o poder mudou de lugar. Mas nem todo o mundo vê isso como avanço. Tem uma crítica pesada a rondar o programa e ela precisa de entrar aqui. A revista Fórum publicou um texto dizendo que o convocadas expõe o desprezo da Globo pelo futebol feminino. O argumento é direto. A estação monta um programa inteiro para mostrar à mulher como companheira do jogador, sempre ao lado, sempre coadjuvante, ao mesmo tempo que que não transmite, não patrocina e quase não fala dos campeonatos de futebol feminino, onde as mulheres são as

protagonistas dentro de campo. A questão que o texto deixa é incómoda. No próximo ano há mundial feminino no Brasil. Vai existir um programa acompanhando os companheiros das jogadoras e a resposta que o próprio texto dá é seca, nunca. E essa discussão é maior do que o programa. Vale a pena sentar-se nela por um instante, porque o convocadas não inventou nada.

 Ele só colocou na TV aberta brasileira um fenómeno que já existe no mundo inteiro, o das mulheres de jogador como celebridades por conta própria. Lá fora, esposas e namoradas de craques viram capa de revista, estampam uma campanha de marca, comandam negócio milionário. O o futebol tornou-se uma indústria onde a vida à volta do jogador rende tanto quanto o jogo em si.

 E o Brasil, que respira futebol como poucos países do planeta, estava a demorar para transformar isso em produto televisivo. Mas tem uma diferença entre dar visibilidade e dar protagonismo. E é aí que a crítica acerta no osso. Quando o programa coloca estas mulheres como companheiras, ele reforça que o seu lugar é ao lado, nunca no centro.

 O centro continua a ser o homem, o jogador, o craque. Elas brilham, mas brilham na função de satélite. E o argumento mais acutilante é o do futebol feminino. Existem mulheres que são protagonistas dentro de campo, que vestem a camisola da seleção, que disputam o Campeonato do Mundo e que não recebem nenhuma fracção da atenção que estes cinco vão receber por serem casadas com jogadores homens.

 No próximo ano tem Mundial feminino sediado no Brasil. A questão que fica é se vai existir um programa acompanhando a vida dos maridos e namorados das jogadoras com o mesmo carinho. Já todos sabem a resposta e ela é desconfortável. Por outro lado, e é justo colocar os dois lados, há quem defender que estas mulheres estão a fazer exatamente o que sempre se lhes cobrou.

estão a trabalhar, a faturar, construindo carreira, decidindo. Bruna, recusando a Globo a montar o próprio negócio é o exemplo máximo disso. Não dá para dizer que ela é um coadjuvante de ninguém quando é dona da sua própria operação. Assim, as duas verdades convivem a lutar dentro da mesma história.

 E talvez seja por isso que este programa gere tanta conversa, porque ele toca num nervo que o Brasil ainda não resolveu sobre qual é, afinal o lugar da mulher no desporto que o país mais ama. Antes de fechar, há uma coisa que toda esta história deixa no ar e que merece ser dita com todas as letras. aparecer tem um preço e quem decide se expor ao lado de um jogador da seleção sabe ou devia saber exatamente o que pode vir junto.

 E o exemplo disso decorreu no mesmo estádio, no mesmo dia em que este programa começou a ganhar corpo. Regressa comigo ao Maracanã, 31 de maio. Enquanto a Globo já tinha as cinco convocadas na mira, tinha outra mulher famosa na bancada, Virgínia Fonseca. E o que lhe aconteceu nessa noite é a prova mais crua de que estar perto da seleção como mulher pode custar caro.

 Logo depois de Vini Júnior marcar, parte da claque virou-se contra a Virgínia e começou um couro pesado, com um palavrão aberto, daquele tipo que nem dá para repetir aqui sem cortar. Contaram também que atiraram bolinhas de papel e aviõezinhos na direção dela. Virgínia, que tinha tido um relacionamento com o Vini e estava ali no estádio, tornou-se alvo de um estádio inteiro em questão de segundos.

 No dia seguinte, ela desabafou, disse que se sentiu-se encurralada, que foi uma das piores sensações que já tinha vivido e que aquilo tudo aconteceu sem ela ter feito absolutamente nada. O próprio Vin Júnior saiu em defesa dela, pediu ao adeptos não ofender a Virgínia, lembrou que os dois tiveram uma relação bonita e pediu respeito.

 Agora junta as duas pontas. De um lado, cinco mulheres entrando de cabeça num programa que vai expor a rotina, a casa e os filhos delas para todo o Brasil. Do outro, uma mulher a ser hostilizada por milhares de pessoas, exatamente por estar associada a um jogador da seleção, é o mesmo terreno. E é por isso que a decisão de A Bruna ganha ainda mais peso quando se olha por esse ângulo.

 Quem controla a própria imagem também controla até certo ponto ponto a própria exposição. Quem entrega a imagem para os outros entrega também o risco. Virgínia não estava em nenhum programa e mesmo assim tornou-se alvo. Imagine o que é expor-se por contrato com câmara dentro de casa durante uma copa inteira.

 Não é à toa que este tema da exposição apareceu até na boca dos patrões da Globo. Num evento mediático, no final de maio, o diretor de conteúdos desportivo da emissora soltou uma frase que dá o mote ao momento. Ele chamou-lhe Burros e misógenos quem rejeita a mulher comentando futebol. e disse que as as mulheres são o futuro do desporto.

 A emissora claramente quer posicionar-se como a casa que dá espaço à mulher no universo do futebol. Só que, como a gente viu na crítica da revista Fórum, dar espaço como companheira de jogador é uma coisa e dar espaço como protagonista de campo é outra bem diferente. A intenção declarada e o formato escolhido não combinam assim tão bem.

 E quem vai estar no comando de tudo isto no pequeno ecrã mulher que conhece este mundo por dentro como poucas. Luciele de Camargo. Se o nome soua familiar é porque é irmã do Zezé de Camargo e do Luciano, da dupla sertaneja. Mas a ligação dela com o futebol não vem da música, vem do casamento.

 Luciele é casada desde 2010 com o Denilson, ex-jogador, campeão e hoje comentador de televisão. Quer dizer, ela não está a chegar a esse universo como visitante. Ela vive dentro dele há mais de 15 anos. Sabe o que é ser a mulher do jogador, sabe o que é a pressão, a viagem, os adeptos, a fofoca. Foi exatamente por isso que a Globo escolheu-a.

 E há um pormenor que torna esta escalação ainda mais simbólica. Para Luciell, o convocadas marca à volta dela a televisão aberta depois de cerca de 16 anos. Já tinha sido atriz em novela, já tinha participado num reality, mas como apresentadora, a comandar um programa, é estreia. Uma mulher do meio do futebol, casada com um ex-jogador, regressando à TV depois de mais de uma década.

 precisamente para conduzir um programa sobre outras mulheres do meio do futebol. A escolha tem uma lógica redonda. Quem melhor para falar com estas cinco do que alguém que viveu o que elas vivem? Vale a pena lembrar que esta não é a primeira vez que a Globo aposta nas mulheres da seleção para fazer conteúdo de copa. Em 2018, na Taça da Rússia existiu um quadro semelhante, mas com uma diferença que muda tudo.

 Na época, o foco eram as mães dos jogadores, e não as esposas. acompanhavam as mães nas bancadas, a emoção delas, o nervosismo, as reações a cada lance, era um recorte mais afetivo, mais maternal, mais palatável. Agora, 8 anos depois, a aposta mudou de personagem. Saiu a mãe e entrou a esposa. E essa troca não é inocente.

 A mãe na bancada gera ternura. A esposa influenciadora, com milhões de seguidores, luta judicial, marido cortado e rivalidades de bastidores gera outra coisa. Gera audiência do tipo que rende discussão, recorte de rede social, manchete. A Globo aprendeu ao longo destes anos que a esposa moderna rende muito para além da lágrima na bancada.

Ela rende conteúdo o dia inteiro. É precisamente o que move todo o programa e repara no cuidado da emissora para acertar o lançamento. O convocadas estreia no dia 3 de junho, logo após da novela das 9, na sequência de Guerreiros do Sol, precisamente quando o país inteiro já está com o termómetro da Copa a subir.

 É o melhor horário possível, com a maior herança de audiência possível, na semana mais quente possível. Ninguém larga um programa destes no escuro. A Globo escolheu a montra, escolheu o dia, escolheu o público que já estava ligado na televisão à espera do futebol começar. Tudo pensado para que estas cinco mulheres caíssem na boca do Brasil no momento em que o Brasil mais fala de seleção.

 E há um pormenor que fecha o contraste de uma forma quase irónica. Virgínia, a mulher que foi hostilizada no Maracanã, vai também trabalhar na cobertura da Taça da Globo, mas por outro caminho, ligado ao entretenimento do fim de semana, longe do pacote das esposas de jogador. Ou seja, a estação encontrou um lugar para a Virgínia, encontrou um lugar para cinco esposas e a única que escapou completamente à rede da Globo foi exatamente a Bruna.

 A mulher do camisola 10 foi a única que conseguiu ficar inteiramente fora do tabuleiro da emissora. Isto, por si só, já diz o tamanho do poder negocial que ela tem. E é exatamente neste ponto que a história inteira se amarra. A mãe na bancada não tinha escolha sobre como aparecia. Ela só reagia ao jogo. A esposa influenciadora de hoje tem.

 Pode dizer sim como a cinco. Pode dizer não, como a Bruna. Pode até tornar-se alvo sem ter pedido nada como a Virgínia. O que mudou em 8 anos foi o poder que este personagem tem de decidir se quer ou não ser filmado. E isso leva-nos de volta para a pergunta que ficou ali pendurada atrás, a que vale mais do que todas as outras.

 Depois volta uma última vez para aquele teaser do dia 28 de maio. 30 segundos, cinco mulheres, cinco jogadores e uma ausência. A gente começou este vídeo olhando para quem não estava no quadro e termina compreendendo que às vezes quem fica de fora da foto é quem teve mais controlo sobre onde queria estar. Bruna Biancardi olhou para o maior convite da televisão brasileira e respondeu: “Não, quem não conhece a história vai pensar que foi arrogância, mas quem acompanhou de perto entende que ela sentou-se, fez a conta e concluiu que o convite valia menos para ela do que para

qualquer uma das outras. As cinco convocadas escolheram a visibilidade da Globo. A Bruna escolheu o comando e só a Taça vai dizer quem leu melhor o jogo, porque tudo no fim depende de uma perna. A barriga da perna direita do Neymar, que sofreu uma lesão de grau dois e que vai ser avaliada dia após dia até 12 de junho, a véspera da estreia.

 Se ele entrar em campo, a aposta de Bruna se transforma-se na cobertura mais cobiçada da Copa e ela acerta em cheio. Se ele for cortado à última hora, ela terá recusado a maior emissora do país para filmar um bastidor que perdeu o personagem principal. A moeda está girando no ar neste preciso momento enquanto vê este vídeo e ninguém, nem a Globo, nem o Léo Dias, nem a própria Bruna, sabe de que lado ela vai cair.

 Fica de olho no dia 12 de junho. Se a CBF confirmar o Neymar para a estreia frente a Marrocos, é sinal de que a aposta de Bruna resultou e a gente vai ver a cobertura dela a explodir nas redes nos dias seguintes. Mas se aparecer a palavra corte na véspera do jogo, aí muda tudo. E a mulher que disse não para a Globo vai ter de reinventar todo o plano em questão de horas.

 Os dois cenários valem um vídeo só para eles e vai saber qual deles aconteceu antes da bola rolar. Então eu devolvo-te a pergunta que ficou pendurada o tempo todo, a que vale mais do que todas as outras. Numa época em que aparecer na maior estação do país já não é o auge, e em que uma mulher pode chegar a todo o Brasil sozinha do telemóvel dela, quem é que manda realmente na própria imagem? a cinco que disseram sim ou a que teve coragem de dizer não.

 

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