CARA DELEVINGNE: um passado sombrio e uma história chocante…
Lembra-se do choque que rolou alguns anos atrás quando a cara da Vine foi apanhada em frente a um aeroporto, agindo de uma forma muito estranha e com uma aparência bem diferente daquela que estávamos acostumados? Essa cena levantou um alerta vermelho muito grande sobre o bem-estar da modelo e sobre um possível problema com o abuso de substâncias.
Na altura não tivemos muitas informações sobre o que estava a acontecer, mas agora, 4 anos depois, a rosto de Laa Vine abriu-se em uma entrevista ao podcast Cherry para falar sobre o que se passava na sua vida nesse período. E não só, ela recordou também os traumas que a levaram até àquele momento e também falou sobre como funcionou este flagra como uma espécie de estalido para ela despertar e perceber que realmente precisava de ajuda.
Quer compreender um pouco mais sobre a história da cara da Levini? Esta não é uma história muito fácil, por isso já fica aqui o alerta de gatilho pr si. A gente vai falar sobre alguns temas bastante sensíveis, mas este é também um daqueles casos em que a gente consegue ter um maior vislumbre de como é crescer no meio artístico e do que pode ser o sucesso para uma mente inquieta.
Então prepara-se para vir comigo nesta jornada. Só não te esqueças de deixar aquele like, porque isso ajuda muito o meu trabalho. Você faz com que este vídeo seja recomendado para mais pessoal, só deixando o vosso like. É um clique. Demorou menos tempo do que a minha explicação. E se puder se inscrever também, vou ficar muito feliz.
Aqui ficas atualizado de tudo o que tá a bombar em cultura pop, desde o mundo do cinema ao mundo da música, etc. Então já se inscreve para ficar por dentro de tudo. Um facto curioso para vós, desde que criei o Fefo em 2023, está na minha lista um vídeo com o título Por toda a gente odeia a cara de Levini? Porque eu queria falar sobre algumas tretas em que ela já se envolveu, sobre como a internet se cansou do O comportamento dela nos últimos tempos, mas eu acho que depois de assistir ao esta entrevista dela com a Alex Cooper
do Call Her daddy, nem teria coragem de fazer este vídeo hoje. Eu achei este bate-papo muito honesto, muito chocante e deu para ver como os traumas da infância impactaram 100% no comportamento dela como adulta. E no fim ficou aquele sabor amargo, sabe? Do tipo, putz, eu nem imaginava que ela tinha passado por isso.
Enfim, sempre importante lembrar que, por mais que estas pessoas estejam no holofote, precisamos de dar um pouco de graça para elas também, porque nunca sabemos o que tá a acontecer do outro lado. Vem comigo, porque nós vai falar sobre esta jornada começando precisamente pela infância da cara, porque como disse, este período refletiu totalmente na sua vida adulta.
Para começar, a loira nasceu numa família da High Society inglesa. Os seus pais eram pessoas muito influentes no meio. E claro, a cara teve muitos acessos e muito privilégio desde cedo por conta disso, mas a sua vida dentro de casa estava longe de ser um conto de fadas. Ela contou na entrevista que, por um lado tinha um pai que dava tudo o que ela pedia no aspecto material, mas que trabalhava demais e nunca estava presente em casa.
Então, o que é que ela queria no aspecto imaterial, ou melhor, o que ela precisava no aspecto sentimental da coisa, ela não tinha. E do outro lado estava a sua mãe, a Pandora, diagnosticada com bipolaridade e na altura em que a cara era criança, lutando contra um vício da heroína. A cara contou que cresceu a ouvir as pessoas dizerem que a mãe dela podia morrer a qualquer momento.
E como ela era muito nova, não percebia bem o significado deste, mas reconhecia o medo de que pudesse ficar sem a mãe a qualquer momento. Inclusive, por causa da toxicodependência, a Pandora vivia sendo internada em clínicas de reabilitação. Depois, havia dias em que a cara acordava e de repente a mãe não estava em casa e o pai também não, porque ele trabalhava muito e vivia fora.
Aí as pessoas diziam: “A tua mãe foi cuidar de ti. A sua mãe precisou de ir para longe para ficar bem”. E tudo isto fazia com que ela tivesse certeza que a mãe dela tinha morrido. Imagina viver com o medo constante de perder a sua mãe e com a constante sensação de que ela já se foi embora. Porque a cada sumisso misterioso, ninguém te explicava exatamente o que estava a acontecer.
Eras só uma criança, mas vivia na constante dúvida se ela regressaria a casa ou não. A cara fez uma reflexão muito interessante na entrevista dizendo que cresceu a cuidar da mãe, sempre com esta ideia de que a necessidade da mãe vinha primeiro, de que ela própria não podia sentir dor ou ter um problema, porque o problema dela nunca seria equivalente ao problema da mãe, que era realmente o caso da casa.
E no fim, ela até gostava de estar nessa posição. Ela gostava de cuidar da mãe, ela gostava de ter essa preocupação, provavelmente para se sentir-se útil, para se sentir importante na casa. Mas o que achei interessante no discurso foi ela dizendo: “Agora com 33 anos, ainda estou a aprender o que é cuidar de mim. Porque isso nunca aconteceu, não foi na criação dela olhar para si própria.
Ela sempre cuidou dos outros, da mãe. Ela tinha essa posição na vida de outras pessoas. E eu acho isso muito real, não é? Quando a gente cresce sempre preocupado com os outros, falta tempo ou talvez aprendizagem para gente a preocuparmo-nos com nós mesmos. E é aquela frase, para uma criança poder ser criança, alguém tem de ser adulto.
E vejam só, neste ambiente instável, a forma que ela encontrou de ter algum tipo de controlo sobre o que estava a acontecer foi fazendo greves de fome. Isto começou aos 7 anos e ela disse no podcast que essa era a única coisa que estava no poder dela de fazer, se recusar a comer. Ela fazia isso, por exemplo, quando a tua mãe ia para reabilitação e ninguém queria contar para ela para onde a mãe tinha ido.
Eu acho que no final existia um silenciamento tão grande dor e da aflição desta criança que ela precisava de alguma forma se fazer vista. Também tem um relato da cara no podcast que achei muito triste, que é quando ela contou que uma vez na infância partiu o braço e ficou extremamente feliz com isso, porque ela sentiu talvez inconscientemente que pela primeira vez ela tinha a permissão para dizer: “Ah, isto aqui está a doer”.
Eu também estou com um problema aqui. Ela precisou de quebrar um osso para ter a validação de que o O problema dela também era digno de atenção. E depois a cara vai longe e diz que entrou neste padrão de se magoar, não conscientemente fazendo algo contra o seu corpo, mas talvez com esta despreocupação, sabendo que quando ela se magoasse, isso significaria que por um breve e raro momento a sua dor seria ouvida.
Muito louco, né? Foi nessa mesma idade, por volta dos 7 anos, que a cara de Levine teve a sua primeira ressaca com bebida. Pois é, na ocasião ela saiu virando várias taças de champanhe durante o casamento de um familiar. Mas a cara disse que o álcool nunca foi o o seu ponto fraco. Na verdade, foi ainda na adolescência que teve o primeiro contacto com a Lucinógenos, perto dos 13 anos de idade.
E ela viu nisso uma forma de esquecer os problemas. A modelo disse na entrevista que o uso de substâncias nunca veio para ela dar problemas, para ela ficar loucona. Ela queria desligar, ela queria dissociar da realidade. Nesses momentos, ela deixava de lado qualquer conflito com a mãe, qualquer problema da escola, qualquer blefria por motivo X, Y.
Mas como é que lhe dá imaginar, isto não acabou nada bem. Afinal, ela estava a abusar de substâncias num período que o seu cérebro nem está totalmente desenvolvido ainda. Foi durante a adolescência que a rapaz passou por algumas bad trips, como ela descreve, que na verdade foram episódios de psicose e mania provocados pelas drogas.
Numa das crises mais severas, ela conta que entrou na neura de que o seu pai era Deus e a sua mãe era o diabo. E ela precisava de fazer algo contra a vida da mãe para salvar o mundo. Pesado, certo? Além disso, o excesso de substâncias fez com que a modelo começasse a ter idea deções suidas. Isso tudo desencadeou num colapso mental aos 15 anos de idade e a partir daí ela passou a ser acompanhada por terapeutas e iniciou um tratamento com antidepressivos.
Por volta dessa mesma época, adolescência, início da vida adulta, ofereceram para cara começar a trabalhar como modelo. E ela viu ali uma oportunidade de sair da escola e ter mais autonomia na vida em geral. Então, ela só disse: “Bora lá”. Embora a pá nunca visse muita verdade neste trabalho, afinal ela sempre foi uma rapariga que não performava muito a feminilidade, então sentia-se uma farsa quando via uma foto sua de Langerry num outdoor.
Eu não preciso nem te dizer que a carreira deu muito certo. Para além de ser uma Tumblr girl e viralizar na internet num tempo que não era assim tão fácil fazer isso, a modelo tinha um rosto tão marcante que ela foi-se aventurando por outras áreas como o cinema, onde protagonizou filmes como Cidades de Papel, Esquadrão Suicida e Valerian e A Cidade dos 1 Pletas.
No entanto, mesmo no auge da fama, a atriz continuava com pensamentos autodestrutivos. Abre aspas. Mesmo quando devia estar muito feliz, eu Sentia-me a pessoa mais culpada do mundo. Sentia que não merecia nada daquilo. Eu cheguei muito perto de atentar contra a minha própria vida. E este ciclo de abuso de substâncias continuou.
E demorou muito tempo para nós público ver isso, porque nas palavras da própria cara, quando alguém faz sucesso e está com o cabelo e a maquilhagem impecáveis, as pessoas assumem que está tudo bem, quando a realidade nem sempre é essa. E ela tem um ponto, nós precisa de uma foto como aquela divulgada em 2022 para perceber que alguém que não está bem há 20 anos não está bem.
Mas a gente vai chegar a essas fotos já. Vamos falar sobre o que aconteceu antes de 2022? Sim, o isolamento social. É impressionante a quantidade de vezes que menciono este período da nossa história aqui no Fifo Verso. Este foi realmente um momento transformador na vida de muitas pessoas. No início do isolamento, a cara ficou reclusa com alguns amigos porque ela acreditava que tudo passaria em causa de semanas.
Mas quando percebeu que a situação era mais grave, ela passou a viver com a sua então namorada, a atriz Ashley Benson, de Pretty Little Liers. No entanto, o relacionamento não sobreviveu a esse confinamento e terminaram em abril, maio de 2020. E foi a partir daí que a modelo entrou no fundo do poço. Juntamos os factos fim de relacionamento, a quarentena, o isolamento, a solidão e o fim dos trabalhos.
A cara sempre disse que, apesar de qualquer coisa, ela sabia que estava bem quando estava ativa e trabalhando. Mas e quando não tem trabalho? Porque o mundo inteiro está enfrentando uma crise de saúde. Pra revista Vog, ela disse o seguinte: “Tive uma completa crise existencial. Todo o meu sentido de pertença, toda a minha validação, a minha identidade, tudo estava tão atrelado ao trabalho e quando isso acabou, senti que não tinha qualquer propósito.
Eu simplesmente não valia nada sem o meu trabalho e que foi assustador. Em vez de tirar tempo para realmente aprender algo novo ou fazer algo diferente, envolvi-me profundamente na tristeza e em autopiedade. Foi uma época muito triste. Assim, quando o lockdown acabou, a cara da Vine quis extravazar e aproveitar o fim dos seus 20 anos, indo para muitas festas e abusando de substâncias.
Ela dizia para si mesma que ia aproveitar o máximo até aos 30 anos e depois dos 30 ela ia ficar sóbria. Ela tirou férias em Ibisa, celebrou o seu aniversário com o tema Alice no País das Maravilhas, foi pro after party da Mat Gala e o que marcou o fim desta fase explosiva foi o Burning Man. Caso não conheça, O Burning Man é um festival que se realiza numa região desértica do estado de Nevada, nos Estados Unidos, e dura mais de uma semana.
É um festival intenso, não vou generalizar, claro, mas este é um festival em que rola droga. Eu vi até uma matéria recentemente sobre um addicto em recuperação a dizer que o Burningman era provavelmente o lugar menos seguro do planeta para se estar durante uma recuperação, porque é tentação de todos os lados. Enfim, eu estou a dizer isto porque aquelas imagens que se tornaram virais em 2022, mostrando a cara agindo de forma estranha no aeroporto, foram registadas logo após ela regressar do Burning Man e sofrer uma convulsão provocada pelo
excesso de drogas. Sim, ela disse que tinha acabado de convulsionar antes de sair e fazer aquela chamada que foi registada no Flagra. Gente, eu não vou entrar muito em que droga ela estava usando, porque para ser muito sincero, usam uns termos, umas siglas que eu não sei bem qual é a tradução para cá, não sei bem qual é o remédio equivalente aqui.
Mas o ponto é, segundo a cara contou no Cherdery, na altura das fotos, ela estava a usar uma droga conhecida como droga do sonho para se apagar mesmo. Inclusive, esta droga tá presente no Boa Noite Cinderela, mas ela intercalava o uso com cocaína quando ela queria o efeito contrário, que é ficar ligada e acordada. Ao relembrar o dia em que foi apanhada no aeroporto, em entrevista à Vog, ela comentou: “Eu não tinha dormido, não estava bem”.
é de partir o coração, porque achava que estava a me divertindo, mas em algum momento foi tipo: “OK, não estou com uma aparência nada boa.” Às vezes, você precisa de um choque de realidade, por isso de certa forma aquelas fotos foram algo pelo qual devo estar grata. O curioso que a cara disse agora no podcast é que para ela, era aquela que ela via no espelho todos os dias, só não era quem o mundo via.
Assim, quando o mundo viu, ela pensou: “Ah, espera lá, então não é normal ter este aspeto, porque para ela era, ela precisava de se ver pelos olhos do mundo para perceber que tinha alguma coisa muito errada a acontecer. E o choque de realidade teve efeito. Depois disso, alguns amigos mais próximos da cara, incluindo alguns amigos de infância, ficaram preocupados, foram atrás dela e criaram uma rede de apoio para ajudar a cara a tratar a dependência química.
Ela voltou então a ser acompanhada por profissionais, algo que não acontecia há anos, e ela deu entrada numa clínica de reabilitação. No entanto, a cara já admitiu que clínica de A reabilitação não é uma coisa que funciona muito com ela. Ela considera esta uma solução temporária para um problema muito maior.
E óbvio que isto é muito individual de cada um. E eu tenho certeza que para muitas pessoas a clínica funciona demais, mas a cara tem procurou outros tratamentos e participou de outros programas de reabilitação, aderindo a processos que estão trabalhando constantemente para evitar uma recaída. Desde esse episódio, em 2022, tem-se mantido sóbria.
Isso abriu espaço até para ela arriscar em uma nova carreira, a música, que já era um sonho antigo da cara. Ela canta, compõe e toca instrumentos há muito tempo e já chegou mesmo a servir de vocalista de apoio numa música da Fiona Apple. Mas foi só agora que ela decidiu levar a sério a carreira musical mesmo.
Ela lançou dois singles chamados I Forgot e Out of My Head, que falam sobre tudo o que ela enfrentou nos últimos anos. E as músicas ganharam um clip realizado pela Jessica Lee Gagne, diretora de fotografia da série Ruptura. E assim, posso estar a falar só por mim, mas gostei bastante deste trabalho. Recomendo que vejam o clip, porque sei que a nossa reação inicial é falar: “Ai, meu Deus, um modelo querer ser cantora ou ai já foi ser atriz, agora quer ser cantora”.
Como se fosse só aquele sou rica, quero uma carreira musical. Mas eu acho que ela realmente entregou um trabalho bem pessoal e bem executado, bem produzido e bem apresentado. Assim considera dar uma chance, está interessante. Inclusive a cara vem ao Brasil este ano como uma das atrações do Primavera Sound, que acontece em dezembro.
Então pode ter uma oportunidade de conhecer o projeto musical dela um pouco mais de perto. E agora a cara da Levine está reescrevendo a própria história pela primeira vez, falando mais sobre como os traumas do passado moldaram o seu comportamento do adulto, entendendo como isso tem afectado e afecta as suas relações e lutando para cuidar mais de si mesma primeira vez em muito tempo.
Ela também tem novos projetos na atuação vindo aí. Sendo um deles o filme Club Kid, que foi muito bem recebido no festival de can desse ano. E eu já falei sobre isso convosco no meu vídeo, resumindo tudo o que se passou no festival. Mas agora comenta lá: Já conhecias a história da cara de la Vine? Você já sabia de tudo o que ela tinha passado antes? O que eu disse talvez tenha mudado o seu forma de a enxergar? Comenta lá o que achou de todas estas histórias.
Ainda falando sobre estrelas de Hollywood que enfrentaram momentos difíceis por causa do abuso de substâncias, fiz um vídeo recentemente sobre o Joshua Basset, daquele triângulo Olívia Rodrigo, Sabrina Carpinteiro. Está bem interessante, recomendo que veja e vou deixar ele linkado aqui. Se gostou deste vídeo, deixa um like, subscreve o canal para ficar a par de tudo o que acontece em Cultura Pop.
Se puder seguir-me nas redes sociais, vou ficar muito feliz também. E a gente vê-se no o meu próximo vídeo, belezinha? Bye bye.