O QUE O PCC FAZ QUANDO A ROTA ENTRA NA QUEBRADA?

Que já vi um membro com 12 anos de PCC. Fala, mano, pá, com a rota não dá não. A rota está aí, ligar para o rádio, para o telefone, a rota está na quebrada, está na quebrada. Toma, já guarda tudo, desaparece tudo, vai toda a gente embora, percebe? Deixa os gajos embora. Por quê? Porque a rota é a rota.

 Não tem, não tem a rota, o BaEP, a força tática. Até vou falar aqui, viste, Frank? Eu não, não dou muita, muita pala ao criminoso, não. Não dou muita ênfase ao criminoso, ok? Eu não costumo. Quem corre pelo cer, inclusive, assim, nós estamos a trocar uma ideia hoje aqui, porque és um gajo que tens eh mostrado um lado do crime que eu acho muito importante ser mostrado ao jovem.

pessoal está a pedir aí, meu, eu não tenho problema em falar com ninguém, até porque durante o trabalho abordo diversas vezes pessoas que pertencem ao mundo do crime, que deixaram de pertencer, que não não que dizem que deixaram, enfim, todo o tipo de pessoas. Portanto, não há problema nenhum em conversar.

 Eh, vamos trocar uma ideia aí, ver que que Para mim não tem problema algum. Eu eu acho que não. E é isto, pá. A mesma coisa eu disse, eu disse: “Mano, eu trabalho no prisão, pá”. Então, porra, eu trabalho lá na prisão com o Marcola, tiro, aquele chara todo ali. Sim. Agora, agora vê bem, mano, eu vou ter preocupação de falar no link no YouTube com cara só porque o gajo foi do crime.

Porra, qual é a lógica destes gajos, irmão? Ah, pá, não vejo sentido, irmão. Agora, se eu tiver a ir para a quebrada com pá, se eu tiver a fazer alguma coisa errada, se eu tiver na sacanagem com alguém, seja fran ou seja polícia, qualquer um, aí sim, depois vocês vêm aqui e batem no Glober, pá.

 Entendeu? Eu vou ser o primeiro, vou bater-me mesmo, pá. Agora, eh, há quantas pessoas? 8.000 pessoas, 10.000 pessoas, 1 milhão de pessoas que vão ver um vídeo e dizer: “Eh pá, meu irmão, a rota é fodida”. O gajo a dizer que a rota é fodida, igual falou aqui no podcast. Sim, não sei. Eu acho que quem tinha que estar a queixar-se connosco não é parcela da polícia, é a militância contra a polícia.

Sim, porque o gajo está a elogiar a polícia. Força, mano. Volta, irmão. E o Frank acabou de chamar a gente aqui. Eu vou aceitar aqui o o chamado dele, beleza? E vou jogar na ecrã ali, tá? E aí, Frank? Tudo bem, irmão? Ô, ô, tu és pluma não, hein? Tu és pluma não, que o negócio vai ficar mal para tu aí, hein? Está bom.

 Som aí, ó normal. Está funcionando aqui. Beleza. Portanto, é em cima, é em cima disto que vem aí o respeito com a sua pessoa. Nunca ouvi falar de algo diferente na abordagem sua, sempre com respeito, sempre no com os olos na cara, não é? Tirando a alma do corpo dos outros e vamos embora. É uma honra.

 Não estou nem acreditando que estou a falar com você. Tu não está a ser abordado, não? Não estou a ser abordado, não. É porque, pá, mano, é o Nes, pá, tás ligado? É tipo assim, há um ano atrás vivia numa realidade que nunca imaginei o que estaria a acontecer na minha vida, entende? Portanto, às vezes o o polícia, o Nantes ou outros polícias não sabe como que a sensação que causa numa pessoa de poder conversar abertamente com o Frank, faz favor. Isso, irmão.

Centraliza lá. Obrigado. É falar abertamente. Levanta-te um pouco, Frank. A seu o seu Isso, tal como fizemos da outra vez. Maravilha. Só tenta chegar um bocadinho mais para a esquerda, por gentileza. Direita, direita. Desculpa lá. Valeu. Tá centralizado. É por aí. Assim, às vezes o polícia Gl não sabe a a importância que é conversar abertamente mesmo e a admiração que as pessoas t pelo polícia.

 Até porque eu estava a ver o podcast desde o início, eh, está a falar da comunicação social, né? E realmente é isso. A a imagem que os media passa é que o polícia é mal que entra na favela para esculachar a senhorinha, o senhor, o trabalhador, o servente de pedreiro, que confunde o guarda-chuva com a arma, aquelas coisas todas que a comunicação social fala da polícia.

 Mas tem muita gente na quebrada, pelo menos de onde que eu vim, estou lá na Baixada Santista, que admira, respeita e teme a rota, mano. E eu sempre disse isso, todos os meus vídeos que falo de de rota, eu digo sempre isso aí por causa da postura que que tem. Não que outros não tenha, outros polícias não tenha, mas a postura que a rota tem na abordagem, o Nand está ali, pode falar que ele já deve ter milhares de ocorrência que lhe aconteceu isso.

Ele não precisa de esforço para o gajo dizer a verdade, não, mano. Não precisa não. Não precisa de bater, não precisa de de praguejar, não. É, olhou nos olhos, o pá, o gajo já treme, porque o gajo pensa, vou falar na visão, que é isso que eu acho que é isso que é importante, Glábio, a visão de um rapaz que está a ser abordado e do polício.

 A visão do polícia não sei, mas do gajo ser abordado eu sei. Quando um polícia de rota encosta-se ao gajo e diz: “E aí, mano, qual vai ser a mente do do gajo que está ali a ser abordado?” É o qu, Glá? Se eu mentir e ele apanhar, já era. Entendeu? Então, o gajo fica com medo de mentir. Essa é a realidade.

 Estou falando a realidade, porque se vem outro polícia, certo? tirando outro polícia, que outro polícia eh, tipo assim, como é que eu posso explicar na forma para compreender, é abordagem mesmo. Ó, GL, o gajo fala baixo a rota todos os tomei muito em quadro cor as minhas tatuagens, teve vez tomar três em quadro no dia.

 A rota ela fala baixo, os polícias que me abordaram falam baixo, sério, e olhando para si numa frieza tão grande que se fica pensando: “Epá, já era, se eu mentir ao este gajo e ele descolar que é mentira, já era.” Porque o polícia, uma vez eu fui abordado, o polícia disse: “Mão, se não tiver nada, está tranquilo.

 Agora se eu encontrar uma baga contigo, as ideias mudam. Aí já fica como? Se ele encontrar aquele negocinho que está no ténis ali, eu eu deitei-me. Entendeu? Então é difícil mentir à rota, mano. É difícil mesmo. Pois, já lhe aconteceu, n? Desculpem a pergunta de o gajo entregar tudo sem que sequer lhe pergunte direito, o gajo já se abrir.

Inclusive eu tive já tive em situações, Eu disse no outro dia no podcast que quando a gente vai paraas audiências no fórum, muitas vezes somos questionados, principalmente o polícia que executa o trabalho nosso, se a nossa, se a confissão da pessoa que foi detida, a confissão do marginal foi, se ela foi espontânea.

E está aí, ó, o Fran está a dizer algo que ele está a passar a visão de quem já foi abordado, que na maioria das vezes é no olhar, no na maneira de trocar ideia, o cara solta, ele diz: “Eh pá, tu perguntas para o gajo, meu, tem uma arma na sua casa?” O tipo vai dizer: “Tem, está ali em cima”.

 Depois chega-se por fora, ninguém acredita. Muitas vezes o o advogado tenta fazer que diz que o gajo foi torturado, que foi fal não meu, o gajo falou porque as ideia e falou, mano. Portanto, é uma visão interessante de de analisar do que é que ele está a falar, porque é é precisamente isso que acontece na maioria das vezes e é a forma do do polícia saber impor-se, né? ele ele cita o o facto da rota, mas tem vários polícias pelo estado que tem que sabem se colocar, coloca num maneira de respeito.

Eu acho que o primeiro ponto é o gajo entender que ele, a linha do respeito ela é ela deve ser muito utilizada, principalmente numa abordagem, porque muitas vezes chega-se, esculacha-se o gajo, o gajo fecha-se. Você esculachou o gajo fecha-se. Agora, a partir do momento que existe uma linha de respeito, o respeito que eu digo assim, é, o polícia ele sabe colocar-se como agente da autoridade e muitas vezes o tipo que tá a cometer crime é mostrar-lhe falar: “Immão, caiu, já era, mano.

 E fizeste mal, tás errando, tu está no errado. Não saiu de casa, não sabia que era errado, você caiu, nego, diz onde está e vamos embora. Já vamos acabar já com essas ideias.” E o gajo toma consciência, ele diz: “Porra, isso mesmo, saí para fazer o errado, caí, correu, correu mal, vamos tocar para a próxima página”.

É, é, é autoridade, é falar com respeito, com a autoridade, não é? Eu acho que isso aí, isso aí até é bastante natural para todas as pessoas da sociedade, porque em casa, quantas pessoas já não, pá, a minha mãe só de olhar já respeitava, eu já falava, o meu pai chegava a casa só do meu pai olhar. E é isso, é a mesma coisa.

 O polícia só olhou e falou com a autoridade. A autoridade se impõe, certo? E depois o gajo entregou, resolveu. Pô, tens a tua ocorrência, resolveu o negócio, o gajo foi-se embora, resolve com a justiça lá. Olha para o gajo, tu dizes: “Mamão, tentaste burlar o sistema hoje, neg velho, tentaste burlar o sistema, não, hoje perdeu, nós está aqui e perdeu, caiu, já era.

” E é onde o gajo percebe que que é fim de fim da linha mesmo e e poucas ideias, mano. E isso aí, pá, é tudo o que tudo o que eles próprios querem, não é, pá? Porque quando fala de uma abordagem truculenta, quando se fala de um policia eh excessivo e tal, depois vão criticar a polícia. Quando um polícia é padrão, educado, mas sem alma, como ele disse, não é, com o olho, porra, e o olhar já já se impõe, onde está o o o problema nisso, não é? Resolveu.

 Bom para todo mundo, irmão. É saber pode falar aí. Licença, falando de mim, tás ligado, Glá? Tipo, a minha vida inteira foi na quebrada, nas favelas e no mundo errado. Eu nunca conheci um membro do PC que lançou alguma nota no grupo ou que comentou tipo: “A rota parou-me ali e me deu um couro ou me partiu, a rota bateu-me”.

 Não, conheci membros que morreu em confronto com a rota porque tentou, tentou, tomou, filho. É só isso. Agora assim, queixa assim, tipo, pá, aquele polícia bateu-me, que às vezes acontece ali um polícia apanhar o gajo, dar um couro ao gajo ali e dizer os gajos comentar depois, pá, os gajos me apanhou na madruga ali e tal.

 Não, eu já tomei quadro da rota em Carapicuíba, lá na favela da Reciclagem, que os Conantes conhece lá na zona oeste ali. Oeste e as 3 horas da manhã os rapazes sobretudo os gajo dá a rota pesada e os gajos não me deu uma bofetada, tropa. Não me deu uma bofetada. Não me deu, não me deu. Se eu me tivesse batido eu falaria.

 Os gajos viram na na ideia psicológica ali, mas não me meteu a mão em mim, mano. E é isso que diferencia de muita de muitas outras outras abordagens que tive, percebe? Da rota. Uma vez um polícia de rota parou à minha frente assim, estava a andar ali na avenida TT. Aí tem uma casa das primas ali, o polícia estava acho que fazendo ali uma batida.

 Ele só parou à minha frente assim, só parou e disse: “Onde está a onde está a maconha?” Ele só falou isso para mim. Eu disse: “Está aqui, Sil. Ele onde está o resto?” Eu disse: “Está no meu ténis, se não tive reação.” Portanto, estes coisas que eu digo sempre da rota e sou sempre incisivo em falar da rota porque sei o que a rota causa na niqued avariado, percebe? E é um uma coisa que eu já vi um membro com 12 anos de PCC.

 Fala, mano, pá, a rota não dá não. A rota está aí, ligar para o rádio, para o telefone, a rota está na quebrada, está na avariado, toma já aguarda tudo, desaparece tudo, vai toda a gente embora, percebe? Deixa os gajos embora. Por quê? Porque a rota é a rota. Não tem, não tem a rota, o Baepe, a força tática. É os gajos que não sei, os gajos, acho que também, ó Glá, a segurança que o polícia, desculpa dizer isto aqui, se eu tiver errado, antes pode corrigir eu lá, a segurança que o polícia tem destes polícias de viatura grande, andar em

quatro polícias, não é? Porque eu, eu não Sei a vossa opinião, mas a minha opinião é que é super errado é viatura com dois polícias, não é? Sabia? Porque já aconteceu-me coisa que aconteceu comigo de nós estar ali na boca de fumo e entrar a viatura com dois políciais e ninguém correr, pá.

 Para quê pensar o quê? Se nós corrermos, o polícia não vai correr e deixar o seu parceiro sozinho na viatura. E se correr os dois sozinho, a viatura vai ficar sozinho, alguém pega no viatura. Então o polícia ele fica quer se queira quer não, ele fica entre, no meu ponto de vista, percebe? Não tô querendo o meu ponto de vista, polícia ficar entre a espada e a parede.

 Se eu correr atrás deste gajo aí, quem é que vai olhar para a viatura, percebe? E se o meu parceiro for, e se os rapazes apanharem o meu parceiro, então fica naquela. Então acho que é até por isso também que as viaturas com quatro, cinco polícias ali tem mais êxito até na na prisão dos caras e impor o o medo e o respeito dos caras, não é? Os gajo já vê quatro.

 Tem quantos na Hilux? Há quantos na na antiga Blazer, certo? Que os gajos tá em quantos na Blazer? Está em quatro, está em cinco. Ui, aí é medo. É medo. Is daí treme o criminoso, mano. E o PCC e outras pessoas também que não têm só integrante de PCC nas comunidades de São Paulo. Tem muito integrante, muito companheiro que não é membro, que não é batizado.

 Os gajos têm tem medo da rota. Tem medo. Tinha que aumentar o batalhão da rota, colocar mais rota, mais formação rota, investir na rota. Porque eu penso assim, não é? Eu, eu como um ex-vagabundo a falar aqui de coração puro para vocês aqui, eh, se vocês se a se o estado quer combater o crime, porque não usa o que mais põe medo no crime? É, é essa questão, é essa dúvida que eu fico, percebe? Tipo assim, o estado sabe que a rota realmente que nem nós falamos, falamos, não é, lá na quebrada, a rota vem buscar, entendeu? A rota não vem passear,

para ficar a lisar vagabundo, enquadrando e rebistando. A rota dá tiro certo, percebe? Então se tem essa a eficácia que fala, não é, esta palavra, não é, eficácia do trabalho da rota, porque não investir mais na rota? Não dá mais autonomia, mais treino rota, mais viatura de rota, mais batalhão de rota e colocar a rota.

 Porque a rota, eu falo para si, se investir na rota ali, não é porque o Onantes está aí, vocês sabem, GL, já falei em outros podcast que vim aqui, falo no meu canal também, se se investir na rota, filho, pode ter certeza, vai causar barulho aí no no mundo do crime. E esse sentimento aí é dentro do PCC, nos grupos, temem a rota. Teme, pá. Teme, teme.

 A figurinha do Nantes aí. Se apruma não, João. Vixe, toda a gente só fala de rota. Todo mundo do PCC. Pois, acho que a figurinha do N. Ele já deve ter enquadrado alguém com a figurinha dele lá escrito: “Apruma-se não, João. Se apruma não. P ele com o Zão. Como?” Os gajos têm medo, Globo. É comentada a rota.

 Tem tem muita gente que que fala, critica e fala: “A rota bate a rota”. Eu próprio já fui abordado diversas vezes pelo percurso. É de madrugada nunca tomei um tapo. Os gajos vêm umas ideias consigo que fica pique, que que faço agora? Eu minto e ele descobre que estou a mentir. Moi fala a verdade.

 Depois, depois a disse, diz: “Mano, tá 1 a 0 pr os rapazes. O gajo já era, pegou a rota, pegou, não há nada a fazer. Vou mentir, vou entrar num problema maior, os gajos vai descobrir, vai ficar feia a coisa para mim”. Portanto, já era. E todos estes vídeos, todos os vídeos da rota aí viralizado no YouTube, é sempre neste padrão, seja do Derrite, do Cavalcante, de qualquer outro polícia desse aí, é o polícia a trocar a ideia e a tocar a ideia com firmeza.

Levantando o trampo. Exatamente. Não é isso? e levantando o trampo e a ocorrência a acontecer. E muitas vezes é o que eu disse, muitas vezes até alvo de de ser questionado no fórum por conta de é meu, mas o gajo confessou espontaneamente? Confessou porque demos papo reto e assim e o e o gajo que é do crime, o gajo marginal, eu disse, eu não, eu não até falar aqui, viste Frank, eu não eu não dou muita muita pala pro pro criminoso, não.

 Não dou muita ênfase para o criminoso, ok? Eu não Costumo eh elogiar, enaltecer no nome do criminoso, porque eu acho que quem corre pelo cer, inclusive assim, estamos trocando uma ideia hoje aqui, Rober falou tudo, porque é um gajo que tenho visto, pelo menos as suas atitudes, tem colocado, tem eh mostrado um lado do do crime que eu acho muito importante ser mostrado ao jovem, que é o lado negro do crime, é o lado obscuro que ninguém conta, que não está nas músicas do funk, que o gajo que é do que é do criminoso do que aí geralmente

o que é que é mostrado à miudagem, principalmente ostentação, que o miúdo vai ficar rico, vai andar de carrão com a pá de mulherada nas festas, certo? E depois no final da da no final da carreira o cara acontece como tu. Se ainda Deus Deus Deus tiveste sorte ou Deus colocou a mão aí, estás vivo ainda para contar essa história.

 Talvez você a essa hora poderia estar enterrado em qualquer terra no baldio ali e já era. Nem essa história ia estar a chegar para a molecada que nunca chega. Certo? Então acho que este papel é importante que chegue ao jovem para falar: “Queres ir para o crime mesmo? Quer ser criminoso? Você quer ser bandido? Queres meter os BO? O caminho é por aí, nego.

 Se não amargar na cadeia uma cacetada de tempo, o fim da vida é ou vai morrer na mão do crime, ou vai morrer na mão da ou vai morrer na mão da polícia ou na na própria mão do crime. Inclusive, sabemos de casos de de indivíduos que integravam a cúpula da da alta liderança que foram mortos pela própria facção.

 Certo, cara. O que disse é é a realidade, tipo, e não importa se é um membro de quinta categoria, de escalão baixo, que nem eu fui, porque fui membro de quebrada, n, ou se é uma sintonia final, ou se é o um companheiro, não importa, mano. Ó o GG do mang, o paco, cabelo duro, os gajos foi e os gajos era rico, milionário, liderança e foi.

 O crime é apenas isso. Voltando ao assunto, se o G permitir aí do do funk, eu bato essa esta semana, Frank, só Frank, antes de mudar, esta semana eh o PCC eh foram dois gajos dentro do estabelecimento prisional ali, né, cara? Sim. E e falaram e esta história dos dois gajos do do PCC estavam a dizer que foi por causa do do negócio do inquérito lá, Globo, mas é bom que ele que ele falou demais e tal lá no inquérito que os gajos disseram o nome de um gajo que não era para ter falado, por isso é que os cara foi. Mas também há uma coisa que

tem de ser analisada, talvez só quem é do mundo do crime mesmo ou da quebrada ou a polícia com a investigação também, com os informantes, percebe? É que no crime funciona assim. Os gajos dão uma missão, ó, para pegar aqui num exemplo, o mano Walter, vamos usar o mano Walter, não é? Apanhar o mano Walter, tu apanhá-lo, eu apanhado. Vai fazer o Trump? Vou.

 Aí não faz, Gl. Percebes? E não faz e deixa o Trump cair no crime estes miúdos eu falei no vídeo ali, estes molequo, estes manequin de biqueira ali que fica na biqueira a pensar que vai virar o dono da boca um dia, ele tem de perceber o quê? Se o patrão lhe disser para fazer uma coisa, o PCC lá falar, fazer uma coisa, não conseguir fazer, os rapazes não quer saber porque não conseguiu, se estava molhado, se faltou munição.

 Não quer saber, mano. Você disse que ia fazer, faz. Entendeu? Assim, no caso destes dois ali, o que eu o que eu entendo por ter feito parte disso daí, ter vivido nisso daí é o quê? Que os caras assumiu a responsabilidade de fazer e não fez, tal como o GG. Assumiu a responsabilidade de resgatar os rapazes quando saiu.

 Quando saiu foi querer tomar a fronteira dos gajos lá no Paraguai. que lhe aconteceu não cumpriu, vai, filho. Não importa quem seja, porque que nem eu falo, o PCC para tu, miúdo novo que está aí, ó, o PCC é o seguinte, é substituível, então já tem que entrar sabendo que você não importa se é leal, se dá vida pelos gajos, estás 13 horas na biqueira para ganhar R$ 50, você resgatou o gajo na cadeia, nem está aí, mano.

 É uma coisa que se não cumprir ali, o que não faz, o que eles mandaram ali, os gajos vão-te matar e e como se não fosse nada, entendeu? Depois tem que valorizar as pessoas que para as pessoas que não é substituído, que é a sua família, não é? Só para a tua família, só para quem te ama, que não é substituído. É.

 E isso aí impõe até um ritmo ainda mais violento na atividade criminosa, certo? Sim. Porque o gajo ele vai para a ação criminosa eh para meter o maluco mesmo, porque lá há uma regra rígida, não é? E depois o estado, se o estado não for tão duro com ele quanto o próprio crime é, ele vai ficar ganhando o estado, não é? É por aí.

 Porque igual igual ao gajo que está na Biqueira, o gajo está na Biqueira lá no Rio de Janeiro, tem mais do que em São Paulo, transportando uma espingarda que custa 50.000, 60.000 e ele está com uma carga que vale R$ 1.000, pá. É. Depois o gajo para defender uma carga de R$ 1.000, utiliza um equipamento de R$ 60.000.

 Depois ele perde esse equipamento, certo? Esse esse esse armamento criminoso. Aí ele vai ter de dar conta do recado. Aí que que o gajo faz? O gajo tira, combate com a polícia até à morte, porque sabe que se ele se ele perder o armamento e ficar vivo, vai morrer na mão do cara. E o problema é o gajo não ter esse grau de consciência, que depois ele entra, ele ele ele ingressa no crime, na ilusão que vai estar lá, que vai ser o fodão do crime, que vai ser o fodidão.

 E na moral, no fim da no fim da história, no fim das coisas, só resta, só resta quem tá no na cúpula. O resto é tudo usado. Toda a gente que tá para baixo é usada, até com enquanto for interessante. Essa é a minha visão que eu tenho. Sim. Enquanto for interessante para os caras usa. Já não é porque é o seguinte, irmão.

 Há alguns, igual eu disse, não vou estar a citar o nome, não dou, não vou dar moral para para fulano, ciclano para mim foda-se assim, eh não vou dizer que mas tenho uma uma uma posição porque tenho uma postura assim, porque tenho muitos amigos que morreram subitamente ou que ou que morreram em consequência do e tenho recente, inclusive em consequência desta influência do crime organizado.

 Beleza? Portanto, para mim, não, as ideias não baixam. Tal como eu disse, o Frank aqui é um tipo que ele tem feito um trabalho diferenciado. Depois essa ideia dele que ele tem lá trocado, eu acho que é válida para as próximas gerações. Vá, isso aí vai refletir nesse gajo aí que de repente hoje está lá com o equipamento lá, tem o fuzil lá de 50 contos na mão e está com a carga de 1000 e que ele talvez ele está a ganhar 300, 400 que seja no dia para estar ali a puxar hora com esse equipamento, talvez bata na cabeça daquele miúdo aí. ele vai começar a se

ligar nas ideias. Sabe o que acontece no nosso país? No nosso país é cultural nós ser nós termos escravidão mental. Nós somos escravos da nossa própria mente. E muitas vezes as pessoas elas passam a agir de forma que de maneira que o traficante ou falando agora do caso ali do crime, traficante ele e consegue implantar na cabeça do do miúdo, do jovem que é da hora, o crime é da hora, que o crime vai ser bom para ele, que ele vai prosperar.

 E na moral, é aquela palavra que ouvimos desde miúdo, principalmente que é da quebrada. Morei na Quebrada também, Franco. Eu sei, desde miúdo. Eu cresci na na quebrada. Então, assim, nós sempre o o comentário que gira no envolvente é que o gajo vai aspirar no crime, que ele vai ter vai ter sucesso. E na realidade, no final é só cadeia ou caixão que o gajo vai-se sentir no lombo.

 Cadeia ou caixão que o cara vai ter no lombo, nada mais. Isso lá, isso aí que disseste, N é importante e e muito importante porque é o que realmente acontece, a influência, mas não é só por parte do crime. Esse que eu acho que é a desvantagem da polícia no Brasil, a minha opinião, não é? Eu acho que a desvantagem está nisso aí, porque não é só o crime que influencia, não é só o criminoso que influencia as miúdos entrar no crime, é a música.

É a música. O funk, que nem tu estavas falando do funk, já falei aqui no GLB, já falei noutros sítios também. influencia muito, muito, muito mesmo. Sabes tu a prova do que eu tava falando, do que eu falei sobre a influência do crime organizado no no no funk. E as e muitas vezes pessoas ignorantes pensam que a gente tá querendo criticar a cultura, mas não é.

 É uma visão diferente de quem está mais próximo ali, de quem de de o de quem sabe, quem tá na na proximidade perceber a dinâmica do negócio do jogo, não é? É, pá, porque o miúdo está ali, que nem eu falo de mim, eu estava lá na quebrada, depois via o meu pai a trabalhar, vi o traficante da boca ganhar dinheiro, parado e o meu pai trabalhando, malemate o dinheiro para nós comer em casa, passar maior dificuldade, mas não me envolvi por dificuldade e sim por falta de verb na pá, mas esta era a minha realidade.

Depois ouvi uma música, ouvi o gajo falar lá que que nem estava a falar aí do do funk, o gajo tem uma letra de música que ficou na minha, tenho-a de corpo, que cresci a ouvir que diz: “É, se matar um bota no crime tem conceito, entende? Mira esta música eu sei, certo? tem essa música, percebe? Então cresce-se a ouvir aquilo ali que a polícia não presta, que se apanhar um bota, se os gajos é verme, os gajo é lixo e tal, cresces a ouvir aquilo, as músicas vêm naquilo, a sua realidade, os traficantes dizem aquilo, a música

reforça aquilo. Aí liga a televisão, a a os grandes meios de comunicação, até perdão dizer isto aqui, ó Gláudo, as grandes media vai e bate na mesma tese. O polícia alvejou o suspeito. Você pode reparar nisso aí na matéria? Pode reparar. Não precisa de ter muito neurónio não. Vai lá e vai ver. O polícia alvejou o o suspeito em suspeita troca de tiro.

 Eh, aí é que está insuspeita, não é? Insuposta, alguma coisa assim. Ora quando é o contrário, não diz que a culpa foi do polícia, que o polícia não estava preparado, com o policial. Então, a comunicação social já tá fazendo isso, percebe? Tropa, já vem fazendo isso aí. O funk confirma isso que, não é, eu eu coloquei aqui exemplos que eu falo o nome mesmo do MC lá, foi detido na cadeia, o Kauan, o que disseste aí, só para reforçar o que lá disse, foi preso na cadeia, falou: “Foi injusto, beleza”. Saiu da cadeia, fez a música de

ladrão de Rolex, foi no programa da Fátima Bernardes agora, no encontro, desculpe falar, foi lá como artista, mas no baile dele, pode apanhar o baile dele, a abertura do baile dele pela minha vida, GL, pelos meus filhos. A abertura do do baile dele começa com a música facção, que significa assim, ó. F A CC AO Facção 1533 é o quê? Sigla de ladrão.

 O tipo que faz baile todos os dias, abre o seu baile todos os dias com a música do PCC 153. O N sabe o que significa todos os dias estava no programa da da manhã, pá. Entende? Então estas coisas tá influenciando em muito jovem. E não é por causa de de cultura. A cultura não é você dizer que uma mulher não presta e que vende droga e vai ficar rico.

 Aquilo ali não é cultura, percebe? Cultura, a cultura é desculpa, não é, meu? A cultura é desculpa para poder ser isso. Na realidade, quando fal de cultura para dizer quem é contra, está a militar. Quando lhe falo de escravizão, escravidão mental, é precisamente isso. É você escravizar mentalmente as pessoas, é você fazê-las acreditar.

 E quanto mais toscas, mais é mais por baixo estas pessoas estão, mais fáceis são de ser dominadas, ok? Eu digo que na vida a gente existe a mente o as pessoas de mente forte e as de mente fraca. E o miúdo que muitas vezes está a ir neste embalo, nem não é sequer por culpa dele, às vezes é pelo meio que vive, é pelas referências que ele tem no no meio social dele e pro para este jovem muitas vezes a mente dele é fraca porque não houve ninguém nem perto para fortalecer.

 Às vezes o miúdo não tem nenhum pai, uma mãe pára para dar um conselho muitas vezes ou às vezes tem também e vai porque a mente talvez não foi fortalecida, talvez o pai não soubesse fortalecer a mente da forma adequada. Portanto, assim, eu costumo dizer que na sociedade existem as pessoas com a mente forte e com a mente fraca.

 E o que tem a mente forte, ele domina, ele tende a dominar. E quanto, e geralmente o que tem a mente forte, ele e muitas das vezes quer fazer com que todas as outras estejam com a mente fraca para ele estar no domínio. Portanto, assim, independentemente se é o o gajo que está no topo da facção, se é o gajo que está no topo da política ou no topo dos media, no topo dos poderes sociais, este tipo quer que todas as outras pessoas estejam com a mente fraca para que desejem o domínio sobre essas pessoas.

 Assim, na maioria das vezes, é isso aí que estás a dizer, ó Frank, vai eh estás a mostrar na prática o que acontece. Eu estou a falar para si, de repente, o porquê de este acontece, o porquê de isso acontecer, porque existem seres eh maldosos, na maioria das vezes, que querem dominar a mente dessas pessoas. E quanto quanto mais de falar na linguagem, quanto mais de chapéu atolado o povo tiver, para estes gajos é melhor, percebes? Quanto mais tiver de chapéu atolado, os rapazes é interessante porque dominas no voto. Muitas vezes leva um

auxílio lá na para a pessoa que é mais humilde, consegue comprar o voto dela na maioria das vezes. Você e auxílio besta, ok? Infelizmente a gente vê lá gajo que troca o voto da família inteiro por uma sesta básica. Ah, 2024 acontece, acontece, infelizmente. Então, aí é a política do assistencialismo. Primeiro, empobreço-te.

 Em vez de eu ensinar-te a plantar, por exemplo, até uma uma horta, você colher do do seu próprio trabalho, a horta é um modo um modo mais visual de se falar. Em vez de ensinar o cidadão a produzir, em vez de eu ensinar a chegar lá à periferia, levar pro jovem da periferia oportunidades, de repente para ele fazer um curso de de informática que tem 700.

000 1 vagas no aberto no no no país, levo o jovem a muitas vezes levo-o para o fluxo, ensino-o ser bandido, que é mais fácil para mim dominar, ou ensinar ser traficante, ensino o seu olheiro da biqueira, não leva oportunidade, estás a entender? para esse cara produzir, para ele se tornar um homem honesto, ele ter ele ganhar dinheiro.

 Honestamente tem dormir todo o dia, deitar lá em casa, deitar no almofada, colocar a cabeça e dormir tranquilo em paz, sem medo da polícia está batendo à porta, sem medo de de repente ter que sair no pinote, de tá corrido, ter de se esconder debaixo da cama, ficar, tás a perceber? é muito mais fácil, porque este gajo geralmente quando ele constitui uma família, este rapaz que estuda, que se forma, geralmente este gajo ele acaba não dependendo do estado.

 Então eu não tenho como ir lá comprar o voto dele muitas vezes com o cabaz alimentar, porque este gajo ele ele tem uma capacidade maior de discernimento, fortaleci a mente dele. Geralmente as pessoas que estão no topo e as maldosas principalmente, elas nunca vão querer que a mente de quem está por baixo seja fortalecida para ser usada muitas vezes contra ele próprio que tem a maldade no coração.

Sim. É, irmão. E e este camarada ele ele vai ver, ele já é mente fraca. Aí ele vai ver aquele glamor ali, ele vai pensar que vale a pena. É, nada justifica. O Frank até já acabou de falar ali e até bom ele dizer aquilo, não foi a pobreza, não foi a dificuldade, nada disso, porque esta é quase que a a maioria da população brasileira, não é? E e no entanto a maior parte destas pessoas optaram pelo caminho honesto, não é? É o tipo que é mente fraca, o tipo que é vaidoso, o gajo que quer ter ter glamor, não é? Exato.

O tipo que tem muito ego, ele quer ter destaque. O tipo que é inseguro, um tipo que é inseguro, ele quer, ele quer ter um poder, uma arma, ele vai exercer uma cobardia em cima de um de um outro grupo, de uma menina. Então é um monte de de de má de de defeitos, não é, que faz o gajo, não é, ser vítima e presa fácil, não é, pá, do crime.

Referiu um ponto interessantíssimo, saltas a palavra o ego muitas vezes tem alguma alguma algumas características do ser humano que muitas vezes são observadas como negativas e outras vezes nem elas não são bem canalizadas. Por exemplo, apanha-se um rapaz que tem ego, de repente souber trabalhar ele, ele pode virar-se, sei lá, um gajo tem um, ele o tipo que tem ego, geralmente tem um espírito aguerrido também.

 É um gajo que, oh, pá, ele quer crescer. Então, se apanhar um um miúdo de repente desse que ele que ele tem um ego, que ele quer estar presente, tu consegue usá-lo como potencial para ser um presidente de uma empresa, de uma indústria. É, mas esse não, a gente o maior o o maior material o material mais escasso que a gente tem no nosso país hoje é o material humano, a maior a matéria-pra que nós não temos.

 é o ser humano para para analisar de matéria-para nós temos tudo no nosso país. Ninguém ganha a mim acho que não há nenhum país no mundo que tenha mais recursos naturais do que nós, mas não deixam formar menteirante para não deixa. Por que é que a gente não tem chip? Chip, chip mesmo. Por que que a gente não há chipe aqui no Brasil? Por que é que a gente não tem, por que é que temos que trazer tecnologia lá de fora da China? Tenho que comprar tudo da China, telemóvel.

 Por que é que eu tenho que Porque é que eu não tenho um foguete no Brasil? Estás a perceber, por que é que os gajos não investem na nossa educação de facto? Se se pegar no Japão, o Japão é das maiores, um dos países mais tecnológicos do mundo. O Japão praticamente foi devastado há menos de 100 anos. Por que é que o Brasil não acompanhou? O Brasil não foi devastado neste período.

Só que ele tem vindo a ser devastado diariamente. A nossa juventude, ela vem sendo corrompida. É igual ao que falou aqui, ó. A miudagem está lá no meio do funk. que a miudagem tá tá. Eu estou a falar do funk a toda a hora, mas daqui a pouco os car vão falar que eu sou o inimigo número um do funk.

 Mas eu vou dizer a miudagem, nossa a juventude está a ser perdida para o crime, para pro alcoolismo, pro mundo das droga e em largos passos, pá. Igual eu disse, hoje não temos, mas se você apanhar, por exemplo, um SENAI da vida, que antigamente, década de 80, a grande maioria dos jovens estavam no SENAI para, de repente arranjar um emprego, numa indústria para poder trabalhar, para poder produzir, os os nossos jovens, asec hoje em dia, dependendo da região, vai-se lá, tem meia dúcia de aluno, pá, escola técnica e já não tem emprego também.

 as empresas eh com dificuldade sai das cidades. Você pega você pega uma região ali Rio de Janeiro, há um monte de empresas, já saiu dali há tempo, porque tu não consegues fazer sexo com a tua carga, tens que pagar um imposto pro pro crime para trabalhar ali. Entendi. Entendo é um monte de dificuldade. Aí sai o emprego, sai a especialização técnica, sai tudo.

Depois começa aí começa a entrar em colapso a sociedade, porque depois o gajo não, o rapaz vai procurar outras oportunidades. Mundo sempre acha. Com tudo isto, ó Frank, a opção pelo crime foi porquê? Foi porque não teve oportunidade, porque teve teve pobreza? Foi o quê? Para mim, o principal foi a falta de vergonha na cara, mas também por causa do que, Glober tem de ser falado aqui.

Se eu moro na quebrada e e vou para escola todos os dias certinho, vou trabalhar lá na feira, vou ser gozado, Gabri. Eu vou ser gozado. As meninas não querem ficar comigo, os gajos não querem ser meus amigos, os outros vão cheirar-me a comédia. Eu vou ser o bunda mole da quebrada, o gajo que ninguém chama para ir a uma festa, o tipo que ninguém chama para para nada, percebe? Tipo zero esquerda.

Pois, é esta é a realidade da quebrada. Vais ser o cara, vais ser o cara que vai ser posto de lado. O patinho feio. Vai ser o errado. Estando certo, vais ser o errado. Esta aqui é a verdade. Mas ó Frank, tens que entender e este ponto, não é, pá, que eu disse, não é? E é isto é um pouco da nossa vaidade a gritar connosco, né? E a nossa insegurança, não é? Explicar isso ao miúdo de 13 anos, Gl.

 Como explicar isso? que ele está a ser vaidoso. É isso que tá. A influência, a influência que a realidade minha é aquela ali, tipo, eu entendo. Se for trabalhar, sou gozado. Se eu for com os gajos eu sou monstro. Se eu for ao baile funk, pá, as miúdas tá no baile funk, percebe? Os bailes de bairro de lata, o fluxo. O ser humano, ele ele ele ele tem necessidade de pertencer a uma tribo, a um grupo, um grupo.

 E depois quando se vê pertencente a essa tribo, a esse grupo de pessoas como tu ali, não é? Que que por que é que o nome é marginal? Porque estão à margem, não é? está margem aí da da da sociedade, não é? Portanto, eh e quem permite essa margem, quem permite essa margem é deste sistema eh destrutivo que nós temos aí. Agora, eh, é realmente cada vez mais vamos ter dificuldade eh de segurança pública, por si tem uma legislação que protege o jovem, a criança e o jovem, não é, que é o eco, o estatuto da criança adolescente, criança adolescente.

Assim, a a penalização do estado, o poder punitivo do Estado, ele é mais leve porque é uma criança e tem que proteger a infância. Uhum. em teoria, não é? Isso aí é o romantismo da lei. Só que cada vez mais o tráfico está a usar uma mente não formada, uma mente eh de 12 anos, 11 anos, que não tem uma base familiar, porque também atingiram o seio da família, não é? Então, porra, o pai é é alcólogado, bate na mãe e e tu não tens tu não tens referência religiosa, tu não tem nada.

 Aí que que o crime faz, porra? Traz esse puto, porra. Calma aí, vamos pegar neste mais pequeno aqui que o menor ele não vai preso. É por aí. Depois apanha um menorzinho desse aí com com nada na cabeça. Um monte de adulto não tem nada na cabeça. Uma criança de 13 anos tem aqui. Não é isso? Porque assim ó ó ó Gláio que nem o o Nades falou aí do negócio do voto com a cabaz de alimentos e tal.

 No crime é a mesma coisa. É a mesma coisa. Mesma coisa. No crime é o seguinte. Quantas vezes na quebrada lá o dono da bucada dizia: “Eh pá, ajuda lá a fulana de tal, ajuda a tia lá”. Percebeu? Que aí o criminoso ajuda a tia, porque depois quando a polícia vem abordar o criminoso, a tia tem de sair com o telefone para lá.

 A tia tem que sair para filmar, a tia tem de defender, a tia tem de gritar, tem de fazer alvoroso, porque senão o que acontece? Quando a polícia se vai embora, os gajos vão lá, pá tia, nó deu atenção, quando tu precisa nós dá atenção. Agora os gajos vê a isso, esculachou-nos, não falou nada, tia, não fez nada, percebe? Portanto, é assim, eles dão uma coisa para arranjar outra, percebe? Ô Rogla, e a influência está ali.

 A às vezes a que nem falou, falta de base familiar, tem muitas pessoas da quebrada que o o pai e a mãe até apoia o gajo ser criminoso, mano. Apoia o miúdo, aguarda droga, sai de casa, fica na rua a olhar para ver se a polícia vem, enquanto o miúdo está lá na casa dela a cortar, batendo pó no liquidificador dela, entende? Isto acontece, é a realidade da quebrada.

 A as pessoas, a imagem que tem que ser transmitida, que eu estou a lutar para isso, é que a polícia em geral ela é boa. Glória. Todos os polícias são bons. Franco, mas o polícia corrupto, não é polícia, deixa de ser polícia, é um criminoso, irmão. Ele não é um polícia, é um criminoso. O polícia mesmo, o polícia ele sai de casa com o intuito de defender a população, de ajudar, de proteger, dar vida, arriscar a vida.

 Quantos polícias aí morreu numa ocorrência que não tinha nada a ver. Ele podia estar na casa dele, mano. Ele não tinha nada a ver. Ele nem conhece os tipos que estava lá. Ele foi lá, porque é que ele foi lá? porque ele acredita no que estava fazendo. Assim a polícia, a imagem da polícia tem de ser exaltada e e levantada como boa, tanto por nós que tem canal canais no YouTube, como pela grande comunicação social.

 Eles têm de entender isso, tem que se perceber, porque quando colocas uma matéria a dizer que um polícia fez algo que não era suposto fazer, não está a falar de um polícia, você estás a falar de um criminoso, mano. Tira o nome da polícia, desincula o nome da polícia com esses criminosos aí, entende? A polícia em geral é boa, mano.

É boa. Tem um um polícia de força táctica lá da cidade de Taem, ele chama Pacheco. Agora trabalha na inteligência da polícia lá. Ele era polícia de força tática. Ele sempre me enquadrava. Cada vez que ele me via ele enquadrava-me sempre, tá ligado? E ele sempre me disse uma coisa: “Mano, vai chegar um dia que vou ter que te carregar-te morto aí, mano.

 Vai chegar um dia que vou ter que vir aqui com o ML para apanhar o seu corpo. Não é eu que vou-te matar, és tu. Você tá se matando. Conheço-te desde pequeno. Você estudou lá e tal. Então o polícia, o senhor via que o polícia sabia que eu não prestava, sabia que eu que eu era um, que nem diz do louvor, um projecto falido, mas ele ainda havia aquele negócio de polícia dentro dele, pá, irmão, acorda, sai fora.

 E hoje este polícia, ele tem um projeto ali, o projeto resgate, ele dá aula de Gilgidson, é gratuita para o dia do bolso dele, percebe? Assim, a polícia em geral é boa, mano. Os polícias não fazem mais pela sociedade, acredito em termo de ajudar com cesta, a festa, que nem o crime faz, porque o polícia não tem rendimento para isso, percebe? Não é desmerecendo, é a realidade.

 Agora um criminoso ele gastar R$ 2, R$ 3.000 numa festa ali para o Dia da Criança ali para ele não é nada, ele gastou aquilo ali, mas depois vai cobrar à senhora, ele vai cobrar ao senhor, quando a polícia vir, ele vai entrar dentro da sua casa, não vai poder dizer nada. Patrocinou a festa do seu filho, ele levou o brinquedo ao seu filho, entendeu? Portanto, é o que o crime faz.

 O crime ele compra as pessoas por causa disso daí que ele não tenha falado. Não tem cultura, não tem trabalho, não tem estudo, não tem nada. Pessoa vulnerável, passando dificuldade, o criminoso chega lá e tia: “Dá 50 reais à senhora e ao senhora não guarda para mim. Vamos lá. Guarda, guarda, Gabo, guarda por, por dois motivos. Principal o medo.

 Como que vai dizer não a um tipo armado, para um criminoso? Como é que vai dizer-lhe não? E o segundo é a fome, a dificuldade. O gajo, a mulher vai dizer: “Eh pá, vou guardar fazer o quê?” E aquilo ali tá tá a virar tipo algo normal. E as pessoas romantizam isso ainda em séries, só ver séries, filmes, documentários. Está a virar moda, né? Ter documentário desta natureza, não é? romantizando e colocando.

Não, e isso aí é violação de direitos humanos. o o criminoso obrigar a entrar em casa da pessoa, esconder alguma coisa ali, fazer com que aquela pessoa ali humilhasse aquela pessoa. Muitas vezes obrigar o a gente teve situação aí de combater o crime na comunidade lá e depois vi uma uma mulher de testemunha e dizer: “Ó, este gajo aí expulsou a minha vizinha da casa, tomou a casa dela e ele estava a obrigar, ele estava a obrigar, aliás, ele estava de qualquer maneira tentando que o meu filho começasse a trabalhar com eles. Moleque

inocente. O Gordinho estava lá na casa lá inocente para caraças. Vê que o miúdo uns 9 anos, mas já estavam tentando aliciar o filho da mulher e tinham medo de passar em frente a casa que o gajo tirou a outra família para ele ocupar, porque era um ponto estratégico da comunidade, percebe? Então muitas vezes é o pessoal diz: “Oh, meu, não há opressão.

 Há, depende do momento e da situação, do que os rapazes precisarem”. Não, porque o que mais o que mais acontece, até por isso que as denúncias do meu canal é sempre dos irmãos da disciplinar que sabe que que este setor aí os gajos da frente da ali quebrada, mas denúncias desses rapazes, porque a opressão é é todos os dias, não há como dizer que não é oprimido.

Tu és oprimido, ó, eu não sou a favor, sou contra, mas se acelerar a sua moto, leva-se um couro, a moto que que comprou. Se vai ao baile com a tua moto, tu aceleras, o gajo toma a sua moto que trabalhou e comprou. É por aí. É uma opressão. Se a sua mulher for muito bonita lá, os rapazes vão de qualquer maneira, vai arranjar um pé com você para você levar um pau, você ser ridicularizado, para a mulher largar de -lhe para ele apanhar a sua mulher.

É por aí. Certo. Outra coisa também que que é muito comum, muito comum, o gajo à vez tem as filhas bonitas na na quebrada, começa a sofrer pressão dos criminosos. Era isso que eu ia dizer. É o gajo de da a minha idade de 32 anos, ficar com a menina de 14 anos lá e o pai ir falar com o gajo, o gajo ainda dá uma pavora no pai.

 Isso quer o quê, amigo? Você quer o quê? Isso aí. É. Depois o gajo fica como é a filha do cara, Gab. O que é que o gajo vai fazer? Põe-se na lugar, no lugar do car. Não há o que o rapaz fazer, Gab. Não tem, não tem. Ele vai chamar a polícia, beleza. A polícia vai-se embora, ele vai, vai ser cobrado por caguetagem. Ele vai matar o gajo, vai ser preso, a a sua filha vai ficar mais vulnerável.

 A o gajo não tem nada que fazer, GL. Se você parar para pensar, o gajo não tem o que fazer. Depois ele faz o quê? Muda de bairro. Aí no outro bairro é pior. E assim que tá as comunidade. Pá, nós percebemos isso, certo, pá? O mal é que, pá, continua, insistem em fechar os olhos a isso, não é, pá? Eh, e essa é a realidade.

 Aí ficam explorando, não é, como sangue sugar, não é, ficam a explorar. É, e esta situação aí quando a polícia lá vai, ah, não adianta depois a polícia, aí também já não vai ninguém, não vai nada, percebe? Então não vai qualquer tipo de apoio e a cada dia mais as cidades estão mais violentas, depois decidem não mandar a polícia, beleza? A polícia fica dois anos, sei lá, quando volta lá tem barricada, tem um monte de espingardas e nestes dois anos, cemitério de pessoas ali, pá, que estão desaparecido, um monte de família que

não sabe a resposta. É, é festa, regada, droga, é, é armamento, é um monte de, de absurdos. E depois resolve mandar polícia. Quando manda polícia é um tirote absurdo. Polícia morre, pessoa, um monte de gente vai morrer e depois infelizmente é mano, este isso fica se repetindo. Ou se a polícia tiver ali êxito e conseguir num confronto tirar a vida ao vagabundo, polícia matou um alegado bandido.

 Ah, se o polícia chegou de uma forma mais firme, ah, chegou a bater toda a gente, opressou. Então não há nada a fazer, Gl. É o que disseste mesmo. As pessoas que deviam olhar para isso aí não quer olhar, não quer ver aquilo ali. deveria, no meu ponto de vista, é acabar com este negócio daqueles funk aí, que eu também se se o Nantes é o número um, eu quero ser o número dois.

 Conta esse negócio do funk, porque eu sei influência que isso daí teve na minha vida. Não estou a contar história. Teve influência, GL? Houve, porque vocês começa a ouvir a letra, espelha-se naquilo ali, dizes: “Eh pá, tu, este pá aí da no passado, pá, no passado era o rap, certo? E depois a polícia, pá, e o estado qual era aquele grupo? você ainda MVB para si ainda o rap ainda se você parar para analisar pegar por exemplo um Racionais ainda Racionais um tem enfim tem vários os funk ainda ou os raps, tem uma letra, não é? Tem uma história,

tem uma letra, tem uma história. E geralmente na maior parte das letras dos gajos, geralmente o criminoso fodia-se ou ia preso ou morria. Na maior parte. Agora os funks apologia, irmão. Ó Gabriel, é a sério. Ô, os os funks apologia é é o que o Frank disse ali, meu. É que nem dá para ficar divulgando a letra, mas os rapazes incentiva a dar tiros, metralhar viatura, matar polícias e só que os gajo fica na cabeça do miúdo lá na quebrada.

 Aí quando o gajo vai à TV, canta lá música romântica, mete o louco, que aquilo ali é o trabalho dele, mas é o caralho. É o gajo que está ali, ó, todo dia a bater na cabeça da miudagem para ir para o crime, para se envolver, enfim. Pois, a pressão é grande na cabeça da destes jovens. Se pegar em para para analisar estes MCs de grande sucesso de agora do funkstentação, o N está ali a falar, pode ver o início de carreira dos gajo era música de proibidão.

 Sabia disso? Sabia? Era música de proibidão, porque ele ele ele alcançou a fama atacando a polícia, exaltando o crime. 99,9% desses MC aí. E quando os gajos tá no redundo a fazer show, continuam cantando proibidão. Depois ele aí quando vai fazer o espetáculo, é o que o N está a dizer, ele canta a música que o levantou lá no início, que as músicas de quê? De exaltar a facção, de diabolizar a polícia, ridicularizar a polícia. É por aí.

E depois, fora fora o que pode ter de dinheiro também do crime em cima disso aí? Eh, não só o pagamento do espectáculo, como lavar de dinheiro, como um monte de outras coisas. Não, não é só isso, não. Ó, ó, Glá, ​​trouxe aí uma denúncia. Eu trouxe lá para o meu canal de um DJ que é que fez fez até uma produção da música cracolândia.

 Vocês já ouviram a música cracolândia? Os seantes já ouviram a música cracolândia? Puta, acho que eu é de funk lá deândia. Alguma coisa. Acho que eu vi alguma coisa esta música ali com o DJ Alock. E há um outro DJ que participou na da criação desta música, o DJW. Ele trouxe-me a denúncia de que o o dono da empresa que ele faz parte ali, que eu não vou dizer aqui nome para táar problema, chamou os irmãos do PCC para trocar ideia com ele.

 Assim o PCC que resolve as ideias dos tipos do crime, do funk e do rap também. O Cascão lá do trilho sonora do Gu teve um problema com a filha dele lá. Quem que foi chamado para resolver a a questão? O PCC. Você tá entendendo? Portanto o PCC e o funk não é preconceito com a cultura, é a realidade das coisas.

 É só você analisar e e tem provas disso. Várias matérias, várias notícias, várias denúncias. É a realidade. O o MC que é roubado, um exemplo, o MC vai lá à na Baixada Santista, ele vai fazer lá um baile e rouba-lhe a corrente de ouro, ele não vai chamar a polícia, ele vai lá à na no nos irmãos lá na disciplina, no PCC, ele vai procurar os tipos para resgatar a corrente dele, percebe? Resumindo, resumindo, pá, a mensagem aí para os jovens, não é? Ter consciência do que é o crime, não é, pá? Qual é, qual é o desfecho disto, não é? Sim.

Eh, e ter consciência que o que hoje é a diversão pode ser a ruína da tua vida, certo, cara? um bike funk, uma corrente ou uma coisa destas e depois que entras para tu sair e ter um preço, não é? Talvez não tenha oportunidade de sair. O Frank está aí no YouTube, teve oportunidade, mas não deve não deve ter uma vida muito boa, certo? Eh, não sei qual é qual é a situação dele, não sei como é que é o dia a dia dele, mas eh suponho que apesar de ter audiência, apesar de estar no YouTube, apesar de estar aqui com a

gente, o vosso dia ele deve ser muito mais difícil que o nosso, não é, por causa da da da tua memória, das suas dores, do do desgosto que deves carregar contigo, apesar do arrependimento, não é? Eh, então até para o gajo que tá no poder lá, ele está hoje no poder, ele vai est no poder daqui a 10 anos, não é? É por aí.

Ah, só se vive uma vida e eu vou viver agora a vida louca. Vai lá, guerreiro. Vai lá, até o gajo que está no topo, alguém quer ocupar o lugar dele. É isso. Parar para analisar, meu. Claro. Até o gajo que está no topo, alguém quer toma o lugar dele, mano. Não, não vês esses acertos de conta. Tipo assim, pá, qual é a mensagem da vida, não é, pá? Tu gostas de quê, pá? Gostas de tomar uma cerveja? Que é melhor, pá? Tomar um camião de cerveja durante um ano ou tomar a tua cervejinha a vida toda.

 Epá, tu gostas de uma gata, gosta de fazer sexo, namorar, não é? Fazer amor, que é melhor fazer amor até aos 80 anos, certo? Né? Vou fazer tudo com aquele reforço, não é? [risos] Porque com 80 anos deve ser guerra, certo? O que que queres? Fazer amor toda a vida ou fazer amor para caraças durante tr 4 anos lá loucamente? Sei. Porra, tu queres ficar doidão, cracudão ali, porra, morto ali.

 Um dia queres ter muito, no outro dia não tens nada. Pô, irmão, a vida é equilíbrio, pá. Leva a vida numa boa. Trabalha incansavelmente, cara. Vais conquistar, cara. Vai dar orgulho para a tua família. Que é coisa mais bonita do que tu produzir, pá? Um ser, porra, um outro serzinho como tu, pá. Tu olhas para o teu filho e dizes: “Porra, o puto não é fodido, pá.

” Ele puder desfrutar, poder desfrutar, não é, meu? Você aproveitar os filhos, então, parceiro. Só que, infelizmente, isso aí é muito louco, né? É, epá, mas parece simples, não é, pá? Não é só que disse, não é só o crime que tem vindo a desconstruir, isso aí é um trabalho conjunto da política, dos media, os caramba.

 Hoje você, de repente um discurso daquele, não constituir uma família, um homem, uma mulher e uma criança, pronto, já é um tipo que de repente o seu discurso é muito radical, estás a ofender outras classes. Porra, meu irmão, estás a ofender outras outras ideologias. Espera aí, mano. O fluxo natural da vida, não posso nem falar mais sobre isso hoje.

Digamos que fiz uma brincadeira outro dia, na nossa época gordo era gordo, magro era magro. Você chamava o gordo de golo ou gordo. E não era ofensa, era uma característica da pessoa. Hoje em dia a gente já não pode utilizar qualquer tipo de termo. Você está errado. É, exatamente. É. Agora aquele gordo ali agora ali, aquele maluco ali, ó.

 Eu não vou poder chamar gordo a este gajo, certo? Não. E depois o outro gordo está a apontar para um gordo mais gordo do que ele, ó. Ó lá. E aqui é disputa. Eu não da língua presa. Cuidado que vai ser gordo da pob. Pois é, pá. O o gordo aqui que é o meu amigo não se vai queixar, mas um gordo que nem conheço vai reclamar.

Exatamente. Vai reclamar. O gajo que tá ser chamado de gordo não está a ligar, está a dar risada. Tá tá a rir ali no final ele vai apertar-me, vai-me estangular, vai vir a associação dos gordos e falar os gajos são gordofóbicos e não têm nada a ver. Eu nem falei com ele, não é? Nem tá a falar com o gajo não tá ofender, não está a ser pejorativo.

É por aí. Mas pronto, pá. Franco, obrigado, pá. Onde está o mano volta? Agradeço lá o N. Obrigado lá pela participação. Ficou feliz aí, pá. Melhor do que tomar em quadro dele, não é? É doido. Cutou o seu canal? É. Ô, F. Oi. Aí, deixa-me falar-te. Eh, espero de de verdade mesmo que isso aí seja de coração seu, que esteja arrependido da da sua caminhada que teve lá atrás.

 Beleza? E espero que de repente você utilize o seu trabalho aí para para conseguir motivar os jovens. Beleza, amor? Eu espero. Obrigado. É assim, é assim, n? Tem que, se essa é a sua missão agora, que pelo lá nos vídeos iniciais disseste que era, que era a sua missão pelo menos deixar um recado. O miúdo tava querendo iniciar-se no crime, não se queria mostrar, queria mostrar o lado obscuro do crime.

 Então eu acho que tem que fazer proveito disso aí, porque hoje a sua experiência e a sua vivência, tem a capacidade de ajudar a mudar muitas vidas. muitos destinos tristes, muitas famílias que de repente iam ser destruídas, podem ter uma mudança por conta de uma ideia franca sua. Assim, se essa é a sua missão agora, o não desdem dela, não é, mano? Não, não, não deixe cair na no não caia pelo caminho, beleza?

 

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