POR DENTRO DAS CASAS NO RETIRO DOS ARTISTAS, QUEM SÃO OS FAMOSOS QUE MORAM LÁ E QUANTO PAGAM  tl

POR DENTRO DAS CASAS NO RETIRO DOS ARTISTAS, QUEM SÃO OS FAMOSOS QUE MORAM LÁ E QUANTO PAGAM  tl

A vida de um artista parece, muitas vezes, brilhante, fama, aplausos, novelas de sucesso e um público apaixonado. Mas quem conhece os bastidores sabe que a carreira artística é muito instável. Hoje existe glamor. Amanhã pode faltar trabalho, saúde e até um local seguro para viver.

 É exatamente nestes momentos que o retiro dos artistas no Rio de Janeiro torna-se essencial.  Há mais de um século, o local acolhe atores, atrizes, músicos e outros profissionais que dedicaram a sua vida à arte. E muita gente  tem curiosidade, como são as casas, quem vivem lá, quanto pagam? Hoje vamos  entrar neste mundo de histórias, memórias e recomeços.

Nos últimos anos, a situação de Marcos  Oliveira, o eterno Beiçola de A Grande Família, ficou muito distante do humor que o consagrou na TV. Após problemas de saúde graves, o enfarte em 2020,  internamentos posteriores, passou a enfrentar também dificuldades em trabalhar e se sustentar, acumulando dívidas  de aluguer e chegando a receber ordem de desfeo.

 Em 2023, [a música] chegou a pedir ajuda nas redes sociais, divulgando a a sua chave Pix para conseguir pagar as contas  básicas. Perante este cenário, a solução digna e segura  surgiu no retiro dos artistas. A instituição decidiu acolhê-lo  numa casa construída e renovada graças a uma generosa doação de Marieta Severo.

 É sua colega de elenco na grande família e amiga de longa data. O Retiro dos  Artistas é uma instituição filantrópica fundada em 1918, ou  seja, com mais de 100 anos de história, para acolher artistas brasileiros idosos em situação de vulnerabilidade social ou económica. Localizado no Rio de Janeiro, o retiro oferece aos moradores  habitação digna em casas individuais, dentro de um terreno com cerca de 15.

000 m²  com aproximadamente 50 casas. Além da habitação,  os residentes têm acesso a serviços essenciais e cuidados de saúde, como cuidados médicos, fisioterapia, apoio psicológico  e enfermagem, bem como a alimentação completa, atividades de lazer e convívio social. E o retiro não funciona como um asilo  tradicional.

 Ele valoriza a dignidade dos artistas, mantendo viva a memória cultural de quem contribuiu para a arte nacional. Os residentes podem participar em atividades criativas, workshops, eventos culturais e até retomar ou partilhar os seus talentos através do teatro, da música, da arte e ensino, garantindo que o legado artístico deles continue a fazer parte de a sua vida social.

 Bem, todos estes anos de atividade, a instituição já acolheu inúmeros artistas, oferecendo dignidade  e apoio no momento em que mais precisavam. O retiro foi criado para brigar  artistas em situação de vulnerabilidade. A carreira artística  pode encher salas de cinema, parar o país diante da TV e [a música] render muito dinheiro durante um tempo.

 Mas, na vida real, ela é profundamente instável. A mesma pessoa que um dia é aplaudida em cena, no outro pode enfrentar doença,  solidão, falência. e falta de estrutura até para pagar um seguro de saúde. É precisamente nesse ponto de fragilidade que o retiro dos artistas  se torna decisivo, acolhendo artistas idosos em dificuldades materiais,  emocionais ou familiares, oferecendo casa, alimentação, cuidados de saúde e dignidade  até ao fim.

Muitos nomes conhecidos por lá passaram e tiveram no retiro o cenário de uma despedida  respeitosa. Um dos casos mais emblemáticos é o da Cardoso, figura presente em várias telenovelas da Globo.  Ela foi viver no retiro dos artistas em 2001 e viveu aí os seus últimos anos  até falecer em 2007, aos 78 anos, em consequência de  pneumonia, infecção generalizada e uma falência múltipla dos órgãos.

 Sozinha, em termos de familiares próximos, encontrou na instituição  uma espécie de família artística. Outra história marcante é a de Edir  de Castro, atriz e cantora que integrou o grupo As Frenéticas e participou em algumas novelas  como Por amor. Diagnosticada com Alzheimer, ela foi viver para o retiro em 2011  e aí viveu os seus últimos anos até nos deixar em 2019,  aos 72 anos, vítima de falência múltipla de órgãos.

O espaço ofereceu-lhe um acompanhamento diário e uma rotina protegida, impossível de manter sozinha. O ator Paulo César Pereio, um dos grandes nomes do cinema brasileiro, com mais de 60 filmes  no currículo, também se decidiu mudar para o retiro em 2020, após se afastar da  vida pública. 50 vista, pago quatro por mês.

 Tem que tirar no mínimo 10 para conseguir empatar. Tu achas que eu posso sustentar mulher? É 10º, certo? 10. Aí viveu até 2024, quando faleceu aos 83 anos, em consequência de uma doença hepática avançada. Em entrevistas, explicou que procurou o retiro para sobreviver, reconhecendo que depois da fama, a  velice do artista pode ser dura sem uma rede de proteção.

Também comove a trajetória de Dice Miliá, a primeira Emília do Sítio do Picapau-amarelo, presença marcante em telenovelas como o Bem Amado. Após graves problemas  de saúde, incluindo AVC, ela mudou-se para o local em 2008  e faleceu em 2009, aos 75 anos,  vítima de complicações cardiovasculares e infeções.

Eu vou mandar o meu rinoceronte ficar de guarda na porteira e quero ver a tia Tunica levá-lo embora. Para o público, ela será sempre a figura irreverente da TV infantil.  Para o retiro, foi mais uma artista amparada quando já não conseguia mais se manter sozinha. Beat atriz e argumentista Maria Lúcia Dal usa de telenovelas como espelho  mágico e aquele vejo também encontrou o abrigo ali.

 Depois de se afastar da TV, ela enfrentou problemas de saúde e Alzheimer, passando os seus dois últimos anos de vida no retiro dos  artistas. Faleceu em junho de 2022, com 80 anos,  em consequência de complicações renais, com a própria instituição confirmando o seu falecimento e organizando a sua  despedida. Já Claudio Correa e Castro, recordista em participações em telenovelas, conhecido por enredos como história  de amor em chocolate com pimenta, viveu um dos casos mais duros desta instabilidade. 

Depois de uma vida inteira de trabalho, enfrentou falência, dívidas e problemas de saúde.  Em 2003 mudou-se para o retiro dos artistas e aí passou os seus últimos anos lidar com uma hérnia  grave e dificuldades financeiras até falecer em 2005 aos 77  anos de falência múltipla de órgãos após complicações cirúrgicas.

A verdade é que por detrás da fama e dos  aplausos existe uma velice que pode ser solitária e frágil. É precisamente nesse momento que o Retiro dos artistas cumpre o seu papel mais importante, [a música] dar uma vida digna a quem dedicou décadas à arte brasileira,  garantindo casa, cuidado, respeito e sobretudo que estes  nomes não sejam esquecidos.

E à frente do Retiro dos artistas está uma equipa de rostos bem conhecidos. O ator Stefano Cercian é o presidente da instituição há cerca de 23 anos, liderando a casa desde o início dos anos 2000. Graças a Deus, dando dignidade para aquelas  pessoas incríveis que ali estão. Tem as casinhas, todo mundo, cada um vive na sua casinha, cada um tem o seu universo.

 Ao lado dele está a atriz e cantora Zé Zé Mota, que interpreta  como vice-presidente e utiliza constantemente a sua imagem e redes sociais para pedir donativos e apoio ao  retiro. O dia a dia. Quem comanda a operação e o acolhimento é a  diretora Cida Cabral, responsável pela rotina, pelas decisões práticas e pela integração com parceiros como SESC, garantindo habitação, seis refeições diárias, plano de saúde e cuidado integral com os moradores.

Recentemente,  o retiro dos artistas voltou a ganhar os holofotes com a chegada de Marcos Oliveira, o eterno veiçola da grande família. Mas o Marcos não está sozinho não. Entre os residentes atuais  estão também nomes como a atriz exvedete Iris Bruzi, de 89 anos, que passou a viver no retiro em 2024, após o seu regresso ao Brasil.

 Ela vivia com o filho na Florida, mas perdeu o green card  e teve de voltar. Com o diagnóstico de princípio de Alzheimer, foi acolhida numa casa recentemente renovada, a antiga residência do compositor Betinho. Lá conta com acompanhamento médico, cuidadora e apoio da equipa da instituição. Um recomeço com dignidade para quem marcou décadas de cinema, teatro e televisão.

Geralmente, para entrar no retiro, o processo começa normalmente com o pedido do próprio  artista. ou de familiares e amigos, seguido de uma entrevista social  para avaliar se aquele profissional enfrenta realmente a situação de  vulnerabilidade. A partir daí, se for aceite, passa a residir numa das casas da instituição, recebendo todo o apoio, como o ator Rui Rezed, o  professor Astromar Junqueira de Roque Santeiro.

 Ele vive lá desde 2019. decidiu  ir para o local depois de a companheira se ter mudado para Miami para estar perto da família. Acompanhou a adaptação, mas percebeu que já não tinha condições para trabalhar para ajudar no sustento da família. De volta para o Brasil, o apartamento em Belo Horizonte era grande e caro e sem ter para onde ir, contou com a ajuda do sindicato dos artistas para conseguir a vaga no retiro.

 Hoje, aos 87 anos,  diz que ali está a sua casinha: livros, cinema, cuidados e uma vida mais simples, porém rodeada de  atenção. Morador ilustre é Alime Leovic,  visto em telenovelas como América, Fina Estampado e Família é tudo.  Ele mudou-se para o retiro na pandemia depois de perder o filho aos 46 anos em um acidente  de carro.

 Sem família próxima e cansado de correr atrás do trabalho apenas para pagar contas, viu no retiro a hipótese de viver em comunidade, algo que sempre procurou desde os tempos de ex-riffe, partilhando casas com amigos.  Hoje, aos 77 anos, continua a trabalhar da oficinas gratuitas de interpretação  e descreve o retiro como um verdadeiro pólo cultural, repleto de cursos, palestras  e espetáculos que movimentam tanto os moradores como a vizinhança.

Eu vim em função de de várias circunstâncias, uma delas  o falecimento do meu filho Digon. Vive no retiro há cerca de 20 anos. A atriz de longa trajetória esteve em enredos conhecidos como páginas da vida  e continua ativa. No dia a dia, ela convive com outros veteranos,  participa nas atividades culturais da instituição, como aulas, apresentações e eventos internos e mostra que é possível envelhecer trabalhando, criando e rodeada de colegas que partilham as mesmas memórias de palco  e de

estúdio. A ráionovela a pessoa escutava em casa e tinha uma ideia absolutamente diferente da  como nós éramos. Hoje o retiro alberga aproximadamente 55 residentes, entre atores, músicos, produtores,  técnicos e outros profissionais do entretenimento. Muitos com histórias ricas, carreiras consolidadas e contributos marcantes à cultura brasileira, mas  que encontraram na idade ou nas dificuldades da vida motivos para procurar refúgio.

A grande verdade que muita gente não sabe é que os moradores do Retiro dos Os artistas não pagam renda nem mensalidade para lá viver. A instituição  é totalmente mantida por donativos em dinheiro, alimentos, roupas, mobiliário, bazares  internos, eventos de beneficência e contribuições espontâneas  de artistas e apoiantes.

Com direito a tudo, casa, a comida, a roupa lavada, as refeições, as quatro por dia. O custo mensal ronda as centenas de milhares de reais  e mesmo assim não há cobrança obrigatória dos residentes. Quando algum familiar [a música] tem condições, ajuda por conta própria, como o filho de Iris Bru,  que gastou mais de 30.

000$ na remodelação da casa da mãe e suporta despesas extra, mas sem qualquer imposição da instituição. Uma conta de eletricidade nossa é de 25.000, 20.000 por mês. É, imagina uma fatura da água não passa, não fica menos de 10.000 porque é muito grande. Quando o público ouve falar no retiro dos artistas,  imagina logo um asilo de famosos.

 Mas por dentro o local parece muito mais uma pequena aldeia de interior, feita apenas de histórias de palco e de televisão. O terreno tem  cerca de 15.000 m². com algo em torno das 50 casas individuais  organizadas em ruazinhas tranquilas, rodeadas de verde, com refeitório, teatro,  cinema, biblioteca, piscina e salão de beleza partilhados pelos moradores.

Visto de cima, o retiro faz lembrar um condomínio simples, mas cheio de vida. Ruas internas curtas, árvores, bancos, varandas com cadeiras e  plantas. Segundo a administradora Cida Cavral, o espaço foi pensado para ter o clima de  cidadezinha do interior. Cada artista vive na sua casa com privacidade, mas todos partilham a mesma infraestrutura: refeitório, zonas de convívio, espaços culturais.

  Este conjunto nasceu no terreno doado no início do século XX e hoje alberga  cerca de 55 residentes entre atores, músicos, figurinistas, técnicos e outros profissionais das artes que envelheceram em situação de vulnerabilidade.  As reportagens mais recentes descrevem as casas como  pequenas unidades cerca de 40 m², planeadas para que o morador consiga viver com autonomia.

Tudo cada um vive na sua casinha, cada um tem o seu universo dentro da sua casinha.  Um espaço que faz lembrar uma kittinete alargado, mas com tudo o que ele precisa no dia a dia. Cada casa costuma ter quarto, sala, cozinha ou cozinha americana, casa de banho. Todas são casas térreas e emadas em fileiras, o que facilita a circulação e o cuidado.

 A prioridade é a segurança. Portas corredores largos, rampas, barras de apoio e pavimentos antiderrafantes pensados ​​para idosos com mobilidade reduzida.  Além disso, as casas já vêm equipadas com televisão, enxoval completo e estrutura básica para que o artista necessite de levar apenas os seus objetos pessoais:  roupas, fotos, recordações de novelas, prémios, instrumentos musicais.

Vai, vai formando a casa ali, decora do maneira que quer. Todos tm uma cozinha dentro de casa também para se quiser aquecer. Um pormenor importante citado em entrevistas é o cuidado com o aspecto visual. As fachadas da casa são pintadas em  cores diferentes. Iniciativa da diretora Cida Cabral para quebrar a ideia de instituição fria e trazer alegria ao conjunto.

 Na frente de muitas unidades existem varandas com cadeiras,  jarras e pequenos enfeites. É nestas varandas que à tarde é comum ver os artistas sentados a tomar café, a ler jornal ou a conversar com vizinhos. Algumas casas exibem placas discretas, plantas, santos, fotos, pequenos sinais de personalidade que lembram qualquer rua de bairro antigo.

Um exemplo de como estas casas se tornam lares de verdade é a residência da atriz Íris Vroe. Ela mudou-se para a casa de número nove, que pertencia ao compositor  Betinho, falecido em 2023. O filho dela reformou completamente o imóvel, gastando mais de R$ 30.000 Rem pintura, adaptação e mobiliário.

 A casa  foi pintada de lilás, da cor que ela escolheu. Ali Elisbru tem cama confortável, mobiliário novo, objetos pessoais, televisão, acompanhamento de cuidadora e estrutura médica oferecida pelo retiro. Casa é simples, mas organizada para que ela se sinta protegida e ao mesmo tempo em casa. Outro capítulo marcante são as casas ligadas ao nome da atriz Marieta Severo.

 Depois de ajudar o amigo Marcos Oliveira, o Beiçola, ela passou a financiar novas unidades para o retiro. Algumas reportagens indicam que a atriz já doou sete casas completas. Ela não oferece apenas o dinheiro, mas [a música] banca material de construção, mão-de-obra e até à milha para que os moradores recebam as chaves e já possam entrar vivendo com dignidade.

  Uma dessas casas foi destinada precisamente ao Marcos Oliveira, que vivia uma fase delicada de saúde e finanças. O imóvel foi renovado, adaptado e mobilado para ele numa parceria entre a atriz e a administração do retiro. É bastante agradável e foi construída e doada pela Marieta Severo. As outras casas doadas por Marieta Severo são distribuídos a artistas em situação de vulnerabilidade que entram na lista de espera da instituição, sempre respeitando  critérios técnicos e sociais.

Em algumas matérias é possível ver fotos destes lares com paredes claras, móveis simples,  ventoinha de teto, cama bem feita, cortinas novas, tudo longe do luxo, da fama, mas muito distante da precariedade que muitos  enfrentavam antes de serem acolhidos. Para além das casas, o retiro tem uma infraestrutura pensada para que ninguém se sinta isolado.

 Tem um refeitório onde são servidas seis refeições por dia. Teatro que recebe peças, ensaios e eventos. Cinema com exibições regulares, biblioteca com livros, fotos e registos da história da cultura brasileira. Piscinas e zonas verdes para lazer e fisioterapia. Salão de beleza, onde os moradores podem cortar o cabelo, fazer a barba, as unhas, salão de beleza, que temos um salão de beleza que os atende duas vezes por mês com corte, massoterapia.

Os artistas têm ainda uma aula de yoga, sessões de fisioterapia, atendimento psicológico, planos de saúde e enfermagem diária, formando um pacote de cuidados que vai muito além de dar um teto. De tempos a tempos, o Retiro dos Artistas recebe visita do público, de jornalistas e programas de TV. Algumas casas são mostradas em reportagens especiais, em portais de notícias que destacam precisamente essa combinação de simplicidade, conforto e memória.

 Nessas visitas, o que mais chama a atenção é o contraste. Atores que o público conheceu em telenovelas, filmes  e programas de humor e que agora vivem em casinhas pequenas, coloridas, cheias de porta-retratos e lembranças. O glamur ficou no passado, mas o o respeito e o carinho aparecem nos detalhes.

 Uma cama bem feita, uma varanda florida, um quadro antigo na parede. No final, o que quase ninguém vê quando passa à porta do retiro é que por trás de cada janelinha simples existe uma história inteira de palco, câmara e aplausos. As casas não são mansões, nem condomínios de luxo. São espaços pensados ​​para garantir a dignidade, privacidade e cuidado com quem já deu tudo de si à cultura brasileira.

Em abril de 2025, o Beiçola mudou-se para a sua nova casa no retiro dos artistas, a casa número seis. A residência tem quarto, sala, casa de banho e cozinha. Um layout simples,  mas pensado para oferecer conforto, privacidade  e independência ao ator.

 A casa foi montada com um sofá, um rack, com televisão, frigorífico, utensílios de cozinha e artigos de habitação quotidiana, criando um clima acolhedor e familiar. Ao receber a chave e entrar na casa, o Beiçola chorou de emoção. Ele mesmo descreveu o momento como incrível. Ele disse que nunca imaginou ter um cantinho tão bonito, delicado  e saboroso, com chuveiro, casa de banho, espaço organizado, algo que há muito tempo já não tinha.

Nunca imaginei um cantinho assim tão bonito, sabe? tão delicado, saboroso. Hoje vive ali com a sua cadelinha Lolita. Apesar de ter abdicado de duas cadelinhas  mais velhas por questões de saúde e higiene, afirma estar em paz, seguro e com a estabilidade, algo que parecia muito distante  nos meses anteriores, quando chegou a receber uma ordem de desfejo na nova casa, o ator encontrou dignidade, privacidade e a base para retomar a sua vida de artista.

 Ele já declarou que quer trabalhar, cantar, preparar os seus espetáculos e voltar a fazer o que sempre o motivou. Eu vou poder trabalhar, percebe? Vou poder fazer  os meus exercícios, cantar algumas músicas, preparar para o meu show. A mudança não representa apenas um tecto sobre a cabeça, mas um recomeço com esperança, segurança e o conforto que dizia ter perdido.

  Para ele, a casa no retiro dos artistas não é apenas um abrigo, não é a hipótese de reviver com  dignidade, voltar a sorrir e a manter viva a memória de quem um dia já fez milhões de brasileiros rirem com  o seu personagem. Desde 2024, Stefan Ercean tem vindo a destacar nomes de peso que colaboram de diferentes formas, com donativos, heranças, apoio financeiro ou visitas.

Isso ajuda a manter a instituição viva. Aquela é a nossa casa. Este  é o nosso retiro dos artistas. Mas esta casa não é só nossa, esta casa é de todos nós. Glória Pires, atriz consagrada, está entre os nomes que mais contribuem para a instituição. Ana Beatriz Nogueira também surge como colaboradora regular, mostrando que o apoio ao retiro não é apenas simbólico, mas concreto, proveniente de diferentes gerações de artistas.

 Outra figura importante foi Nei Latorka. Antes de falecer, declarou publicamente que ia deixar o seu apartamento de herança para o retiro. Um compromisso de longo prazo com a causa. Também a grande A atriz Fernanda Montenegro é mencionada como um parceiro constante da instituição. Além disso, o ex-diretor de TV, o Bonnie, também figura entre os apoiantes.

 Já doou parte dos direitos dos seus livros à instituição e ajudou com reformas importantes na espaços coletivos como a lavandaria e  refeitório, que foi recentemente formado com a ajuda do Boni, que doou todos os rendimentos do livro lá do B de Bone para o retiro dos artistas. Alguns famosos também estão sempre a visitar o local, como a atriz Cissa Guimarães.

 Em 2024, esteve no retiro para rever o ator Paulo César Pereio. A visita foi divulgada publicamente nas redes da instituição. Ela falou sobre o prazer de acompanhar esta turma maravilhosa, exaltando o cuidado  e a dignidade dados aos artistas idosos. Ma Froença acompanhou também Cissa nesta visita.

 Juntas percorreram os corredores e as casas da instituição. Ao lado de Sissa,  ela mostrou apoio aos moradores e reconhecimento pelo trabalho feito no retiro. Quando os moradores falam sobre o retiro dos  artistas, a primeira palavra que costuma aparecer é faz. Para muitos, depois de uma vida inteira de instabilidade, viagens, camarins e incertezas, o local representa finalmente um local onde é possível envelhecer com calma, cuidado e respeito.

 O ator Rui Rezende, o Lobes Homem de Roque Santeiro, diz que chegou ao retiro meio ressabiado, achando que seria um asilo. Hoje define o lugar como um espaço onde encontra boas condições para viver, rodeado de atenção  com a sua própria casinha e a hipótese de se nutrir dos livros e do cinema. E conclui o seguinte, a minha estadia aqui tem sido boa. Não tenho nada a reclamar.

Então é isto. Então vim para aqui e vim meio r sabeada e aqui encontro as condições, não é? Jim Leivovit conta que o retiro devolveu-lhe um modo de viver que sempre procurou. Só uma espécie de exri, recorda ele habituado a viver em comunidades com amigos. Ele diz que reencontrou aí essa vida comunitária. Vizinhos que se reconhecem, atividades culturais, conversas de corredor e a sensação de  não estar sozinho.

Eu sou um exip. Eu tenho uma atração muito grande por um certo tipo de vida comunitária. A atriz Claire Digon, residente já há mais de 20 anos, resumiu o sentimento em um vídeo nas redes, [a música] diz ter a honra de viver neste espaço que nos acolhe, cuida de nós  e, acima de tudo, respeita a nossa história.

 Além da habitação, os moradores recebem alimentação, cuidados médicos, fisioterapia, atividades culturais e convivem com outros colegas de profissão que passarão pelas mesmas noites de gravação, palcos e plateias. Em depoimentos, muitos repetem a mesma ideia. Não são apenas idosos, não. São artistas com percurso, nome e memória. E o retiro oferece precisamente isso,  o lugar onde podem viver a velice com dignidade, carinho e a  certeza de que não foram esquecidos.

 da instituição é mantida inteiramente por donativos e apoio voluntário. Quem quiser ajudar pode contribuir de várias formas: via fix, transferência bancária, PayPal ou donativo voluntário, através dos dados disponíveis  no site oficial da instituição. www.retirodosartistas.org.br.  br.

 Também são aceites roupas, mobiliário, alimentos, medicamentos e outros artigos de necessidade. Além disso, o retiro dos artistas aceita trabalho voluntário. Pode ajudar diretamente com atividades de convívio, apoio ou serviços auxiliares. Tudo listado no canal de voluntariado da instituição. Gostou de conhecer o Retiro dos Artistas e os seus ilustres moradores? Deixe o o seu comentário.

 Diga também a cidade de onde está a assistir. Ó, não esquece de dar o teu like neste vídeo, está bom?  Vou deixar outro vídeo para si aqui nos cartões que é sobre alguns atores que foram esquecidos. Basta clicar aqui neste cartão que te vais lembrar de 25  atores famosos que foram injustamente esquecidos.

 É um vídeo bastante comovente que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui mais uma vez, o meu muito obrigado e até  o nosso próximo vídeo.

 

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