POR DENTRO DAS CASINHAS SIMPLES DE FAMOSAS MILIONÁRIAS QUE PERDERAM QUASE TUDO E SUMIRAM DA TV
Se viveu os anos 80 ou os anos 90, com certeza se lembra da Regininha Poltergist no Domingão do Faustão. Me olha e quer-me, sou uma fera de pele da Rita Cadilac a rebolar no palco do Chacrinha. Assim, assim da tiazinha de máscara preta no programa H. Ah, eu vou fazer-te. Eram nomes que pareciam intocáveis.
Capa de revista todos os meses, agenda lotada, plateia gritando. E olhe, não era pouca coisa, não. Havia mulher dessa lista que ganhava R$ 35.000 por uma única foto. Havia quem disputasse o posto da loira do tchan, a namorar o Rubinho Barrichelo em 1998. Havia quem fizesse discos e vendesse 250.000 cópias.
Era dinheiro alto, era fama de verdade. Só que, infelizmente, a vida deu uma volta que ninguém esperava. Os contratos deixaram de chegar, o telefone deixou de tocar. E aí fica a questão que este vídeo vai responder. Onde estas as mulheres vivem hoje? Como são as casas onde dormem? Como é a vida delas agora? Sem o estúdio, sem o cachet, sem o flash? Hoje vamos fazer essa viagem juntos.
vai entrar na casa de seis famosas brasileiras que um dia tiveram tudo e que hoje vivem uma realidade que pouca gente imagina. E antes de começarmos, deixa-me te pedir uma coisa rápida. Se inscreve aí no canal, clica no botão lá em baixo do vídeo. Assim ajuda-nos a chegar em mais pessoas e a trazer mais histórias como esta.
E para começar, lembram-se daquela musa absoluta dos anos 90 da mulher que enchia uma capa de revista e que namorou meio mundo do automobilismo? Pois é dela que vamos falar agora. Regininha Poltergist. Os anos 90 inteiros tiveram a cara dela. Capa da Playboy, capa da sexy, presença certa no Domingão do Faustão, no Zorra Total, no programa Puro Êxtase.
Em 1998, disputou o posto da loira do tchan. Namorou com Rubinho Barrichelo, o piloto que parava o Brasil nas manhãs de domingo. Namorou com Paulo Ricardo dos RPM. Era nome forte. Era uma figura que vendia revista só com a foto na capa. Ela nasceu no Rio em 1971, família simples. Estudou ballet clássico 14 anos antes de pisar um palco de televisão.
O nome artístico surgiu do espetáculo Santa Clara Polerist. Em 1990, daí para a frente foi só a Regininha para todo o Sul Brasil. No auge, ela chegou a ter cinco apartamentos, carros importados, cachet elevado em programa de TV, em concerto, em capa de revista. Ela mesma já contou em entrevista. Tinha apartamento, tinha carro, tinha uma vida que parecia que nunca mais ia acabar, só que acabou.
Os convites foram rareando no final dos anos 90. A Globo deixou de chamar, as capas deixaram de pintar. E aí veio a parte da história que muita gente prefere não se lembrar. Regininha aceitou trabalhar em filmes para adultos com a produtora Brasileirinhas para criar o filho sozinha. A frase dela em entrevista foi esta: “Ou eu como um cachorro quente ou aceito a proposta e pago as dívidas que deixou.
Foi assim, sem rodeios e não parou. Aí em 2021, Regininha foi parar ao interior do casa de banho de um posto de abastecimento de combustível. Dormiu lá três dias sem comer. Quem a ajudou a sair de lá foram os próprios fãs que mandavam comida quando souberam onde ela estava. Não é exagero, foi ela própria que contou.
indo parar a um posto de abastecimento de combustível e Fiquei lá uns dias e quem conseguiu me ajudar a sair daquela situação foram meus fãs. Depois disso veio o diagnóstico de transtorno psicótico, internamento no Instituto Felipe Pinel, 10 dias em tratamento. E hoje onde a Regininha mora? Reside no Meer, zona norte do Rio de Janeiro, um bairro de classe média, longe da praia, longe do brilho de Ipanema e Copacabana, onde ela aparecia nas festas dos anos 90.
É um apartamento comum, simples, num prédio de bairro, sem porteiro de luxo, sem cobertura, sem nada que lembre o tempo de cinco apartamentos. Ela vive ali com o pai, que abriu a porta quando a vida apertou. É a casa dele que se tornou o porto seguro dela. E é dentro desta cozinha do Meyer que a Regininha faz as empadas que vende, levanta-se cedo, faz a massa, prepara o recheio, embala, sai com a tabuleiro na mão para percorrer o bairro vendendo uma a uma para quem encontra na rua.
Em vídeos que ela própria publica nas redes, dá para ver a rotina caseira. Pendurar roupa no estendal, cozinhar, atendendo o cliente. Nada de luxo aparente, nada de produção. Móveis simples, decoração comum, o tipo de apartamento que qualquer brasileira da zona norte conhece bem. E é essa a vida dela hoje. Tira cerca de R$ 200 por dia com as empadas.
também atende clientes de massagem xiatsu, R$ 300 a sessão quando o cliente respeita o trabalho. Aos 54 anos, é assim que ela paga as contas. E a próxima dessa lista era também a capa da Playboy, mas a história dela foi parar dentro de uma esquadra. Cristina Mortágua. Olha, nos anos 90, esta mulher era a presença certa em capa de revista.
pousou nua oito vezes para playboy e para sexy. Foi vencedora do concurso das Panteras. Era a musa do carnaval. Desfilou numa escola de samba carioca. Era uma figura disputada em festa, em evento, em campanha publicitária. A beleza dela abria a porta sozinha. Carioca começou o modelo ainda muito jovem, bonita, alta, do tipo que parava a rua.
Em pouco tempo, virou um dos rostos mais conhecidos da chamada comunicação social erótica do Brasil. casou com o Edmundo, o jogador do Vasco e da selecção brasileira. Nesse momento um dos nomes mais falados do futebol nacional. Dali saiu o seu filho, o Alexandre. No auge, Cristina não viveu apenas do Flash. Investiu o dinheiro num centro de estética.
Sonhava transformar a fama em fortuna duradora. Cachê alto de capa, contrato de publicidade, viagem, festa. Aos 23 anos, ganhou um apartamento de presente da própria mãe. Era uma vida estruturada, era para ser para sempre. Só que em 2011 a sua vida passou a ser de cabeça para baixo e foi de uma forma que ninguém esperava.
Nesse ano, Cristina chegou a ser detida, segundo relatos da imprensa da época, num episódio envolvendo o próprio filho, então com 16 anos, e uma delegada de serviço. A versão da polícia falava em agressão, a versão dela, noutro tom. A história saiu em todo o jornal do país e abalou a imagem que ela tinha construído. A imagem desabou, os convites pararam.
Em 2014 tentou voltar aos media em A Fazenda 7 não funcionou e veio a quebra financeira de verdade. A pandemia, em 2020 atirou-a para o chão. A Cristina contou numa entrevista que ficou sem dinheiro, vendeu até o apartamento próprio que tinha comprado na Barra da Tijuca e teve que regressar ao imóvel da mãe.
E em 2025 a situação tornou-se ainda mais grave. Cristina contou em entrevista ao Domingo Espetacular, que foi praticamente raptada por familiares ser levada à força para uma clínica psiquiátrica. Ela própria definiu assim: quatro homens entraram no apartamento. Ela teve uma crise de pânico, nem sequer pôde apresentar ocorrência na esquadra porque eram parentes.
Voltou para casa abalada, tomou medicação errada, escreveu nas redes que não tinham onde morar, que estava doente das emoções, que ia para um abrigo levando o cão Pitu. E hoje, onde vive a Cristina? A resposta é: “O coração da história dela. Vive num apartamento da mãe, no Rio de Janeiro. O mesmo apartamento que a mãe deu de presente para ela aos 23 anos e que ela teve de devolver na prática porque agora a mãe quer o imóvel de volta para alugar a terceiros”.
As palavras da A própria Cristina em entrevista foram estas: “Este apartamento é dela. Eu sou a intrusa. Tenho que ir embora. A casa onde hoje vive não é dela. É um espaço emprestado, com prazo para acabar. Ela própria disse que se não arranjar lugar para ir, o destino vai ser um abrigo público, não é figura de linguagem.
Foi o que ela disse na televisão em 2025. Se ela está a querer o apartamento dela porque ela diz que precisa de lugar, o seu apartamento é dela e eu sou a intrusa que tenho de ir embora. A relação com a mãe, segundo a própria Cristina, começou a desandar na altura da gravidez do Alexandre, quando a mãe não aceitou o relacionamento dela com Edmundo. Nunca mais foi a mesma coisa.
Aos 55 anos, Cristina vive de ajudas. Tem depressão, ansiedade, tomou medicação para dormir e perdeu o controlo várias vezes. Em entrevista recente, ela própria enumerou o que queria para o futuro. Um trabalho que pague as contas, uma casa para chamar de dela e acompanhamento psicológico de uma pessoa de confiança.
Pediu três coisas básicas que muita gente tem sem ter de pedir. E aí cabe a pergunta: há quem olhe para a história da Cristina e veja uma mulher descartada pela indústria, pela família, pela vida. E há quem olhe e veja uma pessoa que tomou decisões erradas em momentos importantes. Talvez seja as duas coisas.
Cada um pensa o que quiser. E a próxima desta lista, esta daqui, o Brasil viu rebolar no palco do Chacrinha, Rita Cadilac. Porrita Cadilac tem um nome que carrega nele uma época inteira e o dela transporta o Chacrinha, a buzina do Faustão dos primeiros tempos, às tardes de domingo em frente à TV a preto e branco, quando toda a família se juntava na sala para assistir.
Ela rebolava no palco do Chacrinha como ninguém. Era a chacrete oficial. Era a figura que enchia teatro, que fazia gente do interior apanhar autocarros para ver de perto. Lançou É bom para a moral em 1983. É bom paraoral. É bom para a moral. É bom paraoral. Música que tocava numa festa de aniversário em pagode de domingo em rádio AM no carro do pai.
Em 1985, ganhou o apelido de madrinha dos reclusos, depois de fazerem espectáculos em prisões pelo Brasil. Era a querida do povo, querida de verdade. Carioca, nascida em 1954, A Rita teve uma infância dura. Foi criada pela avó. Casou ainda adolescente, passou por um relacionamento difícil, mas estudou ballet clássico no teatro municipal antes de se tornar dançarina profissional.
Tinha técnica, tinha história e havia aquela coisa rara, carisma de verdade, que não se aprende em curso nenhum. Nos anos 80 e 90, ela viveu o que se pode chamar o auge confortável. Cachê elevado, concertos pelo Brasil inteiro, carnaval em Salvador, onde foi eleita rainha algumas vezes, capa de revista masculina. Filmes adultos nos anos 2000 que se tornaram fenómeno de venda. Dinheiro entrava.
Ela investiu, viajou, montou uma vida e aí veio 2020, a pandemia. E depois, para quem vive do palco, foi o fim do mundo. Os espetáculos foram cancelados de uma hora para outra. Os contratos desapareceram. A Rita ficou em casa como todos, mas sem rendimentos entrando. As contas começaram a acumular, luz, internet, renda.
E foi aí que ela tomou uma decisão que muita gente pensa que a celebridade nunca toma. recorreu ao auxílio de emergência do governo, 600, o mesmo valor que milhões de brasileiros apanharam para sobreviver. E depois, olha o Brasil. A imprensa caiu-lhe em cima. Coluna de mexericos, programa de TV, rede social. Virou piada.
Rita Cadilac no auxílio como se artista fosse obrigado a ser rico, como se ter brilhado nos anos 80º fosse garantia de reforma de luxo. Ela respondeu firme em entrevista: “Muita gente pensa que um artista é rico, mas não é todo o artista que é milionário. E ela tinha razão. Este é um pormenor que muita gente se esquece.
” Para completar a rendimento, Rita começou a fazer entregas de marmita para um restaurante perto de casa. levava comida para a rua, de carro para cliente. Os jornais riram-se de novo. Depois entrou no Only Fans, plataforma adulta, aos 60 e poucos anos. Disse sem rodeo: “Precisava de pagar conta”. E ali ela podia ainda contar com o público que sempre teve.
E hoje, onde vive a Rita? Reside em São Paulo, apartamento próprio, num bairro de classe média, sem mansão, sem ostentação, mas também aquela história triste de quem perdeu o tecto. A própria já desmentiu na imprensa. Um boato de que estava a viver em favela disse que isso era invenção. Mora bem dentro do que ela conseguiu construir nestas décadas de trabalho árduo.
É a casa que ela ergueu sozinha com um cachet de espectáculo, com venda de disco, com filme, com tudo o que veio. A casa dela tem cara de gente. Tem cozinha caseira, sala simples, ambiente de quem cozinha para família e recebe um amigo ao fim de semana. Ela ainda mantém o buffet infantil que abriu em 2008, a casa de festas sorvetão que organiza a festa da criança.
Continua a ser dona do seu próprio negócio e aparece com frequência no YouTube contar histórias, fazer vídeo sobre a vida. Aos 71 anos, Rita Cadilacou. Vive do buffet, do Only Fans, de um espectáculo pequeno, de evento, de participação aqui e ali. Não tem reforma de celebridade, tem o que construiu e carrega aquela dignidade meio mineira, meio carioca, de quem sabe que a vida não deve nada a ninguém.
E a próxima é talvez a história mais dura desta lista inteira, Eloía Fontes. Talvez não lembre-se nome de cara, mas vai lembrar-se da história, porque esta aqui é uma das quedas mais brutais que o Brasil já viu acontecer com uma modelo. Ela é alagoense, filha de uma família simples do interior. Começou cedo em 2011, com 16 anos.
Entrou no programa Top Model da Record, conduzido pela Ana Hickman, já saiu de lá com uma agência internacional debaixo do braço. E 4 anos depois, em 2015, a sua vida mudou de país. Aí, prepara, porque vem o número que vale a pena anotar. Eloía Fontes chegou a ganhar R$ 35.000 por uma única fotografia. R5.000 por uma foto.
Desfilou para Dol e Gabana. desfilou para George Warmani. Esteve numa passerelle em Milão, em Paris, em Nova Iorque, em Londres, capa de revista internacional. Casou com André Birleano, modelo russo, e teve uma filha. Em 2015, num desfile, entrou na passerelle com a filha ao colo. Era a top brasileira do momento.
Era a alagoana que lá tinha chegado. Só que, infelizmente, a história dela não terminou em conto de fadas. Em algum momento ainda no estrangeiro, Eloía começou a consumir drogas. Em 2019, durante uma viagem a Nova Iorque, desapareceu durante c dias. A polícia americana encontrou-a depois desorientada, sem se lembrar bem do que tinha acontecido.
Voltou para o Brasil, tentou recuperar, não conseguiu. Em outubro de 2020, surgiu a cena que parou o país. Eloía foi encontrada pela guarda municipal deambulando pelo Morro do Cantagalo, na zona sul do rio. Estava com uma camisola da seleção brasileira emprestada, desorientada, de mãos dadas com um polícia que tentava acalmá-la.
A modelo que tinha desfilado para as maiores marcas do mundo, encontrada num beco do Cantagalo. Foi assim do nada, sem aviso. Daí veio o internamento em hospital psiquiátrico, 7 meses numa clínica de reabilitação, diagnóstico de transtorno bipolar complicado pelo uso de substâncias. E veio a parte que talvez seja a mais dolorosa de toda esta história.
A sua filha, fruto do casamento com o modelo russo, foi entregue para adoção por uma família inglesa. Hoje a menina tem 7 anos e vive longe, bem longe. E hoje onde a Eloía mora? Vive num sítio no interior de Alagoas. Voltou para casa, voltou para mãe. É o local mais simples deste vídeo inteiro. A casa ainda nem terminou de ser construída.
A própria mãe da Eloía deu uma entrevista em 2021 e disse com aquela honestidade dura de mãe sofrida: “A gente não tem condição nem de terminar a casa, quanto mais de colocar móvel”. Foi assim que ela definiu o local onde a filha vive. É um sítio modesto no meio do nada. Parede sem reboco em alguns troços, o que muita família do interior conhece bem.
Móvel emprestado, móvel que ganharam de vizinho. A vida ali é simples, do tipo simples mesmo, sem internet rápida, sem flash, sem ninguém à espera do lado de fora. É a casa de quem voltou ao início, de quem teve de recomeçar com nada nas mãos. Aos 30 anos, Eloía Fontes vive de subsídio de doença e de vaquinha virtual, organizado pelo irmão dela.
As entram donativos para comprar comida, para comprar medicamentos, para ajudar a mãe a cuidar dela. A família tenta, a mãe tenta, mas está apertado. E o detalhe que dói ainda mais. Eloía diz ainda em entrevista que sonha voltar paraa passerelle um dia, regressar a Milão, para Paris, voltar à vida que ela tinha.
Mas o diagnóstico, o historial, a idade que avança no mercado da moda, tudo joga contra. E a filha, que cresce com outro apelido, com outra família do outro lado do oceano, ela não vai conseguir trazer de volta. A próxima desta lista é diferente. Esta daqui desapareceu por opção própria. Tiazinha, 1998. Epá, se viveu aquele fim de ano, sabe do que estou a falar.
Aquele momento em que todas as segundas-feiras na escola, no escritório, no salão de cabeleireiro, toda a gente comentava a mesma coisa. O programa H de Luciano Hul na Band e aquela mulher de máscara preta, biquíni de cabedal e chicote que fez o Brasil inteiro perder a cabeça. Mas atrás da máscara estava uma menina de nome Susana Alves.
E esta história começou muito antes do chicote. A Susana é Paulista, filha de imigrantes nordestinos que chegaram a São Paulo procurando vida melhor. cresceu na freguesia do Ó, bairro de classe trabalhadora da zona norte da capital. Família simples, sem regalia nenhuma. Antes da fama, trabalhou como empregada de mesa para ajudar em casa, estudou dança desde criança e foi parar a programa infantil da SBT, A Casa da Angélica, em 1993.
Era para ser uma assistente de palco a mais, não era para ser fenómeno nenhum. Depois veio o convite que mudou a vida dela. Em 1998, ela aceitou criar uma personagem para um novo quadro do programa H. Botaram a máscara, deram o chicote e em duas semanas a tiazinha era um assunto nacional, imediato, sem etapa intermédia.
Cueca estampada com a foto dela vendia em todo o vendedor ambulante do Brasil. O disco Tiazinha faz a festa passou de 250.000 1000 exemplares vendidos. Em 1999, ganhou o programa Solo As aventuras de Tiazinha. Em 2002, foi para a Casa dos Artistas da SBT, cachê altíssimo, contrato publicitário, capa da Playboy.
A própria já disse em entrevista, recordando aquela época. Aos 26 anos, eu tinha mansão, dinheiro, vida de empresária e sem juízo. Foi assim que ela descreveu o auge. Só que diferente das histórias anteriores, a queda da A Susana foi uma escolha dela. Em 2000, ela aposentou a personagem tiazinha. Disse que não queria mais ser identificada com aquilo.
Tirou a máscara, voltou a ser Suzana. E aí começou um caminho que poucos artistas têm coragem de seguir. Foi para os Estados Unidos durante um tempo, regressou, estudou jornalismo, terminou a faculdade. Casou em 2010 com o piloto Filipe Rock. Teve um filho, o Benjamim, em 2016. Não foi uma vida sem sofrimento.
Susana contou em entrevista que enfrentou uma crise de pânico, depressão, ansiedade, consequência de ter sido sobre-exposta na adolescência e início da vida adulta. Tratou, procurou ajuda, encontrou na religião evangélica um caminho que ela diz que a segurou em pé. Em 2025, divorciou-se do Felipe após 15 anos de casamento. E hoje, onde vive a Susana? Vive em São Paulo.
A cidade dela, a cidade onde a família dela sempre viveu. Não tem endereço público porque ela faz questão da privacidade, recusa a entrevista em casa, não abre a porta paraa repórter. Hoje em dia, ela vive num imóvel de classe média alta, sem ostentação aparente, e cria aí o filho. Não é casa pobre, mas também não é a mansão dos anos da tiazinha.
Em vídeos que ela posta nas redes, que são poucos comparado com outras famosas da idade, dá para ver pedacinhos do ambiente. Sala simples, cozinha funcional, decoração comum, casa de família. Tem livro religioso na estante, tem brinquedo do filho no chão, tem aquele ambiente de mãe solo que organiza a casa enquanto trabalha.
Diferente do que muita gente imagina, ela vive bem, mas vive uma vida de gente normal, não de celebridade. Aos 47 anos, Susana Alves trabalha como atriz na Record, fez topíssima, fez Génesis, fez Lia da Palestra, escreveu livros e ainda se pode ver de vez em quando uma referência da tiazinha no comentário das redes dos fãs que nunca esqueceram.
Ela responde com educação, mas deixa claro que a tiazinha ficou em 2000. A Susana é hoje outra pessoa. E aí cabe a pergunta, sem julgamento nenhum. Foi escolha consciente? Foi maturidade ou foi a única saída que ela encontrou para continuar inteira? Talvez tenha sido tudo isto ao mesmo tempo. Cada um pensa o que quiser.
E a última dessa lista? Talvez a história mais bonita e a mais dolorosa de todas. Eish, Narjara Tureta, para quem viveu uma novela da Globo nos anos 80, este nome significa muita coisa. Foi a Elisa de Malu, mulher, em 1979, aos 15 anos, 15, e ganhou o prémio APCA por aquela atuação. Era a promessa do momento, a menina que prometia ser a próxima grande dama da teledramaturgia brasileira.
E olhe que pormenor, naquela mesma altura, aos 15, a Playboy chamou para ela aterrar. Era um convite que rendia muito dinheiro à família de qualquer atriz principiante. A mãe dela teria de assinar a emancipação. Sentaram-se, conversaram e ela decidiu que não recusou a Playboy. Preferiu continuar dedicada às telenovelas. Detalhe que muita gente se esquece quando fala da Narjara hoje.
Ela começou ainda criança com 9 anos na novela Papai Coração da TV Tupi. Já chamava a atenção, já era talento. Os anos 80 inteirinhos, ela foi elenco fixo da Globo. Fez Amor com amor se paga selva de pedra, baila comigo, o salvador da pátria. Era a atriz que aparecia em quase toda a novela das 8. Era uma cara conhecida no Brasil inteiro.
E depois, nos anos 90, alguma coisa mudou. Os convites deixaram de chegar. Sem motivo aparente, sem luta pública, sem escândalo, simplesmente parou. A novela continuava a rodar, o elenco renovava-se e a Narjara ia ficando de fora. Ó, Narjara, por que é que não te chama para fazer uma novela? Eu se você que é o vice-presidente não sabe, eu muito menos.
Sem contrato fixo, sem seguro de saúde, com a mãe doente em casa a precisar de cuidado. A realidade caiu-lhe em cima. Ela tentou recomeçar de várias formas. Foi paraa dobragem, emprestou a voz a séries, para filme, para documentário. Trabalhou como rececionista por um tempo, pediu ajuda na TV, chegou a chorar no programa do Gugu, pedindo trabalho, não veio.
E depois veio a fase mais dura de todas. Narjara passou a vender água de coco em Copacabana, carrinho no passeio, das 8 da manhã até o anoitecer, no mesmo rio onde ela tinha sido protagonista de uma novela das 8, vendia coco gelado a um turista, para carioca, para quem passasse. E o detalhe que parte o coração. Muita gente reconhecia, mas achava que era pegadinha.
pensava que era máquina fotográfica escondida, que era trote. Ela explicava em entrevista: “É o sustento meu e da minha mãe. É para pagar renda”. Foi assim, sem rodeios. A mãe morreu em 2018 e depois ela perdeu o chão a sério. Foi nesse momento que a Glória Pires apareceu. Velha amiga, ajudou financeiramente, deu apoio. Foi um gesto que a Narjara nunca esqueceu.
Fala dele com emoção até hoje. E hoje, onde a Narjara mora? Vive em Copacabana, o mesmo bairro onde vendeu coco anos atrás. Apartamento arrendado, pequeno, funcional. no coração do bairro da Carioca, mais conhecido do Brasil. Não é um local grande, não tem vista para o mar de cobertura. É um apartamento de gente comum, daqueles edifícios mais antigos, sem luxo de portaria, sem garagem privativa, sem nada que lembre o tempo da Globo.
Quem vive junto são os gatos dela. Ela já mostrou em entrevista, com aquela tranquilidade de quem aceitou a vida que tem. Eles são a companhia dela na rotina diária. Nas paredes, foto da carreira, recordações, recortes. A Narjara não esconde de onde veio. Vive rodeada das memórias dos tempos bons, dentro do espaço que ela conseguiu sustentar com muito esforço, vendendo coco quando precisou, dobrando quando aparecia o trabalho, atuando quando o convite voltava de vez em quando.
Aos 59 anos, Narjara Tureta continua ativa, faz dobragem, dá uma aula de interpretação e o público volta a vê-la no ecrã. Fez a série Maldivas da Netflix. Participou em Páginas da Vida em 2024, lançou autobiografia e em entrevista recente ela soltou uma frase que ficou: “Disse que não tem bem material, mas tem carinho, afeto, reconhecimento do público.
” Portanto, nas palavras dela, já é milionária. Pode ser ingenuidade, pode ser sabedoria, pode ser sobrevivência emocional de quem precisou de se reerguer várias vezes. Cada um decide, mas é assim que ela escolheu olhar para a sua vida. E é exatamente aqui que este vídeo todo estava a cozinhar uma pergunta. Uma pergunta que talvez lhe fique muito depois do vídeo acabar.
Seis mulheres, seis caminhos completamente diferentes. A Regininha que perdeu tudo de uma forma cruel. À Cristina, que se perdeu pelas próprias escolhas. A Rita, que foi atropelada por uma pandemia e segue lutando. A Eloía, que viu a vida ruir juntamente com a saúde mental. À Susana, que largou tudo por conta própria, e a Narjara, que caiu e levantou várias vezes.
E olha, há uma coisa que liga todas estas histórias. A televisão brasileira aplaude rapidamente, mas esquece mais rápido ainda. Hoje estas mulheres estão num apartamento simples no Meer, num quarto cedido em casa de um tio, num sítio inacabado em Alagoas, num imóvel sem ostentação em São Paulo, num velho apartamento em Copacabana com os gatos.
Lugares comuns, lugares de gente que precisa de pagar uma conta no fim do mês. E a questão que fica é simples. Quando o Flash apaga, o que fica? Sobra a casa que conseguiu construir? Sobra quem ficou? Sobra o que fez com o tempo entre uma capa de revista e a vida real? Para estas seis, sobrou histórias bem diferentes, mas a fama, que parecia eterna, foi a primeira coisa a ir embora.
E talvez seja essa a maior lição que se pode tirar destas seis histórias juntas. E então, qual destas seis histórias mais te marcou? A Regininha a vender empada no Meer? A Cristina vivendo de favor com o tio? A Eloía, no sítio em Alagoas? Ou a Narjara a vender coco em Copacabana e voltar à TV anos depois? Conta-me aqui nos comentários. Eu vou ler cada um.
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