Por Que LAIRTON e Seus TECLADOS SUMIU da TV? A Verdade Por Trás do Sumiço

Por Que LAIRTON e Seus TECLADOS SUMIU da TV? A Verdade Por Trás do Sumiço

Quando te vir, os meus lábios tremem. Talvez não se lembre do nome dele de imediato, mas se eu disser apenas três palavrinhas, aí é amor, é bem provável que a melodia comece a tocar na sua cabeça agora mesmo. No final dos anos 90 e na passagem para o ano 2000, um cantor vindo do interior do Maranhão fez o Brasil inteiro cantar morango do Nordeste.

 O nome dele é Lairton, o cantor que ficou conhecido como Lairton e os seus teclados. Ele veio de uma infância pobre, chegou a vender gelado de porta em porta e, de repente, estava no topo das tabelas,  nos grandes programas de televisão, com mais de 350.000 exemplares vendidos só no [canção] primeiro disco.

 E depois, bem no momento em que o país inteiro sabia o nome dele, Leon simplesmente desapareceu das telas. Muita gente jurou que ele tinha deixado a música de vez, que tinha perdido tudo, que tinha desaparecido, mas a verdade é bem diferente do que se imagina e tem a ver com uma decisão que tomou por conta própria.

 Neste vídeo, vou-te contar exatamente por Lton saiu da televisão, o que aconteceu com -lhe depois, incluindo um acidente que marcou a sua vida para sempre e onde está a viver hoje, mais de 25 anos depois daquele refrão que o Brasil nunca esqueceu. Se também cresceu a ouvir esta música, já deixa o like e se subscreve aqui no canal, porque esta história tem muito mais do que aquele sucesso das antigas.

Lairton Paulino da Silva nasceu no dia 14 de julho de 1972 na pequena localidade de Alto Alegre do Pindaré, no interior do Maranhão. A família era humilde, daquelas em que cada filho aprende cedo que o sustento de casa não cai do céu. E foi mesmo cedo que a música entrou na sua vida. Por volta dos 8 anos de idade, Leon já demonstrava um fascínio invulgar por instrumentos.

 e aos já se arriscava tocando à noite. Mas a paixão pela música não pagava as contas. Para ajudar na casa, o rapaz carregava tijolo e vendia gelado de porta em porta, debaixo do sol do Maranhão, sonhando com algo que parecia demasiado distante para um miúdo pobre do interior. Aos 17 anos, ele tomou a decisão que mudaria tudo.

 Deixou Alto Alegre do pindaré para perseguir a única coisa que lhe fazia sentido, a música. foi parar a Santa Inês, onde, segundo a própria biografia do cantor, chegou a viver de favor na casa de uma senhora conhecida por dona Zuzu. Depois passou a viver com uma amiga Raimunda, que cantava com ele na igreja.

 Mas como tocava até tarde nas casas de Cesta e regressava de madrugada, tinha vergonha de acordar a chá amiga e mais de uma vez acabou por dormir no chão da garagem ou até na rua. Era esse o tamanho do sacrifício de um homem que ainda não fazia ideia de que poucos anos depois todo o Brasil estaria a cantar uma música dele.

 O ponto de viragem surgiu no fim dos anos 90. Lton gravou uma cassete com as suas canções e enviou para a editora Gema em São Paulo. A fita foi aprovada e em 1998 saiu o seu primeiro disco que trazia como faixa de abertura uma canção chamada Morangeste. O pormenor que pouca gente sabe é que a música nem sequer era dele.

 Tinha sido composta pelos pernambucanos, Walter de Afogados e Fernando Alves lá atrás, em 1987. Mas foi na voz e no teclado de Lton que ela finalmente pegou e pegou de um jeito que ninguém esperava. O que ajudou a rebentar de vez foi um empurrão e tanto. A empresária Marlene Matos, o nome forte por detrás do Império da Xuxa, ouviu a fita e chamou para se apresentar no planeta Xuxa, na Rede Globo.

 De repente, um cantor pobre do interior do Maranhão estava na maior estação do país, com o Brasil inteiro a repetir aquele refrão simples e pegajoso. Ai é amor. O primeiro álbum vendeu mais de 350.000 1 cópias e transformou num fenómeno da música romântica popular. A força da canção foi tão grande que já no ano 2000 o morango do Nordeste ganhou regravação do grupo de pagode cara metade e mais tarde do cantor Frank Aguiar.

 A mesma música em três versões diferentes, tocando ao mesmo tempo pelo país. Para um rapaz que dormia no chão da garagem poucos anos antes, era a vida a virar do avesso. Para perceber o tamanho do queon representava, vale a pena entender o estilo dele. Uma reportagem da Folha de São Paulo descreveu a seresta maranhense como uma mistura de bolero, samba canção, forró adocicado e clássicos românticos, tendo o teclado como protagonista, sempre em destaque até nas capas dos discos.

 Não era forró de festa, nem sertanejo, era música para sofrer de amor. E Lairton tornou-se um dos maiores nomes deste universo. Com o sucesso do morango do Nordeste, ele percorreu o Brasil de ponta a ponta, levando os teclados e a voz romântica para palcos muito para além do Nordeste e não parou no primeiro disco.

 No segundo CD, quem puxou a fila do sucesso foi a música Paixão e Loucura, mostrando que o cantor não tinha sido um fenómeno de uma única canção. Ao longo dos anos seguintes, emendou disco atrás de disco, formou uma legião de fãs fiéis e afirmou-se como referência da música romântica popular brasileira. Era, em todos os sentidos, o auge.

 E é precisamente aqui que a história dá uma guinada que quase ninguém acompanhou na época. No momento em que o seu nome estava no topo, a vida de Lton seria atravessada por uma tragédia nas estradas, acidente que terminou com quatro mortes e que mexeria fundo com o cantor. É sobre este capítulo e sobre a decisão que tomou logo a seguir, que eu vou-te contar agora.

 Estávamos em maio de 2011 e estava em plena estrada, como sempre esteve toda a sua vida, indo de espectáculo em show. Foi nesse mês que, segundo o que foi noticiado na altura, o autocarro do cantor envolveu-se num grave acidente ao colidir com uma ambulância. Quatro pessoas morreram. Relatou-se queon estava no Recife nessa ocasião e é fácil imaginar o peso de algo assim para um homem que vivia precisamente nas estradas, levando música de cidade em cidade.

 Foi um daqueles momentos de desespero que não aparecem nas capas de disco, nem nos alegres refrões, mas que marcam para sempre quem por eles passa. Foi mais ou menos neste período que o público começou a sentir a ausência de Lton. desapareceu da televisão, desapareceu dos grandes holofotes e a especulação tomou conta.

 Muita gente passou a dizer que tinha abandonado a carreira, que tinha desaparecido de vez. E aqui está a parte que poucos conhecem, porque a explicação veio do próprio cantor. O Leon contou que não largou coisa nenhuma. O que ele fez foi abrandar o ritmo. Segundo o próprio, a pesada rotina de concertos o estava desgastando demasiado e a decisão foi reduzir a chagenda, passando a apresentar cerca de quatro vezes por mês.

 Não foi um homem destruído que saiu de cena. Foi um homem que escolheu abrandar depois de anos a viver dentro de um autocarro de digressão. O que o público interpretou como o fim, na verdade, foi apenas decidindo viver de outro modo. E o mais curioso é que longe da televisão, a sua música estava prestes a ganhar uma sobrevida que ninguém poderia ter previsto.

 Enquanto muita gente pensava que tinha virado página da música, duas coisas aconteceram em paralelo. A primeira foi uma reviravolta inesperada de profissão. Em 2018, o cantor entrou para esta política e lançou-se candidato a deputado pelo Maranhão, pelo partido Solidariedade. Era a primeira vez que disputava uma eleitoral, apostando no carinho dos fãs para conseguir um lugar na Câmara dos Deputados.

Só que a urna foi mais dura que o palco. Leon recebeu 7.258 258 votos, menos de 1% dos válidos no estado, e não se elegeu. A segunda coisa foi muito mais doce e nem precisou de fazer nada para que acontecesse. Anos depois do auge, o morango do O Nordeste renasceu sozinho na internet. Uma reportagem da Folha de São Paulo mostrou como a certa mulher do Maranhão voltou às paragens por causa das redes sociais.

E o refrão, aí é amor, tornou-se uma banda sonora de inúmeros vídeos, memes e edições no TikTok, reapresentando Lerton a uma geração que nem sequer era nascida quando a música rebentou. E onde está ele hoje com 53 anos, longe do desaparecimento que muitos imaginaram? Lton vive atualmente em Santa Inês, no interior do Maranhão.

 Segue compondo, lançando trabalhos e acumula mais de 20 álbuns na carreira. continua se apresentando, sobretudo no Nordeste, e mantém contacto direto com os fãs através das redes sociais. Em 2025, chegou a participar num podcast relembrando a percurso e os bastidores do maior sucesso da vida dele. O homem que o O Brasil pensava que tinha desaparecido nunca foi embora de verdade, apenas trocou os holofotes nacionais pela vida que sempre quis viver.

No final de contas, a história de Lairton e os seus teclados não é a história de um homem que se perdeu, e sim a de um homem que escolheu o seu próprio caminho. Saiu da televisão, mas nunca largou a música. viu renascer uma canção dos anos 90 no telemóvel de gente que ainda nem tinha nascido na altura e continua lá no Maranhão, fazendo o que sempre soube fazer melhor, emocionar com o teclado.

 Talvez seja essa a maior lição. Nem todo o sumisso é uma queda e nem todo o silêncio é o fim. Se esta viagem no tempo te fez recordar uma época boa, faz uma gentileza comigo. Deixa o teu like, se subscreve o canal e ativa o sininho para não perder as próximas histórias que vou desenterrar por aqui.

 E conta-me nos comentários, lembra-se exatamente onde estava e o que estava a fazer quando ouvi o morango do Nordeste pela primeira vez? Quero ler cada relato e se ainda ficou com aquele sabor a saudade, clica no vídeo que está a aparecer agora no ecrã, que separei outra história destas para si. Até lá. M.

 

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