Why is Clodovil Hernandes’ Mansion so Haunted?

Clodovi a sua. Pel tá ligada mano. Tá clodoviá. Ó o senhor está aqui. Cludovil. E foi nesse momento que um outro fenómeno até [música] então desconhecido, assumiu o controlo da fatídica propriedade. Vozes, vultos, [música] odores estranhos, histórias que pouco a pouco transformaram [a música] a já controversa mansão num palco de mistérios.

Os visitantes [música] descreviam uma sensação imediata ao entrar em casa. Um peso, um frio que não se [música] explica apenas pela sombra das árvores que rodei a construção. Relatos apontam para uma energia palpável [música] acumulada entre os cômodos. Algo que a ciência não explica, [música] algo sobrenatural.

Para compreendermos porque é que certos lugares parecem [música] guardar uma atmosfera tão densa como tantos outros imóveis rodeados [música] de lendas e mistérios, é preciso voltar ao passado e conhecer [música] as histórias dos seus habitantes. Nesta entrevista concedida a Mauri Júnior em 2008, Clodovil revelou algo surpreendente.

Olha a linda capelinha que o Clodovil construiu aqui na sua [música] casa em Ubatuba, em homenagem à sua mãe. A capelinha é uma graça e uma uva. Eu fiz para ela própria. Ela olha que lindo. Entre os muitos [música] recantos daquela residência à beiraar, havia um espaço que revelava mais do que qualquer outro a alma de Clodovil, a pequena capela [música] erguida em homenagem à mãe.

 Um templo intimista construído não para os olhos do [música] público, mas como um refúgio sagrado de devoção. Lia, diante da imagem [música] delicada de uma santa e de uma fotografia amarelecida pelo tempo, repousava a memória da mulher que moldara [música] a sua vida, o seu temperamento e, sobretudo, a sua solidão. [música] Era neste espaço que Clodovil se refugiava-se em busca de alívio para a ausência que nunca mais cessou.

 E talvez [música] fosse também aí que o invisível se manifestava. Olha que lindo que estão a ver. Tem uma imagem dela lá dentro. Certa vez, um dos seus funcionários, um homem sério e de confiança, referiu ter visto a manifestação de uma mulher na entrada da capela. Para ele, não havia dúvidas. Era a mãe de Clodovil, protegendo o filho mesmo após a morte.

 O relato foi feito com tanta convicção que [música] o próprio estilista não ousou desmentir. E no outro dia o meu porteiro, [música] o o Paulo, diz que viu a mamã à porta. Eu não vou negar e nem afirmar porque é que eu não estava aqui. Mas como ele é uma pessoa das que mais gosto, um homem sério, maravilhoso, acredito que ele tenha visto, mas ele ficou assustado, ele correu e por para si ela nunca apareceu.

Não, ela não aparece. Eu não vou, eu não tenho esse dom. Eu nunca teri esse dom, Mauri. Por quê? Porque se ela me aparecer, eu quero ir embora imediatamente e não posso. Tenho que cumprir um período. Clodovil, que afirmava não temer nada nem ninguém, admitia guardar apenas um medo, o de não reencontrar a mãe no além.

 [música] Não temia o demónio nem a morte, mas estremecia perante a possibilidade de que ao partir se pudesse perder no vasto desconhecido e nunca mais a sentir novamente. E tem [música] muita coisas, muita coisa a fazer. Com certeza deve ser isso, certo? Mas eu tenho um único receio. Eu não tenho medo de nada. Tenho medo de ninguém.

 Não tenho medo [música] de nada, nada, nada, nada me mete medo. Porque para mim o o medo é o demónio. O demónio não existe. Aprende-se [música] o medo quando se chora. E não tenho medo de ninguém, de homem nenhum, de nada. Nada, nada, nada. Não tenho. Só uma coisa, tenho medo e vou pedir uma energia positiva para muita gente que gosta de mim neste momento, uma energia assim de de emanar uma coisa boa, porque a única coisa que quero, que espero da vida agora, é que eu me encontre ela no astral, porque pode ser que no astral, o dia [música]

que eu for, me perca por alguma razão e não a volte a ver. Eu tenho tanta saudades do cheiro dela, não faz ideia. Esse [música] é o seu medo. É o medo de não a voltar a encontrar, entendeu? Eh, vou mudar a pergunta para o CL não se emocionar que eu sei que quando ele fala da mãe não é a primeira vez que se emociona.

Na solidão da sua casa em Ubatuba, [música] esse receio ganhava contornos ainda mais intensos. O vento que atravessava a mata, o rumor incessante das ondas, o silêncio que tomava conta das madrugadas. Tudo parecia carregar a presença invisível da mãe, como se a cada instante ela estivesse prestes a surgir no corredor ou diante da pequena capela.

 Para uns era apenas saudade transformada em sensação. Para outros [música] eram indícios de que laços tão profundos não se desfazem após a morte. As lendas em torno da mansão cresceram em paralelo às histórias da própria morte de Clodovil. Oficialmente, foi vítima de um AVC em março de 2009, mas para muitos próximos, as últimas semanas da sua vida foram marcadas por acontecimentos estranhos.

Ele disse que ia chegar uma visita. Essa pessoa tocou, o ponteiro interfonou dizendo que a pessoa tinha chegado. Chegou uma pessoa, essa pessoa foi a última que fez a visita à autoestrada. A que horas chegou essa pessoa? 6 horas. Essa pessoa era desconhecida da vocês do Codovil ou conhecida? Conhecida. Conhecida mais do Codovil ou conhecida mais de si? Mais do Codovil.

Como é que sabe que Codovil conhecia ele? Porque ele ia ele ia lá frequentemente, pelo menos umas duas, três vezes na semana. Esse homem, homem e mulher, vivia em Brasília. Como sabe? Eu sei porque ele trabalhava na Câmara. Quantas vezes aquele homem, o mesmo homem da última vez que lá esteve, frequentou? Não cheguei a ver que eu cheguei a receber há pelo menos umas oito vezes.

 Depois tocou a Aí autorizei o rapaz subir porque já estava autorizado pelo Rodoviu. Depois subiu, tocou a campainha, o meu ex-marido abriu a porta, levámo-lo até ao quarto e a gente foi servir água e café e tomaram e ficaram no quarto a conversar e eu fui embora. Despedi-me dele normal, fui no quarto, disse: “Já vou”. Ele falou: “Vai com Deus”.

 E no dia seguinte, às 7 da manhã entrei e fui trocar-me, fui vestir o meu uniforme. Aí o meu ex-marido foi ao quarto buscar a cadelinha dele, a castanhola, porque a A castanhola estava doente, estava tomando medicamento de 12 em 12 horas e ela tinha de tomar o medicamento 7 horas da manhã assim que chegámos. Aí ele foi ao quarto buscá-la.

 Quando ele chegou ao quarto, o seu codov caído do lado da cama e a cadelinha debaixo da cama muito assustada. E ele chamou, chamou, chamou para ela vir tomar o medicamento e ela não veio. Depois foi na zona de serviço e chamou-me. Renata, Renata, corre. O teu tá caído no chão, tá a dormir no chão.

 Eu disse assim: “Uai, como assim a dormir no chão?” Ele nunca deitou-se no chão. Nunca o vi deitar no chão. Aí eu disse assisto. Aí fui até ao quarto. Quando cheguei ao quarto, eu vi que não estava deitado no chão, estava caído no chão e que as coisas no quarto estavam deslocados. Que coisas? O banquinho que estava ao lado da cama dele e com o telefone estava fora do lugar, estava caído como se tivesse tentado alcançar.

 Por baixo do móvel que tinha um pequeno móvel na mesinha de cabeceira tinha mancha de sangue no tapete. O tapete era claro. E ele tinha um hematoma muito grande na testa. Muito grande. O quê? Uma mancha pequena? Não, um um galo mesmo. Ele tinha um galo na testa do lado direito. Ele estava no Estava caído ou estava? estava caído com com o braço esticado, a cabeça virada, ele tinha vomitado e tinha esta mancha de sangue e estava inconsciente.

 A gente tentou chamar, tentou chamar. Aí vi que ele não respondia. Aí corri para chamar o socorro. Quando a médica examinou, disse assim: “Olha, é possível eh”. Depois passou, ela passou o rádio para onde iam, para onde ele ia ser recebido e falou: “Possível traumatismo craniano ou Ave”.

 Ela fez os testes nas mãos e nos pés dele, não é? Os testes de reflexo e ele não respondia. Aí eles fizeram, os bombeiros fizeram os procedimentos que tinham de fazer e o removeram para o hospital. Ah, tem dúvidas ainda da morte dele? Tenho. Vou ter para sempre. do que aconteceu. Acha que a polícia não investigou o caso? Não investigou. Penso, não tenho a certeza.

Não investigou nada. Quer dizer, foi dado perante o doaldo da necrópsia. Aliás, não foi feita a necropia. Não foi feito. Não. Certeza? Absoluto. Foi permitido. Não foi permitido. Uma assessora na altura não permitiu fazer autópsia. Detrópsia. Quer dizer, foi dado um atestado de ópto. Foi dado como AVC. Como AVC hemorrágico. Pronto.

Este tipo de relato alimenta uma crença comum entre os espiritualistas, de que As manifestações espirituais antecipam grandes tragédias. Para quem crê, aquilo foi um aviso. Ele estava bem, né? É. Depois teve aquele AVC que foi o segundo AVC dele. Foi segundo. Foi. E depois foi aí. Tchau. É, estava lindo no caixão. Incrível.

 Nunca vi um difundo tão bonito. Neste vídeo publicado no seu canal de YouTube, Mónica Bonfilho, famosa escritora espiritualista, revela como Clodovil estaria no plano espiritual. as aspectos na casa nove, o Clodovil está muito bem e provavelmente fará contacto. Ele tem um aspecto inclusive de psicografia aqui do mapa.

 Não deixe herdeiros, isto também para ele está tudo bem pelo pelo mapa pós-me. E por exemplo, ele tem uma a tristeza dele se refere à sua casa de Ubatuba. Isto aqui fica muito claro no mapa do Clodovil. Seja como for, desde a passagem de Clodovil, a mansão parece carregar um estigma. Muitos visitantes dizem ouvir passos arrastados, portas a fechar [música] sozinhas, ecos de vozes ao longe, como se o tempo tivesse gravado o último ato da vida de Clodovil, reproduzindo-o sempre que alguém ousa quebrar o silêncio da casa. [música]

Este aspecto repetitivo levou alguns a chamar a mansão de arquivo vivo. Ali, cada parede se tornou testemunha de memórias intensas, glórias, mágoas, frustrações. A quem interprete estas manifestações como reflexo da sua personalidade perfeccionista? Como poderia aceitar ver a sua maior obra arquitectónica entregue às traças? Seria possível que o seu espírito tivesse permanecido preso à mansão, incapaz de abandonar um legado inacabado? E não é apenas o espectro de Cludovil Hernandes que parece habitar o local. Há relatos

de sombras estranhas, figuras femininas e até sons que fazem lembrar gargalhadas eando ao longe. Isto levou alguns médiuns a afirmar que a casa não guarda apenas Clodovil, mas também presenças de outros épocas. talvez até ligadas ao próprio terreno. Assim, a casa passou a ser vista sob três prismas principais: a prisão do espírito de Clodovil, a repetição dos acontecimentos ligados à sua morte e a rebeldia da natureza contra a obra erguida em solo sagrado.

 Três versões [música] que, longe de se anularem, parecem misturar-se numa única narrativa de assombro. [música] Se o sobrenatural mantém a mansão viva no imaginário, o mundo real tratou de transformá-la num palco [música] de disputas jurídicas e ruínas visíveis. Os objetos da casa de praia [música] do estilista Clodovil estão à venda, incluindo um sapo de 2 toneladas.

Tudo aqui tem a cara e a marca dele. São mobiliário e objetos do estilista Clodovil [música] Hernandes. Desde a morte de Clodovil, o imóvel passou por leilões. Em 2018, foi arrematado por 750.000, [música] valor muito abaixo do avaliado. Ainda assim, a transferência esbarrou com embargos e ações judiciais. E o que deve acontecer à mansão vazia? Esta casa foi construída numa área de preservação ambiental.

 A justiça [música] decidiu que tudo isto daqui vai ter de ser demolido e o terreno também deverá ser recuperado. Em 2021, parte da mansão foi demolida por ordem do Tribunal de Justiça de S. Paulo, devido [música] às irregularidades ambientais. Anos depois, novos [música] pedidos de demolição total reaccenderam a polémica.

 Enquanto isso, a casa foi-se deteriorando. O que resta hoje é uma mistura de grandiosidade e abandono. Porque nós somos seres confusos [música] mesmo. E assim se ergue a mansão de Ubatuba como paradoxal monumento, ao mesmo tempo, [música] símbolo de ruína e de permanência, de silêncio e de eco, de esquecimento e de memória.

 Quem a visita [música] não sai ileso. Uns carregam apenas as imagens do abandono. [música] Outros, porém, de alguma forma dizem-se tocados pela presença de um espírito [música] tão apegado àquele local que ainda caminha pelos corredores da casa. No final, talvez seja [música] isso que manter a lenda viva, a ideia de que a a morte não silencia os que fizeram da vida um espetáculo.

 Clodovil foi polémico, amado, odiado, admirado e [música] criticado. E hoje, entre ruínas continua a provocar exatamente o mesmo: espanto, temor e fascínio. A mansão, mais do que ruína, [música] é agora um teatro assombrado, um palco em que o último ato ainda está [música] longe do fim. E acredita que os espíritos sejam tão apegados a determinados lugares [música] que recusam-se a abandoná-los? Adoraríamos ouvir a sua [música] opinião.

 E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, partilhar e deixar o seu hype. E para aqueles [música] que ainda não se inscreveram, este é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá.

 

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