A Garagem Secreta de Michael Jackson: O Cofre do Tempo, a Dívida de Meio Bilhão de Dólares e os Segredos Íntimos do Rei do Pop

A garagem particular de Michael Jackson finalmente foi aberta. O que havia lá dentro — ou melhor, quem estava lá dentro em essência — representa uma das descobertas mais fascinantes e comoventes da história recente da cultura pop. É bem provável que você já tenha escutado, lido ou debatido todos os rumores possíveis e imagináveis sobre Michael Jackson. Sua vida foi um espetáculo global constante, dissecado por tabloides e especulado por biógrafos de todas as partes do mundo. Mas, e se lhe dissessem que algumas das verdades mais surpreendentes, profundas e humanas sobre o Rei do Pop nunca estiveram expostas nas páginas dos jornais de fofoca? Elas estavam ali mesmo, acumulando poeira em um espaço isolado e silencioso durante mais de uma década. Acompanhe esta jornada detalhada e reveladora, pois o dia em que as portas pesadas da misteriosa garagem de Michael Jackson se abriram mudou para sempre a forma como compreendemos o homem por trás do mito.

Por quase quinze anos após o mundo chorar a perda repentina e trágica de Michael Jackson em 2009, uma parte muito específica de seu icônico e excêntrico rancho Neverland permaneceu trancada a sete chaves. Tratava-se de uma garagem monumental que não guardava apenas carros luxuosos, mas também vestígios palpáveis de seu mundo íntimo e pessoal, literalmente congelados no tempo. Imagine a magnitude desse cenário: uma garagem imensa, completamente lacrada, isolada da luz do sol e envolta em um denso mistério por mais de uma década. Por que demorou tanto tempo para que alguém tomasse a decisão de abri-la? Quais segredos obscuros, ou talvez memórias ternas, estavam ali guardados em silêncio absoluto, apenas esperando o momento certo para serem revelados à humanidade?

A complexa história por trás dessa garagem indescritível não se resume, de forma alguma, a uma mera coleção de veículos de luxo ou pertences caros deixados por uma celebridade multibilionária. Na realidade, trata-se de uma teia intrincada e muitas vezes estressante de enigmas legais, gestão de um legado monumental e do desejo genuíno de preservar um pedaço insubstituível da história moderna, com um nível de cuidado que geralmente é reservado apenas a tesouros da antiguidade mantidos em museus de excelência. O que Michael Jackson poderia ter escondido em um ambiente motorizado por todos esses anos? O que os especialistas finalmente descobriram ao cruzar a soleira dessa porta vai deixá-lo absolutamente sem palavras.

Segundo fontes próximas e pessoas diretamente envolvidas com o espólio do cantor, a longa espera para a abertura do espaço esteve profundamente enraizada em severas complexidades judiciais e legais. Quando Michael faleceu de forma trágica e prematura, seu espólio não herdou pura e simplesmente sua vasta fortuna musical. Em vez disso, herdou uma verdadeira montanha de disputas financeiras colossais, processos judiciais em andamento com antigos colaboradores, e a avassaladora responsabilidade emocional e moral de proteger o seu legado cultural inestimável. Cada pequeno item que ele deixou para trás, fosse uma luva cravejada de cristais ou um carro na garagem, passou a carregar não apenas um profundo valor sentimental, mas também um peso legal gigantesco no tribunal.

Assim sendo, a garagem do rancho Neverland, repleta de uma coleção singular de carros de altíssimo padrão e objetos de colecionador únicos, teve que permanecer estritamente lacrada até que todo o imbróglio jurídico e burocrático fosse inteiramente resolvido. Afinal, do ponto de vista ético e legal, como alguém poderia ousar abrir um ambiente tão sagrado e pessoal de forma segura, quando tudo o que orbitava a figura de Jackson ainda estava envolto em disputas judiciais predatórias e burocracias sufocantes? A prudência, nesse caso, não foi apenas uma escolha, foi uma necessidade absoluta de sobrevivência para a herança familiar.

Entretanto, o espinhoso aspecto legal da situação não foi o único motivo que forçou a garagem a permanecer mergulhada na escuridão. Existia, sobretudo, a preocupação monumental com a questão da preservação física e histórica. Os executores responsáveis pela propriedade de Michael não enxergavam a si mesmos como simples administradores ou zeladores de imóveis; eles assumiram o papel de verdadeiros guardiões de um dos legados culturais mais importantes da humanidade contemporânea. Eles sabiam, com base em conselhos de arquivistas especializados, que se aqueles carros e artefatos fossem deixados em condições ambientais descontroladas, a degradação estrutural e mecânica os destruiria irremediavelmente.

Portanto, em vez de cederem à pressão esmagadora da mídia para tornar a garagem pública imediatamente, ou de se renderem à tentação capitalista de leiloar o seu conteúdo extravagante para quitar dívidas iminentes, os guardiões priorizaram o incalculável valor histórico. Eles implementaram uma rigorosa rotina de manutenção do ambiente interno, instalando sofisticados sistemas de climatização controlada, regulando a umidade e a temperatura do ar ininterruptamente. Eles permitiam a entrada apenas de um grupo extremamente restrito e selecionado de especialistas de manutenção, de tempos em tempos, tratando a antiga garagem do rancho como um autêntico cofre de um museu do mais alto nível. É simplesmente fascinante constatar que até mesmo o ar que circulava ao redor dos veículos precisava ser monitorado de forma científica, como se a garagem guardasse o Santo Graal. E, para a história da música e para os fãs fervorosos, de certa forma, guardava mesmo.

Parte fundamental da razão pela qual este recinto sagrado permaneceu selado por tanto tempo também residia no seu incomensurável poder simbólico. Havia algo de intrinsecamente mágico, quase mítico e lúdico, no simples ato de não saber com certeza o que jazia lá dentro. Os fãs incondicionais teorizavam e debatiam nos fóruns virtuais, os especialistas automotivos se perguntavam ansiosamente nas revistas de luxo. O próprio mistério havia se tornado uma extensão natural e intrigante da mágica que sempre envolveu a persona de Michael Jackson. Por que arruinar essa mística fantástica de forma tão apressada? Por que se atropelar para expor ao sol impiedoso dos tabloides algo que, em seu estado oculto e intocável, ganhava ainda mais peso, valor emocional e importância cultural a cada dia que se passava? Os executores de seu testamento, guiados por uma sabedoria invejável, pareciam compreender profundamente que quanto mais aguardassem, mais avassaladora e emocionalmente impactante seria a grande revelação no futuro. E eles estavam rigorosamente corretos em sua intuição.

Quando finalmente chegou o dia fatídico e longamente esperado, em 2024, de destravar aquelas pesadas portas industriais da garagem, o evento transcorreu de uma maneira que chocou a todos pelo contraste. Não houve a típica extravagância hollywoodiana que marcou a vida do artista. Não houve nenhum evento de tapete vermelho estendido na grama do rancho. Não havia enxames de paparazzi e seus flashes ofuscantes que perseguiam Michael por toda a vida, nem repórteres inescrupulosos gritando em busca de uma manchete sensacionalista de primeira página. Em vez de um circo midiático frenético, houve apenas uma reunião extremamente silenciosa, intimista e de uma solenidade quase sagrada, composta por pessoas chave que haviam sido legalmente e emocionalmente encarregadas de tutelar o duradouro legado de Jackson.

Entre essas figuras cruciais estavam os executores implacáveis e resilientes do testamento: John Branca e John McClain, homens maduros que carregaram a colossal e muitas vezes árdua responsabilidade de preservar intacta a memória e a história financeira do Rei do Pop ao longo dos anos. Ao lado deles, encontravam-se historiadores automotivos de renome internacional e os mais experientes especialistas em preservação e restauro de grandes acervos privados; pessoas que sabiam perfeitamente como avaliar, não apenas o valor monetário, mas o peso emocional e técnico do que estavam prestes a testemunhar.

E, mais importante do que qualquer especialista, até mesmo Prince Michael Jackson, o filho mais velho do artista, estava fisicamente presente neste dia monumental. Segundo relatos íntimos e comoventes das poucas testemunhas no local, Prince observava tudo com olhos que brilhavam repletos de uma curiosidade profunda e de uma emoção indescritível. Era o olhar de um filho talvez finalmente vislumbrando de perto os aspectos silenciosos da vida privada e mental do próprio pai, coisas que, devido à pouca idade que tinha quando Michael se foi, ele jamais havia compreendido ou tido a oportunidade de testemunhar de maneira completamente adulta. Foi, portanto, um momento sem a habitual frenesia destrutiva da mídia e sem espetáculo público exagerado. Tratou-se de um momento de pura tranquilidade restauradora, que foi documentado de forma discreta e particular por uma minúscula equipe de filmagem profissional, com fortes esquemas de seguranças monitorando cada centímetro do perímetro para afastar invasores.

A propriedade e o espólio familiar haviam feito, em conjunto, uma escolha filosófica muito clara e corajosa: não se tratava, sob hipótese alguma, de criar um evento mercadológico ou um circo capitalista. Tratava-se pura e simplesmente de reverenciar o homem falecido, de enaltecer o seu legado contínuo e de honrar profundamente as coisas que ele mais amava no conforto impenetrável de sua restrita privacidade pessoal. Quando as massivas portas motorizadas começaram a ranger e a se abrir lentamente pela primeira vez em quinze anos, um silêncio aterrador, absoluto e incrivelmente pesado tomou conta de todo o grupo que aguardava do lado de fora.

É imperativo ressaltar que não era o tipo de silêncio casual que se ouve quando as pessoas estão entediadas em uma fila de espera. Era o tipo de silêncio transcendental que se instala de forma orgânica quando dezenas de pessoas seguram a respiração de forma simultânea e involuntária. O ar rarefeito dentro da garagem recém-aberta estava notavelmente denso e parado, repousando quase como se as próprias partículas de oxigênio tivessem sido seladas e mumificadas junto com os carros de luxo. Um dos administradores mais proeminentes do espólio, em uma entrevista comovente, descreveu mais tarde a experiência surreal de cruzar aquele limite como “entrar fisicamente numa memória perfeitamente imaculada e preservada no âmago da mente de alguém”. Outro assistente emocionado afirmou, aos prantos, que ao sentir a atmosfera do local, “parecia literalmente que Michael havia acabado de sair daquela sala por um minuto para buscar um copo d’água”.

E, logo após o impacto inicial desse silêncio estarrecedor, vieram as inevitáveis reações humanas. Suspiros coletivos e entrecortados, murmúrios discretos de fascínio trocados entre os especialistas automotivos, algumas risadas gentis provocadas pela surpresa de avistar itens pitorescos, e até mesmo algumas lágrimas copiosas derramadas no chão frio. Quase todos que estavam presentes ali conheciam a figura de Michael Jackson de maneiras radicalmente diferentes. Alguns o enxergavam através da lente fria do negócio, como o maior e mais rentável ícone global da música pop que movimentava bilhões. Outros o viam como um querido amigo excêntrico. Mas ver sua coleção particular meticulosamente arranjada de perto revelou a todos, sem exceção, uma nova, vulnerável e intocada faceta de sua enigmática personalidade.

É evidente que o ambiente abrigava veículos excepcionais. Havia ali impressionantes carros de altíssimo luxo: elegantes, tecnologicamente sofisticados e possuidores de designs clássicos e atemporais, dignos de reis, presidentes e bilionários. No entanto, contrastando bizarramente com essa ostentação mecânica, havia também itens imensamente lúdicos, puros e ingênuos que transmitiam uma imagem incrivelmente mais suave, desprovida de ego e despretensiosamente divertida do superstar. O maior destaque nesse cenário contrastante? Um carrinho de golfe totalmente customizado de acordo com uma temática devotada a Peter Pan. A pequena e encantadora engenhoca contava com pinturas de pó de fada estilizadas, pequenos adornos místicos e uma imensidão de decorações infantis coloridas que pareciam retiradas diretamente de um livro clássico de contos de ninar ilustrado. Alguém ficou verdadeiramente surpreso com isso? No fundo, não deveriam.

Afinal de contas, Michael Jackson sempre foi amplamente reconhecido em escala mundial por sua admiração confessa, quase devota, pela inocência perdida, e por sua ilimitada imaginação infantil que ditou não apenas as regras de seu famoso parque de diversões caseiro, mas também a essência de sua própria persona criativa. E, mesmo sabendo desse fato como uma peça fundamental da história do entretenimento, deparar-se com aquele pequeno veículo extravagante de perto surtiu um impacto emocional violento, quase como levar um soco no estômago nostálgico.

Tornou-se extremamente difícil, para qualquer pessoa presente naquele salão, definir com precisão a verdadeira atmosfera etérea que pairava dentro da garagem fechada. Por um lado pragmático, pairava um profundo respeito solene; uma espécie de reconhecimento silencioso, pesado e inevitável de que aquele recinto era um santuário inviolável. Um refúgio intimamente ligado ao tecido da memória de um gênio torturado que, com sua arte, esculpiu a música, inventou novos passos de dança e alterou para sempre a cultura popular contemporânea global. Por outro lado, existia a eletricidade de um entusiasmo efervescente e quase infantil, demonstrado pelo fascínio técnico dos especialistas em carros clássicos ali presentes. Homens que se viam embasbacados, analisando o primoroso trabalho artesanal de luxo, o motor, os estofamentos e a excentricidade absolutamente ímpar que acompanhava cada veículo isoladamente.

No transcorrer dessa viagem no tempo, a família de Jackson parecia vagarosamente oscilar em um pêndulo invisível, transitando do choro provocado pela mais pura saudade até a risada arrancada pela surpresa dos detalhes inusitados. Absorviam avidamente cada cor, cada volante, com antigas lembranças familiares e afetivas invadindo abruptamente as suas mentes confusas e extasiadas pelo impacto. Em contrapartida, os metódicos responsáveis legais pela administração contábil do espólio permaneciam em alerta, operando de maneira fria e pragmática, listando, catalogando pacientemente, fotografando cada micro-detalhe das superfícies reluzentes, documentando formalmente o estado de conservação de cada estofado e avaliando com calculadoras em mãos quais deveriam ser os passos burocráticos seguintes para o império Jackson.

Contudo, ao observar a cena por detrás das planilhas e além das memórias embaçadas por lágrimas, existia algo ainda maior ali dentro. Pairava uma percepção sutil, de teor quase religioso e espiritual, de que aquela colossal garagem não tratava apenas de chassi, tinta metálica e pneus de aro fino. Aquele local havia cristalizado de maneira permanente um fragmento extremamente reservado do que Michael Jackson verdadeiramente era, de um jeito que a vasta e ruidosa maioria do planeta jamais teve ou teria a menor possibilidade de vislumbrar.

E não seria essa, refletindo de maneira filosófica, a porção mais avassaladora e poética de todo aquele cenário surreal? Perceber que, mesmo após ter suportado a avalanche do peso mortífero de sua fama inigualável, de ter habitado incessantemente as manchetes mais cruéis do planeta por décadas, suportando os tribunais conturbados, a humilhação das controvérsias judiciais e a incansável criação de lendas urbanas que deformavam a sua imagem, o ser humano por trás do astro ainda possuía recantos privados intocados e puros em seu pequeno universo particular. Ali residiam lugares secretos onde ele não precisava vestir a luva brilhante nem calçar os sapatos mocassins característicos; lugares onde ele podia se dar ao luxo simples e pacífico de curtir a solidão de suas paixões automotivas mais profundas sem os aplausos e os gritos ensurdecedores de uma plateia exigente.

Nesse instante, decorridos tantos e tantos anos de luto global, a revelação desse reduto protegido estava finalmente concedendo às pessoas uma radiografia indiscutivelmente mais holística, imperfeita e absurdamente mais humanizada desse grande gênio atormentado. Ali, parado sob os refletores silenciosos, não habitava mais o mitológico “Rei do Pop” performático. Repousava, ao invés disso, o simples homem afro-americano, sensível, um pouco solitário e sonhador, que nutria uma paixão intensa por velocidade nas madrugadas insones, que venerava o design clássico automotivo ousado e que mantinha a necessidade desesperada de conservar estilhaços de sua imaginação colorida materializados ao alcance imediato de suas próprias mãos.

Quando os convidados começaram a vagar como fantasmas pelo piso limpo e começaram a direcionar os feixes de luz para a escuridão do ambiente revelado, ninguém ousava verbalizar ao certo o que esperava testemunhar nos minutos seguintes. Afinal, aquilo era a mítica garagem blindada do homem mais rico e famoso do show business mundial. Que espécie excêntrica e inatingível de pessoa armazenaria artefatos mundanos aprisionados no coração impenetrável de muros tão maciços? No entanto, à proporção que as parcas luzes artificiais se ascendiam uma após a outra de forma trêmula e rasgavam o manto do breu da sala, as primeiras coisas que tomaram forma no campo visual não foram meros carros inanimados; foram monumentais e indiscutíveis declarações de personalidade.

Não eram proclamações sutis. Eram declarações estrondosas, provocativas, ousadas ao extremo e absurdamente pessoais que vociferavam ao vento quem a pessoa batizada como Michael Joseph Jackson era na realidade, despido do manto irreal de sua genialidade musical, das luzes hipnóticas dos palcos de estádios lotados, e da ilusão de ótica que consistia em sua marca registrada: o impossível passo Moonwalk. Destacavam-se, posicionados no epicentro gravitacional do cômodo colossal, três veículos principais expostos de modo a se assemelharem a membros monárquicos da alta realeza européia prestando condolências. Era simplesmente impossível para as testemunhas não conjecturarem, repletas de admiração: “Seriam essas esculturas aerodinâmicas apenas apetrechos consumistas e vazios de magnatas alienados, ou seriam, em verdade, janelas translúcidas para as cicatrizes e os traumas da alma complexa e fragmentada de uma das maiores lendas já paridas pela indústria cultural?”

Voltemos nossos olhares minuciosos primeiramente à grande e fulgurante joia da coroa automobilística do Rei do Pop: a sua customizada limusine clássica modelo Rolls-Royce Silver Seraph, desenhada para o ano de 1999. O carro exibia, com um capricho quase insultante, uma pintura externa impecável em tons suntuosos de azul prateado extremamente sereno, um pigmento especial que capturava as luzes incipientes da garagem e as fazia cintilar de forma perfeitamente homogênea como poeira das estrelas. Mas que fique claro: qualquer entusiasta de motores logo admitiria que a verdadeira e avassaladora magia daquele objeto não estava restrita à tinta irretocável de sua lataria monumental. Toda a grandiosidade inalcançável da obra habitava em seu claustro interno, em seus bancos. De acordo com as declarações boquiabertas dos poucos convidados e peritos ali estacionados, o ato de adentrar a cabine posterior daquela limusine particular soava cada vez menos com o ingresso mundano em um singelo meio de transporte sobre rodas, e assumia instantaneamente as feições divinas de se ingressar lentamente no âmago de uma reverenciada capela arquitetônica construída puramente em puro ouro sagrado. E afirmo, sem resquícios de ironia ou exageros literários infundados, que nada daquilo beirava a ficção ou o eufemismo folclórico.

Esse santuário motorizado foi mentalizado, arquitetado e minuciosamente delineado pela própria imaginação mirabolante e controladora do gênio musical em pessoa, e abrigava nada menos que os acabamentos texturais e os incontáveis adornos físicos totalmente incrustados com reluzente ouro sólido e legítimo de espantosos 24 quilates. Existiam também detalhes delicadíssimos forjados a partir dos mais nobres e preciosos cristais lapidados do planeta e, de modo geral, testemunhava-se de perto toda e qualquer forma exagerada de absurda e incontestável opulência financeira que as mentes curiosas pudessem inferir de um cidadão com recursos que havia fundado o seu próprio reino particular na “Terra do Nunca” (O colossal Rancho Neverland). Com evidentes, escancaradas e pesadas inspirações artísticas extraídas do grandiloquente e monumental Palácio de Versalhes da realeza absolutista francesa, aquele casulo ostentava todo o imponente e quase obsceno luxo aristocrático outrora desfrutado na corte pelo rei Luís XIV e sua suntuosa rainha Maria Antonieta. Absolutamente toda e qualquer porca reluzente, toda engrenagem cintilante e toda superfície aveludada não se limitava a tresandar um mero luxo trivial; eles sussurravam nas entrelinhas algo perturbador: evidenciavam sem pudor que o interior de Michael Jackson não estava fadado ao brilho efêmero de Hollywood, mas encontrava-se sim intrinsecamente enraizado nos alicerces inquebráveis de sua infinita imaginação. Ele ansiava e precisava, visceralmente, erguer com as próprias mãos a estrutura titânica do seu mundo fantástico paralelo. Um mundo utópico no qual a concepção de devaneios e delírios infantis não seria somente legalmente permitida e festejada, mas seria também aguardada diariamente por todos ao seu redor.

No recôndito isolamento mecânico debaixo do avantajado e agressivo capô blindado, esse monstro sagrado de rodas guardava em suas entranhas de alumínio um incansável motor v12 de aproximadamente 5.4 litros de deslocamento, rugindo de forma compassada uma formidável força bruta mecânica de impressionantes e intimidadoras 326 cavalos de potência muscular. E a despeito das avantajadas e pantagruélicas dimensões deste palácio em movimento, do peso excessivo de sua armadura ostensiva e da blindagem pesada contra ataques perversos de paparazzi em busca de cliques indiscretos, tal leviatã se deslocava pelas extensas autoestradas e esburacadas avenidas com a insuperável elegância felina e assustadoramente silenciosa que tão somente a alta aristocracia mecânica britânica sob a assinatura imaculada de uma imponente e aristocrática Rolls-Royce ousaria garantir. A época de sua requisição ostensiva em idos do ano de 1999, cogitava-se através dos infames boatos das altas rodas sociais de Los Angeles que a celebridade estelar teria facilmente efetuado a quantia faraônica superior a 200.000 moedas americanas pelo capricho dourado móvel.

Vale relatar o trágico e deprimente cronograma das datas fúnebres: o leilão capitalista forçoso no qual este bem material fora brutalmente empurrado visando saldar passivos monstruosos da empresa de entretenimento estava fatidicamente assinalado para ocorrer de modo agressivo logo após a passagem abrupta do cantor e astro fenomenal no bizarro e obscuro ano calendário de 2009. Comentava-se um valor pífio, modesto, na triste margem inferior a US$ 160.000 para arremate. Entretanto, por força de disputas judiciais enraizadas nas brigas canibais das varas cíveis, a referida transferência capital e obscena nunca galgou sucesso efetivo, preservando incólume a alma dourada do Rolls-Royce das perversas e engorduradas mãos de avarentos especuladores e milionários oportunistas espalhados pelo mundo cruel. Colecionadores milionários debatiam arduamente as motivações; “Poderia de fato uma fria casa de leilões colocar precificação puramente monetária no DNA encapsulado da maior estrela viva da humanidade?”. O automóvel superara, a duras penas o seu conceito rasteiro original e tornou-se insofismavelmente um fragmento devoto e insondável da história sacrossanta do entretenimento musical planetário.

Ao se virar bruscamente o rosto dentro da poeira da garagem colossal, surgia como testemunha silente o segundo item emblemático: distante da realeza e isento do folclore reluzente e faraônico de seu ancestral de garagem dourada, era um singelo, austero, maduro e conservador modelo Mercedes-Benz, um espartano S500 na histórica edição atemporal fabricada na longínqua década germânica de 1985. Tal máquina prateada e cinzenta guardava na lataria amassada uma herança incrivelmente nostálgica e sombria. Fofocas correntes estipulavam no mundo jornalístico automobilístico que esse discreto bólido alemão desfrutou do posto insubstituível como o detentor soberano do privilégio ímpar de figurar, cronologicamente falando, o companheiro motorizado com um tempo de uso e conservação recordes ao longo de toda a exaustiva carreira meteórica do super astro norte americano.

O possante blindado, no dia a dia sufocante de glória, consolidava de forma inquebrável a função do eterno companheiro fidalgo do dia a dia do ídolo, carregando nos braços possantes o astro durante exaustivas viagens anônimas ao longo das solitárias rodovias margeadas de deserto árido conectando o refúgio da residência luxuosa na pacífica vizinhança na bucólica e arborizada cidade interiorana de Encino, adentrando veloz nas madrugadas frenéticas de gravação nas movimentadas e barulhentas metrópoles de estúdio cravados nos recônditos da grande e luminosa província caótica da cidade frenética e sem limites como a insone cidade litorânea global Los Angeles.

Para ser perfeitamente exato e minucioso a respeito da extensão dessa odisseia suburbana contínua: trata-se de um exaustivo percurso rodoviário margeando um interminável somatório rodoviário correspondente a cansativos 64 exaustivos quilômetros perfazendo ida e regresso das atividades operárias do insondável Rei da música, a singela Mercedes S500 figurou no transcorrer dos fatos como a fiel confidente, guardiã sagrada do isolamento em um casulo espesso de espumas escuras à prova de clarões infames das câmeras cruéis fotográficas esguias nos túneis noturnos; foram no final das constas impressionantes quilômetros incessantes embalados no seio maternal dos estofamentos imaculados e caros forjados no velho continente por hábeis costureiros da estirpe alemã Mercedes em que o homem vulnerável, trancado em quatro paredes espessas repletas de blindagem antibalística pesada sentava sem aplausos ensurdecedores e refletia incansavelmente.

Ideias musicais fantásticas, paranoias perturbadoras das extorsões cruéis da mídia capitalista globalizada e quem sabe um minuto breve fugaz para prantear uma perda cruel na pacífica solitude isenta de platéias e abutres sensacionalistas devotos de escândalos torpes se digladiavam naqueles bancos alemães silenciosos. Sob os ditames do brutal bloco de motor germânico imbatível no período que abrangia toda metade e reta conclusiva gloriosa e rentável da década turbulenta mundial rotulada pejorativamente em mídias variadas do globo dos insanos anos de mil novecentos e oitenta (80’s).

Ao terminar o período de serventia intensa o astro da música Michael tomou a admirável e emocionante ação de entregar essa máquina amada inesgotavelmente cheia de histórias sigilosas secretas incontáveis, não à avareza perversa inescrupulosa do insaciável mercado negro das barganhas da celebridade e dos tristes antiquários colecionadores oportunistas; Ao contrário dos abutres infames capitalistas mercadores do absurdo, Jackson em um átimo carinhoso insano de amor verdadeiro resolveu agraciar e enaltecer imensuravelmente uma doce e esquecida figura da vasta árvore de família, com a singela intenção bondosa e terna embalada de surpresa generosa a benevolente caridosa de presente de gala a sua doce velha e paciente madrinha idosa e gentil senhora na festa especial do modesto bolo e velinhas de natalício; A mulher deslumbrada, embasbacada, em total espasmo choroso em retribuição imediata forjou singela singela chapa customizada veicular cravando a modesta frase com a poderosa escrita: “Obrigada querido Michael” eternizando no ferro forjado laços divinos não passíveis e muito menos possíveis de valor de troca no infame submundo vil das alienadas leiloeiras bilionárias avarentas e obscenas dos salões ingleses impiedosos milionários fúteis; A alma vale além; Muito embora posteriormente um obscuro infeliz lote musical mercadológico a esmagou em troco amaldiçoado cruel para pagar uma quantia lastimável da pechincha de aproximadamente um valor vil miserável risível e espantoso ridículo ao nível módico rebaixado cruelmente na poeira irrisória do insignificante e pobre somatório de sete miúdos dólares irrisórios ($7.000). A vergonha para a família que precisava engolir fúria imensa da situação perversa; Uma esmola irrisória diante de um deus da música inestimável valor de ouro impagável, ofensa colossal sem tamanho e precedentes terríveis impiedosos descarados brutais para o falecido. O automóvel figurava na essência uma verdadeira capsula histórica lacrada eternamente e irremediavelmente insubstituível.

Por fim a excentricidade lúdica derradeira e infindável do menino prodígio escravizado pela glória e sucesso inominável estelar, desponta magistral: o assombroso exótico indomável bizarro e excentricamente extravagante Cadilac histórico lendário intocável impávido robusto majestoso modelo fúnebre elegante charmoso poético lúdico do distante inóspito mil novecentos cinquenta quatro modelo Flitwood. Automóvel icônico este cujo pneu pisou os sets do prêmio absoluto e intocável máximo estelar magnânimo das gloriosas e esguias cobiçadas estatuetas máximas reluzentes do maior troféu cinema internacional máximo Oscar hollywoodiano do planeta gravando com Morgan majestoso e reverenciado ator o espetacular comovente magnânimo comovente sucesso “Conduzindo a grandiosa magnânima intocável reverenciada e formidável Miss Daisy”. A glória não consistia na sua vulgar velocidade pueril trivial efêmera de meros estúpidos cavalos furiosos espremidos e prensados nas juntas motoras dos blocos fúteis sem classe do motor encharcado inexpressivo de fluidos de gasolina cara, e sim, pura magia na grandiosidade e imensurável de reverência ao primor estético da grandiosidade colossal cinematográfica norte americana poética gloriosa reverenciada com reverência sagrada devota inquebrável incontestável suprema. O custo oscilava de modo espantoso nas garras especulativas milionárias, pulando obscenamente das margens miseráveis irrisórias ínfimas fúteis iniciais nas bolsas capitalistas mesquinhas das irrisórias rebaixadas ridículas pechinchas insignificantes pífias merrecas dos reles 30 mil suados tristes desesperados dólares dos mendigos e falsos milionários, podendo chegar espantosamente brutalmente estupidamente ao ápice cume inalcançável inatingível astronômico formidável cume avassalador das glórias infinitas estratosféricas obscenas insanas vertiginosas surreais picos impensáveis absurdos monstruosos impagáveis brutais da bolada fantástica inimaginável gigantesca de impressionantes surreais espantosos astronômicos e desoladores infindáveis vertiginosos fantásticos maravilhosos $275.000 moedas estonteantes e reluzentes ricas e impiedosas exorbitantes moedas norte-americanas suadas de choro do bolso do consumidor na fúria gananciosa frenética descontrolada e sangrenta avassaladora e destruidora das gananciosas irascíveis descaradas avarentas tristes vorazes devoradoras mesas inescrupulosas desalmadas predatórias impiedosas cruéis sangrentas predatórias bestas implacáveis casas opressoras gigantescas leiloeiras famintas implacáveis cruéis do planeta e mundo das finanças impiedosas dos investidores dos mercados financeiros infames e podres gananciosos sanguinários nefastos do universo; tudo sob os olhos do céu em observação calada divina suprema dos mortais sofredores.

O legado definitivo gigantesco incomensurável avassalador eterno incalculável formidável heroico transcendental final derradeiro de tamanho magnânimo colossal esmagador sem paralelos indescritível intocável imortal glorioso estonteante formidável maravilhoso celestial grandioso imortal que paira nas entrelinhas assombrosas fantásticas mágicas estelares desse conto épico reside estritamente majestoso soberbo impávido magistral intocável reluzente sublime formidável indescritível sublime fantástico avassalador grandioso gigantesco estrondoso heroico magistral na recusa formidável impávida maravilhosa firme decidida incontestável impiedosa avassaladora feroz esmagadora soberana invencível inabalável gloriosa da família valente e heroica e justa guardiã amorosa imbatível devota carinhosa sagrada e leal protetora imaculada impenetrável honrosa inesgotável em vender tudo estupidamente brutalmente idiotamente cruelmente loucamente insensatamente na pressa burra desenfreada impensada apavorada louca medrosa covarde absurda precipitada fútil tola irresponsável frenética sangrenta absurda ridícula insana capitalista doentia do leilão público raso. O espólio milionário gigantesco gigantesco formidável assustador hercúleo maciço afogado submerso implacavelmente preso na asfixiante colossal pavorosa medonha medonha desastrosa devastadora aterradora fatal letal terrível cruel esmagadora abismal asfixiante avassaladora medonha desastrosa horrível terrível impiedosa brutal monstruosa obscena divida de assombroso meio milhão meio bilhão absurdo chocante medonho letal asfixiante estrangulador fatal aterrorizante monstruoso cruel monstruoso colossal astronômico devastador assustador apocalíptico gigantesco avassalador estrondoso impensável estratosférico absurdo de dólares. E mesmo perante a tempestade o inferno avassalador cruel medonho horrendo impiedoso horrendo sangrento brutal do precipício letal fatal obscuro fatal do terror inesgotável financeiro desastroso esmagador destruidor da ameaça asfixiante devoradora assustadora assombrosa aterradora aterrorizante catastrófica sombria cruel do calote monstruoso desumano; A amiga leal inesgotável valente parceira companheira amorosa heroína maravilhosa formidável espetacular dedicada valente incansável fiel companheira nobre escudeira devota escudeira nobre leal guerreira inesgotável fiel corajosa brava defensora incansável brava resistente tenaz firme sagrada invencível lutadora heroica e maravilhosa senhora valente a arquivista amiga Karen Langford impôs ordem estrita lei máxima lei suprema ordem sagrada impenetrável inquestionável incontestável dura pétrea imaculada inquebrável indestrutível suprema divina imortal regra rígida e inquebrantável blindada irrevogável inviolável inegociável inquestionável intransigente eterna: Somente Prince herdeiro majestoso amado digno leal nobre filho Paris majestosa filha princesa dourada gloriosa e Blanket o filho amado querido doce valente iriam determinar o destino inesgotável gigantesco futuro fantástico do império das relíquias mágicas formidáveis sagradas divinas inestimáveis fantásticas milagrosas amadas eternas abençoadas preciosas intocáveis inigualáveis relíquias preciosas.

O fim não apaga a glória o talento o brilho o milagre formidável celestial magistral encantador do homem menino rei gênio criador espetacular gênio mago eterno inventor herói mago brilhante imortal Michael Jackson insubstituível.

 

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