O TRISTE FIM DE 10 ATORES ESQUECIDOS DE A PRAÇA É NOSSA!

Apresentando-se só bonitinho. O galã família primeiro a mãe, depois a filha. Que é isto? Você galã famoso? Vou esquecer-te  meu amor. Faziam milhões de brasileiros rirem. Mas quando as luzes se apagaram, muitos enfrentaram algo que ninguém viu. A solidão, as doenças, as dívidas e o esquecimento.

Durante décadas, a Praça Enossa foi sinónimo de alegria nas noites de domingo. O banco mais famoso do Brasil revelou talentos, criou personagens eternas e transformou humoristas em ídolos nacionais. Mas a pergunta que quase ninguém faz é: o que aconteceu depois de os aplausos acabaram? Alguns perderam contratos, outros perderam dinheiro, alguns perderam a saúde e houve quem perdesse até a própria vida longe das câmaras.

Hoje, 38 anos depois da estreia da nova fase do programa, vai descobrir o triste antes e agora de 10 atores que marcaram gerações. Prepare-se, porque algumas histórias são mais dolorosas do que imagina. E já diz-me aqui nos comentários qual personagem da praça mais marcou a sua infância. Batoré. Ah.

Ah, tanto é verdade que o homem depois dos 80 tem um apelido de árvore de Natal, porque tem as bolinhas só de enfeite. O público conhecia-o como batoré, mas por trás do personagem irreverente existia Ivanildo Gomes Nogueira, um homem que carregava muito mais peso do que deixava transparecer em palco. Ele entrou para A Praça É nossa em 1990, quando tinha cerca de 30 anos.

O seu jeito simples, a fala acelerada e o humor popular conquistaram o Brasil rapidamente. Grande Batoré. Ó feio, não me chames grande, não. Me chama-lhe pequeno, feio. Ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega tornou-se figura fixa no banco mais famoso da TV. Durante 13 anos, foi um dos nomes mais recordados do programa.

Mas em 2003 tudo mudou. A demissão caiu como uma bomba. Em 2000, a direção artística, não é, chamou-me, certo? Acho que faltava um mês para vencer o meu contrato e disse-me que não ia ser renovado o meu contrato. Creio recém separado, não é? Batoré acreditava que tinha apoio, pensava que o seu contrato seria renovado. Em entrevistas, contou que saiu chorando, desesperado, sentindo que tinha sido deixado para trás.

Aí fui na sala do Casabet, depois já fui a chorar, né? Porque vê ali desmoronar tudo. Tinha família, tinha responsabilidades, havia pessoas que dependiam dele e de repente não tinha mais o programa. O rompimento foi tão doloroso que passou 13 anos sem falar com Carlos Alberto, mágoa profunda, silêncio absoluto. Teria resolvido.

Aí aquilo manteve uma distância. Uma amizade que parecia inquebrável tornou-se distância e ressentimento. A reconciliação só aconteceu muitos anos depois. Amo-te, cara. Eu amo-te. Certeza. Independente de qualquer coisa, eu amo-te. Mas o tempo afastado da televisão trouxe consequências.  Sem presença constante nos media, as oportunidades diminuíram. A renda caiu.

Eu fiquei gozado. Eu fiquei um mês Gugu, deitado na sala da minha casa. As As dificuldades financeiras começaram a apertar e como se não bastasse, o seu saúde também começou a falhar. Diabetes, hipertensão, depressão, doenças silenciosas que o corroíam por dentro. Durante a pandemia, em 2020, a sua situação agravou-se ainda mais.

Isolado, com menos trabalhos e enfrentando problemas médicos, Batoré travava uma batalha que quase ninguém sabia. Ele também lutava contra o cancro. E o mais impactante, poucos familiares tinham conhecimento da gravidade da doença. Após uma infecção generalizada, sofreu uma paragem cardiorrespiratória e não resistiu.

No dia 10 de janeiro de 2022, aos 61 anos, Batoré faleceu. Foi sepultado em Cabreúva, no interior de São Paulo, o corpo do ator e humorista Ivan Gomes, o batoré. O velório foi aberto ao público e atraiu muitos admiradores do artista que tinha 61 anos. Vivia sozinho e a sua morte chocou o público precisamente porque revelou o quanto ele estava distante dos holofotes.

Quando chega, deixa todo o mundo feliz, Batoré. Claro, eles fica feliz porque sabe que eu sou o mais feio da turma, rapaz. O homem que fez rir milhões nos domingos à noite partiu de forma discreta, quase silenciosa. E talvez seja essa a parte mais dura da história. O riso é alto em palco, mas a a dor é muitas vezes solitária.

Gorete Milagres. Ó filô, queres matar-me de susto? Tudo bem? Está a passear aqui no domingo. Eu era uma ladrona.  Quando Goret Milagres surgiu como Filó, todo o Brasil repetia o bordão: “Ô, coitado, a personagem apareceu pela primeira vez em 1996 em A Praça é Nossa, quando Goret tinha cerca de 33 anos.

E foi um fenómeno imediato. Filó não era apenas engraçada, era carismática, exagerada, única. O sucesso foi tão grande que Goret ganhou programas próprios na SBT. Tornou-se uma das figuras mais queridas do humor dos anos 90. Silvio Santos tinha admiração pública por ela. O público adorava-a, mas a fama às vezes cobra um preço.

Com o crescimento meteórico, vieram também conflitos. Goret deixou a SBT em determinado momento e foi para a Globo. A mudança gerou tensão. Carlos Alberto de Nóbrega não terá gostado da decisão. O ambiente nos bastidores ficou pesado. E aconteceu uma coisa. Nunca disse isso. Nunca. Nunca. Nunca. Nunca. E diz-me só se tu quiseres. Car.

Não falo. Falo. Porque não vou falar mentira. Está bom. Ela ia para a Globo, para os trapalhões, ela fazia a praça. Uhum. Eu leveia, isto digo, pela vida dos meus filhos. Depois, quando decidiu regressar à SBT, a situação com a Globo também se complicou. Pontes foram queimadas dos dois lados e no mundo da televisão, portas fechadas fazem muito barulho.

Com o passar dos anos, a presença constante na TV aberta foi diminuindo. Aquele rosto que estava todas as semanas na casa dos brasileiros começou a aparecer cada vez menos. Em 2019, Goret fez uma publicação nas redes sociais pedindo oportunidades de trabalho. A publicação causou espanto. Muitos interpretaram como um pedido de socorro profissional.

Depois, ela afirmou que não estava a passar necessidades, mas que queria voltar à ativa. Interpretação de texto. Leiam o meu post. Que é que eu escrevi? Eu só quero fazer uma novela. Estou numa fase. Mantenho a a minha carreira sim, trabalho sim. Tá tudo OK. Está tudo OK. Tô bem financeiramente. Acabei de comprar uma casa lá em Jericaquá.

O que era evidente era outra coisa. Ela queria ser recordada. Carlos Alberto chegou a declarar publicamente que Goret terá sido uma das colegas mais difíceis de trabalhar, dizendo que ela se teria deslumbrado com a fama. As declarações reacenderam antigas feridas. Hoje, aos 62 anos, Goret continua a trabalhar principalmente no teatro.

Continua interpretando Filó em espetáculos pelo Brasil, mantendo viva a personagem que a consagrou. Mas o espaço na televisão nunca mais foi o mesmo. E talvez essa ser a parte mais dolorosa. Não é sobre perder dinheiro, não se trata de perder saúde, trata-se de provar que ainda tem talento para um mercado que já virou a página.

Arnaldo Rodrigues. Não sou americano com o meu pouco dinheiro. Eu sou brasiliano e, se não me engano, sou americaniro. Ainda antes de chegar à praça, Arnaldo Rodrigues era já um nome consolidado no humor. Ganhou projeção nacional ao lado de Chico Anísio. Participou em novelas no ABC  de Santeiro.

Que diz o A? Que diz o A? O A despede-se da matriz. O que diz o B?  Que diz o B? O B diz batalha de morte. Que diz o C? Que diz o C? Coitado do povo infeliz. Escreveu guiões, cantou, compôs. O seu vale  com 50 cabras e  Maria foram participar. Era um artista completo.

Quando entrou para a Praça Enossa em 1991, tinha quase 50 anos. Aí deu vida a várias personagens, entre elas o coronel Totonho. O João Sivirino tava a trabalhar naquela obra, depois foi para outra obra, depois foi para outra obra. Sim. Depois abri botiquinho. Então está rico, está preso. Abriu o btiquinho de madrugada para roubar, apanharam-no.

Presença constante no banco mais famoso do Brasil manteve-se no programa até 2004. Depois da saída, a sua presença no televisão foi diminuindo. Fez alguns espetáculos a solo, manteve projetos paralelos, mas passou a viver de forma mais discreta. E surgiu então uma nova paixão, o futebol. Arnaldo envolveu-se na gestão do Palmas Futebol e Regatas no Tocantins, tornando-se dirigente do clube.

Era um novo capítulo, longe dos estúdios, mas ainda movido pelo entusiasmo. Mesmo assim, nunca abandonou o sonho de voltar à televisão. Em 2010, preparava-se para regressar às telinhas. Uma das últimas aparições de Arnô foi nesta entrevista na rede SAT de televisão, para o qual preparava um novo programa.

Na minha vida fiz cinco telenovelas na Globo, quatro folhetins, três casos especiais. Escrevi na Globo 26 programas, planeava novos projetos, conversava sobre possibilidades, havia expectativa, mas o destino interveio. No dia 16 de Fevereiro de 2010, Arnaldo passeava de barco com familiares e amigos no lago da central hidroelétrica de Lagado, no Tocantins.

As chuvas eram intensas naquele período. O nível da água estava instável. No momento do acidente, eh, estava a passar uma nuvem de chuva, não é? E com esta nuvem a tendência é para alterar a temperatura da água, não é? Aí as ondas elevam-se. Eles devem ter tentado voltar porque ainda tava próximo a a à margem deles lá na direita, da esquerda, não é? Uhum.

E aí o barco veio a virar. A embarcação afundou-se a cerca de 20 km de Palmas. A sua esposa e dois netos foram resgatados com vida, mas Arnaldo desapareceu nas águas. Mesmo sabendo nadar e usar colete salvavidas, não conseguiu sobreviver. O seu corpo foi encontrado horas depois. Ele tinha 67 anos. Arnô morreu ontem por volta das 5 da tarde, quando a embarcação em que ele estava no regresso de uma festa em Palmas naufragou.

O piloto ainda está desaparecido. Os outros nove passageiros do barco foram resgatados com vida. Um artista que estava prestes a tentar um recomeço teve a vida interrompida de forma inesperada, sem despedida planeada, sem último aplauso, sem hipótese de voltar ao palco que tanto amava. O coronel Totonho ficou nas recordações, mas o homem por detrás do personagem partiu no meio de um acidente que chocou o país.

Por vezes, o triste fim não vem com aviso, simplesmente acontece. Moacir Franco. Poucos artistas brasileiros atravessaram tantas gerações quanto Moacir Franco. Moacir Franco foi apresentador de programa de TV. ator, humorista, cantor, autor e palmeirense. Não foi apenas um humorista, foi um construtor da televisão brasileira.

Nos anos 60, 70 e 80, o seu nome estava em programas de auditório, telenovelas, discos e especiais. Aqui é boleia. Acho  era a presença constante e respeitada. Quando entrou para a praça é nossa, já era uma referência.  Meu povo, iniciando esta fase do horário eleitoral, uma dificuldade. esteve mais de 15 anos no banco mais famoso do Brasil e criou personagens que marcaram uma época, como o irreverente Jeca Gay, papel que interpretou aos 69 anos, provando que o humor não tem idade. Mas

a trajetória de Moacir não foi feita apenas de aplausos. Com o passar do tempo, começou a sentir algo que muitos artistas temem, o silêncio. Em 2010, declarou em entrevista que se sentia-se esquecido pela própria história da televisão. Disse que não compreendia como alguém com quase 70 anos de carreira podia simplesmente deixar de ser lembrado.

E essa dor parecia maior do que qualquer dificuldade financeira. Mesmo assim, os problemas materiais também vieram. Tentou ingressar na política, investiu no mercado imobiliário e as decisões não resultaram. Acumulou dívidas, perdeu dinheiro e teve de vender duas casas para liquidar impostos e compromissos atrasados. Um artista consagrado tendo que reorganizar a sua vida aos 80 anos.

Em 2021, voltou a falar sobre a sensação de falta de reconhecimento. Comentou que ninguém valorizava o seu passado glorioso. Revelou mágoa pela forma como saiu da SBT e pelo que considerou falta de apoio nos bastidores. Hoje, aos 89 anos, segue ativo nas redes sociais, faz participações especiais e em 2025 protagonizou a curta-metragem, o meu Super-Homem, que aborda o impacto do Alzheimer, um tema sensível que dialoga com a memória, precisamente aquilo que ele sente que o público perdeu na vida pessoal, foi viúvo por duas vezes, divorciou-se da

terceira esposa e mantém um relacionamento discreto. Ainda sonha com um trabalho fixo na televisão depois de quase sete décadas de carreira. E talvez o que mais impressione não seja a idade, mas o desejo de continuar a ser visto. Buu, apasta para me sentar. Ó rapaz, tens que me respeitar, pá. Afinal de contas, eu sou o Pelé pá.

Eu sou buu. E daí? Entrou para a televisão quando ainda era criança, mas antes disso já tinha enfrentado coisas que nenhum adulto deveria enfrentar. Edvan Rodrigues da Silva, conhecido por BU, foi a primeira criança a integrar o elenco de A Praça é Ena, em 1987. tinha apenas 6 anos de idade quando apareceu no banco mais famoso da TV.

O que o público via era um rapaz engraçado, espontâneo, cheio de carisma. O que poucos sabiam era a história por trás daquele sorriso. A sua mãe,  ainda grávida, foi abandonada pelo companheiro. Enfrentou dificuldades financeiras severas e problemas com alcoolismo. Após o nascimento, Buil passou por abrigo e chegou a viver nas ruas de São Paulo durante um período, uma infância marcada pela instabilidade e insegurança.

Mais tarde foi adotado por outra família e teve uma hipótese de recomeçar. Foi descoberto pelo ator Arnaldo Rodriguez, que o levou a fazer um teste na SBT. Eu ficava em frente ao comércio dele cantando, brincando. Ele deu-me uma violinha, canto inglês, traduzindo, não é? Traduzindo.

E a malta adorava, pá, que ele fazia lá um almoço muito pequenino, né? Muito pequeno, com 6 e me já. E quem morava em frente a a esse comércio era o Wilson Vas, miúdo pequeno, posicou dando gargalhadas. Ele falou: “Meu pai, ó, leva-o segunda-feira lá fazer teste na TVS que o miúdo tem jeito, vai que passa”.

Aí o meu pai desconfiadão-me, segunda-feira o Wilson Vasco passou por lá e apanhou-nos. Cheguei lá à TVS, mesma situação, eu na salinha de espera, a malta da figuração a brincar comigo e tal, quem passa? Arnô Rodrigues. Arnô Rodríguez. Depois o Arnô viu, começou a bater um bate-papo comigo ali, pá, a a partir de hoje és o buu da praça, vem comigo.

E levou-me ao Camiso na hora. Ali o menino que já tinha conhecido o abandono encontrou um palco e brilhou. Na praça, partilhou cenas com grandes nomes e ao lado de Jorge Lafon, intérprete da inesquecível Vera verão, formou o duo azeitona. É o Azeitona, filhinha. O azeitone é meu. Ninguém tá que eu vim primeiro. Vem pr cá. É meu. É meu.

Menino. Calma lá. Eu não sou de borracha, não. Pera lá. Aqui há azeitona para todo o mundo. Falou. Azeitona. Eu preciso de proteção. Então, querida, vai procurar a sociedade protetora dos animais. Os dois criaram uma amizade profunda quando Jorge Lafon faleceu a 11 de Janeiro de 2003, aos 50 anos, Buil sentiu como se perdesse um mentor e um amigo.

Na mesma altura, também foi desligado do programa Mais uma ruptura, mais um recomeço forçado. Com menos espaço na televisão, a vida financeira ficou instável. Vieram dificuldades, trabalhos esporádicos e a necessidade de procurar alternativas para sobreviver. Em 2019, os fãs levaram um susto quando o seu nome foi dado como desaparecido.

A notícia espalhou-se rapidamente e gerou preocupação nas redes sociais. Depois tudo foi esclarecido e Buil apareceu tranquilizando o público. Mas o episódio revelou algo importante. Mesmo fora dos holofotes, ainda havia quem se importasse. Hoje, aos 44 anos, vivendo em Diadema, Buil faz participações esporádicas na praça e continua a trabalhar em circos pelo Brasil para manter o seu sustento.

do abrigo à televisão, da televisão ao circo. Uma trajetória que mostra como a fama pode ser apenas um capítulo, não a história inteira. E talvez o mais impressionante seja isso. Ele já enfrentou o abandono quando criança, mas continua a lutar para não ser abandonado pela memória do público. Jorge Louredo. Quem diz isso? Quem? Ó, ó, ó.

Bonitinho. Dá um beijinho. Negativo. Negativo. Antes Jorge Rodrigues  Loredo nasceu no Rio de Janeiro no dia 7 de maio de 1925. foi um advogado, ator e humorista brasileiro, mais conhecido pelo seu personagem, o Zé Bonitinho. Paralelamente,  exerceu a profissão de advogado, especialista em direito previdencial e do trabalho.

Era irmão do também ator João Louredo, filho de Luía Rodrigues Louredo e do comerciante Etelvino Igácio Louredo. Jorge foi criado no subúrbio do Campo Grande, no Rio de Janeiro. Pericote das Mulheres. Aquele que não é batom, mas está sempre na boquinha da mulherada. Bastava esta frase para o Brasil inteiro saber quem estava chegando.

Jorge Loredo criou Zé Bonitinho ainda em 1959, na antiga Praça da Alegria. Ah! Ah, como está o meu jovem amigo? Eu vou ver. Obrigado. E o amigo, como é que vai? Ah, cansado, cansadíssimo, sabes? Afinal de contas, viajar também cansa. Tinha 34 anos quando deu vida ao conquistador mais exagerado da televisão. Este conselho,  precisa mesmo é de um espelho.

Não venha de lá. O personagem atravessou décadas,  esteve presente até 1978, regressou em participações especiais e regressou em força em A Praça é Ena, em 2001, já lado do Carlos Alberto de Nóbrega. Vocês estão desprezando o homem mais belo do mundo, Zé Montinho. Atenção, CL Brasil, vou mostrar-lhe, sabe o quê? O tamanho do meu troféu de imprensa.

O detalhe impressiona. Jorge Loredo já tinha mais de 87 anos quando retomou o personagem com a mesma energia caricata. Ai, gatinho, anda cá, diz uma coisa bem suja no meu ouvido. Fala, orelha de mendigo. Mesmo em idade avançada, mantinha a agenda de concertos, participações especiais e presença ativa nas redes sociais.

Era simpático, atencioso com os fãs e orgulhoso do legado que construiu, mas o tempo cobra o seu preço. Anos de tabagismo resultaram numa doença pulmonar crónica grave e enfizema. A respiração ficou comprometida. A disposição já não era a mesma. gradualmente foi se afastando-se da televisão. As participações diminuíram, as aparições tornaram-se raras e o público começou a vê-lo cada vez menos.

Em fevereiro de 2015, Jorge Loredo foi internado no Rio de Janeiro após o agravamento do quadro respiratório. Pouco depois, teve de ser transferido para uma unidade cárdioensiva. O corpo já não reagia como antes. No dia 26 de março de 2015, aos 89 anos, faleceu por falência múltipla de órgãos. Morreu o ator e humorista Jorge Louredo hoje no Rio de Janeiro.

Ele estava internado desde o mês passado e teve falência múltipla de órgãos. O homem que interpretava o conquistador incansável. Mas é uma coisa para si que não sabe. Mulher para garraça é giro não é uma missão, é uma obrigação. Cuidado. Partiu discretamente. Zé Bonitinho continua a ser lembrado nas repetições, nos bordões, nos vídeos antigos que se tornam virais na internet.

Mais uma vez, Zé, o perigote das mulheres está no pedaço. Mas Jorge Loredo enfrentou os seus últimos dias longe do palco que o eternizou. E talvez o contraste mais forte seja este. O personagem era a vaidade, o exagero, charme e confiança. Au querem um beijo de desentupipia. Desentupipia? Não, negativo, negativo, negativo, menina. Hoje já beijei 999 raparigas.

Tenho o bocal mais cansado do que vendedor ambulante fugindo da polícia. Mas o homem por trás dele precisou enfrentar a fragilidade do próprio corpo. Mateus Ceará. Vem aí, Mateus Ceará.  Eita. Fala, Pigo. Tudo bem? Bem, graças a Deus. Ó Mus, foste açoogueiro? Foi no Ceará ou quando já veio para Campinas? É no interior de São Paulo.

Chame o Tubi. Ele representava a nova geração do humor dentro da praça. Mateus Ceará entrou para A Praça é Nossa, em 2012, com apenas 28 anos. Dizer-te uma coisa, Ju. Tu és a cara da minha segunda mulher, a Ju. Ai, é? E quantas vezes se casou? Uma. Jovem, rápido no improviso e com linguagem moderna, ajudou  a popularizar o standup comedy na TV aberta.

Durante mais de uma década, foi presença constante no banco junto a Carlos Alberto de Nóbrega. Parecia consolidado, parecia seguro, parecia estável, mas em 2024 decidiu encerrar o seu ciclo no programa. Após polémicas e divergências nos bastidores, a saída marcou o fim de uma era pessoal. E sair de um programa tradicional como a Praça não é simples.

É abdicar de exposição nacional semanal. É abdicar da estabilidade. É apostar em si próprio. Mateus decidiu investir no seu próprio espetáculo de comédia, focando-se em apresentações pelo Brasil e reforçando a sua presença na internet. passou a usar intensamente as redes sociais para divulgar espetáculos e manter contacto direto com o público.

Mas houve outra transformação que chamou a atenção. Em 2016, passou por cirurgia bariátrica e perdeu cerca de 50 kg. Mas eu fiz a bipass, que é a mais agressiva até também, porque corta o intestino, não é, as as pregas de intestino e diminui o estômago e junta os dois ali. E quando se tira essas primeiras pregas do intestino, tira-se a absorção também, não é, de vitamina, absorção de tudo.

Então, eu entendi que isso aconteceu, mas não percebi o que isso podia fazer comigo, não é? A mudança física foi tão grande que muitos fãs sequer o reconhecem hoje. O rosto mudou, o corpo mudou, a fase mudou. Hoje, aos 41 anos, continua sem contrato fixo na televisão. Vive da agenda de espectáculos, da internet e da reinvenção constante.

E isso, este momento que eu estou a passar agora, continuo humorista, sou humorista, tenho os meus espetáculos, faço os meus concertos, vou continuar a fazer os meus conteúdos, vou continuar a fazer as minhas coisas, mas eu também estou a partir para outros conteúdos que é como estes que eu estou a falar agora, estas coisas que me incomodaram um certo tempo.

Sua história é diferente das anteriores. Ele não enfrentou o abandono extremo, não morreu no esquecimento, não viveu recluso por doença grave, mas enfrenta algo igualmente desafiante. Provar que consegue manter-se relevante fora do programa que o tornou conhecido. E talvez a questão que fique seja esta: sai do palco principal, está iniciar um novo capítulo ou terminar o mais importante.

E depois, imaginava que o fim destes atores seria assim? Eles fizeram o Brasil rir durante décadas,  mas longe das câmaras, a história foi bastante diferente para muitos deles. Agora quero saber qual a personagem da praça mais marcou a sua vida? Qual destas histórias mais te chocou? Comenta aqui embaixo.

Se gosta deste tipo de conteúdo, já deixa o like, subscreve no canal e ativa o sininho para não perder os próximos vídeos. A gente vê-se no próximo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *