Quando decidiu seguir a carreira solo, muita gente voltou a duvidar. Mas veio com tudo, fundou a sua própria editora, lançou álbuns que estouraram nas rádios, nos streamings e nos corações. Hoje, Thiaguinho é muito mais que cantor, é empresário, produtor, referência. Segundo a Forpes, ele movimenta cifras que passam dos R 2 biliões de reais. Sim, biliões.
E quer saber do melhor? Ele nunca se esqueceu de onde veio. Em entrevistas faz questão de recordar: “Sou um menino preto, de origem humilde que acreditou no seu próprio sonho. De humilhado no fama, o bilionário do pagode, Tiaguinho é a prova viva de que quando o talento encontra a coragem, não tem jurado que o segure.
Há gente que nasce com talento e há pessoas que além do talento já nasce com vontade de vencer. Era o caso de Hugo Henrique, um rapaz de Barueri. Que desde pequeno sabia o que queria, cantar. Enquanto os colegas de escola brincavam no recreio, ele estava decorar letras de música e ensaiar com o violão.
Aos 5 anos já subia em palco e antes dos 18 já tinha mais estrada que muito adulto por aí. Mas foi aos 11 anos que Hugo teve a sua grande chance. participou no reality fama de da Globo. Muita gente pensava que ele ia rebentar ali mesmo, só que não foi o que aconteceu. A participação foi rápida. Foi eliminado logo no início. Um balde de água fria.
Hugo, meu velho, tu estás a cantar na boa, mas tu ainda não tás pronto para levar 200 casas. Por isso eu vou dar-te vermelho e tu és homem, não vai chorar. O sonho, por um instante, pareceu escorregar-lhe pelas mãos. Muitos ali desapareceram, nunca mais se ouviu falar. Mas o Hugo, o Hugo voltou para estrada, pegou no futu ou guitarra, engoliu o orgulho e começou do zero.
No próprio fama conheceu o Thiago Piquilo e aí nasceu o duo Hugo em Thago. A sorte não veio de caras. Vieram os concertos em bar, as viagens longas de autocarro, os pequenos palcos, mas também veio um presente do destino, a música Apaixonado, versão sertaneja de Imbranato. Quando tocou nas rádios, o O Brasil inteiro parou para ouvir.
Depois disso, matricularam 8 segundos que virou banda sonora da novela América da Globo. E depois foi um hit atrás do outro. Adoro voar. No lugar onde vivo, desculpe, mas vou chorar. A dupla ganhou as estradas do país, mas Hugo queria mais. Com o tempo, decidiu seguir também em carreira a solo. E não foi diferente.
Continuou a compor, lançando música atrás de música. Em 2023, assinou o contrato com a Universal Music, uma das maiores editoras discográficas do mundo, e lançou o DVD, Virada de Chave. O single quando foi diretamente paraas rádios e entrou em várias playlists de música sertaneja. Hoje O Hugo é respeitado, tem prestígio, agenda cheia e fãs por todo o Brasil, mas nunca esconde de onde veio, nem das vezes que ouviu não, nem da dor de ser eliminado no início, de ver outros a avançar enquanto precisava de se reconstruir.
E há uma frase dele que resume tudo: “A A TV não abriu as portas, mas o povo abriu e abriu mesmo. Agora, se houve um menino sertanejo que se tornou fenómeno depois da rejeição, imagine-se o que aconteceu com uma menina que também foi eliminada.” Mas não baixou a cabeça, mudou de palco pelo CDJ e tornou-se uma das DJs mais respeitadas do país.
Quando Thaís Barja subiu ao palco do Ídolos em 2008, pouca gente apostava nela. Eu acho que a sua interpretação bastante introspetiva. Eu acho que para ser um ídolo tem de atingir a massa. E não vi nada para atingir a massa. Aí para mim é não. Mineira de Uberlândia, com jeitinho simples e um timbre marcante, ela chegou longe no programa, mas não venceu.
Foi cortada na semifinal, logo quando parecia que o sonho estava quase ali. Para muitos, aquilo ali seria o fim. Mas Barja fez o contrário, usou a eliminação como impulso. Desde os 3 anos que ela dizia que queria ser artista. Tocava guitarra com punha, cantava numa banda de rock na escola.
Mas depois do ídolos decidiu seguir um caminho que ninguém esperava, o da música eletrónica. Virou DJ produtora, aos poucos foi ganhando espaço num dos cenários mais fechados e dominados por homens. A reviravolta veio com a Siks Sik em parceria com o Alock, um dos maiores nomes da música eletrónica no mundo. O som rebentou e aí vieram mais colaborações.
Gabe, Vintage Culture, Volcoder. A menina de Uberlândia tornou-se presença certa em grandes festivais. Barja não só tocava, ela produzia, cantava ao vivo, fazia a pista ferver com personalidade e talento. Hoje é uma das DJs mais respeitadas do Brasil, com músicas nas maiores playlists e presença internacional.
Mesmo sem contrato com editora gigante, construiu tudo na raça, espectáculo a espectáculo, batida a batida. E pensar que tudo começou com um não palco do Record. E se pensa que só aqui no Brasil artista sofre para conquistar espaço, o próximo caso vai-te deixar de queixo caído. Porque lá na Inglaterra, um ruivo franzino também foi rejeitado, chamado de Sem Carisma, e tornou-se simplesmente o cantor mais ouvido do mundo.
Era apenas um menino ruivo, magro, com gaguez, óculos grandes e roupas simples. Cresceu numa cidade pequena da Inglaterra. sem qualquer glamur. Enquanto outros miúdos sonhavam em serem jogadores de futebol ou estrelas de cinema, Ed Sheiron queria apenas cantar, mas o mundo parecia decidido a fazê-lo desistir.
Desde pequeno que Eddie foi alvo de piadas por causa da aparência. “Você nunca vai ser cantor com essa cara”, diziam. Na escola era o tipo de miúdo que passava despercebido. Quando subia a um palco com o seu violão e tentava mostrar o que sabia, era interrompido, ignorado ou simplesmente mandado embora. Em vez de desistir, Ed afundava-se ainda mais na música.
passava horas a escrever, a treinar sozinho, gravando demos baratinhas e se apresentando em qualquer lugar que o deixassem subir. Pubs vazios, aniversários, calçadas de estação de comboio. E não se pense que foi rápido. Foram anos e anos sendo rejeitado por todas as gravadoras possíveis. Um dos executivos chegou a dizer: “Cantas bem, mas não tem aparência de estrela.
Ninguém vai comprar a sua imagem. Outro foi mais direto. Você não serve paraa indústria. Você não é vendável. Houve até quem zombasse da forma como ele usava o Loop Station no palco, aquele equipamento que grava camadas de som ao vivo. Chamavam de truque de nerd, de coisa improvisada, mas seguiu sem contrato, sem empresário, sem dinheiro, apenas com o guitarra, a mochila às costas e um sonho insistente.
Ed apanhava autocarros pelo país, dormia em sofás de amigos, em estações de metro, às vezes até na rua, só para poder cantar em algum canto no dia seguinte. Até que em 2010 decidiu tentar a sorte nos Estados Unidos. Chegou em Los Angeles sem conhecer ninguém, se apresentou em Noites Abertas e um dia caiu num evento de beneficência que mudaria tudo.
Lá estava Jamie Fox, o ator vencedor de um Óscar, que viu aquele menino tímido e ficou impressionado com a entrega. Fox levou Ed para sua casa, deu-lhe abrigo durante semanas e apresentou ele agente da indústria. Ainda assim, ainda assim, nada de contrato. Mas, pela primeira vez alguém importante dizia: “Tens talento, só precisa de uma oportunidade”.
De regresso a Miatus, Inglaterra, Ed lançou um EP de forma independente e um vídeo no O YouTube tornou-se viral uma música, uma câmara simples, ele sozinho com a guitarra e de repente milhões de visualizações. Em 2011, veio finalmente o contrato, mas ainda assim o preconceito não parou. A imprensa dizia que era alternativo demais, que não tinha o aspeto de popstar.
Mas depois veio o álbum Mais e o mundo não teve mais como ignorar. O Aim explodiu nas rádios. Lego House, Give Me Love, uma sequência de êxitos que emocionavam pela simplicidade, pela verdade crua nas letras. Ed falava de dor, de rejeição, de amor não correspondido. Coisas que toda a gente já sentiu, mas que poucos tiveram coragem de cantar daquela maneira.
E depois veio o fenómeno. Hoje, Ed Sheiren tem milhares de milhões de streams. Os seus álbuns quebraram recordes, os seus concertos esgotam estádios. Canta com Beyonc, Taylor Swift, Emin foi chamado o compositor mais influente da década. E o mais louco. Ele ainda é o mesmo rapaz ruivo de t-shirt básica e ténis simples.
Nada de super produção, nada de personagem, só ele, o guitarra, o Loop Station e o talento que o mundo tentou silenciar, mas falhou. Ed Sherren provou que o verdadeiro talento não necessita de aprovação da indústria e que, por vezes, ser diferente é justamente o que te vai levar mais longe. Antes de ser o embaixador do sertanejo, Gustavo Lima foi apenas mais um menino pobre tentando cantar no meio da dureza da vida.
Nascido em Presidente Olegário, Minas Gerais, em 1989. O seu nome de batismo é Nivaldo Batista Lima. Filho de um tractorista e de uma lavadeira. É o mais novo de sete irmãos. A infância foi marcada por escassez, fome e muita luta, mas também por uma coisa que ninguém podia tirar dele, o sonho. Aos 9 anos, já tocava viola com os irmãos, era autodidata.
Aprendeu sozinho a tocar guitarra, guitarra, bateria, baixo, acordeão. e a cantar. Aos 13 anos, foi tentar a sua sorte em Brasília. Deu errado. Dormiu durante três noites na estação rodoviária. Depois viveu por três meses num barraco de lona, montado com os irmãos debaixo de um pé de manga.
Houve um dia em que o cachê do concerto não nem dava para a passagem de volta, mas ele não desistiu. Formou bandas, fechou-os num bar, animou uma festa de escola e até ouvindo muitos nãos, foi juntando cada cêntimo até gravar o primeiro CD. independente. Em 2009, surgiu o primeiro sopro de sucesso com rosas, versos e vinhos, que bateu o primeiro lugar em rádio.
E em 2011, a explosão balada tchererê tchê tornou-se uma febre nacional. A partir dali foi só a subir. Vieram gatinha assanhada. Fui fiel. A gente fez amor bloqueado. E o nome Gustavo Lima tornou-se sinónimo de sucesso. Em 2017, ele foi nomeado representante oficial da festa do peão de Barretos e nasceu aí o embaixador. Mas não se ficou pela música.
Criou o festival Boteco, que enche estádios no Brasil e até nos Estados Unidos. Fundou a editora Balada Music, investe noutros artistas, gere carreiras e criou um ecossistema completo de música e negócios. Hoje, O Gustavo tem uma quinta de R5 milhões de reais com aeroporto particular, mansão de R milhões de reais em Goiânia, jatos que somam centenas de milhões e até um iate de luxo que já foi do Roberto Carlos.
Mas acima de tudo ele tem uma história. Uma história que inspira quem já teve pouco, quem dormiu no chão, quem teve de cantar com fome e mesmo assim não deixou de sonhar. E agora, depois de conhecer todas estas trajetórias, chegou o momento de refletir. Porque se até quem dormiu num barraco de lona chegou onde chegou, o que te impede de correr atrás do seu próprio palco? E aí, deu para sentir o peso destas histórias? Tiaguinho, humilhado na fama, tornou-se bilionário da música brasileira.
Hugo Henrique, descartado no reality show, hoje enche concertos por todo o país. Thaí Barja, eliminada da TV, tornou-se uma referência na cena eletrónica. Ed Sharon, rejeitado pela aparência e estilo, tornou-se um dos maiores artistas do mundo. Esses nomes têm algo em comum. Todos ouviram não. Todos foram desacreditados.
Todos passaram por vergonha, rejeição, humilhação. Mas nenhum deles desistiu. Sabe o que nos ensina? Que o mundo pode até tentar apagar o seu brilho, mas ninguém tem o poder de cancelar o o seu talento. Se acredita em si, não importa quantas portas se fechem. Uma hora a certa abre. Agora quero saber qual destas histórias mais te tocou.
Já passou por alguma situação semelhante onde todos duvidou de si? Comenta aqui em baixo porque vou estar a ler e a responder geral. E claro, se este vídeo te inspirou de alguma forma, deixa o like, subscreve o canal e ativa o sininho, porque todas as semanas tem vídeo novo com histórias que emocionam, provocam e fazem-nos pensar.
E no próximo episódio vai conhecer celebridades que perderam tudo e tiveram de recomeçar do zero. Prepare-se para mais uma dose de realidade sem filtro. A gente se vê no próximo vídeo. Até lá.