E o menino que fazia entrega de pastel ficou a olhar para a situação sem poder fazer absolutamente nada. Foi nessa altura que ele encontrou o skate. E o skate salvou esse miúdo. Ele foi tão a fundo que chegou a ser vice-campeão paulista de freestyle. E foi na pista que surgiu o alcunha que o Brasil inteiro conheceu. Os amigos chamavam-lhe chorão, porque ele chorava cada vez que caía.
Ele mesmo contava esta história rindo em entrevistas. Aos 17 anos, foi viver para Santos, no litoral de São Paulo, e nunca mais saiu de lá. Casou cedo, teve o filho Alexandre, o Xand, aos 20 anos. Só que a vida ainda não se tinha tornado fácil. Sem estudo, sem formação, os empregos que apareciam eram bicos. Ele foi despejado mais do que uma vez por não conseguir pagar a renda.
Teve os móveis confiscados por dívida. Pode acreditar, a música. Confisco que muita gente já ouviu na vida nasceu desta história verídica, de um tipo que perdeu o que tinha porque não conseguia pagar o que devia. Mas há um pormenor nesta história que muda tudo. Em vez de deixar a vida vencer, o chorão apanhou tudo aquilo, a dor, a dificuldade, a raiva, a saudade e transformou-a em música.
E foi exatamente aí que tudo começou a mudar. Este era o chorão antes da fama. Um miúdo que entregou o pastel, perdeu o móvel, viu a mãe quase morrer e ainda assim não parou. E foi exatamente esse tipo que um dia encheu os maiores ginásios do Brasil. Chorão estava num bar em Santos com os amigos. Tinha uma banda a tocar.
O vocalista saiu para ir à casa de banho e alguém do público pegou no microfone durante um minuto. A galera começou a gozar. Depois o chorão foi lá, pegou no microfone e começou a cantar. Quando terminou, todo o público tava chorando. Não de tristeza, de emoção. Naquele momento, toda a gente no bar percebeu que aquele tipo tinha alguma coisa diferente e o chorão apercebeu-se também. Foi aí que o sonho se tornou plano.
Ele já conhecia um miúdo chamado Champinhon, que na altura tinha apenas 12 anos de idade. 12 anos. E já tocava como poucos. O Chorão reuniu-o, o Renato, o Pelado e o Marcão. E o Charlie Brown Júnior nasceu em 1992. Só que há um pormenor nesta história que pouca gente sabe. O nome da banda não foi escolhido numa reunião, não foi resultado de uma votação, não teve nenhum romantismo.
O chorão atropelou uma barraca de coco em Santos que se chamava-se Charlie Brown. estavam procurando o nome para a banda naquele exato momento e pronto, estava dado. A vida do chorão era assim, as coisas aconteciam. No início, a banda tocava apenas em Santos e São Paulo, principalmente em eventos de skate.
Como o Champinhon era menor de idade, necessitavam de autorização judicial para tocar em casas noturnas, mas tocavam do mesmo jeito. Gravaram uma demo tape. Essa fita circulou e através de um amigo foi parar nas mãos de Rick Bonadaio. mesmo Rick Bonadaio que tinha descoberto os mamonas assassinas. Foi diretor da Virgin Records no Brasil, ouviu a fita, gostou na hora e assinou a banda.
A fita virou o primeiro álbum, Transpiração Contínua Prolongada, e o Charlie Brown Júnior explodiu. Aí vem o número que impressiona. Em 21 anos de carreira, a banda lançou 11 álbuns e vendeu mais de 5 milhões de exemplares. 5 milhões. Numa época em que as pessoas ainda compravam CD, iam à loja, escolhiam na prateleira e levavam para casa sem streaming, sem algoritmo, sem nada disso. Ganharam dois grams latinos.
E as músicas falavam de quê? da vida do chorão. Skate, dificuldade, mulher, rua, recomeço. A mesma vida que quase tinha engolido, virou Hit atrás de Hit. Confisco, céu azul, Days Gone by. Não é sério. Cada uma destas músicas tem uma história real por trás. E foi exatamente foi isso que ligou o Brasil inteiro, porque não era só música, era verdade.
Com o dinheiro da fama, o chorão fez o que todo o homem que saiu do zero quer fazer. Mostrou que chegou lá e não tinha vergonha nenhuma disto. O chorão não escondia o que tinha conquistado. Ele falava isso abertamente, em entrevistas, sem rodeios nenhuns. Dizia que andava de carrão porque tinha lutado para isso, que não ia estar a esconder, que tinha prosperado, que a sua vitória era dele e tinha orgulho em mostrá-lo.
E faz sentido pensar assim: “Quem saiu do zero? Quem perdeu o móvel? Quem foi despejado? Quando lá chega não precisa pedir desculpa a ninguém. Só que tem uma parte desta história que contrasta com tudo isto e contrasta de um jeito que é difícil de explicar. O endereço mais famoso da vida do chorão era um cobertura na rua Moraz, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
Um apartamento por piso, 245 m², num dos metros quadrados mais caros da cidade, que chega aos R$ 15.000 R$ 1000 por metro, ultrapassando mesmo bairros como o Morumbi. Os corretores estimavam o valor desse imóvel entre 4 e 6 milhões deais. 4 a 6 milhões. O menino que entregava pastel de bicicleta tinha uma cobertura que valia isso.
Mas depois vem o pormenor que muda tudo. No dia 6 de março de 2013, quando a polícia chegou a esse apartamento, o que encontraram não combinava em nada com o endereço. O delegado Itadibá Vieira descreveu o local com uma frase que ficou na cabeça de quem acompanhou o caso. Ele disse que o apartamento dava a sensação de que estava abandonado.
Tinha garrafas de bebida, foi espalhadas pelo chão, latas de energético e um pó branco sobre as superfícies, recolhido pela polícia para análise toxicológica e confirmado depois como o apartamento que valia R$ 6 milhões deais. Parecia que ninguém ali morava há tempo. O homem que dizia não ter vergonha de ter prosperado foi encontrado num lugar que a polícia descreveu-o como abandonado.
Isso mesmo que está a ouvir. Depois da morte, o imóvel foi bloqueado judicialmente. Ficou fechado, parado, envolto numa disputa de inventário que durou anos. O destino final, herdado pelo filho Xando. Até hoje ninguém sabe ao certo o que aconteceu com aquela cobertura. E esse contraste, o luxo do tratamento contra o abandono do que estava dentro, diz muita coisa sobre os últimos anos da vida do chorão.
Mais do que qualquer entrevista, mais do que qualquer música. Mas o apartamento de Pinheiros não foi o único bem que ficou para trás. Tem um lugar em Santos que era o maior sonho da vida dele. Um lugar que construiu com orgulho, que bancou do seu próprio bolso durante anos e que teve um fim que dói só de contar. Antes da música, antes da fama, antes de qualquer coisa, tinha o skate.
O skate foi o que salvou o chorão quando era um adolescente perdido pelas ruas de São Paulo. Foi o que deu direção para uma vida que não tinha nenhuma. Foi o que deu o apelido que o Brasil inteiro conheceu. Assim, quando o chegou dinheiro, o chorão fez o que qualquer pessoa o faria. Com o sonho que carregou a vida inteira, construiu o sonho.
Em 2003, inaugurou o Chorão Skate Park em Santos, no bairro da Vila Matias. Uma pista de skate indoor completa, rampas, banks, mini ramp, street area com corrimões, tudo. Tinha uma loja de skate, snack-bar e dentro do mesmo espaço um estúdio musical privado. Era o chorão inteiro num só lugar. E ele bancava tudo aquilo do seu próprio bolso. Todos os meses saía do bolso dele o aluguel do barracão, R$ 16.
000 por mês durante 9 anos seguidos. Por 9 anos, aquele local foi um ponto de encontro de esquistas, de fãs, de amigos. Um espaço que não existia em Santos antes dele, que criou de raiz, como criou tudo na vida. Só que quando morreu, o sonho não sobreviveu. Sem o chorão pagando, as contas começaram a acumular rapidamente.
Em setembro de 2013, menos de 6 meses depois da sua morte, o chorão skate park fechou portas. A dívida era de 150.000$. O irmão do chorão, Fábio Abrão, tentou manter o local a funcionar, fez o que pôde, mas chegou um momento em que ele mesmo reconheceu, já não tinha saída. Aí a comunidade decidiu reagir. O cantor Tico Santa Cruz, vocalista dos banda Detonautas e um dos maiores admiradores do chorão, liderou uma campanha nas redes sociais.
O nome era direto ao assunto # quero manter o sonho do chorão vivo. E o Brasil respondeu: Luciano Hul entrou, João Paulo Diniz entrou, Sônia Abrão, prima do próprio Chorão, entrou. Uma empresa propôs-se a assumir a totalidade da dívida de R$ 150.000. Foi enviada uma carta de intenções pro presidente da Câmara de Santos com um projeto social que seria desenvolvido na pista.
Parecia que o sonho ia ser salvo, só que ninguém estava preparado para o que veio depois. Os donos do terreno recusaram tudo, cada proposta, cada oferta, cada tentativa. Circulou nos bastidores que uma concessionário de veículos de luxo tinha interesse na área e fez uma oferta que tornou inviável qualquer outro acordo.
E em janeiro de 2014, a pista foi demolida, onde antes existia uma rampa, graffiti e o som de skate a rolar, ficou um terreno vazio. A cena, para quem acompanhou, foi desoladora. Tudo o que o Chorão construiu com orgulho, tudo o que bancou durante 9 anos virou entulho num único mês. Mas há uma parte dessa história que quase ninguém conhece.
Em 2020, dois fãs de nome Victor Morais e André Covadlov fizeram algo que ninguém esperava. Eles recriaram o chorão skate parque inteiro dentro do jogo Tony Hawks Pro Skater 1 mais do que a PlayStation 4. Cada rampa, cada detalhe, cada canto daquele local que foi demolido, reconstruído dentro de um videojogo.
Hoje qualquer pessoa pode entrar no jogo, procurar pelo nome Tio Pio na busca e andar na pista do chorão. A pista já não existe no mundo real, mas existe num videojogo. E ninguém conseguiu demolir isso. Enquanto o skate park virava em Túlio, em Santos, tinha outra parte do património do chorão, que sobreviveu de uma forma diferente, a parte que ele mostrava com mais orgulho e que até hoje circula pelas ruas como uma relíquia.
Há uma frase do chorão que resume tudo. Disse numa entrevista sem rodeios olhando diretamente para a câmera. A gente anda de carrão porque cresceu na vida e a gente não vai estar a esconder que melhorou e prosperou. Não tenho vergonha disso. É a minha luta, a minha vitória, a minha batalha e os meus resultados.
Quem ouviu esta frase e veio debaixo sabe exatamente o que ele quis dizer. Não é ostentação, é chegada. E os carros do chorão contam esta história melhor do que qualquer palavra. O mais icónico de todos era um Cadilacil 1991, preto, imponente clássico americano. O tipo de carro que o rapaz que entregava pastel de bicicleta via a passar na rua e sonhava um dia tê-lo.
Esse cadillac apareceu na capa do álbum Na Estrada na Aividade, lançado em 2005, com os membros dos Charlie Brown Jor posando ao lado como se o mundo fosse deles e naquele momento era. Tinha também um chevrolet pala de 1964, cultura low rider, suspensão modificada, aquela estética americana dos anos 60 que o chorão admirava desde sempre.
O tipo de carro que aparecia nos videoclipes e que dizia tudo sobre o universo que ele queria habitar. E aí vem o pormenor que surpreende. Depois da morte do chorão, muita gente esperava que esses carros tivessem desaparecido. Abandonados num barracão, vendidos às pressas, esquecidos. Não foi isso que aconteceu.
O Cadilac passou por alguns proprietários ao longo dos anos. Primeiro ficou com um amigo próximo, depois integrou a coleção de um clube de automóveis em São Paulo. Em 2025, o automóvel foi entregue impecavelmente restaurado a um novo proprietário por uma empresa especializada, polido, conservado, rodando como peça de colecionador que conta um pedaço da história do rock brasileiro.
O Impala também foi localizado por fãs anos mais tarde, guardado, conservado nas mãos de um entusiasta. Ver aquele carro ainda existindo trouxe uma emoção que é difícil de explicar para quem acompanhou tudo. Olha que curioso, os carros do chorão sobreviveram melhor do que muita coisa que ele deixou para trás. Mas o Chorão não era apenas músico e colecionador de automóveis.
Era empresário e pensava grande. Em 2009, lançou duas marcas de roupa, a Doce e a La Plata. Escreveu e o argumento do filme O Magnata, lançado em 2007, deixou um livro escrito que o filho Xand publicou postumamente em 2017. Tinha planos, projetos, ideias que não chegaram a sair do papel. Esse homem não era só voz e microfone.
Era um tipo que construía coisas, que pensava no amanhã, que queria deixar algo para além das músicas. Só que quando ele morreu, alguém precisava de decidir o que fazer com todos os aquilo. Um património de 25 milhões de reais, imóveis, automóveis, direitos autoral, marcas, projetos. E essa decisão quase partiu uma família no meio.
Quando uma pessoa se vai embora sem testamento, a lei é clara. Tudo fica para o herdeiro mais próximo. No caso do chorão, esse herdeiro era o filho, o Xand, um jovem que, de repente, aos 20 e poucos anos, viu-se responsável por um património de R$ 25 milhões de reais. imóveis, automóveis, direitos de autor, marcas, aplicações, tudo de uma só vez, sem aviso.
E aí pergunta: “Mas e a família? E a mãe e o irmão?” Pois, é exatamente aí que a história se complica. Porque o chorão não era só o provedor da própria vida. Ele sustentava a família inteira. A Dona Nilda, a mãe, recebia uma mesada mensal de R$ 16.000. Fora isso, o filho pagava todos os medicamentos dela. Ela havia sofrido dois AVC e necessitava de cuidados constantes.
Pagava o condomínio, a secretária doméstica, os tratamentos médicos. Do dia para a noite, tudo parou. A mesada parou, os medicamentos pararam, o condomínio parou, a secretária parou. Imagina acordar um dia e tudo o que dependia simplesmente de já não existir. O irmão do chorão, Fábio, também dependia financeiramente dele e de viu-se subitamente na mesma situação, sem rede, sem suporte, sem o irmão que segurava tudo.
Enquanto isso, o Xand tinha herdado 25 milhões. Dona Nilda recorreu à justiça, pediu uma pensão mensal de 10.000€ do neto. Valor que ela disse ser o mínimo para manter o que o filho providenciava. A ação correu por anos. E em 2017, o Tribunal de de São Paulo proferiu a sentença. O neto não tinha a obrigação legal de pagar pensão à avó.
A decisão foi clara, tecnicamente correta. A lei diz que os filhos têm obrigação com os pais e os pais com filhos, mas neto com avó é outra história. O tribunal entendeu que a dona Nilda tinha outros filhos capazes de a ajudar. Só que aí surge a questão que fica no ar. Há quem diga que a lei foi aplicada do maneira certa, que a herança é herança, obrigação legal é uma obrigação legal e misturar as duas coisas cria um precedente perigoso.
Mas há também quem dizer que a lei e a moral são coisas completamente diferentes. Uma avó que quase perdeu o apartamento que o filho deu a ela, que ficou sem mesada, sem remédio, sem suporte, merecia mais do que uma sentença judicial fria. E aí fica a pergunta para si. Mas espera, porque o que veio depois dessa decisão é o que muda tudo.
Silenciosamente, longe das câmaras e dos jornais, alguma coisa mudou entre o Xand e a avó. sem anúncio, sem entrevista, sem nota paraa imprensa. Um dia o Xand postou uma foto no Instagram, ele e a dona Nilda juntos e na legenda escreveu apenas quatro palavras: “Não precisa de legenda”. Esta foto diz mais sobre o que se passou entre eles do que qualquer processo judicial.
A família que quase se partiu no meio encontrou um caminho silencioso de volta, mas tem ainda uma parte dessa história que é a mais humana de todas e que começa com uma frase simples que o chorão disse à mãe num dia que ela nunca se esqueceu. Em algum momento antes de morrer, o chorão chamou a mãe e disse uma frase simples, direta, do maneira que ele era. Está liquidado, mãe.
É seu. Tinha comprado um apartamento em Santos à dona Nilda, um imóvel avaliado em R 15 milhões deais num bairro nobre da cidade, onde viveu a vida inteiro, liquidou do seu próprio bolso. Sem prestações, sem pendências, sem dívida. O menino que foi despejado por não pagar arrendamento comprou um apartamento para a mãe e liquidou a vista.
Quem cresceu a ver a mãe se virar para pagar as contas sabe o tamanho desse momento. Só que tinha um problema. O chorão nunca transferiu formalmente o imóvel para o nome dela. E quando morreu, este apartamento que disse que era dela, que ela morava, que ela considerava seu, entrou no inventário, foi herdado pelo Xand juntamente com tudo o resto.
Do ponto de vista da lei, o apartamento nunca foi de dona Nilda. E foi aí que ela disse numa entrevista uma frase que partiu o coração de quem ouviu tomorando de favor no próprio apartamento. Uma mulher de mais de 70 anos que sofreu dois AV6 que dependia de cuidados constantes com medo de ser despejada pelo neto do apartamento, que o filho disse ser dela, sem mesada, sem medicamentos pagos, sem secretária, sem o filho.
Ela chegou a dizer que não queria nada da herança, que podia ficar com tudo, que só queria uma coisa, a segurança de ter onde viver, só uma coisa. E há um pormenor nesta história que jura que é verdade. Durante os anos mais difíceis, depois da morte do chorão, quando a dona Nilda estava mais sozinha, apareceu um fã, um rapaz chamado Denis, que começou a visitá-la, que ia até ao apartamento, sentava-se, tomava café, comia bolo, conversava.
A Dona Nilda passou a chamar ele de Neto postiço, um fã do filho que nunca conheceu. Tornou-se a companhia da mãe nos dias mais duros. Isto é o Brasil de verdade. Com o tempo, as coisas foram-se resolvendo. O Xand garantiu, através dos advogados que a dona Nilda nunca seria retirada do apartamento. Assumiu as despesas, formalizou o direito de habitação vitalícia e como vimos antes, a foto no Instagram disse o resto.
A família que quase se perdeu se encontrou de volta. Hoje, a dona Nilda ainda vive naquele apartamento em Santos. O mesmo que o filho comprou, liquidou e disse que era dela. O mesmo que por uma crueldade burocrática quase deixou de o ser. E quando pensa em tudo o que o chorão deixou para trás, o apartamento de pinheiros parado, a pista de skate demolida, os carros virando relíquia, as marcas de roupa sem dono.
Talvez a única coisa que ficou de pé do forma que ele queria tenha sido aquela. mãe no apartamento segura com onde morar. O menino que entregava pastel de bicicleta pelas ruas de São Paulo conseguiu, no final de contas, fazer o que todo o filho que veio debaixo sonha em fazer.
Colocou a mãe num lugar seguro e isto nenhuma burocracia, nenhum inventário, nenhuma sentença judicial conseguiu tirar. Então diz-me uma coisa, acha que o Xand fez o que estava certo com a avó? Deixa nos comentários a tua resposta. Agiu certo pela lei, errou pela moral ou redimiu-se no final com aquela foto? Quero muito ler o que me pensa sobre isso.
Se este vídeo te tocou de alguma forma, deixa o like, ajuda muito mais do que parece. E se você ainda não está inscrito no canal, se inscreve. Tem muito mais história assim vindo por aí, porque no próximo vídeo a gente vai abrir o baú de outro ídolo brasileiro, que também saiu do zero, construiu um império a partir do nada e deixou para trás bens que até hoje ninguém sabe direito o que fazer com eles.
Você não vai querer perder. M.